McLaren M23

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McLaren M23
Emerson Fittipaldi McLaren M23 1974 Britain.jpg
Visão Global
Produção 1973-1977
Fabricante McLaren
Modelo
Carroceria Monoposto de corrida
Designer Gordon Coppuck
John Barnard (contribuição)
Ficha técnica
Motor Ford-Corworth DFV V8
Transmissão Hewland FG400 6 velocidades
Modelos relacionados
Lotus 72
Tyrrell P34
Brabham BT44
Dimensões
Peso 601 kg
Cronologia
Último
Último
McLaren M19C
McLaren M26
Próximo
Próximo

O M23 é o modelo da McLaren das temporadas entre 1973 à 1977 da F1. Foi guiado por pilotos como Emerson Fittipaldi (na foto ao lado), Jody Scheckter, James Hunt, Gilles Villeneuve, Danny Hulme, Peter Revson, Jochen Mass e Nelson Piquet, entre outros.

A equipe conquistou o Mundial de Pilotos de 1974 com Emerson Fittipaldi e de 1976 com James Hunt. Também venceu o mundial de Construtores em 1974 - primeiro e único antes da era Ron Dennis.

Das 14 vitórias obtidas por Emerson Fittipaldi na Fórmula 1, cinco delas foram conquistadas com este modelo.

O McLaren M23 não foi o carro mais tecnicamente avançado de sua época, mas uma boa preparação, atenção aos detalhes e alguns dos mais talentosos pilotos conquistaram em quatro anos 21 vitórias, porém o quinto ano viria a ser muito longo, e o modelo foi substituido.

História[editar | editar código-fonte]

Sob o comando de Teddy Mayer, está máquina foi projetada pelo engenheiro britânico Gordon Coppuck, que foi trabalhar em 1965 na equipe fundada por Bruce McLaren, e equipada com o motor Ford Cosworth. Estreou nas pistas na temporada de 1973, em substituição ao McLaren M19 - que ainda foi utilizado nos Grandes Prêmios da Argentina e Brasil. Neste ano foi pilotada pelo neozelandês Danny Hulme e o norte-americano Peter Revson.

Coube a Hulme, campeão mundial de Fórmula 1 de 1967 (Brabham Repco BT24), ser o primeiro piloto a conduzir o M23 em provas do Mundial. Foi na terceira etapa, em Kyalami, África do Sul. Revson e Jody Scheckter, o sul-africano que fazia a sua primeira de cinco corridas naquele ano pela equipe, participaram da corrida vencida por Jackie Stewart (Tyrrell 006 Ford Cosworth) ainda com o M19 em sua versão C. Na disputa seguinte, em Montjuich, Espanha, Revson também já dispunha do novo modelo.

A primeira vitória do M23 aconteceria três meses e meio após sua estréia e na quinta prova disputada. Coube a Denny Hulme essa primazia, no Grande Prêmio da Suécia, em pódio completado por sueco Ronnie Peterson com um Lotus 72E Ford Cosworth e por François Cevert, da França, com Tyrrell 006 Ford Cosworth. As vitórias de Peter Revson na Inglaterra (Silverstone) e Canadá (Mosport Park), em conjunto com outros bons resultados, deram para a McLaren o 3º lugar no Mundial dos Construtores, constituindo-se no melhor acumulado da equipe até então em pontos acumulados.

Aqui cabe um curioso relato, desse que só o esporte pode nos trazer. Em 1973 a McLaren era então chamada de McLaren-Yardley F-1 Team, tendo como principal patrocinador a Yardley of London, uma marca britânica de cosméticos das mais antigas do mundo, emprestando suas cores ao bólido da equipe. Ironicamente, um dos corredores da equipe era justamente o norte americano Peter Revson, piloto dono de um talento raro e herdeiro da indústria de cosméticos Revlon Products que correu sob as cores e com o patrocínio da Yardley, um dos principais concorrente da empresa de sua família.

Para 1974, Teddy Mayer concentrou o foco em dois carros e contratou Emerson Fittipaldi para ser parceiro de Hulme, enquanto Revson se transferia para a Shadow F1 Team e Scheckter ingressava na Tyrrell. Foi o ano do primeiro título de construtores da McLaren e único fora da esfera de Ron Dennis, que compraria o time de Mayer em 1983. Foram três vitórias de Emerson Fittipaldi (Brasil, Bélgica e Canadá) e a conquista do bicampeonato mundial. Hulme abriu a temporada vencendo na Argentina. Seria seu ano de despedida, após dez campeonatos.

Foi também neste ano que a McLaren fechou com um novo patrocinador, ganhando as cores com as quais ela ficou ocnhecida durante mais de 20 anos, os cigarros Marlboro, dando aos carros as cores tradicionais branco com detalhes vermelhos da marca de cigarros, com basicamente a mesma pintura desde a temporada de 1974 até 1996, mas principalmente de 1981 até 1996.

* de 1979 até 1983 era comum as pessoas confundirem os modelos da McLaren com o alfa Romeo F1 Team, pois as duas equipes tinham como patrocínio principal a Marlboro e pinturas quase identica, diferenciando-se por detalhes dos modelos, números dos carros, patrocinadores secundários e, obviamente, suas performances.

Nos anos de 1975 e 1976, com o vice-título de Fittipaldi (1975) e o prêmio principal para o inglês James Hunt (1976), o M32 completou uma trajetória de 16 vitórias: James Hunt: 6; Emerson Fittipaldi: 5; Danny Hulme: 2; Peter Revson: 2; Jochen Mass: 1.

A partir do Grande Prêmio da Espanha de 1977, em Jarama, o M23 foi substituído pelo McLaren M26. Foram 62 provas ininteruptas pelo time de Teddy Mayer até a aposentadoria do bólido vencedor, isso sem contar diversas outras participações de times particulares que adquiriram o chassi, o que era permitido naquela época.

Vale lembrar que foi nesse carro, com o número 40, que Gilles Villeneuve estreou na Fórmula 1 em 16 de julho de 1977, em Silverstone.

O modelo ainda voltaria as pistas em 1977, pelas mãos da Team Chesterfield/BS Fabrications, equipe montada por Bob Sparshott, um antigo mecânico da Lotus que comprava chassis antigos e os botava pra correr. Em 1976 e início de 1977, a equipe correu com um March 761 pilotado pelo americano Brett Lunger, mas ainda em 1977 a equipe conseguiu um M23 antigo e aposentou o velho March 761. A BS Fabrications ganhou fama ao dar uma chance ao brasileiro Nelson Piquet, então apenas um piloto da Fórmula 3 britânica que vinha assombrando os taciturnos ingleses em 1978. Bob Sparshott ainda tinha contrato com Brett Lunger, mas decidiu arranjar um segundo McLaren M23 para Piquet fazer os GPs da Áustria, da Holanda e da Itália. Nelson sofreu um bocado com um carro concebido em 1974, mas pelo menos chamou a atenção de Bernie Ecclestone, que o convidou para correr num terceiro Brabham no GP do Canadá de 1978.

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