Marta Suplicy

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Marta Teresa Smith de Vasconcelos
Marta Teresa Smith de Vasconcelos
Prefeita de São Paulo
Mandato: 1 de janeiro de 2001
1 de janeiro de 2005
Precedido por: Celso Pitta
Sucedido por: José Serra
Nascimento 18 de Março de 1945 (63 anos)
São Paulo, SP
Partido político: PT
Profissão: Psicanalista
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Marta Suplicy (São Paulo, 18 de março de 1945) é uma política e psicóloga brasileira e atual ministra do Turismo.

Índice

[editar] Biografia

Nascida Marta Teresa Smith de Vasconcelos, filha de Luís Alfredo Smith de Vasconcelos, membro de uma família aristocrata paulista (filho do terceiro barões de Vasconcelos e neto do conde italiano Alessandro Siciliano) e de Noemia Fraccalanza, casou-se em 1964 com Eduardo Matarazzo Suplicy (de família também tradicional e aristocrática, nome forte no PT) com quem teve três filhos, João, André e Eduardo (o cantor Supla).

Separou-se em 2001, logo após se eleger prefeita, mas manteve o sobrenome que ajudou a popularizar-se. Com o divórcio oficializado em 2003, casou-se com o franco-argentino Luis Favre.

[editar] Carreira

Na juventude foi líder estudantil, fundou o Grêmio do Colégio Nossa Senhora de Sion, em São Paulo, no estado de São Paulo, precisamente no bairro de Pirituba.

Formada em Psicologia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, fez pós-graduação na Universidade de Stanford em 1973, onde foi líder estudantil.

É membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise e da International Psychoanalytical Association, além de fundadora e ex-presidente do Instituto de Políticas Públicas Florestan Fernandes (1999-2000), organização que tem como objetivo elaborar propostas e políticas alternativas para a cidade de São Paulo e Região Metropolitana de São Paulo.

Foi também fundadora e presidente do Grupo TVer (1997), ONG que estimula a visão crítica sobre os abusos e excessos nas programações das emissoras de TV e defende os direitos dos telespectadores. Também fundou o GTPOS (Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual), ONG que desenvolve trabalhos de capacitação e oficinas para profissionais de saúde e educação na área de orientação sexual e prevenção da AIDS.

Na década de 80, ancorou programa sobre sexualidade no programa TV Mulher, da Rede Globo - momento em que, após a ditadura militar, era possível falar no assunto, até então banido da mídia.

[editar] Política

  • 1983 - Filiação ao PT
  • 1995 a 1998 – Foi deputada federal eleita pelo PT, em São Paulo, com 76 130 votos. Na época, foi a quarta melhor votação do partido na Câmara. No Legislativo, foi autora de vários projetos de lei, como a Parceria Civil Registrada entre pessoas do mesmo sexo, a obrigatoriedade da cota mínima de 25% de mulheres na lista de candidatos às eleições que obedecerem ao sistema proporcional.
  • 1995 - Representante da Câmara dos Deputados na IV Conferência Mundial sobre a Mulher, Pequim, China.
  • 1996 - Representante da Câmara dos Deputados no Congresso Mundial contra a Exploração Sexual e Comercial de Crianças, na cidade de Estocolmo, Suécia;
  • 1996 a 1997 - Foi escolhida duas vezes (1996 e 1997) pelo DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) uma das cem parlamentares mais atuantes do Congresso Nacional.
  • 1997 - Vice-líder da bancada federal do PT; vice-presidente do Grupo Parlamentar Interamericano sobre População e Desenvolvimento (órgão ligado à ONU);
  • 1998 - Presidente do Grupo Parlamentar Interamericano sobre População e Desenvolvimento (ligado à ONU); candidata do PT ao governo de São Paulo, com 3,743 milhões de votos, mas que não passou ao segundo turno, ficando em 3º lugar, disputado contra Paulo Maluf e Mário Covas.
  • 2000 – Eleita prefeita da cidade de São Paulo pelo PT, com 3 248 115 votos (58,51% dos votos válidos). Disputou o segundo turno com Paulo Maluf (então PPB, atual PP).
  • 2004 - Disputa a reeleição à prefeitura de São Paulo. Obtém 2,7 milhões de votos (45% do total) no segundo turno, mas é derrotada por José Serra (600 mil votos a mais do que Marta).
  • 2004 - Eleita a primeira presidente da organização Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU), maior entidade do mundo na representação de cidades e regiões, como reconhecimento à sua gestão.
  • 2006 - Perde para o colega de partido Aloizio Mercadante as prévias internas do PT e não vê seu nome viabilizado como candidato ao governo do estado de São Paulo. Ainda no mesmo ano, assume a coordenação da campanha à reeleição do presidente Lula, no estado de São Paulo.
  • 2007 - Assume como ministra da pasta do Turismo - Segundo mandato do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

[editar] Prefeitura de São Paulo

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Marta assumiu a prefeitura de São Paulo após a gestão de Celso Pitta.

Procurou recuperar o "verde" [1], retirando o cimento de praças e avenidas, colocando plantas e flores. Foi criticada por utilizar "coqueiros" - plantas que tem raízes fracas e podem cair com ventanias[2] - por seus adversários.

Criou as subprefeituras, que foram equipadas e informatizadas [3]. A prefeitura passou, no seu mandato, do Palácio das Indústrias, no Parque Dom Pedro, para o Edifício Matarazzo, no Viaduto do Chá.

Reestruturou o sistema de transportes municipais, com as linhas convergindo para o centro da cidade de São Paulo. O sistema passou a ser em forma de círculo, com os micro-ônibus fazendo trajetos específicos e complementares aos ônibus. Acabou com parte das linhas de Trólebus da cidade de São Paulo.

No final de sua gestão fez os passa-rápido [4] (corredores de ônibus) e um túnel denominado Max Feffer [5] ligando a Av. Cidade Jardim à Av. 9 de Julho, que teria falhas no projeto, uma vez que houve inundações e interdições por chuvas dentro do túnel.[6] [7]

Instituiu o Bilhete Único, com o qual é possível fazer várias integrações de ônibus pagando uma única passagem dentro do período de duas horas. Marta enfrentou [8] no início de sua gestão sucessivas greves no serviço de transportes, organizadas por um acordo entre os sindicatos da categoria na capital. Sendo ameaçada de morte, chegou a usar colete antibalas [9].

Criou os Centros Educacionais Unificados (CEUs), estabelecimentos educacionais de grande porte com serviços e atividades especiais (teatro, piscina, creche, quadras poliesportivas), localizados em áreas carentes da cidade. Criou o também o "Vai e Volta", transporte escolar para as crianças das escolas municipais, que também distribuía material e uniforme escolar. As escolas municipais passaram a fornecer orientação sexual, o que levou a um processo com o "pedido de suspensão dos direitos políticos" por "falta de licitação" da organização que deveria administrar o referido ensino [10]. Manteve o "Leve Leite" criado na Administração do Prefeito Paulo Maluf.

Fez parceria com os comerciantes de várias regiões da cidade, criando os "shoppings em céu aberto". Reformulou o serviço funerário, modernizando-o, especialmente os carros fúnebres [11]. Também ampliou as vans para transportes de deficientes físicos. Reconheceu o direito dos companheiros do mesmo sexo dos servidores municipais, alterando o estatuto destes.

Instituiu a coleta de lixo seletiva [12], criando a "Taxa de Lixo", que foi mal recebida pela população, para investir em centrais de tratamento de lixo. A oposição [13] passou a chamá-la de "Martaxa". A utilização de liminares junto à justiça foi muito utilizada pela oposição, para suspender as obras municipais, especialmente o "Túnel da Rebouças" e "Túnel Cidade Jardim", devido aos custos e a qualidade baixa das obras [14].

Em 2004, Marta Suplicy tentou a reeleição, tendo como adversários principais o ex-prefeito Paulo Maluf, do Partido Progressista, a ex-prefeita Luiza Erundina, do Partido Socialista Brasileiro e José Serra, do Partido da Social Democracia Brasileira. Com o apoio do então governador do estado, Geraldo Alckmin, Serra vence no segundo turno com mais de 54% dos votos, e Marta quase 46%. Marta conseguiu grande votação junto à periferia da cidade, Serra é largamente vitorioso nas regiões onde habitam as classes alta e a média [15].

Em 2006, Marta Suplicy é pré-candidata a governadora pelo PT, sendo derrotada nas prévias do partido pelo senador Aloízio Mercadante, que conseguiu maioria no interior do estado. Mercadante é derrotado em primeiro turno por José Serra.

No mesmo ano, após o primeiro turno, das eleições presidenciais, a ex-prefeita se tornou líder da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo [16], em que o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, havia tido uma de suas melhores votações no primeiro turno.

[editar] Ministério do Turismo

Ao terminar do processo eleitoral, Marta Suplicy assume o Ministério do Turismo no segundo mandato do presidente Lula. Desmente qualquer interesse em se candidatar à prefeitura novamente [17].

No dia 13 de junho de 2007, Marta, como ministra do Turismo, lançou Plano Nacional do Turismo. Questionada sobre a crise no setor aéreo e o momento para um plano que incentive a viajar, respondeu: "Relaxa e goza que depois você esquece de todos os transtornos"[18]. Esta frase causou bastante impacto e depois reconheceu ter sido uma declaração infeliz.

Na Alemanha, conseguiu a abertura de linhas de crédito a empresários brasileiros interessados em investir na Copa do Mundo de 2014. Em 2007 seu ministério investiu R$ 1,1 bilhão.

Referências

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Precedido por
Celso Pitta
Prefeita de São Paulo
20012005
Sucedido por
José Serra
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