Mazagão (Amapá)

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Município de Mazagão
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Fundação 23 de janeiro de 1770 (244 anos)
Gentílico mazaganense
Padroeiro(a) São Tiago
Prefeito(a) Dilson Borges[1] (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Mazagão
Localização de Mazagão no Amapá
Mazagão está localizado em: Brasil
Mazagão
Localização de Mazagão no Brasil
00° 06' 54" S 51° 17' 20" O00° 06' 54" S 51° 17' 20" O
Unidade federativa  Amapá
Mesorregião Sul do Amapá IBGE/2013[2]
Microrregião Mazagão IBGE/2013[2]
Municípios limítrofes Pedra Branca do Amapari e Porto Grande a norte, Santana a nordeste, a foz do rio Amazonas a sudeste, Vitória do Jari a sul e Laranjal do Jari a oeste.
Distância até a capital 34 2 km
Características geográficas
Área 13,131 km² [3]
Distritos Carvão, Mazagão Velho e Sede[4]
População 18 739 hab. estatísticas IBGE/2013[5]
Densidade 1 427,08 hab./km²
Altitude 60 m
Clima equatorial Af
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,592 baixo PNUD/2010[6]
PIB R$ 138 013 mil IBGE/2010[7]
PIB per capita R$ 8 104 09 mil IBGE/2010[8]
Página oficial
Prefeitura www.mazagao.ap.gov.br

Mazagão é um município brasileiro no sul do estado do Amapá. A população estimada em 2013 era de 18 739 habitantes[5] e a área é de 13,131 km², o que resulta numa densidade demográfica de 1 427,08 hab/km².

Seus limites são Pedra Branca do Amapari e Porto Grande a norte, Santana a nordeste, a foz do rio Amazonas a sudeste, Vitória do Jari a sul e Laranjal do Jari a oeste.

História[editar | editar código-fonte]

1770: a fundação de Nova Mazagão, hoje Mazagão Velho[editar | editar código-fonte]

Em 1770 uma área ( 0° 12′ S 51° 25′ W)[9] às margens do rio Mutuacá, no moderno Estado do Amapá, foi escolhida para receber a população da então possessão portuguesa de Mazagão, em Marrocos, abandonada por ordem do Marquês de Pombal. O plano urbanístico da nova cidade ficou a cargo do arq. italiano Domingo Sambucetti. Um total de 340 famílias, algumas com escravos, chegaram a cidade de Belém em 1770 e em 1773 foram para Nova Mazagão. É certo, todavia, que algumas famílias continuaram ainda na capital ou foram para outros locais do interior, por mais que a ordem fosse de destino geral para a nova povoação.

O povoado também serviu de apoio militar à Vila de Macapá, que surgiu ao redor da Fortaleza de São José do Macapá, e á Vila Vistoza da Madre de Deus[10] (0° 2′ S 51° 17′ W [11] ).

Em 1783 houve uma grande epidemia. Os moradores sobreviventes conseguiram com a Viradeira, em 1783, libertar-se de não poder abandonar o local e migrar para onde quisessem.

O sofrimento das famílias, muitos cavaleiros fidalgos da Casa Real, ainda era marcante em 1801, já que registraram queixa ao príncipe regente, D. João VI, para o pagamento imediato de tenças e moradias atrasadas.

Escavação do sitio em 2003[editar | editar código-fonte]

No fim de 2003, o local das ruínas da cidade começou a ser escavado por arqueólogos da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), chefiados por Marcos de Albuquerque. As escavações revelaram os alicerces de uma igreja com cerca de 40 metros de comprimento.

Nesta época, próximo a essas ruínas ainda persistia um povoado chamado Mazagão Velho que celebrava a festa de Santiago, onde é revivida a luta contra os mouros (a luta verdadeira e secular dos habitantes do antigo cidade de Mazagão em Marrocos). Este povoado remanescente fica a 30 km da sede do município, hoje chamada de Mazagão Novo, ou simplesmente Mazagão.

1890: a criação do município de Mazagão[editar | editar código-fonte]

O Município de Mazagão foi criado pela Lei no 226, em 28 de novembro de 1890, está localizado ao sul do estado (Meso Região Sul). Com três distritos: Mazagão, Carvão e Mazagão Velho. Limita-se com os municípios: Santana, Porto Grande, Pedra Branca do Amapari, Laranjal do Jari e Vitória do Jari.

2010: a tragedia da ponte do rio da Vila Nova[editar | editar código-fonte]

Em 2010, um grave desabamento matou quatro pessoas e feriu pelo menos dez nas obras da ponte sobre o rio da Vila Nova, que dá acesso a Mazagão. A tragédia movimentou todo um aparato de segurança composto por grupos de resgate da Secretaria de Defesa Social. As duas últimas vigas que sustentariam a pista da ponte caíram sobre uma balsa. Mais dois operários morreram esmagados e outros dois que estavam sobre a viga morreram da queda. O governador do Estado, Waldez Góes disse que à imprensa que a data de entrega da ponte será mantida.

Divisão territorial[editar | editar código-fonte]

Em 1 de julho de 1956 a municipalidade continha os seguintes aglomerados populacionais:

  • Terceiro Acampamento (nas margens do rio Jarí)
  • Acampamento Grande
  • Barraca da Boca
  • Santo Antônio da Cachoeira
  • Boca do Jari
  • Tambaqui (nas margens do rio Amazonas)
  • São Tomé
  • Mazagão Velho
  • Mazagão
  • Mocambo
  • Pires
  • Táxi do Limão
  • Boa Vista (nas margens do rio Iratapuru)
  • Aciline
  • Boa Esperança
  • Monte Santo
  • Taperaba

Educação[editar | editar código-fonte]

Dentre os projetos do Plano de Desenvolvimento da Educação, vinculado ao Ministério da Educação, executado pelo INEP, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, na Região Norte, Estado do Amapá, as Escolas Públicas Urbanas estabelecidas no Município de Mazagão obtiveram os seguintes IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), em 2005:

IDEB, escola e ranking estadual
Nota Escola Ranking
3,0 Escola estadual Dr. Murilo Braga 101º
2,5 Escola estadual Manoel Queiroz Benjamim 127º

Referências

  1. Eleições 2012 (7 de outubro de 2012). Candidatos a Prefeito Mazagão/AP. Página visitada em 11 de outubro de 2013. Cópia arquivada em 11 de outubro de 2013.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais (19 de julho de 2013). Divisão Territorial do Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 11 de outubro de 2013.
  3. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010. Cópia arquivada em 9 de novembro de 2011.
  4. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (2007). Mazagão - Histórico (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 11 de outubro de 2013. Cópia arquivada em 11 de outubro de 2013.
  5. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1º de julho de 2013). Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data em 1º de julho de 2013. Página visitada em 9 de setembro de 2013. Cópia arquivada em 9 de setembro de 2013.
  6. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Página visitada em 26 de agosto de 2013. Cópia arquivada em 9 de setembro de 2013.
  7. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2010). Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 » PIB a preços correntes » Comparação entre os Municípios: Amapá. Página visitada em 11 de outubro de 2013. Cópia arquivada em 11 de outubro de 2013.
  8. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2010). Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 » PIB a preços correntes » Comparação entre os Municípios: Amapá. Página visitada em 11 de outubro de 2013. Cópia arquivada em 11 de outubro de 2013.
  9. Arqueologia de Mazagâo Velho. Sitio do Departmento de Arquaeologia da Universidade Federal de Pernambuco, Brasil.. Página visitada em 20 de fevereiro de 2013. (os coordenados estão em baixo da imagem do mapa do Brasil na pagina; para ver passe seu cursor por cima da imagem)
  10. Arqueologia da Vila Vistoza da Madre de Deus. Sitio do Departmento de Arquaeologia da Universidade Federal de Pernambuco, Brasil.. Página visitada em 21 de fevereiro de 2013.
  11. Vila Vistosa da Madre de Deus. BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Página visitada em 21 de fevereiro de 2013.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • IBGE. Enciclopédia dos municípios brasileiros. Rio de Janeiro: IBGE, 1957. 363 p. 1 vol.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]