Massacre de Liquiçá

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Mapa mostrando a localização do distrito de Liquiçá.

O Massacre de Liquiçá é o nome dado ao massacre das tropas da Indonésia, ocorrido cinco meses antes do plebiscito sobre a independência de Timor-Leste em 30 de agosto de 1999, ocorrido em 6 de Abril do mesmo ano.

Liquiçá é uma cidade costeira localizada no litoral norte da província de Timor Timur (nome da província que a Indonésia deu ao Timor Português, após o invadir no final de 1975).

Em 1999, quando o governo indonésio anunciou a intenção de propor independência ou a possível devolução do território a Portugal, milícias apoiadas pelos militares indonésios, tentavam forçar os leste-timorenses a votarem por continuar sob domínio indonésio. O resultado disso provocou várias denúncias no exterior de que está havendo violência na então província. Um dos casos ocorreu no distrito de Liquiçá.

Em 6 de abril, soldados e milícias queimaram e pilharam casas neste distrito, e cerca de 2 mil apoiantes da independência tiveram que se refugiar numa igreja católica. Ali foram selvaticamente atacados por grupos munidos de machetes.

Um relatório policial apenas faria menção a apenas cinco mortes, mas testemunhas oculares afirmaram que o número de mortes se situaria entre 30 a 100. O responsável pelo ataque é o único preso pelo massacre, já que outros acusados diretamente tiveram penas anuladas.

Em 2008, o Governo da Indonésia expressou arrependimento pela violência que se registou em 1999, em Timor-Leste. Mas o presidente Susilo Bambang Yudhoyono rejeitou os pedidos para que os culpados fossem presentes a um tribunal internacional. Juntamente com os dirigentes timorenses, o presidente indonésio argumentava que os crimes do passado deveriam ser perdoados em nome do futuro.

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