Mary Wilson

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta biografia de uma pessoa viva não cita as suas fontes ou referências, o que compromete sua credibilidade. (desde março de 2013)
Ajude a melhorar este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes. Material controverso sobre pessoas vivas sem apoio de fontes fiáveis e verificáveis deve ser imediatamente removido, especialmente se for de natureza difamatória.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Wikitext.svg
Este artigo ou seção precisa ser wikificado (desde março de 2013).
Por favor ajude a formatar este artigo de acordo com as diretrizes estabelecidas no livro de estilo.
Mary Wilson, 2006

Mary Wilson (Greenville, Mississipi, 6 de março de 1944) é uma cantora norte-americana que fez parte do grupo de maior sucesso nos anos 60, The Supremes (inicialmente chamado The Primettes) como backing vocal contralto, junto a Florence Ballard, que era cantora líder soprano, e Diane Ross, backing vocal mezzo soprano.

Com The Primettes e The Supremes[editar | editar código-fonte]

Nascida no Mississipi, cresceu em Detroit, Michigan, onde foi morar, pois era muito próxima da família Ballard. Wilson é filha mais velha de Sam e Johnnie Mae Wilson. Em 1958, sua melhor amiga, Florence, convidou-a para cantarem em um grupo musical. Wilson aceitou e chamou Diane Ross e Betty McGlown. Assinaram contrato com a Lu Pine Records em 1959 e ficaram conhecidas como The Primettes.

Em 1960, sua segunda música, Pretty Baby, teve Mary Wilson como líder. No mesmo ano, Betty McGlown saiu do grupo. Em seu lugar, entra Barbara Martin, pouco depois de Florence Ballard ser estuprada.

Em 1962, com a saída de Barbara Martin, o grupo se torna um trio, que passa a se chamar The Supremes. Em 1964, seu primeiro "disco número 1", Where Did Our Love Go - um single tão bom que deu origem ao nome do álbum. Seguiram-se muitos discos número 1, nas paradas pop e R&B: Where Did Our Love Go, Baby Love, Come See About Me, Stop! In The Name of Love e Back in my Arms Again. The Supremes tornou-se um grupo conhecido em muitos lugares do mundo, sendo Mary backing vocal. Diane (renomeada Diana) era a cantora líder desde 1962 e a estrela do grupo. Mary ficou no meio de brigas entre Flo e Diana. Flo era a estrela, mas Berry Gordy, Jr trocou Flo por Diana como cantora líder. Flo começou a cantar mais alto, pois sua voz era mais reconhecida, mais suave, mais bonita e mais forte do que a de Diana e, principalmente, do que a de Mary. Em Come See About Me, por exemplo, nem se ouve a voz de Mary.

Em 1966, durante um ensaio da música My Favorite Things, no Ed Sullivan Show, Diana Ross, sem querer, esmagou um dos brincos de Florence Ballard, que caíra junto ao seu sapato. Quando Florence descobriu, enfurecida, quis agredir Diana. Mary, sendo a melhor amiga de Flo, tentou acalmá-la, mas Flo não aguentou a pressão e agrediu fisicamente Diana, arrancando seus brincos e peruca. Mary aguentava o fato de ser apenas cantora de fundo e não falava o que pensava. Já Flo vivia estressada. Começou a beber excessivamente e ganhou peso, o que foi motivo de risada para muitos e de sofrimento para Flo. Nas disputas entre as duas, Mary ficava sempre do lado de Flo mas nunca falou sua opinião.

Em 1967, no Hotel Flamingo, em Las Vegas, um dia depois do aniversário de Florence (comemorado com Diana, Mary, suas irmãs e irmãos, amigas e amigos e os outros familiares), ela mostrou a barriga na frente de todo mundo, durante uma festa de casamento, onde o grupo iria cantar The Happening e Reflections. Gordy mandou Florence voltar para Detroit. No dia seguinte, Florence foi expulsa e substituída por Cinthia "Cindy" Birdsong, cantora do grupo Patti LaBelle and The Bluebelles.

A entrada de Birdsong no grupo foi uma felicidade para Diana e Mary, mas, ao mesmo tempo, Mary achava que o grupo estava destruído e ficou extremamente triste. Durante as apresentações, Mary lembrava da voz de Flo, a mais alta e potente que o grupo teve em toda a sua existência. Ninguém tinha uma voz tão alta como a de Florence. Naquele ano, o grupo passou a se chamar Diana Ross and The Supremes. Ross tornou-se amante de Berry Gordy.

Em 1970, Diana Ross saiu do grupo, que voltou a se chamar The Supremes. Diana foi substituída por Jean Terrell, que ficaria somente até o ano seguinte. Em 1972 Cindy Birdsong sai por gravidez, sendo substuída por Lynda Laurence. Em 1973, quando Terrell sai do grupo, Scherrie Payne vem para o seu lugar. Cindy volta em 1974.

Em 1974, na cidade de Valencia (Califórnia), Florence Ballard, integrante da formação original de The Supremes, é convidada para cantar com o grupo. Cindy Birdsong deixa definitivamente o grupo, sendo substituída por Susaye Greene. Dois anos depois, em 22 de fevereiro, Florence Ballard, que vivia com suas três filhas na pobreza, sofrendo de alcoolismo e depressão crônica, morre após uma parada cardíaca, aos 32 anos.1

Carreira individual[editar | editar código-fonte]

Em 1977, o grupo The Supremes se separou, e Mary passou a ter uma carreira solo. Alguns anos depois, lançou suas memórias, Dreamgirl: my life as a Supreme. O livro fala sobre como foi ser uma Supreme e trabalhar com Florence Ballard, Diana Ross e todas as outras garotas.

Em 1990, ela lançou Supreme Faith: Someday We'll Be Together (título derivado da canção de 1969, Someday We'll Be Togheter), outro livro de memórias, dessa vez sobre os anos posteriores, abordando "The Supremes nos anos setenta e suas lutas pessoais durante aquele período.

Nessa época, Wilson foi convidada para vários programas de TV e talk shows e atuava regularmente em cassinos de Las Vegas e em resorts. Em 1987, Wilson quase assinou um contrato com a Atlantic Records, mas a gravadora acabou cancelando o negócio. Ela então gravou uma versão cover de Ooh Child para a etiqueta Motorcity, em 1990. Um ano depois, assinou contrato com a CEO Records e lançou o álbum, Walk the Line, em 1992. Posteriormente, a gravadora foi à falência, mas a cantora continuou a ter sucesso como concertista. Em 1997, ela se envolveu em uma disputa sobre o uso do nome Supremes, iniciando um processo judicial contra Kaaren Ragland para impedi-la de chamar seu grupo "Os sons das Supremes". O tribunal decidiu a favor de Ragland. Em 1995, Wilson lançou a canção "U", com contrato de gravação estabelecido no Reino Unido. Um ano depois, Wilson lançou Turn Around para Da Bridge Records.

Ao final de 1999, as negociações foram iniciadas para reunir a linha 1967-1970 das Supremes Ross, Wilson e Birdsong sob sua "Diana Ross & The Supremes" moniker com SFX. Depois de rejeitar o contrato de 2 milhões dólares original oferecido a ela, Wilson queria entrar por US$5 milhões, estabelecendo-se afina um valor de US $ 4 milhões. Em maio de 2000, Wilson saiu do concerto, tal como fez Birdsong, e SFX substituiu-as porScherrie Payne e Lynda Laurence.

A turnê foi cancelada em 2000. Naquele ano, Wilson lançou uma versão atualizada de suas memórias como um único livro combinado. Nesse ano, um álbum, I Am Changing, foi lançado pela Duryea Entertainment.

Em 2002, Wilson foi apontada por Colin Powell, Secretário de Estado dos EUA, como um "embaixatriz da cultura", aparecendo em eventos internacionais. Em 2006, foi lançado o DVD de um show ao vivo de Mary Wilson no Sands. Quatro anos mais tarde, um outro DVD, Mary Wilson: Live from San Francisco ... Up Close, foi lançado.

Em abril de 2008, Wilson fez uma aparição especialpara participar de um experimento social envolvendo peões reagem a uma jovem mulher (Ambre Anderson) cantando "Stop! Em Nome do Amor" com amadorismo intencional. Wilson se aproximou da mulher e deu-lhe uma crítica construtiva para seu estilo, em contraste com os pedestres cujas reações foram positivas ainda desonesto. Em 5 de março de 2009, ela fez uma participação especial em O Show de Paul O'Grady, que terminou em uma performance especial com ela, Paul O'Grady e Graham Norton.

Em 12 de maio de 2008 iniciou a sua turnê europeia, com início no Victoria and Albert Museum. Mais de 50 conjuntos de vestidos são mostrados em rotação, começando com o desgaste informal no início dos anos 1960, e incluindo vestidos famosos usados ​​em especiais de televisão e aparições discoteca pelo grupo nos anos 1960 e 1970.

Em 2004, cantou um medley das Supremes junto com Cindy Birdsong e Kelly Rowland do grupo Destiny's Child.

Referências

  1. The Death and Life of a Dream Girl. Ebony, fev 1990 v. XLV n°4 p. 164.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]