Meios de comunicação social

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Meios de comunicação social são todas as tecnologias de media, incluindo a internet, a televisão, os jornais e a rádio, que são usados para comunicação de massa.

A utilização dos meios de comunicação de massa implica organizações geralmente amplas, complexas, com grande número de profissionais e extensa divisão do trabalho. A empresa jornalística envolve o trabalho de diretores, jornalistas, redatores, fotógrafos, diagramadores, ilustradores, câmeras, gráficos etc.. O fato de a manutenção de um órgão de comunicação de massa ser bastante onerosa faz com que essas empresas dependam dos imperativos de consumo (máxima circulação, no caso de livros e filmes; garantia de audiência e venda de publicidade, no caso dos jornais, revistas, rádio e televisão) para sobreviver ou se expandir.

Uma segunda característica básica dos meios de comunicação de massa é o fato de que eles necessariamente empreguem máquinas na mediação da comunicação: aparelhos e dispositivos mecânicos, elétricos e eletrónicos possibilitam o registro permanente e a multiplicação das mensagens impressas (jornal, revistas, livro) ou gravadas (disco, rádio) em milhares ou milhões de cópias. A produção, transmissão e recepção das mensagens audiovisuais (rádio, TV) precisa de milhares ou milhões de aparelhos receptores.

Outra característica típica dos meios de comunicação de massa é a possibilidade que apresentam de atingir simultaneamente uma vasta audiência, ou, dentro de breve período de tempo, centenas de milhares de ouvintes, de telespectadores, de leitores. Essa audiência, além de hetereogênea e geograficamente dispersa, é, por definição, constituída por membros anônimos para a fonte, aínda que a mensagem esteja dirigida especificamente para uma parcela determinada de público (um só sexo, uma determinada geração).

Evolução histórica[editar | editar código-fonte]

Para alguns, os primeiros meios de comunicação de massa foram os livros (principalmente didáticos), que existem há muito tempo. Mas, normalmente, a difusão da mídia se deu no século passado. Em tal período não havia a ideia de que a difusão da informação da parte da mídia deveria ocorrer em tempo real, mas que deveria haver um intervalo de tempo limitado entre a emissão da mensagem e a sua recepção.

No curso do século XX, o desenvolvimento e a expansão capilar dos meios de comunicação de massa seguiram o progresso científico e tecnológico. De fato, os meios, além de serem meios para veicular as informações, são também os objetos tecnológicos com os quais o usuário interage.

O avanço da tecnologia permitiu a reprodução em grande quantidade de materiais informativos a baixo custo. As tecnologias de reprodução física, como a imprensa, a gravação de discos de música e a reprodução de filmes seguiram a reprodução de livros, jornais e filmes a baixo preço para um amplo público. Pela primeira vez, a televisão e a rádio permitiram a reprodução eletrônica de informações.

Os meios eram (pelo menos na origem) baseados na economia de reprodução linear: neste modelo, um obra procura render em modo proporcional ao número de cópias vendidas, enquanto ao crescer o volume de produção, os custos unitários decrescem, aumentando a margem de lucro. Grandes fortunas são devidas à indústria da mídia.

Se, inicialmente, o termo "meios de comunicação de massa" se referia basicamente a jornais, revistas, rádio e televisões, no final do século XX a internet também entrou fortemente no setor. Para alguns, também os telefones celulares já podem ser considerados uma mídia.

Grupos de mídia (média)[editar | editar código-fonte]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

  • Grupo Abril - fundado por Victor Civita inclui as revistas "Veja", "Exame", "Claudia", "Superinteresante" e "Playboy", além das Editoras Ática e Scipione e a programadora MTV.
  • Grupo Bandeirantes de Comunicação o maior grupo de rádio do país, duas redes abertas de TV, três canais segmentados, dois jornais, uma operadora de TV por assinatura e o portal eBand.
  • Diários Associados - fundado por Assis Chateaubriand, é um dos maiores complexos de comunicação da América Latina reunindo 15 jornais - incluindo Correio Braziliense e Diário de Minas, 12 emissoras de rádio, 8 emissoras de televisão (mídia trazida para o Brasil pelos Associados em 1950 através da TV Tupi), 9 portais incluindo o UAI e 5 sites.
  • Grupo Estado de São Paulo - inclui o jornal O Estado de São Paulo e a Rádio Eldorado
  • Grupo Folha da Manhã - inclui o jornal Folha de S.Paulo e o portal de internet Universo Online (UOL)
  • Organizações Globo - inclui hoje a rede de televisão Rede Globo de Televisão, a programadora de TV paga GloboSat, a Globo.com, os jornais O Globo, Extra e Diário de São Paulo e o Sistema Globo de Rádio.
  • Central Record de Comunicação – Hoje, a TV Record cobre todo o Brasil e, através da Record Internacional, está também em aproximadamente 150 países. O grupo também possui o portal R7, Rádio Record AM, Rede Família de Televisão, Record News, Rádio Guaíba AM/FM, Rádio Sociedade da Bahia, Rede Aleluia de Rádio e os jornais “Correio do Povo” (RS) e “Hoje em Dia” (MG).
  • Grupo RBS - Rede Brasil Sul (RBS) inclui a RBS TV em SC e RS, o Canal Rural e a TVCOM. Os jornais Zero Hora, Diário Catarinense, A Notícia, Jornal de Santa Catarina, Diário Gaúcho, Pioneiro, Diário de Santa Maria e o Hora de Santa Catarina. As rádios Rede Gaúcha Sat, Rede Atlântida, Itapema FM, Cidade FM, Farroupilha AM, Rural AM, CBN Diário e CBN 1340. Na internet o Grupo RBS possui o portal ClicRBS e de sites como o Guia da Semana, ObaOba, Agrol, hagah, desejomania, Pense Imóveis, Pense Carros, Portal Mobi e o Eu Comparo. Além da editora RBS Publicações, da gravadora Orbeat Music e da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho. Enfim, a RBS conta com oito jornais, sete portais de Internet, três emissoras locais de televisão, uma operação para o mercado rural, uma gravadora, 24 emissoras de rádio e uma empresa de mobile marketing, a pontomobi. Além disso, possui 18 emissoras de televisão afiliadas à Rede Globo, além de quatro novas em implantação, tornando-se a maior rede regional da América Latina. A rádio Rede Gaúcha Sat possui 110 emissoras afiliadas em nove estados brasileiros.
  • Grupo Silvio Santos – O Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) é o negócio mais expressivo no ramo de comunicações, mas o GSS também está presente na TV por assinatura através da TV Alphaville e da TV Cidade e em diversos outros setores de varejo à agricultura, passando por cosméticos, alimentos, produção teatral e bancos.

Grupos Extintos:

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Em outros países[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • GREGOLIN, Rosário. "Discurso e mídia: a cultura do espetáculo". São Carlos: Editora Claraluz, 2004.
  • CONTRERA, Malena. Midia e Pânico: saturação da informação, violência e crise cultural, São Paulo: Annablume.
  • COSTA, Cristina. Ficções, Cultura e Mídias, São Paulo: Senac-SP.
  • DIZARD JR., Wilson. A Nova Mídia, Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000.
  • DORNELLES, Beatriz. Mídia, Imprensa e as Novas Tecnologias, Porto Alegre: EdiPUC-RS.
  • HAUSSEN, Dóris Fagundes. Mídia, Imagem e Cultura, Porto Alegre, EdiPUC-RS.
  • RUBIM, Antônio Albino Canelas (org.). Idade Mídia, Salvador: EDUFBA.
  • WEBER, Maria Helena. Comunicação e Espetáculos da Política, Porto Alegre: EdUFRGS, 2000.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]