Carcharodon megalodon

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Como ler uma caixa taxonómicaMegalodonte
Ocorrência: Oligoceno - Pleistoceno
Megalodon shark jaws museum of natural history 068.jpg

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  Carcharodon megalodon
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Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Chondrichthyes
Subclasse: Elasmobranchii
Ordem: Lamniformes
Família: Lamnidae
Género: Carcharodon
Espécie: C. megalodon
Nome binomial
Carcharodon megalodon
Agassiz, 1843
Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Carcharodon megalodon

Carcharodon megalodon (também denominado megalodonte ou tubarão branco-gigante) foi uma espécie de tubarão gigante que viveu entre 20 e 16 milhões de anos atrás no período Mioceno no Oceano Pacífico.[1]

Os dentes são em muitos aspectos similares aos do tubarão-branco atual (Carcharodon carcharias), mas com um tamanho que pode superar os 17,5 metros de comprimento[2] , pelo que se pode considerar a existência de um estreito parentesco entre as espécies. No entanto, alguns investigadores opinam que as similitudes entre os dentes de ambos os animais são producto de um processo de evolução convergente. Por causa de seus grandes dentes que o nomearam Megalodonte que significa "dente enorme".[3]

O tamanho desta criatura era entre 15 e 20 metros, com um peso que podia chegar as 50 toneladas. O Megalodonte era três vezes maior que o tubarão-branco atual. As primeiras reconstituições com comprimentos que podiam chegar aos 10 metros, consideram-se de maneira geral como pouco precisas.

Em 1995, foi feita proposta para mover a espécie para um novo género, Carcharocles. Esta questão ainda não está de todo resolvida. Muitos paleontólogos inclina-se para o nome de Carcharocles, enquanto que outros (sobretudo especialistas em biologia marinha) mantêm a conexão com o tubarão-branco e incluem ambos os animais no género Carcharodon. Os defensores de Carcharocles opinam que o ancestral mais provável do megalodonte foi a espécie Otodus obliquus, do Eoceno, enquanto o tubarão-branco descenderia da espécie Isurus hastalis.

Existe a teoria de que os megalodontes adultos se alimentavam de baleias e que se extinguiram quando os mares polares se tornaram demasiado frios para a sobrevivência dos tubarões, permitindo que as baleias pudessem estar a salvo deles durante o verão.

Descoberta e taxonomia[editar | editar código-fonte]

De acordo com relatos da época do Renascimento, acreditava-se que gigantescos dentes fósseis triangulares, muitas vezes encontrados incrustados em formações rochosas, pertenciam a dragões e cobras. Esta interpretação foi corrigida em 1667 pelo naturalista dinamarquês Nicolaus Steno, que os reconheceu como dentes de tubarão. Ele produziu uma famosa representação de uma cabeça de tubarão com os tais dentes. Steno descreveu suas descobertas no livro The Head of a Shark Dissected, que também continha uma ilustração de um dente de Carcharodon megalodon.

O naturalista suíço Louis Agassiz foi quem deu ao tubarão seu primeiro nome científico, Carcharodon megalodon, em 1835, em seu trabalho de pesquisa Recherches sur les poissons fossiles ("Pesquisa sobre peixes fósseis", em tradução livre), concluído em 1843. Os dentes do megalodonte são morfologicamente semelhantes aos dentes do tubarão branco. Com base nesta observação, Agassiz categorizou a espécie dentro do gênero Carcharodon. Embora o nome científico seja C. megalodon, é muitas vezes informalmente apelidado de "tubarão branco gigante" ou "tubarão monstro".

Estratégias de alimentação[editar | editar código-fonte]

Tubarões muitas vezes empregam estratégias de caça complexas para pegar presas de grande porte. Alguns paleontólogos sugerem que as estratégias de caça do grande tubarão-branco podem oferecer pistas de como o grande Carcharodon megalodon poderia ter caçado suas presas extraordinariamente grandes (como as baleias). No entanto, a evidência fóssil sugere que Carcharodon megalodon foi mais eficaz nas estratégias para capturar grandes presas em comparação com as estratégias empregadas pelo grande tubarão branco. Os paleontólogos têm realizado um levantamento de fósseis para determinar os padrões de ataque do C. megalodon com as presas.

Durante o Plioceno, cetáceos muito grandes e avançados desapareceram. Megalodon aparentemente era mais refinado com suas estratégias de caça para lidar com estas grandes baleias. Numerosos ossos fossilizados de nadadeiras (ou seja, segmentos das barbatanas peitorais), e vértebras caudais de grandes baleias do Plioceno foram encontradas com marcas de mordida que foram causados ​​por ataques de Carcharodon megalodon. Esta evidência paleontológica sugere que megalodon tentava imobilizar uma grande baleia rasgando ou mordendo suas estruturas de propulsão antes de matar e se alimentar dela.

Os Megalodontes jovens não eram grandes o bastante para atacar baleias. Os dentes dos jovens eram geralmente encontrados em águas rasas, sugerindo que estes grandes tubarões viviam perto das costas. E com isso eles provavelmente deveriam ter caçado peixes de grande porte e pequenos mamíferos, como o Odobenocetops.

Fósseis[editar | editar código-fonte]

Carcharodon Megalodon é representado no registro fóssil principalmente pelos seus dentes e centra vertebral. Como acontece com todos os outros tubarões, seu esqueleto era formado por cartilagem em vez de ossos.

Os fósseis mais comuns de Megalodontes são seus dentes. Seus dentes têm: forma triangular, estrutura robusta, são de grande porte, serrilha boa e são em forma de V. Os dentes deste tubarão podem medir mais de 180mm de altura ou comprimento inclinado na diagonal e são maiores do que os de qualquer espécie de tubarão conhecida.

Os fósseis de C. megalodon foram escavados em muitas partes do mundo, incluindo Europa, América do Norte, América do Sul, Porto Rico, Cuba, Jamaica, Austrália, Nova Zelândia, Japão, África, Malta, Granadinas e na Índia. Seus dentes também foram escavados a partir de regiões distantes das terras continentais (por exemplo, a Fossa das Marianas, no Pacífico).

Acredita-se que C. megalodon se extinguiram no Pleistoceno, provavelmente cerca de 1,5 milhões de anos atrás.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Agassiz, L. 1833-1844. Recherches sur les Poissons Fossiles, V. 1-5. Imprimerie de Petitpierre, Neuchâtel, Suisse.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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