Mary Bell

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Mary Flora Bell
Nascimento 26 de maio de 1957 (57 anos)
Newcastle upon Tyne (Inglaterra)
Nacionalidade Inglaterra Inglesa
Crime(s) Assassinato
Situação Em liberdade por cumprimento de pena

Mary Flora Bell (Newcastle upon Tyne, 26 de maio de 1957) é um mulher britânica condenada em dezembro de 1968 pelo homicídio doloso de dois meninos, Martin Brown (de quatro anos) e Brian Howe (de três anos). Bell tinha dez anos de idade quando matou Martin Brown e onze anos quando matou Brian Howe[1] .

Infância[editar | editar código-fonte]

Filha de mãe solteira, prostituta e mentalmente perturbada, foi sexualmente abusada entre os quatro e oito anos de idade.

Mary era filha de Betty McCrickett e Billy Bell, embora não se possa afirmar ao certo sua paternidade. Durante a infância, sua mãe teria tentado assassiná-la pelo menos uma vez. Mary, apelidada May desde cedo, era a filha mais velha de Betty, nascida quando esta contava com dezesseis anos. Billy Bell e Betty foram casados, e acredita-se que Mary tivesse um bom relacionamento com seu pai - fosse biológico ou não. No entanto, Bell seria preso por assalto armado.

Condenação[editar | editar código-fonte]

Ela foi condenada por asfixiar Martin Brown de três anos de idade em 25 de maio de 1968 e jogá-lo do segundo andar de uma casa abandonada um dia antes de seu 11º aniversário. Matou ajudada pela amiga Norma Bell, que não era sua parenta.

Dois meses depois matou Brian Howe de quatro anos de idade em um local perto de uma linha de trem onde outras crianças costumavam brincar em meio a carros abandonados. A menina, após estrangular e perfurar as coxas e genitais do menino, perfurou a letra "M" em sua barriga.

Ela também foi acusada de tentar estrangular quatro outras meninas. Foi responsável pela vandalização da enfermaria escolar e de escrever ameaças nas paredes.

Foi considerada culpada de homicídio involuntário em 17 de dezembro de 1968. Em seu diagnóstico, psiquiatras descreveram sintomas clássicos da psicopatia.

Mary Bell foi liberada da custódia em 1980, aos 23 anos, e foi concedido anonimato para começar uma nova vida com sua filha, que nasceu em 1984, e o marido. Vinte e sete anos depois de sua condenação, em 2007 e após a morte de sua mãe, ela aceitou falar à jornalista Gitta Sereny sobre sua infância. O resultado é uma biografia chamada Gritos no Vazio.

Referências

  1. On This Day / 17 December / 1968: Mary Bell found guilty of double killing (em inglês). British Broadcasting Corporation (17 de dezembro de 1968). Página visitada em 12 de maio de 2010.
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