Martins (Rio Grande do Norte)

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Município de Martins
"Princesa Serrana"
"Campos do Jordão do RN"
Martins RN.jpg

Bandeira de Martins
Brasão de Martins
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 1841
Gentílico martinense
CEP 59800-000
Prefeito(a) Olga Fernandes de Queiroz (DEM)
(2013–2016)
Localização
Localização de Martins
Localização de Martins no Rio Grande do Norte
Martins está localizado em: Brasil
Martins
Localização de Martins no Brasil
06° 05' 16" S 37° 54' 39" O06° 05' 16" S 37° 54' 39" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Oeste Potiguar IBGE/2008[1]
Microrregião Umarizal IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Norte: Umarizal e Viçosa
Sul: Antônio Martins e Serrinha dos Pintos
Leste: Lucrécia e Frutuoso Gomes
Oeste: Portalegre
Distância até a capital 362 km[2]
Características geográficas
Área 169,466 km² [3]
População 8 228 hab. IBGE/2010[4]
Densidade 48,55 hab./km²
Altitude 703 m (RN: 2º)[5]
Clima tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,622 (RN: 55°) – médio PNUD/2010[6]
PIB R$ 29 901,377 mil IBGE/2008[7]
PIB per capita R$ 3 589,17 IBGE/2008[7]
Página oficial

Martins é um município brasileiro localizado no interior do estado do Rio Grande do Norte. Localiza-se a uma altitude de 745 metros sobre o nível do mar e uma distância de 377 km da capital estadual, Natal. Cidade serrana localizada no sopé das Serras de Martins, é considerada a "Princesa Serrana" ou a "Campos do Jordão do Rio Grande do Norte", devido ao seu clima e ar puro agradável em contraste com o clima semiárido de outras regiões do interior do estado.

Além da paisagem natural, Martins também é lembrada pelo seu festival gastronômico, considerado o maior festival em gastronomia de rua do Brasil[8] , pela Casa de Pedra, uma caverna com 100 metros de comprimento, e pela festa da padroeira, Nossa Senhora da Conceição, que se realiza em dezembro.

Com uma economia baseada na agricultura, pecuária de leite e de corte e no ecoturismo, possui uma área territorial de 171 km², de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano 2009 sua população é de 8.386 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

Em 20 de julho de 1736, Aleixo Teixeira, capitão-mor da Aldeia de São João do Apodi dos Tapuias Paiacus (atual Apodi), recebeu a carta de data da sesmaria de terras no alto da serra conhecida como Serra do Campo Grande (assim chamada em virtude da proximidade da povoação de Campo Grande), posteriormente conhecida como Serra da Conceição.

Seis anos depois, Francisco Martins Roriz, habitante da Ribeira do Jaguaribe, na capitania do Ceará-Grande, fundou, no alto da serra ainda inabitada, uma fazenda, que passou a ser conhecida pelo nome de seu proprietário. A denominação logo passou à de todo o conjunto da Serra do Martins.

Graças ao seu desenvolvimento vagaroso, mas contínuo, a povoação do alto da serra tornar-se-ia, um século depois, vila e em seguida município, com o nome de Maioridade, de 10 de novembro de 1841), a segunda vila do extremo ocidental da província do Rio Grande do Norte, assim nomeada em homenagem à maioridade antecipada do Imperador Dom Pedro II, ocorrida no ano anterior. A Comarca de Maioridade seria instalada no ano seguinte, sendo a terceira de toda a província (após a Comarca do Rio Grande do Norte, com sede em Natal, separada da Comarca da Paraíba em 1818, e a Comarca de Açu).

O novo município estendia-se por metade de todo o extremo oeste da província do Rio Grande do Norte, limitando-se ao norte com o de Apodi, a oeste com o de Portalegre, e a sul e a leste com os municípios paraibanos de Sousa e Catolé do Rocha, respectivamente.

Em 1847, o município passa a ser denominado Cidade da Imperatriz, em homenagem à Imperatriz D. Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias. A alteração do regime, com a Proclamação da República, leva ao resgate do nome antigo e definitivo do município, que passa a ser denominado Martins em 1890.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Dos mais de 1.000 km² que possuía no momento de sua fundação como Vila da Maioridade, em 1842, Martins encontra-se hoje reduzida, após sucessivas cisões, apenas a sede municipal (ao redor da antiga Matriz de Nossa Senhora da Conceição), áreas semiurbanizadas adjacentes e áreas rurais em um total de 171 km² localizados quase exclusivamente no alto da serra homônima, entre 690 e 800 metros de altitude.

Clima[editar | editar código-fonte]

Martins apresenta tropical chuvoso com estação seca (do tipo As na classificação climática de Köppen-Geiger), com temperaturas médias amenas, em torno dos 23 ºC, podendo chegar aos 15 ºC no inverno, o que lhe confere a alcunha de "Campos do Jordão do Rio Grande do Norte". A precipitação pluviométrica ultrapassa os 1 100 milímetros anuais, concentrados entre fevereiro e maio. Novembro é o mês mais quente do ano, com temperatura média de 23,8 °C, enquanto julho é o mais frio, com média de 21,3 °C. O mês mais seco é outubro, com média pluviométrica de apenas cinco milímetros, e março é o mais chuvoso com média de 287 mm.[9]

Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), desde 1911 o maior acumulado de chuva em 24 horas registrado em Martins foi de 170 mm em 15 de maio de 2009.[10] Outros grandes acumulados foram 168 mm em 6 de abril de 1955,[11] 157,8 mm em 22 de fevereiro de 1963,[12] 156 mm em 20 de abril de 1972[13] e 150 mm nos dias 15 de abril de 1982[14] e 26 de março de 1943.[15] Abril de 1985 foi o mês com maior volume de chuva registrado em um mês (811,2 mm).[16]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Martins destaca-se no turismo, tendo como principal evento a Festa da Padroeira Nossa Senhora da Imaculada Conceição, que é realizada a vários anos na cidade. Sendo os Eventos de motociclismo e Gastronômico outros pontos altos do município, pois é considerado uma das maiores do estado. O carnaval religioso é outro momento em que a cidade recebe muitos turistas, no qual as igrejas da cidade fazem retiros. Tem clima típico de serra, com temperatura média de 19 °C.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. FEMURN. Distâncias dos Municípios do Rio Grande do Norte a Natal-RN. Página visitada em 8 de março de 2011.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5. Rio Grande do Norte. Embrapa (2000). Página visitada em 21 de setembro de 2011. Cópia arquivada em 27 de fevereiro de 2011.
  6. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 04 de setembro de 2013.
  7. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  8. [1]
  9. Clima: Martims. Climate Data. Página visitada em 23 de julho de 2014. Cópia arquivada em 23 de julho de 2014.
  10. Ocorrência de chuvas - 2009 - Posto: Martins (particular). Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (2009). Página visitada em 23 de julho de 2014. Cópia arquivada em 23 de julho de 2014.
  11. Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1955). Chuvas - médias diárias - 4/1955 - Estação Martins. Agência Nacional de Águas. Página visitada em 23 de julho de 2014. Cópia arquivada em 23 de julho de 2014.
  12. Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1963). Chuvas - médias diárias - 2/1963 - Estação Martins. Agência Nacional de Águas. Página visitada em 23 de julho de 2014. Cópia arquivada em 23 de julho de 2014.
  13. Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1972). Chuvas - médias diárias - 4/1972 - Estação Martins. Agência Nacional de Águas. Página visitada em 23 de julho de 2014. Cópia arquivada em 23 de julho de 2014.
  14. Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1982). Chuvas - médias diárias - 4/1982 - Estação Martins. Agência Nacional de Águas. Página visitada em 23 de julho de 2014. Cópia arquivada em 23 de julho de 2014.
  15. Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1943). Chuvas - médias diárias - 3/1943 - Estação Martins. Agência Nacional de Águas. Página visitada em 23 de julho de 2014. Cópia arquivada em 23 de julho de 2014.
  16. Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1985). Chuvas - médias mensais - 1985 - Estação Martins. Agência Nacional de Águas. Página visitada em 23 de julho de 2014. Cópia arquivada em 23 de julho de 2014.
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