Mata dos cocais

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Mata de cocais)
Ir para: navegação, pesquisa
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde setembro de 2009).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.
Question book.svg
Este artigo não cita fontes fiáveis e independentes. (desde abril de 2008). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

A Mata dos Cocais é um interespaço transicional brasileiro, que fica entre a floresta amazônica e a caatinga, [1] [2] [3] ocupa os estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Pará e o norte do Tocantins. Tem esse nome pela alta quantia de cocais, principalmente o babaçu e a carnaúba.

Ocupações e instalações[editar | editar código-fonte]

A Mata de Cocais no estado do Maranhão.

A Mata dos cocais está situada entre uma zona de transição dos biomas da Amazônia e da caatinga nos estados do Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte.

A ditadura militar no Brasil (1964-1984) estimulou a instalação econômica de manufaturas como a química, metalúrgica, siderúrgica, mineração, madeira, entre outros. Além do turismo com construções históricas como o mercado Ver-o-Peso.

O desenvolvimento de Unidades Federais começaram a serem instaladas a partir de 2001, como as reservas biológicas de Tapirapé e Gurupi e a floresta nacional de Carajás, que atualmente é conservada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Esta zona tem muitas formas de relevo, como a planície, as depressões, o planalto, a estrutura rochosa formada por rochas cristalinas (formada por cristais) e sedimentares.

A formação do solo é laterítica "formada com óxidos de ferro e alumínio", além das estruturas neossólicas "solos mal-formados" e argilosos. O solo deste bioma é rico em minérios como ferro, níquel, ouro, bauxita, diamante, alumínio, além da argila caulim.

A condição do solo para as atividades agrícolas são regulares, porém em algumas áreas do Pará e Tocantins há um boa reserva de nutrientes para a agricultura e nas áreas do Maranhão e Piauí, e solos com excesso de alumínio e uma alta salinidade nos mangues (é um ecossistema costeiro, de transição entre os ambientes terrestre e marinho, uma zona úmida característica de regiões tropicais e subtropicais).

Vegetação e flora[editar | editar código-fonte]

A vegetação da Mata dos Cocais é composta de florestas tropicais e amazoneses secundários, ou, florestas "reconstituídas pós-desmatamento". São muitas características destes biomas como:

Clima[editar | editar código-fonte]

Esse ecossistema tem diferenças de clima, via estar a três tipos de climas: Equatorial úmido, Tropical semi-úmido e Tropical semi-árido.

  • Equatorial úmido: Como clima deste bioma é o mais quente e chuvoso. A grande pluviosidade é o grande contato entre as correntes do Brasil, a proximidade da linha do Equador e a umidade pela potências dos aquíferos da bacia do Rio Araguaia e do Rio Tocantins, além dos ventos alísios do Centro de Alta Pressão da Antártica. A temperatura é de 20 a 40 graus e a pluviosidade acima de 2000 milímetros;
  • Tropical semi-úmido:Com mais de 65% do clima deste bioma tem influência ao Equatorial úmido, porém é um clima quente pelas correntes brasileiras e tem um menor precipitação, com uma pluviosidade entre 1000 a 2000 milímetros e uma temperatura de 23 a 36 graus;
  • Tropical semi-árido:Com 15% da ocupação do bioma é o clima mais seco, com precipitação entre 500 a 1000 milímetros e com uma temperatura de 25 a 40 graus.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A gutierres da Mata dos Cocais vem os rios Tocantins e Araguaia, no Cerrado até a Mata dos Cocais, além do acumulo dos aquíferos Tocantins-Araguaia.

Fauna e flora[editar | editar código-fonte]

A fauna é muito diversificada, tendo, porém, poucos mamíferos de grande porte. Ao nível do solo há poucos animais, vivendo a maioria nas copas das árvores: aves, macacos, insetos, etc. Nas água dos rios podem ser encontrados o boto, a ariranha e o tamanduá-bandeira. A sua fisionomia segundo estudo vieram a partir das manipulações dos seres-humanos. Observa-se que no Maranhão prevalecia uma floresta pré-amazônia. No Piauí, além da pré-amazônia, no local tínhamos também os cerrados. [4]

A flora da Mata dos Cocais está sendo recuperada naturalmente. Na época de exploração na ditadura militar no Brasil facilitaram a exploração degratória da região dos estados do Pará e Tocantins, além dos recursos da Caatinga.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia dos Estados que ficam neste bioma estão a indústria de mineração, química e a produção alimentícia.

  • Mineração: A região que situa o bioma tem um grande potencial a extração de ouro, diamantes, níquel, xisto betuminoso, bauxita e alumínio.Fica na área do Grande Carajás. A extração é elaborada pela Vale. Pelo consumo atual estas minas durarão 160 anos.
  • Química: No início dos processos de mineração da área, veio a procura de mão-de-obra e matéria-prima barata, veio a instalação de manufaturas químicas. As maiores indústrias são de bauxita e caulim.
  • Alimentos: Pela grande produtividade das áreas do Pará e Tocantins, a produção de materiais de óleos vegetais, pecuária e palmeiras é mais elevada do Norte, para a alimentação regional.

Como "mascote" tem o lobo guará, que está em extinção, nos rios temos ariranhas, e acarás-bandeiras. Aves diversas, como o gavião rei, são abundantes na mata dos cocais. Tendo também coelhos silvestres com muita procura para degustação.

Problemas e Impactos Ambientais[editar | editar código-fonte]

O bioma é naturalmente fragilizado, e a procura de solos férteis, extração de minérios e de madeira, além da instalações industriais, estão poluindo o aquífero Tocantins-Araguaia, terras férteis, e o desmatamento provocam o acumulo de gás carbônico, metano e dejetos domésticos, aquecem e enfraquece os animais que convivem.

No futuro, a maior parte deste bioma estará savanizada ou desertificada.

Desenvolvimento Sustentável[editar | editar código-fonte]

O desenvolvimento sustentável é o sistema de desenvolvimento econômico onde não agrida a natureza. O projeto de desenvolvimento sustentável ocorre desde 2001, pelo projeto do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Os recursos mais usados são o babaçu, a oiticica e a carnaúba.Veja nos parágrafos abaixos os produtos produzidos por estes frutos:

Produtos feitos a partir de palmeiras da Mata dos Cocais:

  • Babaçu: Biocombustível, óleo, ração, palmito
  • Buriti: Doces, óleo, produtos de beleza, artesanato
  • Carnaúba: Laxante, cera, componentes eletrônicos, produtos alimentícios, madeira, adubação
  • Oiticica: Biocombustível, produtos de beleza e higiene

Referências