Mato Grosso

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Coordenadas: 13° S, 56° W
Estado de Mato Grosso
Bandeira de Mato Grosso
Brasão de Mato Grosso
(Bandeira) (Brasão)
Hino: Hino de Mato Grosso
Gentílico: mato-grossense

Localização de Mato Grosso no Brasil

Localização
 - Região Centro-Oeste
 - Estados limítrofes Amazonas, Pará, (N); Tocantins, Goiás (L); Mato Grosso do Sul (S); Rondônia e Bolívia (O),
 - Mesorregiões 5
 - Microrregiões 22
 - Municípios 141
Capital Cuiabá
Governo
 - Governador(a) Silval da Cunha Barbosa (PMDB)
 - Vice-governador(a) Francisco Tarquinio Daltro (PMDB)
 - Deputados federais 8
 - Deputados estaduais 24
 - Senadores Blairo Maggi (PR)
Jayme Campos (DEM)
Pedro Taques (PDT)
Área  
 - Total 903 366,192 km² () [1]
População 2014
 - Estimativa 3 224 357 hab. (17º)[2]
 - Densidade 3,57 hab./km² (25º)
Economia 2011
 - PIB R$71,418 bilhões (14º)
 - PIB per capita R$23,218 mil ()
Indicadores 2010[3]
 - Esper. de vida 72,5 anos (12º)
 - Mort. infantil 19,5‰ nasc. (14º)
 - Analfabetismo 7,82% (11º)
 - IDH (2010) 0,725 (11º) – alto [4]
Fuso horário UTC−04:00
Clima Equatorial e tropical Am, Aw
Cód. ISO 3166-2 BR-MT
Site governamental http://www.mt.gov.br/

Mapa de Mato Grosso

Mato Grosso é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado na região Centro-Oeste. Tem a porção norte de seu território ocupada pela Amazônia Legal, sendo o sul do estado pertencente ao Centro-Sul do Brasil. Tem como limites: Amazonas, Pará (N); Tocantins, Goiás (L); Mato Grosso do Sul (S); Rondônia e Bolívia (O). Ocupa uma área de 903366.192 km², equivalente a área da Venezuela e não muito menor do que a da vizinha Bolívia. Mato Grosso está organizado em 22 microrregiões e 5 mesorregiões, dividindo-se em 141 municípios. Cuiabá é, além de capital, o município mais populoso do estado.

As cidades mais populosas e importantes de Mato Grosso são Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra, Cáceres, Sorriso, Primavera do Leste, Barra do Garças, Alta Floresta, Campo Novo do Parecis, Pontes e Lacerda, Juína, Primavera do Leste, Campo Verde, Lucas do Rio Verde e Barra do Bugres. Extensas planícies e amplos planaltos dominam a área, a maior parte (74%) se encontra abaixo dos seiscentos metros de altitude. Juruena, Teles Pires, Xingu, Araguaia, Paraguai, Rio Guaporé,Piqueri, São Lourenço, das Mortes e Cuiabá são os rios principais.

História[editar | editar código-fonte]

Mapa do século XVIII da região

Pelo Tratado de Tordesilhas (de 7 de junho de 1494), o território do atual estado do Mato Grosso pertencia à Espanha. Os jesuítas, a serviço dos espanhóis, criaram os primeiros núcleos, de onde foram expulsos pelos bandeirantes paulistas em 1680. Em 1718, a descoberta do ouro acelerou o povoamento. Em 1748, para garantir a nova fronteira, Portugal criou a capitania de Mato Grosso e, lá, construiu um eficiente sistema de defesa.

Durante as bandeiras, uma expedição chegou ao Rio de Piranhas em busca dos índios coxiponés e logo descobriram ouro nas margens do rio, alterando, assim, o objetivo da expedição. Em 1719, foi fundado o Arraial da Forquilha, às margens do rio Coxipó, formando o primeiro grupo de população organizado na região (atual cidade de Cuiabá). A região de Mato Grosso era subordinada a Rodrigo César de Menezes. Para intensificar a fiscalização da exploração do ouro e a renda ida para Portugal, o governador da capitania muda-se para o arraial e logo o elevou a nível de "vila", chamando-o de "Vila Real do Bom Jesus de Cuiabá"'. Com os tratados de Madri (1750) e de Santo Ildefonso (1777), Espanha e Portugal estabeleceram as novas fronteiras. A produção de ouro começou a cair no início do século XIX. Em 1892, durante a derrubada do governo de Manuel Murtinho, houve, por parte dos revoltosos, uma intenção de separação de Mato Grosso da República dos Estados Unidos do Brasil, criando-se, para tanto, o Estado Livre da República Transatlântica - o que não encontrou apoio.

Em 1917, a situação se agravou, provocando intervenção federal. Com a chegada dos seringueiros, pecuaristas e exploradores de erva-mate na primeira metade do século XIX, o estado retomou o desenvolvimento.

Em 1977, a parte sul do estado foi legalmente desmembrada, formando, assim, um novo estado, o Mato Grosso do Sul - o que na prática só se daria em 1979.

Primeiros tempos[editar | editar código-fonte]

O primeiro europeu a desbravar a área que viria a constituir o estado do Mato Grosso foi o português Aleixo Garcia (há quem lhe atribua, sem provas decisivas, a nacionalidade espanhola), náufrago da esquadra de Juan Díaz de Solís. Em 1525, ele atravessou a mesopotâmia formada pelos rios Paraná e Paraguai e, à frente de uma expedição que chegou a contar com 2 000 homens, avançou até a Bolívia. De volta, com grande quantidade de prata e cobre, Garcia foi morto por índios paiaguás. Sebastião Caboto também penetrou na região em 1526 e subiu o Paraguai até alcançar o domínio dos guaranis, com os quais travou relações de amizade e de quem recebeu, como presente, peças de metais preciosos.

Os fantásticos relatos sobre imensas riquezas do interior do continente sul-americano acenderam as ambições de portugueses e espanhóis. Os primeiros, a partir de São Paulo, lançaram-se em audaciosas incursões, nas quais prepararam índios e alargaram as fronteiras do Brasil. As bandeiras paulistas chocaram-se com tropas espanholas do cabildo de Assunção e com resistência das missões jesuíticas.

Divisão administrativa do Brasil após a Guerra dos Emboabas.

Desde 1632, os bandeirantes conheciam, de passagem e de lutas, a região onde os jesuítas haviam localizado as suas reduções de índios e que os espanhóis percorriam como terra sua. Antônio Pires de Campos chegou criança, em 1672, com a bandeira paterna, às depois famosas minas dos Martírios. Já adulto, retomou o caminho da serra misteriosa e navegou, de contracorrente, os rios Paraguai e São Lourenço, embicando Cuiabá acima, até o atual Porto de São Gonçalo Velho, onde se chocou com os índios coxiponés.

Corrida do ouro[editar | editar código-fonte]

A notícia de índios pouco ariscos e descuidados logo se espalhou. Em 1718, um bandeirante de Sorocaba, Pascoal Moreira Cabral Leme, descendente de índios, subiu o Rio Coxipó até atingir a aldeia destruída dos coxiponés, onde deu início à rancharia de uma base de operações. Às margens do Coxipó e do Cuiabá, Cabral Leme descobriu abundante jazida de ouro. A caça ao índio cedeu vez, então, às atividades mineradoras. Em 8 de abril de 1719, foi lavrado o termo de fundação do arraial de Cuiabá, e aclamou-se Pascoal guarda-mor regente "para poder guardar todos os ribeiros de ouro, socavar, examinar, fazer composições com os mineiros e botar bandeiras, tanto aurinas, como ao inimigo bárbaro".

A notícia da descoberta de ouro não tardou em transpor os sertões, dando motivo a uma corrida sem precedentes para o oeste. A viagem até Cuiabá, distante mais de quinhentas léguas do litoral atlântico, exigia de quatro a seis meses, e era arriscada e difícil em consequência do desconforto, das febres e dos ataques indígenas.

Rodrigo César de Meneses, capitão-general da capitania de São Paulo, chegou a Cuiabá no fim de 1726 e ali permaneceu cerca de um ano e meio. A localidade recebeu o título de Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá. Constituiu-se a câmara e nomeou-se um corpo de funcionários encarregados de dar cumprimento ao rigoroso regulamento fiscal da coroa. Em 1729, foi criado o lugar de ouvidor.

Defesa da Terra[editar | editar código-fonte]

Ruínas da Igreja Matriz de Vila Bela da Santíssima Trindade, que foi a primeira cidade planejada de Mato Grosso, com o objetivo de formar a capital da província e proteger a fronteira.

As extorsões do fisco, a hostilidade dos índios e as doenças levaram os mineiros à busca de paragens mais compensadoras, Rio Cuiabá e Rio Paraguai acima, rumo à Serra dos Parecis. Disseminados os povoadores pelos arraiais, a grande linha normativa da política do reino era manter e ampliar as fronteiras com terras de Espanha.

As lavras de ouro intensificaram o povoamento do Mato Grosso e impuseram a estruturação de um poder local para melhorar a fiscalização dos tributos e a vigilância dos limites com as terras espanholas. Em 9 de maio de 1748, um alvará de dom João V criou a Capitania de Cuiabá, com privilégios e isenções para aqueles que lá quisessem fixar-se, com o objetivo de fortalecer a colônia do Mato Grosso e, assim, conter os vizinhos, além de servir de barreira a todo o interior do Brasil.

Problemas de Fronteiras[editar | editar código-fonte]

O Tratado de Madri, de 1750, reconheceu as conquistas bandeirantes na região do Mato Grosso, para dirimir questões de limites entre Portugal e Espanha. Outro tratado, de 1761, modificou o anterior, ao proibir construções fortificadas na faixa de fronteira. Os espanhóis exigiram a evacuação de Santa Rosa, ocupada e fortificada por Rolim de Moura, que resolveu enfrentá-los. Travou-se luta, sem vantagem decisiva para nenhuma das partes. Afinal, os castelhanos se retiraram em 1766, já sob o governo do sucessor de Rolim, seu sobrinho João Pedro da Câmara. Expulsos os jesuítas das missões espanholas, em 1767, a situação tornou-se mais tranquila para Portugal.

Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, que governou de 1772 a 1789, tomou, porém, a iniciativa de reforçar o esquema defensivo. Construiu, à margem do Rio Guaporé, o Forte Real do Príncipe da Beira, no qual chegaram a trabalhar mais de duzentos obreiros e, no sul, sobre o Rio Paraguai, abaixo do Rio Miranda, o Presídio de Nova Coimbra. Fundou Vila Maria (mais tarde São Luís de Cáceres, ou simplesmente Cáceres), Casalvasco, Salinas e Corixa Grande. Criticou severamente o novo tratado luso-espanhol de 1777 (Tratado de Santo Ildefonso) no tocante ao Mato Grosso, por achar que encerrava concessões prejudiciais a Portugal. Usou no levantamento cartográfico e na delimitação de fronteiras os serviços de dois astrônomos e matemáticos brasileiros recém-formados em Coimbra, Francisco José de Lacerda e Almeida e Antônio Pires da Silva Pontes, e dos geógrafos capitães Ricardo Francisco de Almeida Serra e Joaquim José Ferreira.

Caetano Pinto de Miranda Montenegro, o futuro Marquês de Vila Real de Praia Grande, chegou a Cuiabá em 1796 para assumir o cargo de capitão-general, com recomendação da metrópole para elaborar um plano de defesa que protegesse a capitania contra qualquer tentativa de invasão. A guerra com os espanhóis foi deflagrada em 1801, quando Lázaro de Ribera, à frente de oitocentos homens, atacou o Forte de Coimbra, defendido bravamente por Ricardo Franco, com apenas cem homens, que conseguiram repelir o invasor. A paz, todavia, só foi firmada em Badajoz, em 6 de maio de 1802. A capitania, com meio século de vida autônoma, consolidou sua estabilidade territorial e neutralizou de imediato o perigo de novas invasões.

No fim do período colonial, registrou-se certo declínio da capitania. Cuiabá e Vila Bela haviam sido elevadas à categoria de cidade. Em 20 de agosto de 1821, Magessi foi deposto pela "tropa, clero, nobreza e povo", como "ambicioso em extremo, concussionário insaciável, hipócrita". Formou-se, em Cuiabá, uma junta governativa que jurou lealdade ao príncipe dom Pedro e outra, dissidente, em Vila Bela da Santíssima Trindade, com o que se estabeleceu a dualidade de poder.

Em abril de 1878, em função do Tratado de Ayacucho, foram enviadas, para Corumbá, as "Plantas Geográficas dos Rios Guaporé e Mamoré", sendo que a cartografia para delimitar os limites fronteiriços dos rios Guaporé e Mamoré foi levantada e apresentada pela Segunda Seção Brasileira, sediada na mesma cidade, tendo sido todas chanceladas pelos delegados brasileiros e bolivianos. Continuando, a descrição diz "Destas cabeceiras continuam os limites pelo leito do mesmo rio até sua confluência com o Guaporé, e depois pelo leito deste e do Mamoré até sua confluência com o Beni, onde principia o Rio Madeira". Em 1878 e 1879, houve troca de notas da chancelaria boliviana com a embaixada do Brasil em La Paz, acusando o recebimento e aprovando a "Carta Geral", conforme ajustado na Sétima Conferência da Comissão Mista.

Independência do Brasil[editar | editar código-fonte]

A notícia da independência do Brasil , que ocorreu em 7 de setembro de 1822, só chegou na província de Mato Grosso em 22 de janeiro de 1823. A demora deve-se ao fato de que o difícil acesso ao Mato Grosso àquela época, sobretudo no período de chuvas, dificultou a chegada imediata da notícia da independência. Logo depois, um governo provisório único substituiu as duas juntas e foi instalado em Cuiabá, o que transformou Vila Bela da Santíssima Trindade em "capital destronada".

As lutas entre as tendências conservadora e liberal refletiram-se na província durante o primeiro reinado e a regência. Foi montada, em Cuiabá, a tipografia na qual seria impresso o primeiro jornal da província, a "Tifis Matogrossense", cujo primeiro número circulou em 14 de agosto de 1839. A situação econômico-financeira da província se agravou, com um deficit orçamentário crescente.

Guerra do Paraguai[editar | editar código-fonte]

Os governos se sucederam sem acontecimentos de maior relevo até a Guerra do Paraguai. Uma guarda defensiva montada em 1850 no Morro do Pão de Açúcar pelo governador João José da Costa Pimentel irritou o governo paraguaio. Pimentel então recuou ante gestões diplomáticas realizadas em Assunção. Foi substituído pelo capitão-de-fragata Augusto João Manuel Leverger, barão de Melgaço, cujo primeiro governo durou de 1851 a 1857.

Leverger recebeu ordem de concentrar toda a força militar da província no baixo Paraguai, para esperar os navios que deveriam subir o rio com ou sem licença de Francisco Solano López. Mudou-se, então, para o Forte de Coimbra, onde permaneceu cerca de dois anos.

O coronel Frederico Carneiro de Campos, nomeado presidente provincial em 1864, subia o rio Paraguai para assumir o posto quando seu navio — o Marquês de Olinda — foi atacado e aprisionado por uma belonave paraguaia. Logo que o Paraguai rompeu as hostilidades, revelou-se a fraqueza do sistema defensivo brasileiro no Mato Grosso, prevista por Leverger. Caiu logo Coimbra, após dois dias de resistência. Em seguida, foi a vez de Corumbá e da colônia de Dourados. A guerra seguiu seu curso, marcada por episódios como a retirada de Laguna, a retomada e subsequente abandono de Corumbá. Dessa cidade, as tropas brasileiras trouxeram para Cuiabá uma epidemia de varíola que teve efeitos devastadores. Para o povo, 1867 seria o "ano das bexigas", mais que da retomada de Corumbá.

Os últimos anos do império registraram um lento desenvolvimento da província, governada de outubro de 1884 a novembro de 1885 pelo general Floriano Peixoto. Em 9 de agosto de 1889, assumiu a presidência o coronel Ernesto Augusto da Cunha Matos, sob cujo governo se realizou a eleição de que saíram vitoriosos os liberais — triunfo celebrado em Cuiabá com um pomposo baile em 7 de dezembro, pouco antes de chegar à cidade a notícia da queda da monarquia.

República[editar | editar código-fonte]

As aspirações republicanas e federalistas no Mato Grosso tinham tido expressão confusa em várias revoltas, mas no remanso do segundo reinado as agitações se aplacaram. As campanhas pela abolição e pela república tiveram ali repercussão modesta. Ao iniciar-se o período republicano, o Mato Grosso tinha uma população calculada em oitenta mil habitantes. A província ficava segregada: sem estradas de ferro, eram necessários cerca de trinta dias de viagem, passando por três países estrangeiros, para atingi-la, a partir do Rio de Janeiro, por via fluvial.

Em 7 de maio de 1892, Generoso Ponce, a frente de 4 000 homens, iniciou o cerco às forças adversárias na capital e dominou-as em menos de uma semana. Em 22 de junho, caiu Corumbá. Vitorioso o Partido Republicano, Manuel Murtinho retornou ao poder.

Surgiu mais tarde, entretanto, uma desavença entre os dois líderes, Ponce e Murtinho. O rompimento consumou-se em dezembro de 1898, com uma declaração pública de Manuel Murtinho, apoiado por seu irmão Joaquim Murtinho, ministro da Fazenda do presidente Campos Sales. Seus partidários conquistaram o poder, num ambiente de grande violência. Mais tarde, contudo, Ponce e Murtinho reconciliaram-se e formaram novo agrupamento político. A vitória dessa corrente política se deu com o movimento armado de 1906, que culminou na morte do presidente Antônio (Totó) Pais de Barros. Seguiu-se um período de interinidade na presidência. Generoso Ponce foi afinal eleito em 1907. A economia do estado melhorou com a abertura de vias férreas a partir do leste (Jupiá, Três Lagoas e Água Clara) e do oeste (Porto Esperança, Miranda e Aquidauana), para se encontrarem em Campo Grande. A ligação ferroviária com São Paulo foi fator de progresso para o Mato Grosso, por intensificar o comércio e valorizar as terras da região.

Questão do Mate[editar | editar código-fonte]

Com o novo presidente, Joaquim Augusto da Costa Marques, que assumiu em 1911, avultaram as pressões da companhia Mate Laranjeira no sentido de renovar o arrendamento dos seus extensos ervais no sul do estado. A pretensão suscitou nova divergência entre Murtinho e Ponce: o primeiro defendia a prorrogação do contrato até 1930, com opção para a compra de 1 000 000 a 2 000 000 de hectares, enquanto Ponce queria a divisão da área em lotes de 450 hectares, que seriam oferecidos a arrendamento em hasta pública.

Morto Ponce, a empresa ganhou novo trunfo com o apoio do senador situacionista Antônio Azeredo. Mas o antigo presidente do estado, Pedro Celestino Correia da Costa, tomou posição contrária. Os deputados estaduais hostis à prorrogação do contrato fizeram obstrução e impediram que ela fosse aprovada. Finalmente, a Mate Laranjeira foi frustrada em suas pretensões, com a aprovação da Lei Número 725, de 24 de agosto de 1915.

O general Caetano Manuel de Faria Albuquerque assumiu o governo em 15 de agosto de 1915. Seus próprios correligionários conservadores tentaram forçá-lo à renúncia, e ele, tendo a seu lado Pedro Celestino, aceitou o apoio da oposição, num movimento que se chamou "caetanada". Contra seu governo organizou-se a rebelião armada, com ajuda da Mate Laranjeira e seus aliados políticos. Na assembleia, foi proposto e aprovado o impedimento do general Caetano de Albuquerque. Consultado, o Supremo Tribunal Federal não tomou posição definitiva, e o presidente Venceslau Brás acabou por decretar a intervenção no estado em 10 de janeiro de 1917. Em outubro, no Rio de Janeiro, os chefes dos dois partidos locais concluíram acordo, mediante o qual indicava o bispo dom Francisco de Aquino Correia para presidente, em caráter suprapartidário. O prelado assumiu em 22 de janeiro de 1918 e fez uma administração conciliadora, assinalada por uma série de iniciativas.

A Empresa Mate Laranjeira, para se ter ideia do seu poder econômico, tinha um lucro seis vezes superior à arrecadação de impostos do estado do Mato Grosso inteiro

Depois de 1930[editar | editar código-fonte]

Até a Revolução de 1930, a administração estadual lutou com graves problemas financeiros. No período pós-revolucionário, sucederam-se os interventores. Em 1932, o general Bertoldo Klinger, comandante militar do Mato Grosso, deu apoio armado à Revolução Constitucionalista de 1932. Em 7 de outubro de 1935, a Assembleia Constituinte elegeu governador Mário Correia da Costa. Incidentes ocorridos em dezembro de 1936, quando foram feridos a bala os senadores Vespasiano Martins e João Vilas Boas, deram causa à renúncia do governador e a nova intervenção federal.

Separação[editar | editar código-fonte]

A velha ideia da separação da porção sul do estado só veio a triunfar em 1977, por meio de uma lei complementar que desmembrou 357 471,5km2 do estado para criar o Mato Grosso do Sul. Anteriormente, houve ainda a tentativa de transformar Campo Grande em capital de Mato Grosso, destronando Cuiabá. A iniciativa da divisão partiu do Governo Federal, que alegava, em primeiro lugar, a impossibilidade de um único governo estadual administrar área tão grande e, em segundo, as nítidas diferenças naturais entre o norte e o sul do estado. A lei entrou em vigor em 1º de janeiro de 1979. A partir de então, todas as projeções pessimistas de que o então norte, com a capital Cuiabá, iria se estagnar, não se concretizaram, pelo contrário, surgindo então um processo de pleno crescimento do estado, aliado com a criação e desenvolvimento de municípios como Alta Floresta, Sinop, Tangará da Serra, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, etc, que hoje estão entre os maiores contribuintes do PIB de Mato Grosso.

As políticas econômicas de apoio preferencial à exportação e à ocupação e desenvolvimento da Amazônia e do Centro-Oeste, implantadas a partir da década de 1970, levaram a novo surtos de progresso no Mato Grosso. A construção de Brasília contribuiu para acabar com a antiga estagnação. Uma vez inaugurada a nova capital, o Mato Grosso continuou a atrair mão de obra agrícola de outros estados, pois oferecia as melhores áreas de colonização do país. Graves problemas persistiram, porém, na década de 1980. O sistema de transporte, embora tenha ganho a rodovia Cuiabá-Porto Velho em setembro de 1984, ainda não bastava para escoar a produção estadual; as instalações de armazenamento deixavam a desejar; a disponibilidade de energia elétrica (120 000 kW em 1983) era insuficiente; eram precários o saneamento e os serviços de saúde e educação.

Também o problema ecológico apresentava-se gravíssimo: inúmeras espécies dessa região já haviam sido extintas e outras estavam em processo de extinção, como os jacarés, caçados à razão de dezenas de milhares por mês. Para coibir esses abusos, o governo federal lançou a operação Pantanal e criou o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Mato Grosso
Ficha técnica
Área 903366.192 km²
Relevo planalto e chapadas no centro, planície com pântanos a oeste e depressões e planaltos residuais a norte.
Ponto mais elevado Serra Monte Cristo (1 118 metros).
Rios principais Juruena, Teles Pires, Xingu, Araguaia, Paraguai, Piqueri, Cuiabá, São Lourenço, das Mortes.
Vegetação cerrado na metade leste, floresta Amazônica a noroeste, pantanal a oeste.
Clima tropical
Municípios mais populosos Cuiabá (575 480), Várzea Grande (265 775), Rondonópolis (211 718), Sinop (126 814), Tangará da Serra (92 298), Cáceres (90 106), Sorriso (77 735), Barra do Garças (58 099), Primavera do Leste (56 450), Lucas do Rio Verde )55 094) Alta Floresta (49 877), Juina (39 260).
Hora local -1h
Gentílico mato-grossense

O Mato Grosso ocupa uma área de 903366.192 km² do território brasileiro e localiza-se a oeste do Meridiano de Greenwich e a sul da Linha do Equador, tendo fuso horário -4 horas em relação a hora mundial GMT. No Brasil, o estado faz parte da região Centro-Oeste, fazendo fronteiras com os estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará, Amazonas, Rondônia,Tocantins, além de um país, a Bolívia. A capital (Cuiabá) está localizada a 15º35'55.36" lat. e 56º05'47.25" long., sendo conhecida, por isso mesmo, como coração da América do Sul.

Relevo[editar | editar código-fonte]

A Serra do Roncador, localizada no leste do estado.

Com altitudes modestas, o relevo apresenta grandes superfícies aplainadas, talhadas em rochas sedimentares. Abrange três regiões distintas:

A planície aluvial do médio Araguaia situa-se na região limítrofe entre Mato Grosso e Goiás. Tem natureza semelhante à da planície do Pantanal: ampla, está sujeita a inundações anuais e deposição periódica de aluviões. Pouco depois dela, para oeste, ficam os contrafortes da serra do Roncador.

Clima[editar | editar código-fonte]

O estado apresenta sensível variedade de climas. Prevalece o tropical super-úmido de monção, com elevada temperatura média anual, superior a 24º C e alta pluviosidade (2 000 milímetros anuais); e o tropical, com chuvas de verão e inverno seco, caracterizado por médias de 23 °C no planalto. A pluviosidade é alta também nesse clima: excede a média anual de 1 500 milímetros. Já em lugares elevados, como a Chapada dos Guimarães e a Serra do Monte Cristo, o clima é subtropical e a média anual não passa dos dezessete graus centígrados, podendo chegar bruscamente a zero grau centígrado.

Durante a atuação de uma intensa massa de ar polar, as temperaturas durante a tarde nas cidades do centro-sul e sudoeste do estado podem estar próximas a 10 °C, enquanto que no restante do território as temperaturas ultrapassam os 30 °C.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

O estado do Mato Grosso é revestido por uma vegetação em que predominam as florestas, como prosseguimento da mata amazônica. Na área do Pantanal Mato-Grossense que permaneceu nos limites do estado ocorre um revestimento vegetal composto de cerrados e campos. A zona de florestas compreende 47% da área do estado, os cerrados 39% e os campos 14%.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rio Araguaia, que banha a porção leste do estado na divisa com os estados de Goiás e do Tocantins.

A drenagem da região se faz por meio de dois sistemas, os dos rios Amazonas e Paraguai. Ao primeiro, pertencem o Juruena e o Teles Pires (formadores do Tapajós), além do Xingu e do Araguaia, este na fronteira com Goiás. O principal afluente do Rio Paraguai no estado é o Rio Cuiabá.

Ecologia[editar | editar código-fonte]

São as seguintes unidades de conservação a nível federal localizadas em Mato Grosso:

Fuso Horário[editar | editar código-fonte]

O Fuso Horário em vigor é uma hora menor em relação ao Horário de Brasília e quatro horas a menos em relação a Greenwich, UTC-4. Geralmente entre os meses de outubro e fevereiro adota-se o Horário de Verão, no qual os relógios são adiantados uma hora para poupar energia. Curiosamente, ainda que em caráter não oficial, alguns municípios do leste do estado, na região conhecida como "Vale do Araguaia", adotam o Horário de Brasília mesmo sendo obrigados por lei a adotarem o Fuso Horário Oficial de Mato Grosso. A população, por sua vez, alega que a região já está dentro do fluxo 45° O e, além disso, sofre muita influência do estado de Goiás, uma vez que por se tratar de região de divisa, a capital Goiânia está muito mais próxima que Cuiabá. Portanto, municípios como Barra do Garças, Alto Araguaia, Canarana, Água Boa e Nova Xavantina, por exemplo, seguem o Horário de Brasília.[5]

Panorama da Chapada dos Guimarães, considerada como o principal atrativo turístico do estado.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional de Mato Grosso
Ano Habitantes
1872 60 417
1890 92 827
1900 118 025
1920 246 612
1940 432 265
1950 522 044
Ano Habitantes
1960 889 539
1970 1 597 090
1980 1 138 691
1991 2 020 581
2000 2 504 353
2010 3 033 911

A população do Mato Grosso é de 3 182 114 habitantes, segundo a estimativa populacional de 2013, com dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.[7] Mato Grosso é o décimo-nono Estado mais populoso do Brasil e concentra 1,58% da população brasileira. Do total da população do estado em 2013, 1 485 097 habitantes são mulheres e 1 548 894 habitantes são homens. Possui uma densidade demográfica de 3,36 habitantes por quilômetro quadrado.

Pelas características encontradas no estado, o predomínio é de pessoas adultas e com um índice de declínio para jovens e aumento de idosos. Pela média do estado há um predomínio de homens devido a emigração dos outros estados para o Mato Grosso, contudo, na grande Cuiabá há predomínio de mulheres, semelhante à média brasileira. Mato Grosso ocupa o nono lugar entre os maiores índices de desenvolvimento humano das unidades federativas do Brasil.

Etnias[editar | editar código-fonte]

Cor/Raça Porcentagem
Pardos 55,2%
Brancos 36,7%
Negros 7,0%
Amarelos ou Indígenas 1,1%

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2005 (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração)[8]

Economia[editar | editar código-fonte]

Exportações do Mato Grosso - (2012)[9]

Durante o período colonial do Brasil, na capitania de São Paulo (da qual fazia parte o atual Mato Grosso) todo o comércio era o monopólio da capitania para a metrópole, Portugal. Os principais sistemas produtivos eram a mineração, cana-de-açúcar, erva-mate, poaia, borracha e pecuária.

A mineração foi o principal motivo do sustento dos habitantes na região durante as expedições bandeirantes no século XVIII. A mão de obra era de escravos negros e índios e a fiscalização muito rígida ordenada pela coroa em Portugal. A pirâmide social baseava-se somente em mineradores e escravos.

A pecuária e a agricultura foram os principais sistemas comerciais de Mato Grosso dos séculos XX e XXI. Devido ao crescimento econômico propiciado pelas exportações, Mato Grosso tornou-se um dos principais produtores e exportadores de soja do Brasil, entre os municípios que destacam como exportadores está Rondonópolis maior exportador do Estado.[10] Entre os 10 municípios mais ricos do Centro-Oeste, 8 são de Mato Grosso, com destaque para Alto Taquari, Campos de Júlio e Sapezal, que possuem os três maiores PIBs per capita da mesorregião,[11] e Cuiabá, que é sede de 8 empresas de grande porte, mesma quantidade que Belém e Florianópolis e maior número que em Campo Grande.[12] É um dos maiores estados em relação à exploração de minérios. Atualmente, o crescimento na região de Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Matupá se mostra um forte propulsor para o desenvolvimento econômico do estado, baseado na produção e venda de grãos.

As exportações do estado se basearam, em 2012, em Soja (40,59%), Milho (17,70%), Farelo de Soja (16,42%), Algodão Cru (7,86%) e Carne Bovina Congelada (5,13%)[9] .

Religião[editar | editar código-fonte]

Catedral Metropolitana Basílica do Senhor Bom Jesus, em Cuiabá

Semelhante ao que ocorre em todo território nacional o Mato Grosso é predominantemente povoado por pessoas cristãs, sendo na sua maioria católicos e uma fração menor dividida em inúmeras denominações evangélicas, contando ainda com a presença de religiões afrodescendentes. Veja alguns dados curiosos:

  • Para os fiéis da Igreja Católica Apostólica Romana o padroeiro do estado é o Nosso Senhor Bom Jesus.
  • A Igreja Católica viveu 170 anos no regime do Padroado (1719-1889), entretanto o regime chegou ao término com a decisão nacional que com a proclamação da república adotou o laicismo.
  • A Assembleia de Deus detém o maior templo religioso do estado e também do Brasil, o Grande Templo conforme é chamado, situado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça em Cuiabá tem capacidade para 22.500 pessoas na nave central e chega a comportar 70.000 pessoas em todas as instalações do prédio.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Transporte[editar | editar código-fonte]

As principais rodovias de Mato Grosso foram construídas a partir da década de 70, através do Programa de Integração Nacional. O Transporte Terrestre atua com grande importância para a economia do estado, permitindo o escoamento da produção agrícola e suprindo as necessidades da circulação de mercadorias. Sendo um grande produtor e exportador agropecuário, o estado necessita de boa infra-estrutura rodoviária, porém, muitas das rodovias encontram-se em péssimas condições de conversação e tráfego.[13]

Rodovias Federais[editar | editar código-fonte]

As principais Rodovias Federais que cortam o estado são:

Rodovias Estaduais[editar | editar código-fonte]

Grande parte das rodovias estaduais foram criadas a partir da década de 70, visando interligar os municípios mato-grossenses, dando acesso aos eixos rodoviários federais. Apesar da enorme importância para a economia estadual, muitas destas rodovias estão em estado crítico de conservação.

Ferrovia[editar | editar código-fonte]

A Ferronorte interliga Mato Grosso ao Porto de Santos, em São Paulo. Conta com quatro termina: Alto Araguaia, Alto Taquari, Itiquira (Mato Grosso) e Rondonópolis(Sendo este o maior terminal intermodal da América Latina), e são responsáveis pelo escoamento de grande parte da produção agrícola do estado. Atualmente a Ferrovia encontra-se em posse/concessão da América Latina Logística.

Hidrovias[editar | editar código-fonte]

Apesar dos rios que banham o estado apresentarem boas condições de navegação, as Hidrovias em Mato Grosso, em geral, são menos utilizadas e envolvem polêmicas com questões ambientais e sociais, sendo que muitas obras encontram-se embargadas atualmente. As principais hidrovias são: Paraguai-Paraná, Rio das Mortes-Araguaia-Tocantins e Madeira-Amazonas[14]

Educação[editar | editar código-fonte]

O Estado possui diversas escolas de educação básica e instituições de ensino técnico e superior. As principais instituições públicas de educação de Mato Grosso são:

Referências

  1. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Área Territorial Oficial - Consulta por Unidade da Federação. Página visitada em 9 de setembro de 2013. Cópia arquivada em 9 de abril de 2014.
  2. ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NO BRASIL E UNIDADES DA FEDERAÇÃO COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2014 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (28 de agosto de 2014). Página visitada em 28 de agosto de 2014.
  3. Síntese dos Indicadores Sociais 2010 (PDF) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Tabela 1.4 - Taxa de fecundidade total, taxa bruta de natalidade, taxa bruta de mortalidade, taxa de mortalidade infantil e esperança de vida ao nascer, por sexo,segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação - 2009. Página visitada em 18 de setembro de 2010.
  4. PNUD Brasil. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, 2010 - Todos os Estados do Brasil. Página visitada em 29 de julho de 2013.
  5. http://rmtonline.globo.com/noticias.asp?em=2&n=508486&p=2%7C Barra do Garças adota o Horário de Brasília durante todo o ano, mas Decreto Municipal deixa a cidade sem Horário de Verão
  6. Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data de referência em 1 de julho de 2011 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (31 de julho de 2011). Página visitada em 15 de setembro de 2011.
  7. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas IBGE_pop
  8. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Indicadores mínimos (PDF). Página visitada em 5 de Outubro de 2007.
  9. a b Exportações do Mato Grosso (2012) Plataforma DataViva.. Página visitada em 13 de janeiro de 2014.
  10. http://www.noticiaexata.com.br/index.php/minuto-a-minuto/item/10975-rondon%C3%B3polis-%C3%A9-l%C3%ADder-em-exporta%C3%A7%C3%B5es-em-mato-grosso.html
  11. IBGE aponta Cuiabá na 10ª posição entre as capitais mais ricas do país Redação do site TVCA com G1. (16 de dezembro de 2008). Página visitada em 14 de julho de 2009.
  12. IBGE mostra a nova dinâmica da rede urbana brasileira Regiões de Influência das Cidades - 2008. (10 de outubro de 2008). Página visitada em 14 de julho de 2009.
  13. rodovias de Mato Grosso acesso em 27 de novembro de 2013
  14. em Mato Grosso acesso em 27 de novembro de 2013.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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