Maxim's

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A fachada do restaurante Maxim's

Maxim's é um restaurante de Paris, França, localizado na Rue Royale, 3 - VIII Arrondissement (próx. Madeleine e Praça da Concórdia). 48° 52′ N 02° 19′ E

História[editar | editar código-fonte]

O Maxim's foi fundado em 7 de abril de 1893, durante a chamada Belle Époque. O responsável pela fundação foi Maxime Gaillard, antes garçon de um bar das proximidades. No começo servia refeições a operários, mas, depois os patrões passaram a frequentá-lo, quando então servia ostras frescas, sopa de cebola, frango assado, escalopes de vitela, rabos de porco, lagostas, linguado ao conhaque. Ficava próximo ao Hotel Crillon, ao Jockey Clube e ao Automóvel clube.

Os primeiros importantes profissionais da casa foram o chef Henry Chaveau e o mâitre Eugène Cornuché, que tomaram conta do restaurante a partir da morte de Crillon em 1895, que ocorreu apenas dois anos depois de sua fundação. Seu apogeu foi entre o final do século XIX e o início da Primeira Grande Guerra, embora funcione até hoje. Sofreu grande reforma quando da Exposição Universal de 1889. Na década de 30, teve o seu mâitre mais famoso, Albert Blazer. [1]

No início do século XX, ficou famosa a senhora que tomava conta das toilettes, Madame Pi-Pi, que agenciava encontros amorosos. Na época só funcionava à noite, após 17 horas, sendo o jantar servido entre 20 e 22 horas. Era frequentado por conhecidas figuras da sociedade parisiense[2] : Os Duques russos, Vladimir, Michel e Alexis; Duques de Mornryn, de Uzés e Jouvenal; Marquês Boni de Castelane, Conde Arnold de Contades; Barão James Henessy; Príncipes Sagan e Murat; Max Labaudy (Magnata da beterraba); Maurice Bertrand (do champagne Heidsieck); e famosas e sofisticadas mulheres ditas frívolas: "La Bella Otero" (dançarina, atriz e cortesã nascida na Galícia), Emiliane d'Alençon, Marthe de Kerrien. Liane de Pougy.

Santos Dumont[editar | editar código-fonte]

O Maxim's foi muito frequentado pelo brasileiro Santos Dumont. O inventor chegara a Paris em 1892 e no restaurante encontrava seus amigos como o joalheiro Louis Cartier, o engenheiro Gustave Eiffel (construtor da famosa Torre Eiffel, símbolo de Paris), o editor do New York Herald, James Gordon Bennett. Também ali conheceu o caricaturista e escritor George Goursat, que era como um '"clone" de Dumont. Ambos se vestiam de modo quase idêntico, inclusive com com o mesmo tipo de chapéu que caracterizou o inventor.[3] .

Hoje[editar | editar código-fonte]

Hoje, o restaurante e a marca Maxim's pertencem a Pierre Cardin. Outros restaurantes Maxim's foram abertos em Genebra, Mônaco, Bruxelas, Tóquio, Xangai e Pequim. A marca Maxim's foi estendida para diversos produtos e serviços de natureza sofisticada.O chef famoso mais recente foi o austríaco Wolfgang Puck quando jovem, o qual hoje tem vários restaurantes em Los Angeles, EUA}, onde vive.

Uma lenda urbana parisiense, sem nenhuma confirmação, relata que Ho Chi Minh teria trabalhado no Maxim's como garçon e outras funções quando vivia no exílio em Paris, nos anos 20.

Cultura popular[editar | editar código-fonte]

[[Image:Maxims-The-Merry-Widow.jpg|thumb|right|250px|Pintura de Caricatura do Maxim's na capa do CD Die Lustige Witwe (A viúva alegre)

Seu exterior aparece por mais de um minuto no filme "A noite dos generais", com Peter O'Toole.

  • É mencionado:
  • Em Doctor Who' (1979) - série City of Death.
  • No sitcom britânico dos anos 70, "Fawlty Towers": Diante de uma inspeção das comidas, o Chef diz a Basil Fawlty, "Você leu o relato das aventuras de George Orwell no Maxim's de Paris? Fawlty responde:, "Não, você tem uma cópia? Vou lê-lo na Corte!", O Chef se referia ao livro Down and Out in Paris and London de Orwell, que apresenta deprimentes detalhes do trabalho do escritor com lavador de pratos no restaurante.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. "A rainha que virou pizza" - Autor: José Antônio Dias Lopes; Cia Editora Nacional, 2007
  2. "Historia de la Gastronomia - do gastrônomo catalão Néstor Luján y Fernandes
  3. "Asas da loucura" - Paul Hoffman - Editora Objetiva - 2004

Referências externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • "A rainha que virou pizza" - José Antônio Dias Lopes - Cia. editora Nacional - 2007