Marquês de La Fayette

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Marquês de La Fayette
Marquis de Lafayette 1.jpg
O marquês de La Fayette
Conhecido(a) por Lafayette
Nascimento 6 de setembro de 1757
Castelo de Chavaniac, França
Morte 20 de maio de 1834
Paris, França
País Royal Standard of the Kingdom of France.svg Reino da França
 Estados Unidos
Força Royal Standard of the Kingdom of France.svg Guarda Nacional
Estados Unidos Exército
Anos em serviço 1775-1804
Hierarquia Maréchal de camp
Major-general
Batalhas/Guerras Guerra Civil Americana
Revolução Francesa
Outros Serviços Político (membro da Assembleia Nacional)

Marie-Joseph Paul Yves Roch Gilbert du Motier, mais conhecido como Marquês de La Fayette (Pronúncia francesa: [maʁki də la fajɛt]) ou simplesmente La Fayette ou Lafayette (Chavaniac-Lafayette, 6 de Setembro de 1757 – Paris, 20 de Maio de 1834), foi um aristocrata e militar francês. Participou na Guerra da Independência dos Estados Unidos, no posto de general, e foi líder da Garde nationale durante a Revolução Francesa.

Durante a Revolução Americana, Lafayette serviu como major-general no Exército Continental, comandado por George Washington. Ferido na Batalha de Brandywine, ainda assim conseguiu organizar uma retirada com sucesso. Serviu com distinção na Batalha de Rhode Island. A meio da guerra, regressou a França para negociar um aumento do apoio francês. No seu regresso, bloqueou o avanço de tropas lideradas por Charles Cornwallis no cerco de Yorktown, enquanto os exércitos de Washington, e aqueles enviados pelo rei Luís XVI, sob o comando do general de Rochambeau, almirante de Grasse, e almirante de Latouche Tréville, se prepararam para a batalha contra os britânicos.

Em França, no ano de 1788, Lafayette foi chamado para a Assembleia dos Notáveis para tentar ajudar a resolver o problema da crise fiscal. Lafayette propôs uma reunião da Assembleia dos Estados Gerais, onde os representantes dos três níveis da sociedade francesa -clero, nobreza e povo — se encontraram. Foi vice-presidente da comissão organizadora dea reunião e apresentou um esboço da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Lafayette foi nomeado para comandante-em-chefe da Garde nationale em resposta à violência. Durante a Revolução francesa, Lafayette tentou manter a ordem ao ponto de dar instruções à Garde nationale para disparar sobre os manifestantes no Champ de Mars, onde terão morrido cerca de 50 pessoas, em Julho de 1791; por esta sua acção, acabou por ser perseguido pelos jacobinos. Em Agosto de 1792, à medida que as facções radicais da Revolução viam o seu poder aumentado, Lafayette tentou fugir para os Estados Unidos através da República Holandesa. Foi capturado pelos austríacos e passou mais de cinco anos na prisão.

Lafayette regressou a França depois de Napoleão o tirar da prisão em 1797. Recusou participar no governo de Napoleão, mas foi eleito para a Câmara dos Deputados do governo dos Cem Dias, durante a Carta de 1815. Com a Restauração francesa, Lafayette tornou-se um membro liberal da Câmara dos Deputados em 1815, um cargo que manteve até à sua morte. Em 1824, o Presidente James Monroe convidou Lafayette para os Estados Unidos como "convidado da nação"; durante a viagem, visitou os 24 estados da união na época. Em honra do seu contributo para a Revolução Americana, muitas cidades e monumentos dos Estados Unidos têm o seu nome. Durante a Revolução de Julho de 1830 em França, Lafayette recusou uma oferta para se tornar ditador; em vez disso, apoiou Luís Filipe como monarca constitucional. Lafayette morreu a 20 de Maio de 1834, e encontra-se sepultado no Cemitério de Picpus, em Paris, debaixo de terra trazida da sepultura de George Washington, de Mount Vernon.

Tornou-se cidadão norte-americano em vida, e recebeu cidadania honorária dos Estados Unidos em 2002. Pelas suas acções e desempenho tanto para a França como para os Estados Unidos, ficou conhecido como "O Herói dos Dois Mundos".

Monumento a La Fayette em Paris
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Bibliografia [editar]

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