Memética

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Searchtool.svg
Esta página ou secção foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de confiabilidade duvidosa (desde dezembro de 2012). Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo. Considere utilizar {{revisão-sobre}} para associar este artigo com um WikiProjeto e colocar uma explicação mais detalhada na discussão.

A Memética é o estudo formal dos memes. A memética pode atualmente ser lembrada tanto no campo da sociologia, como uma pseudociência[1] [2] [3] [4] da sua própria forma. Foi originada quando Richard Dawkins reduziu o processo de evolução genética biológica à sua mais fundamental unidade, o multiplicador (ou gene). Na busca de outra coisa que pudesse ser classificado como multiplicador na Terra, Dawkins sugeriu informação e ideias em cérebros, ou cultura (talvez software seja outro multiplicador que possa em algum momento ser usado para construir coisas grandes).

A memética aplica conceitos da teoria da evolução (especialmente da genética populacional) à cultura humana. Ela tenta explicar vários assuntos controversos, como religião e sistemas políticos, usando modelos matemáticos.

Muitos pensadores questionam se a analogia dos genes com a cultura vai se fixar e como essa similaridade pode ser testada.

A memética deve ser distinguida da sociobiologia. Na sociobiologia, as entidades envolvidas são os genes, enquanto na memética são os memes. A sociobiologia está preocupada com a base biológica do comportamento humano, enquanto a memética trata os humanos não apenas como produto de uma evolução biológica, mas de uma evolução cultural também.

Associação memética[editar | editar código-fonte]

É a descoberta de que os memes se movem em grupos. Por exemplo: o meme para calça jeans inclui memes para fecho-écler, roupas com botão, tintura azul, roupas de algodão, cintos etc.

Os memes podem ser ideias ou parte de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma. [5] [6] [7] [8] [9]

Variação memética[editar | editar código-fonte]

É o processo em que uma ideia ou meme muda conforme é transferido de uma pessoa para outra. Poucos memes mostram uma forte inércia memética, que é a característica do meme de ser expressado do mesmo jeito e de ter o mesmo impacto, independentemente de quem esteja recebendo ou transmitindo a ideia. A variação memética cresce quando o meme é transmitido de uma maneira descuidada com a expressão da ideia, enquanto a inércia memética é fortalecida quando a forma de expressão rima ou usa outros dispositivos mnemônicos para preservar a memória do meme antes de sua transmissão.

Terminologia[editar | editar código-fonte]

Muito da terminologia memética é criado pela adição do prefixo "mem(e)-" a um termo existente, ou pela troca do prefixo "gen(e)-" por "mem(e)-" em vários termos[10] .

Referências

  1. James W. Polichak, "Memes as Pseudoscience", in Michael Shermer, Skeptic Encyclopedia of Pseudoscience. P. 664f.
  2. Benitez-Bribiesca, Luis (2001): Memetics: A dangerous idea. Interciecia 26: 29–31, p. 29.
  3. [1]
  4. [2]
  5. Blackmore, Susan, The Meme Machine, Oxford University Press 1999
  6. Dennett, Daniel, Darwin's Dangerous Idea. London: Penguin 1996. (Primeiramente publicado em 1995, Simon & Schuster) Dennett, Daniel, The Intentional Stance, Cambridge 1987
  7. Dennett Daniel, Could there be a Darwinian account of human creativity? IN Evolution: from molecules to ecosystems, Oxford University Press, 2004, pp. 272-9.
  8. Dennett, Daniel. Breaking the Spell, Religion as a Natural Phenomenon, Viking Press, 2006
  9. Diamons, Jared. Guns, Germs, and Steel: The Fates of Human Societies. W.W. Norton & Company, March 1997. ISBN 0-393-03891-2
  10. Cfr. "Meme e Gene" in MENEGHETTI, Antonio. Ontopsicologia e Memética. Roma: Psicologica Ed, 2002. ISBN 88-86766-81-54