Medicina alternativa
O termo Medicina Alternativa é comumente usado para descrever práticas médicas diversas da alopatia, ou medicina ocidental.
Existem estudiosos do assunto que apontam que esta é uma definição inadequada, pois se deve considerar a medicina como constituída por métodos cientificamente validados de diagnóstico e tratamento, independente do fato de ser aplicada no oriente ou ocidente. Ainda, o termo alopatia foi criado pelo inventor da homeopatia como uma oposição ao princípio de "cura pelo semelhante" da homeopatia. Assim, o que estiver validado, mesmo que não convencional no meio, como fitoterapia, faz parte do arsenal de diagnose e terapia.
Estes mesmos estudiosos indicam que uma definição mais adequada para a medicina alternativa seria o conjunto de práticas de diagnose e terapia sem a apropriada validação científica, ou que sejam consideradas inacessíveis ao método científico experimental, o que neste último caso pode ocorrer nas práticas de cura via métodos metafísicos e espirituais, diferentemente das práticas médicas convencionais.
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[editar] Medicina e Ciência
A Medicina tem como princípio adotar novos tratamentos apenas quando estes tem eficácia, indicações e segurança comprovados cientificamente (no Brasil, esse princípio está descrito na Resolução CFM 1.499/98). O uso de terapias por médicos sem o reconhecimento científico adequado pelos órgãos competentes é proibido.
A postura da Organização Mundial de Saúde frente a utilização de tratamentos alternativos é a de orientar no sentido de ter cautela, devido ao fato de existirem muitos terapeutas despreparados seguindo teorias relacionadas a crenças, além de pessoas inescrupulósas que se valem da boa fé e falta de informação para ludibriar e obter benefícios próprios. Nos dias de hoje esta é uma recomendação válida na maioria das situações do cotidiano, e ocorre em todos os setores profissionais e comerciais.
[editar] Reconhecimento científico
O princípio da hierarquia das evidências postulado por Sackett em 1989 estabelece as possíveis formas de verificar a validade de técnicas diagnósticas e terapêuticas:
- Revisão sistemática de experimentos aleatoriamente controlados (RCT – Randomized Control Trial).
- Experimentos controlados aleatoriamente.
- Estudos não controlados.
- Consenso médico baseado na experiência individual.
- Impressões Clínicas.
Resultados semelhantes obtidos pela repetição de experimentos por outros pesquisadores, em qualquer desses níveis são imprescindíveis. Técnicas cujos resultados diferem em função do pesquisador, respeitada a igualdade de condições dos experimentos são consideradas sob avaliação, ou invalidadas. Apesar da validade dos relatos de caso no sentido de estimular novas hipóteses, a evidência anedótica não é considerada válida na medicina.
[editar] Modalidades
São consideradas, entre outras, práticas de Medicina Alternativa:
- Acupuntura
- Aromaterapia
- Arte terapia
- Auriculoterapia
- Ayurveda
- Biodança
- Bioenergologia
- Cromoterapia
- Fitoterapia
- Florais de Bach
- Homeopatia
- Iridologia
- Magnetoterapia
- Musicoterapia
- Quiropraxia
- Reflexologia
- Reiki
- Tratamento espiritual
- Medicina ortomolecular
- Cinesiologia Aplicada
- Técnica Metamórfica
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- Associação Nacional dos Terapeutas
- "Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS: uma ação de inclusão."
- Journal of Alternative and Complementary Medicine En. Wikipedia - Site Oficial
[editar] Bibliografia
- Barros, Nelson Filice de e Nunes, Everardo Duarte "Complementary and Alternative Medicine in Brazil: one concept, different meanings." Cad. Saúde Pública, Out 2006, vol.22, no.10, p. 2023-2028.
- Barros, Nelson Filice de. "Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS: uma ação de inclusão." Ciênc. saúde coletiva", Set 2006, vol.11, no.3, p. 850-850.