Maurício Chagas Bicalho

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Maurício Chagas Bicalho (Oliveira, 19 de março de 1913 - Belo Horizonte, 14 de dezembro de 1999) foi um advogado e político brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Formado em Direito em 1935 na Faculdade de Direito de Belo Horizonte, passou desde logo a advogar em Belo Horizonte, tendo entrado para o contencioso do Estado. Nomeado diretor do Departamento de Estudos Econômicos e de Legislação Fiscal de Minas Gerais, organizou a Consolidação da legislação fiscal do estado. Em 1936 foi designado assistente técnico do secretário das Finanças de Minas Gerais, Ovídio de Abreu (1935-1941), mantendo-se no cargo até 1940.

Em 1946, tornou-se chefe de gabinete de Jair Negrão de Lima, secretário das Finanças do governo João Beraldo. Com a nomeação de Ovídio de Abreu para a presidência do Banco do Brasil (julho de 1948-dezembro de 1950), foi indicado para assistente do mesmo.

Durante o período em que Juscelino Kubitschek exerceu o governo de Minas Gerais (1951-1955), ocupou, de 1952 a 1954, o cargo de diretor das Centrais Elétricas de Minas Gerais S.A. (Cemig). Em fevereiro desse último ano tornou-se secretário do Interior, acumulando com este o cargo de chefe de polícia do estado.

Diretor-consultivo da Carteira de Redescontos do Banco do Brasil em 1958, foi presidente do Sindicato das Indústrias Hidro e Termelétricas do Estado de Minas Gerais até fevereiro de 1959.

No curso de uma transformação nos rumos da política econômico-financeira do governo Juscelino Kubitschek, Maurício Bicalho foi designado, em junho de 1959, para substituir Sebastião Pais de Almeida na presidência do Banco do Brasil. Ao optar por este remanejamento, Juscelino Kubitschek rompeu com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e, através de novos empréstimos contraídos no exterior, voltou a acelerar os planos destinados à expansão industrial do país, ainda que sob os riscos de uma crescente espiral inflacionária. De setembro de 1959 a julho de 1960, Bicalho ocupou por diversas vezes, em caráter interino, o Ministério da Fazenda.

De 1960 a 1966, foi diretor-executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington, onde representou o Brasil, a Colômbia, o Peru, o Panamá e a República Dominicana. Entre 1967 e 1968, Bicalho exerceu a presidência do Banco Hipotecário e Agrícola de Minas Gerais, do Banco Mineiro da Produção, do Banco de Crédito Real de Minas Gerais e do Banco do Estado de Minas Gerais.

Diretor da Associação Comercial de Minas Gerais, da Associação Comercial do Rio de Janeiro, do Banco de Belo Horizonte S.A. e das Centrais Elétricas de Furnas S.A., Bicalho atuou ainda como delegado do Brasil a várias assembléias mundiais da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Foi, também, advogado para assuntos internacionais e advogado fiscal e consultor do estado em Belo Horizonte e, no Rio de Janeiro, professor de direito fiscal no curso de especialização da Secretaria das Finanças e procurador da Fazenda estadual junto ao Conselho de Contribuintes, além de membro do Conselho Superintendente de Moeda e Crédito, do Círculo de Juristas Católicos, do Instituto dos Advogados e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Ao deixar a vida pública, passou a dedicar-se exclusivamente à advocacia, tornando-se consultor jurídico de firmas nacionais e estrangeiras. Casou-se com Célia Roscoe Chagas Bicalho, com quem teve cinco filhos.


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