Mauritânia (Antiguidade)
Na Antiguidade, dava-se o nome de Mauritânia (em latim: Mauretania) a um reino berbere independente no litoral mediterrâneo da África do Norte, no território correspondente ao que é hoje o oeste da Argélia e o norte do Marrocos. Seu nome advém da tribo dos mauros ou mouros,1 antigos habitantes berberes da região (que deram nome também aos árabes-berberes que invadiram a península Ibérica - os mouros). Os primeiros registros históricos da área têm relação com assentamentos fenícios e cartagineses como Lixo, Volubilis, Mogador e Chellah.
O antigo Reino da Mauritânia não corresponde ao território da atual República Islâmica da Mauritânia, na costa do oceano Atlântico ao sul do Saara Ocidental.
Mauritânia romana [editar]
Após a derrota de Cartago para o exército romano, a Mauritânia tornou-se um Estado cliente de Roma, governado por Juba II da Numídia, a quem os romanos entregaram o reino mauro. Quando Juba faleceu em 23, seu filho Ptolomeu sucedeu-o, mas foi morto por Calígula em 40. Cláudio anexou a Mauritânia diretamente e fez dela uma província romana, em 44, sob o comando de um governador imperial.
No século I, Cláudio dividiu a província em duas, Mauritânia Cesariense e Mauritânia Tingitana, separadas pelo rio Mucha, cerca de 60 km a oeste da moderna Orã. A Mauritânia Tingitana recebeu o nome da cidade de Tinge, atual Tânger, e correspondia ao território do que são hoje as possessões africanas da Espanha e o norte do Marrocos; já a Mauritânia Cesariense abrangia o oeste e o centro da atual Argélia até a Cabília.
Um mauro atingiu a dignidade de imperador romano, Macrino, que tomou o poder após o assassinato de Caracala em 217, mas que terminou derrotado e executado por Heliogábalo no ano seguinte.
Com a reforma administrativa de Diocleciano, em 293, a região foi novamente dividida, com o desmembramento da porção oriental da Mauritânia Cesariense para formar a Sitifense. No século V, os romanos perderam a Mauritânia para os povos bárbaros vindos da Hispânia.