Memória da água

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Em homeopatia, memória da água refere-se à capacidade da água reter propriedades de substâncias que nela estiveram diluídas, mas não encontram-se mais ali. A teoria foi publicada pelo imunologista Jacques Benveniste na revista Nature em 1988.[1] Este efeito é conseguido por meio da dinamização, processo em que as substâncias diluídas em água são agitadas vigorosamente (sucussão), utilizando técnica descritas em Farmacopeias para transferr sua energia para a água.[2]

A pesquisa publicada na Nature foi feita utilizando soluções diluídas dos anticorpos IgE e verificando se essas teriam o mesmo efeito de uma solução não diluída dos mesmos anticorpos sobre os basófilos. A equipe de Jacques Benveniste observou os mesmos efeitos[3] , mas tais resultados foram depois contestados pela equipe de revisão mandada pela revista.[4]

Funcionamento[editar | editar código-fonte]

Diluir e fazer sucussão formam um análogo a hidratos de clatrato que podem multiplicar-se.[5] Portanto formam-se estruturas chamadas de nano-cristaloides a partir de minerais, vegetais e animais diluídos na água ou álcool.[5] Estes nano-cristaloides emitem sinais eletromagnéticos que podem interagir com as células de um organismo.[5] Uma pequena molécula da tintura original fica retida dentro de uma estrutura chamada de nano-bolha, formada pelas ligações de hidrogênio das moléculas da água.[5] Os movimentos da sucussão fazem estas estruturas colidirem o que forma uma espécie de hiper-próton ou buraco branco onde não existe matéria, mas a capacidade de emitir radiação sim (Trítio tipo β).[5]

Resultados não reproduzíveis[editar | editar código-fonte]

Após a publicação na revista Nature, a mesma mandou uma equipe para verificar se a equipe de Jacques Benveniste poderia reproduzir os resultados publicados. Os resultados foram reproduzidos, mas um dos pesquisadores da revista reparou que a equipe tinha o conhecimento de quais eram as soluções com anticorpos e quais eram as diluídas. Após tomarem medidas para que a equipe não tivesse tal conhecimento, não houve diferença dos resultados entre as soluções diluídas e não diluídas.[6]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. NOGUEIRA, Salvador (10 de março de 2005). Memória" da água é curta, afirma estudo Folha Online. Visitado em 07/01/2012.
  2. Farmacopeia Brasileira Terceira edição
  3. http://www.nature.com/nature/journal/v333/n6176/pdf/333816a0.pdf
  4. http://content.time.com/time/magazine/article/0,9171,968080,00.html
  5. a b c d e Associação Portuguesa de Homeopatia. A ciência na homeopatia. Acesso em 17 de janeiro de 2012
  6. http://www.nature.com/nature/journal/v334/n6180/pdf/334287a0.pdf

Ligações externas[editar | editar código-fonte]