Marwan al-Shehhi

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Marwan al-Shehhi

Marwan Al-Shehhi (Ras al-Khaimah, 9 de maio de 1978Manhattan, 11 de setembro de 2001) foi, de acordo com o FBI, o piloto suicida do voo 175 da United Airlines que colidiu na Torre Sul do World Trade Center durante os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

Ele fez o curso de piloto na escola Huffman com Mohammed Atta. Com 23 anos, ele era o mais jovens dos quatro suicidas.

História[editar | editar código-fonte]

Nascido em Rãs Al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos, de um clero muçulmano. Ele era descrito como uma pessoa calma e religiosa.

Em fevereiro de 1996, ele fez um curso de alemão na cidade alemã de Bonn. Foi acolhido por uma família local. Ficou lá por dois anos até ir para a escola militar. De acordo com as informações do FBI, recebeu uma licença para dirigir no estado norte-americano da Flórida no ano de 1997. Tentou por vários meses passar no exame de alemão, mas voltou a Bonn depois de não conseguir. Na Alemanha, todos os estudantes estrangeiros tem que ter fluência no alemão para a graduação.

Mudou-se para Hamburgo em 1999 e trabalhou em uma companhia de telefones celulares da cidade com Mohammed Atta (o futuro líder da Operação Aviões, que é como foi chamado o ataque de 11 de setembro pelos próprios terroristas) e Ramzi Binalshib. Ali, tornou-se um radical fanático. Ele se encontrava com Atta 3 ou 4 vezes na semana para falar sobre contra os Estados Unidos e um possível ataque ao país. Quando alguém perguntava porque ele e Atta sempre estavam de cara fechada, ele tinha uma resposta pronta: “Como podemos rir enquanto pessoas na Palestina estão morrendo?".

Em outubro de 1999, ele foi filmado no casamento de Said Bahaji na Alemanha com outros seqüestradores e Ziad Jarrah (o futuro sequestrador do voo 93, que tinha como alvo o Capitólio) estava ali também.

No fim do mesmo ano, Al Shehhi, Atta, Jarrah, Bahaji e Ramzi Binalshibh decidiram voar para a Chechênia para lutar contra os russos, mas foram convencidos por Khalid Al-Masri e Mohamedou Ould Slahi no último momento a mudarem seus planos. Decidiram ir para o Afeganistão encontrar com Osama Bin Laden e treinar para os ataques terroristas. Imediatamente, Atta, Al-Shehhi e Jarrah comunicaram o roubo de seus passaportes, possivelmente para apagar do registro as permissões de entrada no Afeganistão. Depois do treinamento, os sequestradores começaram a esconder o radicalismo. Shehhi fez a barba e passou a interpretar um personagem que era menos religioso.

Após os ataques, uma funcionária de uma livraria em Hamburgo notificou às autoridades que recebeu uma carta de Shehhi com os seguintes dizeres: “Haverá milhares de mortos. Você vai pensar em mim... Você verá algo acontecendo na América. Muitas pessoas estarão mortas."

Ele retornou a Alemanha em março de 2000 e começou a aprender a pilotar jatos. Ali Abdul Aziz Ali, um dos cabeças dos ataques que forneceu dinheiro, comprou um simulador de Boeing 747 usando o cartão de crédito de Shehhi. Decidiram que a escola na Alemanha não serviria e foram para os Estados Unidos.

Nos Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Em 2000, Shehhi foi o primeiro a deixar a Alemanha e se mudar para os Estados Unidos. Embarcou em Newark, Nova Jersey, em 29 de maio de 2000. Atta o encontrou no mês seguinte para procurar por escolas de aviação. O próprio Atta tinha um guarda costas da família real saudita quando os dois tomavam lições de voo na cidade de Venice, na Flórida. Eles passaram por centenas de horas de voo em um simulador de Boeing 727. Receberam suas licenças para pilotar em dezembro de 2000. As desepesas foram pagas por Ali Abdul Aziz Ali. Em 26 ou 27 do mesmo mês, Atta e al-Shehhi abandonaram um monomotor que teve problemas na pista de decolagem do aeroporto internacional de Miami, também na Flórida. Em 29 de dezembro de 2000, Atta e Marwan foram para o aeroporto de OpaLocka e treinaram em um simulador de um Boeing 727.

2001[editar | editar código-fonte]

Al-Shehhi viajou para o Marrocos para rever amigos e voltaram para os Estados Unidos. Ele e Atta visitaram a Virginia e a Geórgia por motivos desconhecidos e retornaram para a Flórida. Se mudaram para o mesmo apartamento. Shehhi viajou para o Cairo, capital do Egito em 18 de abril de 2001, para encontrar com o pai de Atta e pegar a licença internacional de direção de veículo automotor. Retornou em 2 de maio do mesmo ano e começou a pegar vigilância de voo no verão, acompanhando as operações de tripulação aérea e os preparativos finais.

No meio de julho de 2001, alguns dos seqüestradores e membros da célula de Hamburgo se hospedaram em Salou, na Espanha, por um período de várias semanas. Registros do hotel comprovam que eles gastaram um tempo considerável dentro e ao redor de casas alugáveis relacionadas ao líder da Al-Qaeda na Espanha, Imad Yarkas. Após os ataques, investigadores espanhóis descobriram que eles foram citados em uma coluna do jornal El País. Testemunhas disseram que viram um homem com a descrição de Al-Shehhi no estacionamento dos estúdios da Universal Port aventura perto de Salou. O visitante, que estava acompanhado por dois homens perguntaram sobre as estradas no serviço de alfândega. Testemunhas indicaram a presença de Ziad Jarrah e Said Bahaji, um homem de 26 anos, velho membro da Al-Qaeda, com cidadanias alemã e marroquina. Outras testemunhas disseram ter visto Bahaji, cuja fisionomia lembrava a de Mohamed Atta, cuja presença fora confirmada no hotel.

Em 23 de agosto de 2001, Israeli Mossad teve seu nome gravado nos registros da CIA como um dos participantes do ataque. Três dias depois, Marwan foi visto dirigindo um Chevrolet azul e no banco da frente estaria um homem desconhecido. Pagou 500 dólares dizendo que ficaria no hotel em Deerefiled Beach até 2 de setembro. Sua passagem para o voo 175 foi comprada por um homem desconhecido. Dois dias antes dos ataques, foi encontrado por um empregado um dicionário alemão/inglês, manual de voo, um transferidor e uma lista de aeroportos da região.

O ataque[editar | editar código-fonte]

De acordo com as investigações, Atta telefonou para Al-Shehhi às 06h45 no dia 11. Era para confirmar que os ataques se iniciavam naquele momento. Ele entrou no avião às 08h25. Trinta minutos depois, aproximadamente, o avião foi seqüestrado. Shehhi, junto com os outros seqüestradores (chamados de comandos), tomou o comando do avião e pilotou-o até Nova York.

Sua vida se encerra às 9h02min59s, quando choca o enorme Boeing contra a Torre Sul do World Trade Center, aos olhos perplexos do mundo inteiro, que não acretitava que um segundo avião se chocara contra o complexo.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]