Maxixe

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Maxixe
Fotografia de Édouard Stebbing de c. 1910 intitulada "O maxixe"
Origens estilísticas tango, polca, lundu, habanera
Contexto cultural Belle époque brasileira
Popularidade originário do Rio de Janeiro, foi exportado para a Europa e os Estados Unidos
Formas derivadas lambada, samba

O Maxixe ou samba brasileiro é um tipo de dança de salão brasileira criada por negros que esteve em moda entre o fim do século XIX e o início do século XX. Dançava-se-o acompanhado da forma musical do mesmo nome, contemporânea da polca e dos princípios do choro e que contou com compositores como Ernesto Nazareth e Patápio Silva. Mas o maior nome na composição de maxixes foi, sem dúvida, o da maestrina Chiquinha Gonzaga. Teve a sua origem no Rio de Janeiro na década de 1870, mais ou menos quando o tango também dava os seus primeiros passos na Argentina e no Uruguai, do qual sofreria algumas influências. Dançada a um ritmo rápido de 2/4, notam-se também influências do lundu, das polcas e das habaneras.

História[editar | editar código-fonte]

O ritmo, segundo hipótese levantada por alguns estudiosos, foi influenciado pela música trazida por escravos de Moçambique, daí advindo seu nome, que é o mesmo de uma cidade moçambicana. Ainda hoje, o padrão rítmico da marrabenta (música moçambicana) guarda semelhanças com os padrões rítmicos do maxixe. Outra hipótese, contudo, aponta a origem do nome numa pessoa de nome "Maxixe" que, certa vez, teria, num baile de carnaval na cidade do Rio de Janeiro, dançado o lundu num ritmo diferente, criando, assim, a dança maxixe.[1]

Atraente
Choro (maxixe) "Atraente", de Chiquinha Gonzaga, gravação com Pixinguinha no saxofone e Benedito Lacerda na flauta

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Cigana de Catumbi
Maxixe "Cigana de Catumbi", composto por José Resende de Almeida. Gravado em 1925 pela Orquestra Cícero.

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Escovado
Tango brasileiro "Escovado", composto por Ernesto Nazareth, gravação de 1930 pelo próprio.

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Amapá
Maxixe "Amapá" (ou "Tango do Amapá") gravado em 1941 por Dante Santoro na flauta (Composição de Costa Júnior, 1901).

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Hoje, o gênero musical chamado maxixe ou tango brasileiro é considerado um subgênero do choro. Porém, no fim do século XIX e começo do XX, a palavra "choro" designava não um gênero, mas certos conjuntos musicais (compostos de flauta, cavaquinho e violões) que animavam festas (forrobodós) tocando polcas, lundus, habaneras e mazurcas e outros gêneros estrangeiros de uma maneira sincopada (que acabou sendo nomeado como gênero, o "choro"). O tango brasileiro foi criado pelos chorões como uma variante altamente sincopada da habanera, gênero cubano que também era chamado tango-habanera (o primeiro uso da palavra "tango" é datado de 1823, em Havana,[2] ) e que, na sua variante brasileira, passou a ser chamado "tango brasileiro".

Na sua forma de música de dança, passou a ser chamado de "maxixe", sendo alvo de fortes preconceitos das elites da época, que o consideravam indecente, chegando mesmo a proibi-lo. Dava-se-lhe, então, o nome de "tango brasileiro" para esconder a relação dessas composições com o maxixe. Alguns relatos afirmam também uma diferença com relação à harmonia, sendo a do tango brasileiro (como os de Ernesto Nazareth) um pouco mais complexa do que de seu "irmão", o maxixe.

Na atualidade, o maxixe, enquanto dança, ainda existe nos passos do samba de gafieira, cuja música (que é um tipo de samba extremamente sincopado: por exemplo, o samba de breque e o samba-choro) também preserva muitas estruturas rítmicas do maxixe. Tal como o tango, este estilo foi também exportado para a Europa e Estados Unidos no início do século XX. O samba e a lambada são dois exemplos de danças que devem algumas contribuições de estilo ao maxixe. O maxixe também era uma dança sensual.

Corta-Jaca
"Corta-Jaca", de Chiquinha Gonzaga, gravada entre 1910-1912 pelo Grupo Chiquinha Gonzaga.

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Ver também[editar | editar código-fonte]

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  1. CUNHA, A. G. Dicionário etimológico Nova Fronteira da língua portuguesa. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. p. 508.
  2. http://www.miscelaneasdecuba.net/web/article.asp?artID=18133