Melanismo

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Melanismo é o aumento concentrado e considerável de pigmentação preta, que ocorre por mutação genética em animais.

Descrição[editar | editar código-fonte]

O melanismo ocorre no indivíduo, criando áreas de excessiva pigmentação (afetando a pele, penas ou pêlos). Tecnicamente, refere-se a um fenótipo no qual a pigmentação de um organismo é completa ou quase completamente concentrada.

Este mal, no contexto humano, configura a doença denominada melanose que, por sua vez, na botânica, é definida como uma fitopatologia em que há produção de manchas pretas nas folhas das plantas.

Causas[editar | editar código-fonte]

Além da causa genética, através da existência de genes recessivos, também pode derivar de fator exógeno, como o aumento anormal da temperatura ambiente durante a gestação, que ativa os genes.

guepardo com pseudo-melanismo

Pseudo-melanismo[editar | editar código-fonte]

É quando o melanismo só ocorre parcialmente, as manchas ou listras negras são maiores, mais largas e mais escuras. Está presente em animais como tigres, guepardos, etc.

Melanismo industrial[editar | editar código-fonte]

A mariposa Melanitis leda, caso específico do chamado melanismo industrial

Um exemplo clássico de como o melanismo opera na seleção natural foi o aumento verificado no Reino Unido de mariposas com a coloração escura[1][2], numa espécie cuja maior incidência de indivíduos até então era clara. Chamado pela ciência de melanismo industrial, por causa da interferência humana no meio ambiente, decorreu da sobrevivência, a cada geração maior, de indivíduos com estes caracteres.

Este caso é largamente usado como exemplo para se explicar didaticamente o funcionamento dos processos biológicos de seleção das espécies. Quando esse factor anti-natural que interferiu no ambiente para de o fazer (por exemplo, a falência dessas indústrias por crises econômicas ou adequação a padrões ecológicos na prevenção do efeito estufa), estes seres que se proliferaram durante essa efêmera era voltam novamente a estarem mais visíveis e principalmente durante o nevado inverno, o que diminui seu número mais fácil de ser capturado que a outra divergência evolutiva (subespécie).

Exemplos naturais[editar | editar código-fonte]

A onça-preta

Um exemplo clássico de melanismo animal é o que ocorre no gênero Panthera, do qual o mais conhecido é a pantera negra.

No Brasil o fenômeno é comum com a espécie local do jaguar(onça-pintada da foto), em que a coloração amarela é substituída por pêlos escuros - quando é chamada de onça-preta ou lombo-preto, podendo entretanto notar-se a existência das pintas negras, característica da espécie, ainda assim; isto está presente também no leopardo.

Na Malásia e sudeste Asiático cerca de 50% dos indivíduos dos leopardos possui esta característica, o que pode ser explicado como uma maior resistência aos vírus.

Além dos felinos, a anomalia pode ser verificada em muitas outras espécies, como roedores (esquilos), répteis (cobra coral) e insetos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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