Matthias Sammer

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Matthias Sammer
Bundesarchiv Bild 183-1990-0602-009, 1. FC Dynamo Dresden - PSV Schwerin 2-1.jpg
Ainda no Dínamo Dresden, erguendo a Copa
da Alemanha Oriental de 1990
Informações pessoais
Nome completo Matthias Sammer
Data de nasc. 5 de setembro de 1967 (47 anos)
Local de nasc. Dresden,  Alemanha Oriental
Altura 1,80 m
Apelido Head-to-Phosphor (Cabeça de fósforo)
Informações profissionais
Clube atual Alemanha Bayern München
Posição Diretor Esportivo
Ex-Zagueiro
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1985-1990
1990-1992
1992-1993
1993-1998
Flag of East Germany.svg Dínamo Dresden
Alemanha Stuttgart
Itália Internazionale
Alemanha Borussia Dortmund
00137 000(51)
00068 000(23)
00012 0000(4)
00156 000(23)
Seleção nacional
1986-1990
1990-1997
Flag of East Germany.svg Alemanha Oriental
Alemanha Alemanha
00023 0000(6)
00051 0000(8)
Times que treinou
2000-2004
2004-2005
2012-
Alemanha Borussia Dortmund
Alemanha Stuttgart
Alemanha Bayern München Diretor Esportivo

Matthias Sammer (Dresden, 5 de setembro de 1967), é um ex-futebolista e técnico de futebol alemão. Atualmente, é Diretor Esportivo no Bayern de Munique.

Um dos grandes nomes do futebol alemão nos anos 90, era conhecido como "cabeça de fósforo" em virtude de seus cabelos ruivos.[1]

Sammer jogou pouco mais de dez anos, encerrando a carreira precocemente em virtude de lesões.[1] É considerado, ao lado de Ulf Kirsten, o melhor jogador da Seleção Alemã-Oriental que atuou pela Seleção Alemã reunificada.

Carreira em clubes[editar | editar código-fonte]

Iniciou a carreira no Dínamo Dresden, em 1985, conquistando os campeonatos alemães-orientais de 1988/1989 e 1989/1990. A temporada 1988/89 ficou marcada também pela boa campanha do time na Copa da UEFA, parando nas semifinais frente aos alemães-ocidentais do Stuttgart. Já a de 1989/90 foi completada com um título também na Copa da Alemanha Oriental. Sammer, naquela altura, era o capitão e principal nome da Seleção Alemã-Oriental.

Em 1990, ainda antes da reunificação das Ligas Alemãs (a alemã-oriental perdurou até a temporada 1990/1991), o Dínamo não teve como manter suas principais estrelas. Mesmo com as ligas ainda não-reunificadas, a abertura política da moribunda Alemanha Oriental permitiu que ele e o colega Ulf Kirsten fossem negociados com equipes da Bundesliga.

Sammer foi então adquirido pelo Stuttgart, onde receberia um salário trinta vezes maior do que o que tinha no Dínamo.[1] E ali seria campeão do primeiro campeonato alemão reunificado, da temporada 1991/92.

O título chamou atenção da Internazionale. O clube havia acabado de desfazer-se de seu trio alemão de sucesso: Lothar Matthäus, Andreas Brehme e Jürgen Klinsmann.[1] Na Serie A de 1992/93, Sammer teve um bom desempenho nas primeiras partidas. Todavia, não conseguiu adaptar-se e decidiu voltar à Alemanha.[1] Em janeiro de 1993,[1] na janela de transferências de inverno, assinou com o Borussia Dortmund.

No clube aurinegro, o meia Sammer passou a jogar mais recuado, no esquema do técnico Ottmar Hitzfeld. Consolidando-se como líbero, faturou um bicampeonato na Bundes em 1994/95 e 1995/96, sendo ainda eleito o melhor jogador do país nas duas ocasiões. A temporada do bi alemão seria completada com o título na Eurocopa 1996 e Sammer recebeu a Bola de Ouro como melhor jogador europeu.

Após a brilhante temporada 1995/96, Sammer realizou uma 1996/97 marcado por lesões. O Borussia sentiu e na longa Bundesliga, o título ficou com o rival Bayern Munique. No ritmo mais acelerado da Liga dos Campeões da UEFA, o clube se dava melhor e chegou à final. Na decisão, contra a favorita Juventus, detentora do título, os alemães venceram por 3 x 1 e Sammer, como capitão do Borussia, ergueu o primeiro e único troféu do clube.

O prestigiado troféu marcaria um fecho glorioso, mas precoce para a carreira de Sammer. Ele mal atuou na temporada 1997/98, deixando de participar inclusive do Mundial Interclubes. E, mesmo às vésperas da Copa do Mundo de 1998, decidiu encerrar a carreira, ainda aos 31 anos.[1]

Seleção[editar | editar código-fonte]

O último jogo da Alemanha Oriental, terminado em vitória por 2 x 0 sobre a Bélgica em Bruxelas. Sammer, que marcou os dois gols, é o primeiro jogador à esquerda, ao lado dos árbitros.

Sammer realizou sua primeira partida pela Alemanha Oriental principal em 1986. Pela sub-19, naquele ano, foi campeão europeu na categoria.[1] No ano de 1987, no mundial sub-20, levou o país ao terceiro lugar, perdendo a vaga na final para os futuros campeões da Iugoslávia.[1] Pela principal, tentou em vão classificá-la para a Copa do Mundo de 1990. Na última rodada, a Alemanha Oriental duelou pela vaga em um confronto direto fora de casa contra a Áustria, que levou a melhor.

Ao longo de 1990, enquanto a Alemanha Ocidental faturava seu tricampeonato na Copa, a Oriental pôde apenas jogar amistosos. A última partida foi um deles, em setembro, um jogo contra a Bélgica em Bruxelas. A RDA ganhou por 2 x 0 com dois gols dele.

Pouco mais de três meses depois, em dezembro,[2] Sammer já vestia o uniforme da nova e reunificada Seleção Alemã, pela qual foi o primeiro ex-alemão-oriental a defender.[1]

A Alemanha disputaria seu primeiro torneio como nação reunificada na Eurocopa 1992. O meio-campo da Mannschaft encontrava-se desfalcado: Klaus Augenthaler e Pierre Littbarski haviam-se aposentado da seleção após a Copa de 1990 e Lothar Matthäus e Rudi Völler estavam machucados.[1] Matthäus nem pôde ser convocado. Sammer saiu-se muito bem e logo tomou conta do setor. Os alemães fizeram um bom torneio, eliminando com sobras nas semifinais os donos da casa, os suecos. Porém, caíram na final contra outros nórdicos, os da Dinamarca.

Dois anos depois, finalmente pôde disputar sua primeira Copa. Detentora do título, a Alemanha foi à Copa do Mundo de 1994 determinada a mantê-lo e Sammer realizou um grande mundial, sendo considerado o melhor jogador do torneio.[1] Para a surpresa geral, o país foi eliminado nas quartas-de-final, por 1 x 2, para a Bulgária, após sair na frente do placar. Coincidência ou não, justo naquela partida Sammer, lesionado, não pôde atuar.[1]

Outros dois anos se passaram e ele, agora um líbero, foi chamado para a Eurocopa 1996. Matthäus, que desempenhava a mesma função, não pôde ser chamado em virtude de nova lesão e Sammer não teve problemas em assegurar sua vaga na posição.[1] Além disso, vinha credenciado com um bicampeonato alemão pelo Borussia Dortmund. No torneio, manteve o alto nível e foi o melhor jogador da Euro,[1] cobrindo bem a defesa e ainda marcando dois gols na campanha, além de anular os anfitriões e rivais ingleses nas semifinais. Sua já excelente temporada 1995/96 terminou coroada com o título, o primeiro da Alemanha pós-reunificação.

Comparado a Franz Beckenbauer, Sammer viveu o auge da carreira na Euro e muito em função do torneio receberia a Bola de Ouro da France Football. Sua brilhante trajetória na Seleção Alemã, no entanto, seria freada pelas lesões. Depois da Euro 96, realizou apenas mais quatro partidas pela Alemanha, mal atuando nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1998.[2] Ainda assim, era considerado presença certa no torneio, ao menos entre os reservas. Sua decisão em aposentar-se precocemente acabou lhe tirando do time que foi à França, deixando o caminho livre para que Lothar Matthäus, com quem vivia concorrência bastante ríspida na Seleção,[1] pudesse jogar sua quinta Copa.

Após parar[editar | editar código-fonte]

Em 2000, assumiu o cargo de treinador do Dortmund, por onde conseguiu, em 2002 conquistar o Campeonato Alemão e o vice na Copa da UEFA. Depois, assumiu o Stuttgart em 2005.

Em abril de 2006, assumiu o cargo de diretor técnico da Federação Alemã de Futebol (DFB). Seu nome chegou a ser cotado para treinar a Seleção Japonesa no lugar de Zico, mas ele não aceitou tal cargo.

O Bayern Munique anunciou em 1 de julho a contratação de Matthias Sammer para o cargo de diretor esportivo da equipe, substituindo Christian Nerlinger.[3]

Referências

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