Mauro Santayana

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Mauro Santayana (Rio GRande do Sul, 1932) é um jornalista brasileiro.

Embora tenha estudado apenas até o segundo ano do antigo primário, o equivalente ao atual terceiro ano do ensino fundamental, ocupou, como jornalista, cargos destacados nos principais órgãos de imprensa brasileiros, especialmente na mídia impressa, como Folha de S. Paulo, Gazeta Mercantil e Jornal do Brasil, no qual mantém uma coluna sobre política. Também escreve regularmente para a [[Carta Maior],é comentarista de televisão e mantêm um blog, onde escreve artigos e crônicas, cujo link é www.maurosantayana.com.

[editar] Vida política

Em 1964, ano do golpe militar no Brasil, colaborava com o embaixador Mário Palmério, no Paraguai, nas negociações para a implantação da hidrelétrica de Itaipu. Exilou-se, então, durante mais de dez anos, no Uruguai, no México, em Cuba, em Praga, na Checoslováquia. Trabalhou como jornalista e chefe das emissões em português da Rádio Havana, em 1966, e como comentarista político da Rádio Praga, entre 1968 e 1970. Em Bonn, na Alemanha, foi correspondente do Jornal do Brasil (1970 - 1973).

É comentarista de TV e colaborador de diversos jornais, como "free lancer". Dois anos depois de voltar do exílio, em 1976, foi diretor da sucursal da "Folha de São Paulo" em Minas, até 1982, quando escrevia uma coluna diária de política. Foi chefe de reportagem do "Diário de Minas", 19551958 em Belo Horizonte - MG, secretário de redação da "Última Hora", 1959, (RJ), comentarista econômico da "Revista Panorama Econômico Latino-Americano", 1965, Cuba, e colaborador da "Gazeta Mercantil", 1982 - 1992. Escreveu também na revista "Manchete", no jornal mineiro "Binômio", e "Diário de Minas". Fundou na década de 50 o "Diário do Rio Doce", e foi correspondente da Folha de São Paulo em Madrid, e no Norte da África. Atualmente é um dos editores do "Jornal do Brasil" onde mantém uma seção de opinião política.


Prêmio Esso de reportagem de 1971. com a matéria "Assim começou uma guerra", na qual publicou extratos do diário de bordo do comandante do submarino alemão que afundou navios mercantes brasileiros e de passageiros na costa brasileira no início da Segunda Guerra Mundial, cobriu, como correspondente, a invasão da Checoslováquia pelas tropas do "Pacto de Varsóvia", a "Guerra Civil Irlandesa" e o "Conflito do Saara Ocidental".

Entrevistou personalidades importantes que marcaram a história do Século XX, como Willy Brandt, Garrincha, Dolores Ibarruri, Jorge Luis Borges, Lula e Juan Domingo Perón.

Foi Diretor Presidente do "Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais", na área Cultural. A amizade com Tancredo Neves e o trabalho feito pela reconquista da democracia garantiram-lhe uma condecoração do governo mineiro, em cerimônia em Ouro Preto, no dia 21-04-2004.

Foi Adido Cultural do Brasil em Roma, entre 1987 e 1990. Em 1968, integrou a "Comissão de Estudos Constitucionais do Ministério da Justiça", que elaborava propostas para os Constituintes de 1977.

Conselheiro e amigo de Tancredo Neves, foi o responsável pela articulação da campanha presidencial do então governador mineiro, representando-o em São Paulo, o que contribuiu, em muito, para o processo de redemocratização do Brasil.

[editar] Livros publicados

" A Tragédia Argentina- Poder e violência de Rosas ao Peronismo"

  • Conciliação e transição: as armas de Tancredo
  "Mar Negro"
  • Dossiê da guerra do Saara
  • Repórteres (obra coletiva).
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