Massacre de Sabra e Chatila

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Massacre de Sabra e Chatila
Local Oeste de Beirute, Líbano
Data 16 de setembro de 1982 (29 anos)
Tipo de ataque Massacre
Mortes 328 a 3.500 (número ainda incerto)
Responsáveis(s) Falanges Libanesas milícia sob Elie Hobeika

O Massacre de Sabra e Chatila (em árabe: مذبحة صبرا وشاتيلا‎, transl. Maḏbaḥat Ṣabrā wa Shātīlā) foi o morticínio de refugiados civis palestinos e libaneses perpetrado pela milícia maronita liderado por Elie Hobeika após o assassinato do presidente-eleito do país e líder falangista, Bachir Gemayel. O evento ocorreu nos campos palestinos de Sabra (صبرا, Sabrā) e Shatila (وشاتيلا, Shātīlā), situados na periferia de Beirute, a sul da cidade, área que se encontrava então sob proteção das forças armadas de Israel.[1]

Índice

[editar] Descrição

O massacre ocorreu em uma área diretamente controlada pelo exército israelense, durante a Invasão do Líbano de 1982, entre 16 e 18 de setembro daquele ano. A Corte Suprema de Israel considerou o Ministro da Defesa do país, Ariel Sharon, pessoalmente responsável pelo massacre, por ter falhado na proteção aos refugiados. O número de vítimas não é bem conhecido e, conforme a fonte, a estimativa pode variar de algumas centenas a 3.500 pessoas.

Sharon, quando candidato a primeiro-ministro de Israel, lamentou as mortes e negou qualquer responsabilidade. A repercussão do massacre, entretanto, fez com que fosse demitido do cargo de Ministro da Defesa, na época[1]

[editar] Condenação das Nações Unidas

Em 16 de dezembro de 1982, a Assembleia-Geral das Nações Unidas condenou o massacre declarando-o um ato de genocídio.[2][3] A secção D da resolução, que "definiu o massacre como um ato de genocídio", foi adotada por 123 votos a favor, 0 contra e 22 abstenções.[4][5][6]

[editar] Repercussão

O Massacre foi um dos eventos que chamaram a atenção da opinião pública para o problema dos refugiados palestinos e dos territórios palestinos ocupados por Israel.

[editar] No Brasil

A revista Veja tinha, então, como seu correspondente no Líbano o repórter Alessandro Porro, judeu[carece de fontes?], que procurou desmentir a alegação de que o exército de Israel não percebera a ocorrência do massacre era uma falácia, chegando mesmo a contar quantos passos havia entre os campos e o quartel israelense, no que foi considerado um furo jornalístico.[7]

[editar] Mídia Relacionada

Em 2008 foi lançado um filme de animação surpreendente e realista sobre o episódio (ver artigo principal Valsa com Bashir)[8]

Referências

  1. a b Sharon pode ser julgado na Bélgica quando deixar o poder - BBC Brasil, 13 de fevereiro, 2003 (página acessada em 10 de março de 2008).
  2. (em inglês) Resolução 37/123 da Assembleia-Geral da ONU, adoptada entre 16 e 20 de dezembro de 1982. Acedido em 20 de janeiro de 2010.
  3. A/RES/37/123(A-F) Adotado na reunião do plenário da 108ª Assembleia-Geral da ONU, 16 de dezembro de 1982 e na 112ª reunião do plenário, em 20 de dezembro de 1982.
  4. Voting Summary U.N. General Assembly Resolution 37/123D
  5. Leo Kuper, "Theoretical Issues Relating to Genocide: Uses and Abuses", in George J. Andreopoulos, Genocide: Conceptual and Historical Dimensions, University of Pennsylvania Press, 1997, ISBN 0812216164, p. 37.
  6. William Schabas, Genocide in International Law. The Crimes of Crimes, p. 455
  7. Balada para um repórter, Ali Kamel: (página acessada em 10 de março de 2008)
  8. http://waltzwithbashir.com/
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