Meninges do Cérebro

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O cérebro, um dos constituintes do Sistema Nervoso Central (SNC) encontra-se revestido por várias estruturas para além dos ossos cranianos, nomeadamente pelas meninges, que são: dura-máter, aracnóide-máter e pia-máter.

Dura-máter[editar | editar código-fonte]

É a mais espessa e externa das meninges. A dura encontra-se dividida em duas camadas: camada endóstea e camada meníngea. Estas camadas encontram-se intimamente unidas, exeto ao longo de algumas linhas, onde se separam e formam seios venosos.

A camada endóstea:

Consiste em periósteo que cobre a superfície interna dos ossos do crânio. No forame magno do crânio não se torna contínua com a dura-máter da medula-espinal. Mas em torno das margens de todos os forames do crânio torna-se contínua com o periósteo do lado externo dos ossos do crânio. Nas suturas é contínua com os ligamentos suturais.

A camada meníngea:

Consiste numa membrana fibrosa, densa e forte, que cobre o cérebro. É contínua com a dura-máter da medula espinal, através do forame magno. Esta camada fornece bainhas tubulares para os nervos cranianos, na passagem destes últimos pelos forames do crânio; externamente ao crânio as bainhas fundem-se ao epinêurio dos nervos. A camada meníngea divide, através de quatro septos, a cavidade craniana em espaços que se comunicam livremente e alojam as subdivisões do cérebro. É, pois, função destes septos limitar o deslocamento do cérebro, associado a acelerações e desacelerações quando a cabeça se move. Os quatro septos são: foice do cérebro, tenda do cerebelo, foice cerebelar e diafragma da sela.

A foice do cérebro é uma prega falciforme da dura-máter que se situa na linha média entre os dois hemisférios cerebrais. A extremidade anterior fixa-se à crista frontal interna e à crista galli enquanto a sua larga parte posterior funde-se, na linha média, à superfície superior da tenda cerebelar. Na sua margem fixa superior corre o seio sagital superior enquanto na sua margem livre côncava inferior corre o seio sagital inferior. Ao longo da sua fixação à tenda cerebelar corre o seio reto.

A tenda do cerebelo forma o teto do cerebelo. Na sua margem anterior há uma abertura, a incisura tentorial, a passagem do mesencéfalo. Esta tenda fixa-se nos processos clinóides e possui uma invaginação na margem inferior que é um recesso para o nervo e gânglio trigémio.

A foice cerebelar é uma pequena prega falciforme da dura-máter fixada à crista occipital interna. Projeta-se para diante entre os dois hemisférios cerebelares. A sua margem fixa posterior contém o seio occipital.

O diafragma da sela é uma pequena prega circular da dura-máter que forma o teto da sela turca. No seu centro possui uma pequena abertura que possibilita a passagem do pedículo da hipófise cerebral.

Suprimento nervoso da dura-máter:

A dura-máter é suprida por ramos do nervo trigémio, por ramos do nervo vago, por ramos dos três primeiros nervos espinais cervicais e por ramos do tronco simpático. Esta meninge possui numerosas terminações sensoriais sensíveis ao estiramento (quando ocorre este estiramento dá a sensação de cefaleia).

Suprimento arterial da dura-máter:

Inúmeras artérias suprem esta meninge, a partir das artérias carótida interna, maxilar, faríngea ascendente, occipital e vertebral. A mais importante na clínica é a artéria meníngea média.

Seios venosos da Dura-máter

Os seios venosos da dura situam-se entre as suas duas camadas. A sua principal função é receber sangue do cérebro, por meio das veias cerebrais, e líquor do espaço subaracnóide, por meio das vilosidades aracnóides. Nos seios durais o sangue é drenado para as veias jugulares internas. Estes são revestidos por endotélio e têm paredes espessas, mas desprovidas de tecido muscular. Não têm válvulas e as veias emissárias (igualmente desprovidas de válvulas) ligam estes seios às veias diplóicas do crânio e às veias do couro cabeludo. Os seios são: sagital superior, sagital inferior, reto, transversos, sigmóides, occipital, cavernosos e petrosos superior e inferior.

Aracnóide-máter[editar | editar código-fonte]

A aracnóide é uma membrana impermeável que cobre o cérebro e situa-se entre a pia, internamente, e a dura, externamente. Separa-se da dura por um espaço potencial, o espaço subdural, preenchido por película de líquido e separa-se da pia pelo espaço subaracnóide, que é preenchido de LCR (líquido cérebro-espinal). As superfícies externa e interna são cobertas por células mesoteliais achatadas. Em certas situaçoes, a aracnóide e a pia encontram-se muito separadas,formando cisternas subaracnóides (cisterna cerebelo-bulbar e cisterna interpeduncular). Em certas regiões projeta-se para os seios venosos, formando as vilosidades aracnóides (mais numerosas no seio sagital superior) onde o LCR se difunde para o sangue. Todas as artérias e veias cerebrais situam-se no espaço subaracnóide, como os nervos cranianos. Quanto ao LCR mencionado, este é produzido pelos plexos coróides e sai do sistema ventricular cerebral pelos três forames no teto do IV ventrículo, passando para o espaço subaracnóide. O espaço subaracnóide espinal estende-se para baixo até à borda inferior de S2.


Pia-máter[editar | editar código-fonte]

É uma membrana vascular coberta por células mesoteliais achatadas e reveste intimamente o cérebro, cobrindo os giros e descendo até aos sulcos mais profundos. Estende-se para fora fundindo-se ao epinêurio. As artérias cerebrais penetrantes na substância cerebral levam consigo uma bainha de pia-máter. Esta meninge forma a tela coróide do teto dos ventrículos III e IV. ´

Referências[editar | editar código-fonte]

Snell, Richard, Human Anatomy and Physiology - 5th Edition, Acesso a 12 de Abril de 2012.