Matola
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Matola é uma cidade e município moçambicano, capital da província de Maputo. Tem limite a noroeste e a norte com o distrito de Moamba, a oeste e sudoeste com o distrito de Boane, a sul e a este com a cidade de Maputo e a noroeste com o distrito de Marracuene. O município uma área de 373 km². Tinha, de acordo com o censo de 1997, 424 662 habitantes; os resultados preliminares do censo de 2007 indicam uma população de 675 422[1], ou seja, um aumento de 59,1% em apenas 10 anos.
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[editar] Grupos étnicos e línguas
A Matola é caracterizada por uma miscelânea de grupos étnicos. A etnia nativa desta região é a dos tsongas, do ramo rongas, e existem ainda os chope, os bitonga e os tswa.
Quanto às línguas faladas, o chiTsonga é predominante nesta região, seguido pela língua portuguesa, falada principalmente nas zonas urbanas e semi-urbanas. São faladas também o xiChope, o biTonga e o xiTswa.
[editar] História
O Posto da Matola foi criado a 17 de Novembro de 1945, quando Moçambique era colónia portuguesa, abarcando três centros populacionais: Boane, Machava e Matola Rio. Os progressos registados levaram à emancipação municipal, criando-se o Concelho da Matola em 1955 e a consequente Câmara Municipal da Matola para a reger.
Uma portaria de 20 de Abril de 1968 determinou que a então Vila da Matola se passasse a denominar Vila Salazar, em homenagem ao presidente do Conselho de Ministros de Portugal, António de Oliveira Salazar. Eugénio Castro Spranger foi o primeiro presidente da câmara, sucedido por Abel Baptista que impulsionou um processo de urbanização do concelho, iniciando já em 1963, construindo-se o Cemitério da Matola, a residência oficial do presidente da Câmara Municipal e os Paços do Concelho. Paralelamente, constroem-se a Igreja Paroquial de São Gabriel, o Cinema de São Gabriel, a Escola Primária Paula Isabel, a Escola de Santa Maria, a Escola do Dr. Rui Patrício e a Missão de Liqueleva. Mais tarde, são estabelecidas as Escolas Secundárias da Matola e da Machava, a Escola Industrial da Matola e o Cinema 700. Na zona industrial, estabelecem-se fábricas de cimento, a CIM, o complexo mineiro dos CFM, a Shell Company e a Caltex. O crescimento do fluxo diário de pessoas entre as então Vila Salazar e Lourenço Marques (hoje Maputo) levou à criação da Companhia de Transportes de Moçambique.
Em 1969 e 1970, a indústria expande-se para a Machava e implantam-se novos bairros, como o do Fomento e o da Liberdade. Em 1967, Abel Baptista retira-se e sucede-lhe Fausto Leite de Matos. Através de uma portaria de 5 de Fevereiro de 1972, a vila ascende a cidade, passando a chamar-se Cidade Salazar. No ano seguinte, implantam-se novos bairros na Machava e regista-se um significativo aumento da densidade populacional em áreas que até aí tinham características rurais: Khongolote, Bunhiça e Sikwama.
Com a independência do país, a 25 de Junho de 1975, recupera-se o nome original, passando a denominar-se Cidade da Matola. A Câmara Municipal passou a ser dirigida por um presidente nomeado pelo Governo de Moçambique, o primeiro dos quais foi Rogério Daniel Ndzawana. O sistema de funcionamento da câmara não se alterou substancialmente, se bem que passou a ser dada mais atenção às populações dos bairros mais necessitados, sobretudo na construção de fontanários de água.
Em 1980, por resolução da então Assembleia Popular (hoje, Assembleia da República), a Matola perdeu a sua autonomia ao ser integrada na cidade de Maputo. Esta anexação paralisou o processo de desenvolvimento da cidade.
Com o processo de democratização do país, abriram-se as portas para a restauração do estatuto municipal, confirmado pelas primeiras eleições autárquicas, realizadas a 30 de Junho de 1998. Na sequência destas eleições foram instalados os novos órgãos de poder local: a Assembleia Municipal e o Conselho Municipal.
O primeiro presidente do Conselho Municipal da Matola foi Carlos Almerindo Filipe Tembe, eleito nas primeiras eleições autárquicas de 1998 e reeleito em 2003. O seu falecimento súbito em Dezembro de 2007 levou à sua substituição pela presidente da Assembleia Municipal, Maria Vicente, em 10 de Janeiro de 2008.
Em Novembro de 1996 o município português de Loures e a cidade de Matola assinaram um Protocolo de Geminação e Acordo de Cooperação com fundamento no uso comum da língua portuguesa.
[editar] Divisão Administrativa
O município da Matola está dividido em três postos administrativos, compostos pelos seguintes bairros[2]
- Posto Administrativo da Matola Sede:
- Matola A,
- Matola B,
- Matola C,
- Matola D,
- Matola F,
- Matola G,
- Matola H,
- Matola J,
- Fomento,
- Liberdade,
- Mussumbuluco,
- Mahlampswene, e
- Sikwama
- Posto Administrativo da Machava:
- Infulene
- Unidade A,
- Trevo,
- Patrice Lumumba,
- Machava Sede,
- São Damaso,
- Bunhiça,
- Tsalala,
- Km-15,
- Mathlemele,
- Cobe,
- Matola Gare, e
- Singathela
- Posto Administrativo do Infulene:
- Zona Verde,
- Ndlavela,
- Infulene D,
- T-3,
- Acordos de Lusaka,
- Vale do Infulene,
- Khongolote,
- Intaca,
- Muhalaze,
- 1º de Maio,
- Boquisso A,
- Boquisso B,
- Mali,
- Mukatine, e
- Ngolhoza
[editar] Referência
[editar] Páginas externas
Página oficial do Município da Matola

