Megabizo (filho de Zópiro)
Megabizo, filho de Zópiro, foi um nobre persa, sátrapa da Babilônia e general de Artaxerxes I.
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Família [editar]
Seu pai, Zópiro, filho de Megabizo, 1 foi indicado por Dario I para ser sátrapa da Babilônia.2 De acordo com Ctésias, Zópiro foi morto quando a Babilônia se revoltou contra Xerxes I.3
De acordo com Fócio, os eventos que levaram à recaptura da Babilônia pelos persas, e que, em Heródoto, tem como protagonista Zópiro, em Ctésias tem como protagonista seu filho Megabizo.3 De acordo com Heródoto, Zópiro mutilou-se, cortando orelhas e nariz, cortou o cabelo e se fez chicotear,4 se refugiou na Babilônia, dizendo-se perseguido por Dario I,5 ganhou a confiança dos babilônios,6 traiu a cidade aos persas,7 sendo honrado por Dario com o governo da Babilônia.2
De acordo com Ctésias, foi Megabizo que recapturou a Babilônia, e ele recebeu de Xerxes uma joia de ouro pesando 6.000 talentos.3
Casamento [editar]
Megabizo casou-se com Amitis, filha de Xerxes.3 Megabizo recebeu ordens de Xerxes de pilhar o templo de Apolo em Sárdis, mas ele recusou; o templo foi pilhado pelo eunuco Matacas.8
Megabizo acusou sua esposa, Amitis, de adultério; Xerxes repreendeu sua filha, mas ela disse ser inocente.9 Após Artapano e o eunuco Aspamitres terem assassinado Xerxes,10 Megabizo, muito irritado por causa do adultério, entrou em conspiração com Artapano, contra Artaxerxes I, mas Megabizo revelou o plano, e Artapano foi morto.10 Na luta que se seguiu, os três filhos de Artapano foram mortos, e Megabizo ficou muito ferido, o que deixou Artaxerxes, Amitis e Rhodogyne e a mãe deles, Amestris, muito preocupados.10 Megabizo foi salvo pelo médico Apolonides, de Cos.10
Guerra contra Inaro [editar]
Quando o Egito se revoltou sob a liderança do líbio Inaro, que derrotou e matou Aquemênides, irmão de Artaxerxes, 11 Megabizo foi enviado para combatê-lo, com uma força adicional 200.000 homens e 300 navios comandados por Oriscus, unindo-se aos 100.000 que sobreviveram dos 500.000 sob o comando de Aquemênides.12 Os persas foram vitoriosos, Inaro foi ferido na coxa por Megabizo e fugiu para Biblos, no Egito, com os gregos sobreviventes; todo o Egito, com exceção de Biblos, foi submetido a Megabizo.12
Como a fortaleza de Biblos parecia inconquistável, Megabizo fez um acordo com Inaro e os 6.000 gregos, prometendo que eles voltariam a salvo.13 Megabizo deixou Sarsamas como sátrapa do Egito, e levou Inaro e os gregos para Artaxerxes I, que, apesar de irritado pela morte do seu irmão, consentiu em deixá-los com vida.13 A rainha-mãe Amestris, porém, incorformada por Inaro e os gregos escaparem, pediu ao rei, e a Megabizo, que os entregassem, mas ambos recusaram; após cinco anos, porém, de tanto importunar o rei, este acabou cedendo, e Inaro foi executado por empalamento com três estacas, e cinquenta gregos decapitados.14
Revolta [editar]
Megabizo, que havia se tornado sátrapa da Síria, ficou muito chateado, e pediu para deixar sua satrapia; ele reuniu um exército de 150.000 homens, sem contar a cavalaria, e se revoltou.15 Usiris foi enviado contra Megabizo com 200.000 homens, na batalha que se seguiu, Usiris feriu Megabizo na coxa com uma lança, com dois dedos de profundidade, e Megabizo feriu Usiris, na coxa e no ombro; quando Usiris caiu do cavalo, Megabizo o protegeu, poupando sua vida.15 Na batalha, uma vitória de Megabizo, seus filhos Zópiro e Artyphius, se destacaram; Megabizo enviou Usiris de volta para Artaxerxes.15
O próximo a combater Megabizo foi Menostanes, filho de Artarius, sátrapa da Babilônia e irmão de Artaxerxes; novamente Megabizo foi vitorioso, e Menostanes foi ferido no ombro e na cabeça, mas com ferimentos que não eram mortais.16
Artarius foi enviado a Megabizo, para que ele fizesse as pazes com o rei.17 Os termos de Megabizo eram que ele deveria manter sua satrapia e não ser mais obrigado a ir até a corte do rei.17 O rei enviou o eunuco paflagônio Artoxares, além de Amestris, esposa de Megabizo, o jovem de vinte anos Artoxares, e Petisas, que era filho de Usiris e o pai de Spitamas, para negociar com Megabizo, que acabou aceitando visitar o rei, que o perdoou.17
Exílio e morte [editar]
Algum tempo depois, quando o rei estava em uma caçada, Megabizo matou um leão que iria atacar o rei.18 O rei, irritado porque Megabizo havia matado o leão antes dele, o condenou a ser decapitado, mas, por intercessão de Amestris e Amitis, ele foi banido para a Armênia.18 Após cinco anos de exílio, onde fingiu ser um leproso, Megabizo voltou à corte, e quase não foi reconhecido por Amitis.18 Pela intercessão de Amestris e Amitis, o rei o perdoou, e ele viveu até os setenta e seis anos, sua morte sendo lamentada pelo rei.18
Eventos após sua morte [editar]
Após sua morte, Amitis, assim como Amestris, passou a gostas da comapanhia de homens, e teve o médico Apolonides de Cos como amante.19 Amitis contou seu caso para a mãe Amestris, que contou para o rei, e este manteve Apolonides preso em correntes por dois meses, e foi enterrado vivo quando Amitis morreu.19
Zópiro, filho de Megabizo e Amitis, se revoltou contra o rei, após a morte de seus pais, e fugiu para Atenas.20
Referências
- ↑ Heródoto, Histórias, Livro III, Tália, 153 [el] [el/en] [ael/fr] [en] [en] [en] [es]
- ↑ a b Heródoto, Histórias, Livro III, Tália, 160 [el] [el/en] [ael/fr] [en] [en] [en] [es]
- ↑ a b c d Ctésias de Cnido, Pérsica, texto em epítome por Fócio, Biblioteca de Fócio, 26 [em linha]
- ↑ Heródoto, Histórias, Livro III, Tália, 154 [el] [el/en] [ael/fr] [en] [en] [en] [es]
- ↑ Heródoto, Histórias, Livro III, Tália, 156 [el] [el/en] [ael/fr] [en] [en] [en] [es]
- ↑ Heródoto, Histórias, Livro III, Tália, 157 [el] [el/en] [ael/fr] [en] [en] [en] [es]
- ↑ Heródoto, Histórias, Livro III, Tália, 158 [el] [el/en] [ael/fr] [en] [en] [en] [es]
- ↑ Ctésias de Cnido, Pérsica, texto em epítome por Fócio, Biblioteca de Fócio, 31
- ↑ Ctésias de Cnido, Pérsica, texto em epítome por Fócio, Biblioteca de Fócio, 33
- ↑ a b c d Ctésias de Cnido, Pérsica, texto em epítome por Fócio, Biblioteca de Fócio, 32
- ↑ Ctésias de Cnido, Pérsica, texto em epítome por Fócio, Biblioteca de Fócio, 36
- ↑ a b Ctésias de Cnido, Pérsica, texto em epítome por Fócio, Biblioteca de Fócio, 37
- ↑ a b Ctésias de Cnido, Pérsica, texto em epítome por Fócio, Biblioteca de Fócio, 38
- ↑ Ctésias de Cnido, Pérsica, texto em epítome por Fócio, Biblioteca de Fócio, 39
- ↑ a b c Ctésias de Cnido, Pérsica, texto em epítome por Fócio, Biblioteca de Fócio, 40
- ↑ Ctésias de Cnido, Pérsica, texto em epítome por Fócio, Biblioteca de Fócio, 41
- ↑ a b c Ctésias de Cnido, Pérsica, texto em epítome por Fócio, Biblioteca de Fócio, 42
- ↑ a b c d Ctésias de Cnido, Pérsica, texto em epítome por Fócio, Biblioteca de Fócio, 43
- ↑ a b Ctésias de Cnido, Pérsica, texto em epítome por Fócio, Biblioteca de Fócio, 44
- ↑ Ctésias de Cnido, Pérsica, texto em epítome por Fócio, Biblioteca de Fócio, 45