May East

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May East
Informação geral
Nascimento 12 de setembro de 1952 (61 anos)
Origem São Paulo
País  Brasil
Gênero(s) Pop rock,
Período em atividade 1980 - 1990
Afiliação(ões) Gang 90 e as Absurdettes

Maria Elisa Capparelli Pinheiro (São Paulo, 12 de Setembro de 1952), conhecida como May East é uma cantora e ativista brasileira.

May East iniciou sua carreira na banda Gang 90 e as Absurdettes, nos anos 1980. Em 1981, a banda lançou-se nacionalmente no festival MPB - Shell com a música "Perdidos Na Selva", lançada em compacto. Em 1983, a música "Nosso louco amor" foi escolhida para abrir a novela da Globo Louco Amor. Em 1984, a cantora partiu para a carreira solo e gravou o compacto Índio/Fire in the Jungle pela EMI holandesa.

Lançou, em 1985, o seu primeiro álbum solo, chamado Remota Batucada, buscando a junção de ritmos tradicionais brasileiros com a sua principal influência, o technopop inglês. Isso fica patente em faixas como Bumba My Boy e Maraka. Dois anos depois, em 1987, após realizar viagens à região Norte do país, para aprofundar as suas pesquisas musicais, lança Tabaporã ("casa boa/bonita", em Guarani)[1] . Neste álbum, a cantora adota uma sonoridade que caminha rumo a algo que poderia ser classificado como Ethnic New Age. Mais preocupada agora em utilizar os sintetizadores, instrumentos chave de seu trabalho anterior, para criar climas e atmosferas, ao invés de batidas para as pistas de dança, May East alcança uma sonoridade que remete diretamente aos três discos - Low, Heroes e Lodger - lançados por David Bowie, em sua fase Berlim (1977-1979), e à ambient music de Brian Eno, parceiro de Bowie em suas experimentações na capital alemã.

Lançou ainda Charites, em 1990, onde segue a mesma receita ao misturar a eletrônica com os ritmos regionais brasileiros. Desde então, passou a se dedicar primeiramente às causas ambientais, tendo lançado apenas trabalhos musicais esparsos: Cave of the Heart (com o Findhorn Community Chorus), de 1998, Cosmic Breath (com seu ex-marido Craig Gibsone),1999, e 1001 Faces (solo),em 2001 [2] .

Atualmente, desenvolve trabalhos de âmbito internacional com o movimento de transculturalidade, sustentabilidade e o movimento global das ecovilas. Mora há 20 anos na Ecovila Findhorn, na Escócia, onde é membro do Conselho Diretor e Diretora de Relações Internacionais entre a ONU e a Fundação Findhorn e a GEN-Global Ecovillage Network[3] . Foi Coordenadora de Educação do Projeto de Ecovila de Findhorn e Embaixadora do World Wisdom Council do Club of Budapest. Atualmente coordena as ações da GEN e Gaia Education junto ao Grupo de Trabalho da "Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável da ONU - 2005-2014". [4] Teve papel proeminente no desenvolvimento das relações entre a Comunidade Findhorn e a ONU, que culminaram na formação do CIFAL [5] , e viaja pelo mundo divulgando as iniciativas do Transition Towns.

Referências

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