Marquês de Pombal (título)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Armas dos Carvalhos, Marqueses de Pombal e Condes de Oeiras.

O título de marquês de Pombal foi instituído por decreto do rei D. José I de Portugal de 16 de Setembro de 1769, em benefício de Sebastião José de Carvalho e Melo, diplomata e primeiro-ministro de Portugal, já anteriormente agraciado pela sua folha de serviços com o título de Conde de Oeiras.

Lista de marqueses de Pombal[editar | editar código-fonte]

  1. Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782), 1.º conde de Oeiras e 1.º marquês de Pombal.
  2. Henrique José de Carvalho e Melo (1742-1812), filho do anterior, 2.º conde de Oeiras e 2.º marquês de Pombal, presidiu o Senado da Câmara de Lisboa. Por não ter gerado descendência legítima, seu irmão o sucedeu nos títulos da Casa.
  3. José Francisco Xavier Maria de Carvalho Melo e Daun (1753-1821), irmão do anterior, 1.º conde de Redinha, 3.º de Oeiras e 3.º marquês de Pombal.
  4. Sebastião José de Carvalho Melo e Daun (1785-1834), filho do anterior, 2.º conde de Redinha, 4.º de Oeiras e 4.º marquês de Pombal.
  5. Manuel José de Carvalho Melo e Daun de Albuquerque Sousa e Lorena (1821-1886), filho do anterior, 6.º conde de Oeiras e 5.º marquês de Pombal.
  6. António de Carvalho Melo e Daun de Albuquerque e Lorena (1850-1911), filho do anterior, 5.º conde de São Tiago de Beduído, 8.º de Oeiras e 6.º marquês de Pombal.

Depois da implantação da Republica foram reconhecidos pelo Concelho de Nobreza como representantes do título:

7. Manuel José de Carvalho e Daun de Albuquerque e Lorena, 7.º marquês de Pombal, 9º conde de Oeiras (1875-?)

8. Sebastião José de Carvalho Daun e Lorena, 8.º marquês de Pombal (1903-?)

9. D. Manuel Sebastião de Almeida de Carvalho Daun e Lorena, 9º marquês de Pombal (1930- …), atual representante


Ícone de esboço Este artigo sobre História de Portugal é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.

Sebastião José de Carvalho e Melo nasceu a 13 de Maio de 1699, estudou em Coimbra, primeiramente direito, depois história.

Entre 1738 e 1749, fez carreira e atuou em missões diplomáticas, primeiro em Londres, depois em Viena, foi embaixador de Dom João V nas cortes inglesa e austríaca, embora sem significativo sucesso para Portugal, estas missões foram importantes para a formação política e econômica de Sebastião José de Carvalho e Melo, Em 1750, com a subida ao trono de Dona José, foi nomeado secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, e a sua grande capacidade de trabalho e de chefia revelou-se na forma como encarou o trágico terramoto de 1755 que destrói a cidade de Lisboa,com isto Pombal teve a oportunidade de reconstruir a cidade com feições mais modernas e racionais tirando-lhe a feição medieval, e a partir do momento que se tornou o homem de confiança de Dom José I, passou a implantar uma série de reformas na administração, nas finanças e no sistema militar com o fim de modernizar Portugal e suas colônias.

Seu projeto de restaurar a economia portuguesa, provocadas sobretudo pela interrupção na exploração do ouro brasileiro, diminuiu a influência externa, particularmente da Inglaterra quando adotou uma política de monopólios mais estreitos de comércio com a colônia, pois a metrópole até então servia apenas de entreposto dos produtos coloniais para o resto da Europa, reformou o ensino, anteriormente nas mãos dos Jesuítas, através de novos métodos pedagógicos e da criação de novas escolas como o Real Colégio dos Nobres, também empenhou-se fortemente no reforço do poder régio, diminuindo o poder de algumas casas nobres, afastando todos os que se colocavam contra suas reformas, Pombal foi um dos representantes do despotismo esclarecido que justificava o poder absoluto do monarca, não pelo direito divino, mas pelo princípio da racionalidade quando nenhuma contestação à autoridade do rei era tolerada, daí a expulsão da Companhia de Jesus de Portugal e seus domínios com o seqüestro dos seus bens em 13 de Janeiro de 1759, porque a sua influência na sociedade portuguesa e as suas ligações internacionais eram um entrave ao fortalecimento do poder régio, e um outro fato que também contribuiu para esta campanha de Pombal contra os jesuítas, foi a acusação de terem participado do atentado ao rei Dom José I em 1758, e com os jesuítas expulsos, seus colégios fechados e substituídos pelas "aulas régias", as missões passam a ser administradas por civis através do Diretório dos Índios, a idéia de Pombal era laicizar o ensino, mas a solução tornou-se mais negativa que positiva, pois a expulsão da Companhia de Jesus trouxe enormes prejuízos, tanto para os aldeamentos, como para a educação e ensino na colônia, feito até então pela Igreja, e no ano de 1759, recebeu o título de conde de Oeiras e o de Marquês de Pombal. Com Pombal também, iniciou-se a primeira abertura de Portugal à cultura européia, recebendo influência tanto do Iluminismo, como das letras e filosofia, quando criou o grupo dos "estrangeirados", ou seja daqueles que se identificavam e estavam em sintonia como a nova mentalidade moderna européia.

Em relação ao Brasil, Pombal reforçou os laços mercantilistas com a colônia quando criou a Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão em 1755, dando a esta direitos exclusivos de navegação, tráfico de escravos e compra e venda das drogas do sertão e da mesma forma, transferiu a capital de São Luís para Belém, ponto estratégico para o comércio da região amazônica e no ano de 1763, transfere a capital da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro, tornando-se assim mais próxima dos centros mineradores e mais dinâmicos da economia colonial e também por motivos militares ocasionados pelos conflitos com os espanhóis na colônia de Sacramento e em Sete Povos das Missões.

Com a morte de Dom José I em 1777, e a ascensão de Dona Maria I, e devido aos vários abusos do poder que cometeu, o que lhe valeu a antipatia e a criação de inúmeros inimigos, à oposição ao marquês tornou-se muito ativacom isto Pombal pede demissão e Dona Maria I mandou realizar uma sindicância aos seus atos, e a nova administração abre um processo contra ele e em 1780 é considerado culpado, e a rainha anula a política pombalina, e isso valeu-lhe o apelido de "a Viradeira". E devido à sua idade avançada, 80 anos, foi apenas condenado a viver afastado de Lisboa por isto foi se exilar em Pombal, onde faleceu em 8 de maio de 1782 no seu palácio do Pombal.