Miquerinos

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Menkauré e Khamerernebti II
Uma das tríades que representam Menkauré. Museu Egípcio, Cairo

Menkauré foi um rei da IV dinastia egípcia, é também conhecido como Miquerinos, que é oriundo da versão grega do seu nome. Menkauré significa "estáveis são os kau de Ré" (sendo kau o plural de ka, elemento constituinte do ser humano na mentalidade egípcia).

Era filho de Khafré (também conhecido como Quéfren, rei da segunda pirâmide de Guiza) e da rainha Khamerernebti I. Foi casado com a sua irmã Khamerernebti II, tendo tido mais duas esposas. Menkauré teve pelo menos dois filhos do sexo masculino: um faleceu e o outro, Chepseskaf, foi o seu sucessor.

Manetão, que o chama Mencheres, atribui-lhe um reinado de sessenta e três anos, algo considerado inverosímil pelos investigadores modernos. No Papiro Real de Turim o número que informa sobre este aspecto é de leitura difícil, desconhecendo-se se é 18 ou 28. O egiptólogo alemão Jürgen von Beckerath situa o seu reinado entre 2514 e 2486 a.C., enquanto que Jaromir Malek entre 2488 e 2460 a.C..

Desconhecem-se muitos pormenores relativos ao reinado de Menkauré. Heródoto descreve-o como um rei "pio" e justo, que mandou reabrir os santuários. Esta descrição do historiador grego baseia-se em relatos populares de credibilidade duvidosa.

Ao nível das representações artísticas, conhecem-se várias estátuas do soberano. Numa estátua que se encontra hoje em dia no Museum of Fine Arts de Boston surge com a sua esposa, que o abraça carinhosamente. Está igualmente representado em várias estátuas junto a duas mulheres, a deusa Hathor e a personificação de um nomo, formando uma tríade. Estas estátuas (em xisto) foram encontradas no templo do vale de Menkauré, escavado por George Reisner entre 1905 e 1927.

A sua pirâmide em Guiza (Gizé) é menor que a de Khufu e Khafré. Contudo, foi revestida, até um terço da sua altura, com um material mais nobre, o granito de Assuão. O seu túmulo foi restaurado na época da XXVI dinastia. No seu interior foi encontrado na época moderna um sarcófago que foi enviado para Londres, mas o barco que o transportava acabou por naufragar ao largo da costa de Portugal.

Precedido por
Bauef-re
Faraó
V dinastia egípcia
Sucedido por
Chepseskaf
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