Maximiliano de Almeida

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Município de Maximiliano de Almeida
Bandeira desconhecida
Brasão de Maximiliano de Almeida
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Aniversário 15 de março
Fundação 27 de dezembro de 1962 (51 anos)
Gentílico maximilianense
Prefeito(a) Avilson Lazzarin (PP)
(2009–2012)
Localização
Localização de Maximiliano de Almeida
Localização de Maximiliano de Almeida no Rio Grande do Sul
Maximiliano de Almeida está localizado em: Brasil
Maximiliano de Almeida
Localização de Maximiliano de Almeida no Brasil
27° 37' 55" S 51° 48' 10" O27° 37' 55" S 51° 48' 10" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Noroeste Rio-grandense IBGE/2008[1]
Microrregião Sananduva IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Machadinho, Paim Filho, Carlos Gomes, Viadutos, Marcelino Ramos e Piratuba (SC)
Distância até a capital 406 km
Características geográficas
Área 208,524 km² [2]
População 4 907 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 23,53 hab./km²
Altitude 583 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,747 alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 66 740,855 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 13 058,28 IBGE/2008[5]
Página oficial

Maximiliano de Almeida é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 27º37'56" sul e a uma longitude 51º48'12" oeste, estando a uma altitude de 583 metros.

Possui uma área de 215,94 km² e sua população estimada em 2010 era de 4.911 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

Maximiliano de Almeida município assentado na região Nordeste do Rio Grande do Sul, situado entre o Rio Ligeiro, Forquilha e Pelotas possui seus vales fertilíssimos entrecortados com extensões de coxilhas onduladas. Outrora coberta de floresta e aglomerados de pinhais. Hoje campo e lavoura fruto de nossa agricultura e pecuária.

Há pouco mais de um século, a região era habitada por índios, animais selvagens, peixes, aves, enfim, tudo o que se refere à natureza. Nada havia de civilização.

Porém a humanidade adquire novos conhecimentos, avança e penetra nas grandes descobertas e invenções, Maximiliano de Almeida também viria a ser descoberto e pisado pelo homem. Isso ocorreu no tempo em que o Rio Grande do Sul vivia pela Revolução de 1893. Mas as picadas abertas pelos revolucionários serviam de trilha para os primeiros povoadores. Inicialmente aqui chegaram famílias de Portugueses que não deixaram gravados seus nomes na história. O que se sabe é que seu apelido era "Ganchos". Os primeiros casebres foram construídos onde hoje se situa a cidade de Maximiliano de Almeida.

A terra fértil, madeira à vontade e muita água atraíram colonizadores vindos de Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Flores da Cunha, São Leopoldo, Guaporé, Estrela, Antônio Prado, Montenegro, Sananduva e outros. Isso sem contar aqueles que vieram diretamente da Europa, principalmente da Itália. Algumas das primeiras famílias a povoar e a colonizar nossas terras foram: João Provin, Augusto Piana, Genuíno Variani, José Muterlle, Edmundo Rodrigues, José Marchioro, Abel Boff, Solidonio Campos, Jacinto Zacarias, Angelo Paeze, Estefano Barancelli, Antonio Wittmann, Luiz Benin, Antonio Cirino dos Santos, Maurilio Leite, Dr. Umberto Bucci, Luiz Dal'Igna, Pe. Frei Geronimo e muitos outros. Junto com a agricultura e a indústria de madeira começou paralelamente com o desenvolvimento do comércio.

O centro da administração da Vila Sede do Pinhal era a inspetoria de terras. Com a Revolução de 1923, os anti-governistas expulsaram o chefe da inspetoria o Sr. Pedrinho dos Santos. No dia 8 de maio de 1923 foi metralhado o escritório da comissão de terras, atingindo com morte a esposa do sub-prefeito, com ela morria a esperança de se formar uma grande cidade. Estariam sendo demarcadas 60 colônias de terras, área essa quase toda reservada para criar-se uma cidade (geograficamente escolhido o local para desenvolver a região) com a expulsão da Inspetoria de terras, o escritório da comissão de terras transferiu­-se para o Castelinho de Erechim.

A Vila deu uma parada no crescimento e só voltou a se desenvolver lentamente anos depois. Em primeiro de abril de 1927, pela Lei nº 222, foi elevada a categoria de 12º Distrito de Lagoa Vermelha com o nome de Maximiliano de Almeida por ser ele o intendente do município, como agrimensor procedeu o loteamento desta cidade, tendo como primeiro Sub Prefeito o Sr. Joaquim Borba de Freitas. Depois de 18 anos quando Marcelino Ramos se emancipou passamos a pertencer como 3º Distrito do novo município e em 1958 com a emancipação de Viadutos, passamos a pertencer como segundo distrito.

O distrito continuou prosperando tendo o povo se dado conta de sua responsabilidade do exemplo de tantos outros. Paim Filho estava tentando pela terceira vez sua emancipação. Maximiliano de Almeida vendo que Paim Filho se emanciparia e nós íamos pertencer-lhes como distrito. Mais do que depressa foi criado uma comissão emancipacionista assim constituída: Presidente Dr. Fernando Konarzeveski, Vice Padre Luiz Lovatel, Secretário Luciano Artemio Barancelli, Tesoureiro Gibrail Cirino dos Santos. Faziam parte também da comissão: Evaldo Strassburger, Silvio Provin, Danilo Scorteganha, Danilo Variani, Achiles Braguirolli, Dinarte Raimundo Ribeiro, Reinaldo Oneta, José Sutil, Altair Scorteganha, João Chiocheta, Francisco Schell, Edmundo Rodrigues da Costa, Valdir Palmas, João Batista Variani, Dionísio Variani, Alcides Variani, Arnoldo Schwarzbach, Nelson Variani, Achiles Braghirolli, e o voto sim venceu a eleição do plebiscito.

Sabia-se que nenhum dos distritos que pretendiam se emancipar tinham condições, mas com a influência política e para surpresa de todos, emanciparam-se os dois distritos, Maximiliano de Almeida e Paim Filho, e na mesma oportunidade foram emancipados no Estado os Municípios de Tramandaí, Catuípe e Sapucaia do Sul em 27 de dezembro de 1961, pela Lei 4266/61. Decretada pelo governador Leonel de Moura Brizola. No dia 11 de março de 1962 houve a eleição para prefeito, vice-prefeito e vereadores, foi feita uma coligação inter-partidária entre todos os partidos da época, registrado como "UNIÃO PRÓMAXIMILIANO DE ALMEIDA". Foi indicado como prefeito o Sr. Luciano Barancelli, vice-prefeito o Sr. João Chiocheta. Os vereadores foram os seguintes: Achiles Braguirolli, Silvio Provin, Muzarte C. Rodrigues, Dionizio Variani, Rovílio Dal Bello, Mário Colla, Valdir Palmas, Antonio Pelicer e Arnoldo Schwarzbach. A posse do prefeito, vice-prefeito e vereadores foi no dia 15 de março de 1962.

Turismo[editar | editar código-fonte]

  • UHE Machadinho
  • Casa de Pedra, construída em 1938 com blocos de basalto.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.


Ver também[editar | editar código-fonte]


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