Matthew Fontaine Maury

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Matthew Fontaine Maury
Matthew Fontaine Maury

Matthew Fontaine Maury (14 de janeiro de 18061 de fevereiro de 1873) foi um astrônomo, historiador, oceanógrafo, meteorologista, cartógrafo, autor, geólogo e educador estadunidense.

Entre 1840 e 1843 foi editor do periódico Southern Literary Messenger.[1]

Teve um papel de grande relevância a respeito da questão da abertura da navegação do Amazonas, no século XIX.

Já em 1826 houve um pedido de cidadãos norte-americanos para navegarem o rio, solicitação que foi reiteradas vezes negada pelo governo brasileiro. Maury foi um dos mais obstinados defensores da ideia, promovendo verdadeiras campanhas junto à opinião pública norte-americana a respeito da necessidade de abertura do Amazonas.

Em 1850 solicitou ao ministro brasileiro Sérgio Teixeira de Macedo, da legação do Brasil em Washington, autorização para uma expedição científica à Amazônia. Apesar da negativa do governo brasileiro, Maury insistiu na organização da viagem; visando, porém, burlar a proibição do governo brasileiro, ele lhe modifica o percurso - este teria origem nas nascentes, e não mais na foz do rio. (Vale observar que, na Bacia Amazônica, o Brasil é ribeirinho inferior, qual seja: em seu território se localizam as desembocaduras dos rios, enquanto as nascentes se encontram nos países vizinhos - Peru, Bolívia, Venezuela e Colômbia).

Como resultado dessa viagem, produziu-se um relatório intitulado "Exploration of the Valley of the Amazon", publicado em 1853. Nele, afirma-se até que o solo amazônio é extremamente fértil, o que já indica a fragilidade das ideias defendidas nesse documento. Maury obstinou-se ainda mais em sua campanha pela abertura do rio, escrevendo na imprensa de seu país sob o pseudônimo "Inca", fazendo contatos na administração pública e divulgando suas ideias com um fervor calvinista (sua ascendência, aliás, remete aos huguenotes franceses, ingleses e holandeses).

Embora as exposições de Maury houvessem impressionado a administração norte-americana, seus planos foram tratados com reserva. Nesse cálculo, certamente pesava o fato de que as relações comerciais com o Brasil haviam alcançado ingente relevância no continente - e os interesses comerciais do Nordeste americano já começavam a prevalecer nas decisões do país; ademais, a diplomacia brasileira havia mantido posição firme, serena e coerente a respeito da questão, o que certamente contribuiu para o seu desfecho.

Referências

  1. Mensageiro Literário do Sul Enciclopédia Virgínia (em inglês)
  • PALM, Paulo Roberto. A Abertura do Rio Amazonas à Navegação Internacional e o Parlamento Brasileiro.
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