Mauro Borges Teixeira
Mauro Borges Teixeira (Rio Verde, 15 de fevereiro de 1920) é um político e militar goiano. É filho do também político Pedro Ludovico Teixeira e de dona Gercina Borges Teixeira.
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[editar] Carreira militar
Mauro Borges cursou a Escola Militar do Realengo e a Escola de Comando do Estado. O maior posto que atingiu na hierarquia do Exército Brasileiro foi o de Tenente-coronel, sendo promovido a Coronel quando foi para a Reserva.
[editar] Carreira política
Mauro Borges iniciou sua carreira política em 1958, quando foi eleito deputado federal por Goiás. Em 1960 foi eleito governador do estado, cargo que seu pai já exercera dezessete vezes entre 1930 e 1954, como interventor de Getúlio Vargas. Foi afastado por intervenção federal após o golpe de 1964, tendo seus direitos políticos cassados em 1966. Voltou ao cenário político em 1979, quando foi eleito presidente regional do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Em 1982, foi eleito senador pelo Partido Movimento Democratico Brasileiro PMDB e, em 1990, novamente deputado federal pelo Partido Democrata Cristão (PDC).
[editar] Governo Mauro Borges (1961-1964)
Mauro Borges foi eleito governador de Goiás pelo Partido Social Democrático (PSD) e inspirou-se no Plano de Metas do colega de legenda Juscelino Kubitschek para lançar seu plano de governo. A partir do governo Mauro Borges, nenhuma outra administração pôde desvencilhar-se do planejamento.
Mauro Borges integrou Goiás no cenário econômico nacional, promovendo o crescimento das fronteiras econômicas por meio da retomada da Marcha para o Oeste e a implantação de uma reforma agrária que teve como o modelo os kibutz de Israel, organizados a partir da produção cooperativa.
Além do Plano MB, como era chamado seu projeto para integrar o estado no cenário econômico nacional, Mauro Borges realizou também a conclusão do Aeroporto Santa Genoveva, da Usina Rochedo, da Usina de Cachoeira Dourada e a ampliação e reestruturação da CELG.
[editar] Campanha da Legalidade (1961)
Participou ativamente da Campanha da Legalidade, juntamente com o governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola. Pelo apoio prestado aos legalistas recebeu o título de cidadão gaúcho, após a posse de João Goulart.
O movimento tinha por fim defender a posse do vice-presidente João Goulart, tendo em vista a renúncia do então presidente, Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961. Alguns militares de alta patente e parte da sociedade brasileira era contra a posse de Jango por considerá-lo aliado dos comunistas. Na ocasião da renúncia de Jânio, o seu vice estava em visita oficial à China, país comunista, fato que reforçou a tese dos favoráveis ao golpe.
O apoio de Mauro Boges chegou a transformar o Palácio das Esmeraldas, sede do governo estadual, em um quartel-general dos legalistas, utilizando a Rádio Brasil Central como difusora do movimento, na chamada rede da legalidade. Tal posicionamento criou atritos com as Forças Armadas, que mandou aviões da FAB sobrevoarem a capital goiana como forma de intimidação, a ameaça da invasão de Goiânia pelos militares chegou a causar pavor na população goianiense, tendo o governador cogitado armar a mesma para resistir.
| Precedido por José Feliciano Ferreira |
Governador de Goiás 1961 — 1963 |
Sucedido por Almir Turisco de Araújo |
| Precedido por Almir Turisco de Araújo |
Governador de Goiás 1963 — 1964 |
Sucedido por Carlos de Meira Mattos |
| Precedido por Lázaro Barbosa |
Senador(Goiás) 1983 — 1991 |
Sucedido por Onofre Quinan |