Medonte (filho de Codro)

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Medonte, filho de Codro, foi o primeiro arconte vitalício de Atenas, sucedendo a seu pai, Codro, o último rei de Atenas. Ele governou de 1069 a 1049 a.C..[1]

Família[editar | editar código-fonte]

Codro, filho de Melanto, filho de Andropompo,[2] era o rei de Atenas durante as invasões dóricas, e sacrificou-se para salvar Atenas: o Oráculo de Delfos havia previsto que os heráclidas conquistariam Atenas se seu rei não fosse morto, então ele se disfarçou, provocou os invasores e foi morto por eles.[3] Atenas aboliu o título de rei e passou a ser governada por arcontes,[4] sendo o primeiro Medonte, filho de Codro.[5]

Os dois filhos mais velhos de Codro, Medonte e Neleu, disputaram o governo, porque Neleu se recusava a ser governado pelo irmão, que era coxo; eles levaram a disputa ao Oráculo de Delfos, que entregou Atenas a Medonte.[6] Neleu, com os outros filhos de Codro, emigraram, com um grupo de atenienses, mas cuja maioria era de jônios,[6] junto com alguns tebanos sob o comando de Filotas, descendente de Peneleu, e alguns mínios de Orcómeno, que eram aparentados aos filhos de Codro,[7] alguns fócios (exceto os de Delfos) e abântidas da Eubeia.[8] Os navios para os fócios foram fornecidos por Philogenes e Damon, atenienses e filhos de Euctemon, e líderes da expedição.[8]

Arconte de Atenas[editar | editar código-fonte]

Em Atenas, até a morte de Codro, havia dois magistrados importantes: o basileu (rei) e o polemarco,[4] o comandante das forças militares.[carece de fontes?] Com Medonte, foi introduzido o cargo de arconte, inicialmente vitalício, mas depois passou para o período de dez anos;[4] alguns historiadores, porém, consideram que o cargo de arconte foi instituído com Acasto,[4] filho de Medonte.[5]

Sucessão[editar | editar código-fonte]

Com sua morte, em 1049 a.C., o título de arconte de Atenas passou para seu filho, Acasto.[1] Atenas teve arcontes vitalícios [2] e hereditários [5] por duzentos e nove anos,[Nota 1] até Alcmeão, filho de Ésquilo,[2] que morreu em 753 a.C.[1]

Notas e referências

Notas

  1. Como pode ser facilmente visto, as contas não fecham: 753 + 209 = 962

Referências

  1. a b c Jerônimo de Estridão, Chronicon [em linha]
  2. a b c Castor de Rodes, citado em Eusébio de Cesareia, Crônica, 65, Castor sobre os reis dos atenienses [em linha]
  3. Veleio Patérculo, História romana, Livro I, 2.1 [em linha]
  4. a b c d Aristóteles, Constituição dos Atenienses, 3
  5. a b c Eusébio de Cesareia, Crônica, 67, Os príncipes (arcontes) de Atenas, que governaram por toda a vida
  6. a b Pausânias, Descrição da Grécia, 7.2.1 [em linha]
  7. Pausânias, Descrição da Grécia, 7.2.3
  8. a b Pausânias, Descrição da Grécia, 7.2.4