Maura Lopes Cançado

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Maura Lopes Cançado (São Gonçalo do Abaeté, 27 de janeiro de 1929 - Rio de Janeiro, 19 de dezembro de 1993) foi uma escritora brasileira[1] [2] .

Biografia[editar | editar código-fonte]

Passou a infância no interior de Minas Gerais. Estudou no colégio Sacre-Coeur de Marie e, aos 14 anos, fez parte de um aeroclube, onde conheceu seu marido, um jovem de 18 anos, filho do comandante do batalhão da Polícia Militar da cidade. Aos 15, teve seu único filho, Cesarion Praxedes, que se tornou escritor e jornalista. Separou-se do marido pouco depois do nascimento do filho. Aos 18, internou-se voluntariamente em um sanatório para doentes mentais. [3]

Chegou ao Rio de Janeiro aos 22 anos. Queria ser escritora e, após mandar seus contos para escritores e jornalistas, começou a publicá-los no Jornal do Brasil e no Correio da Manhã. Durante a década de 1960, publicou seus dois únicos livros O Hospício É Deus (1965), primeira parte do diário que relatava o seu período de internação no Hospital de Engenho de Dentro, e O Sofredor do Ver (1968), coletânea de contos reeditada em 2012 pela Confraria dos Bibliófilos. [4]

Maura passou por diversos hospitais psiquiátricos, até matar outra interna na Casa de Saúde Doutor Eiras e ser condenada por homicídio. Depois de seis anos de reclusão, em 1980, Maura viveu em liberdade, passando por clínicas particulares e pelo Solar da Fossa. Morreu de ataque cardíaco, em 1993. Não escrevia mais. [5]

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Hospício é Deus: Diário I (romance autobiográfico, escrito em 1959 e publicado em 1965)
  • O Sofredor do Ver (contos, 1968)

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]