Mercado do Bolhão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde Outubro de 2012).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Entrada principal do mercado.

O Mercado do Bolhão é um dos mercados mais emblemáticos da cidade do Porto, em Portugal.

A sua construção caracteriza-se pela sua monumentalidade, própria da arquitectura neoclássica. Os vendedores no mercado distribuem-se por dois pisos. Existem quatro entradas principais a diferentes cotas: a entrada sul dá acesso ao piso térreo é feito pela Rua Formosa, as entradas laterais pela Rua de Sá da Bandeira e pela Rua Alexandre Braga dão acesso a um patamar intermédio com escadarias que ligam ambos os pisos, e finalmente, a entrada norte pela Rua de Fernandes Tomás, que dá acesso directo ao piso superior.

O Mercado do Bolhão é vocacionado sobretudo para produtos frescos, sobretudo alimentares. Os vendedores estão divididos em diferentes secções especializadas, designadamente: zona de peixarias, talhos, hortícolas e florais. Na parte exterior do edifício existem lojas de outras variedades, como vestuário, cafetaria, perfumarias, tecidos, etc.

O edifício do mercado foi homologado como imóvel de interesse público em 22 de Fevereiro de 2006.[1]

Em 2013 foi classificado como monumentos de interesse público[2] .

Localização[editar | editar código-fonte]

O Mercado do Bolhão situa-se na freguesia de Santo Ildefonso, delimitado a norte pela Rua de Fernandes Tomás, a sul pela Rua Formosa, a este e oeste pelas ruas Alexandre Braga e Sá da Bandeira, respectivamente. Integrada na Baixa do Porto, a zona de que o mercado é expoente é conhecida por ser uma área de lojas tradicionais dedicadas a produtos alimentares. Para além do Mercado do Bolhão, situam-se ao seu redor mercearias finas, tais como a "Casa Chineza", a "Casa Transmontana" e a "Pérola do Bolhão".

História[editar | editar código-fonte]

As origens do Mercado do Bolhão, um dos edifícios mais emblemáticos da cidade, remontam a 1839, quando a Câmara do Porto decidiu construir uma praça em terrenos adquiridos ao cabido. Neste local existia um extenso lameiro, atravessado por um regato que ali formava uma bolha de água, de que resultou o nome do mercado,'Bolhão'. Alguns anos depois, esta praça foi melhorada com a construção de rampas de acesso e barracas de madeira no corredor central do mercado. Mais tarde, no início do século XX, os dirigentes da cidade decidiram construir fora do burgo um novo mercado, de forma a assegurar o abastecimento de alimentos que permita a expansão da cidade, foi então que em 1910 surgiu um ante-projecto do arquitecto Casimiro Barbosa, que previa um edifício com duas alas, tendo a Rua de Sá da Bandeira como eixo central. Contudo este projecto foi abandonado por razões económicas, acabando por ser construído, em 1914, o actual edifício, num projecto desenhado pelo arquitecto Correia da Silva. Tratou-se de uma obra de vanguarda para a época, devido à utilização do betão armado em conjugação com estruturas metálicas, coberturas em madeira e cantaria de pedra granítica. Ao longo da sua história, o mercado foi sofrendo algumas alterações, ocorrendo na década de 40 a construção do piso que divide o edifício, fazendo a ligação das entradas entre as ruas Alexandre Braga e Sá da Bandeira.[3]

Actualmente o edifício do Mercado do Bolhão encontra-se hoje severamente degradado.

Polémica em torno da reabilitação[editar | editar código-fonte]

A necessidade de uma reabilitação profunda começou a ser equacionada em meados de 1984, quando os serviços municipais detectaram patologias construtivas graves nos pavimentos do mercado. Na sequência das obras que se seguiram, os técnicos concluíram que era necessária uma intervenção de consolidação e reabilitação do mercado, tendo a autarquia decidido abrir um concurso que veio a ser ganho por um projecto apresentado pelo arquitecto Joaquim Massena.

Processo desde 1992[editar | editar código-fonte]

A Câmara Municipal do Porto recorreu, na década de 1990, a um concurso público internacional, nomeando para júri de concurso, o IPPAR, a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e o arquitecto Álvaro Siza Vieira. As bases do concurso tinham o seguinte fundamento: Manter o carácter geral do edifício, no que respeitava à salvaguarda dos aspectos formais e funcionais, à manutenção do Mercado Tradicional, ao acrescentar novas funções a espaços perdidos.

O projecto vencedor, do arquitecto Joaquim Massena, foi aprovado por "unanimidade com distinção e Louvor" (citado no Processo Concurso 1992 Mercado do Bolhão- C.M Porto, exposto no Orfeão do Porto) Contemplava a manutenção de todo o edifício numa perspectiva Patrimonial, nos seus aspectos funcionais e compositivos. O comércio tradicional é mantido, dotando de novas infra-estruturas para a comercialização de frescos. São ainda equacionadas áreas Museológicas e Auditórios, reforçando no Mercado diferentes horários de funcionamento.

Em 1994, com a articulação do sistema da Metro Ligeiro do Porto com a estação de Metro do Mercado do Bolhão, a C.M. Porto, decide avançar com a Reabilitação do Mercado, fazendo nesse mesmo ano, a adjudicação à equipa liderada pelo arquitecto Joaquim Massena, o projecto de execução, para a Reabilitação do Mercado do Bolhão.

O arquitecto Joaquim Massena, instalou um gabinete de apoio, no interior do Mercado do Bolhão, com o objectivo de fazer um levantamento exaustivo sobre o uso do edifício e o seu estado físico, bem como levar a conhecer os trabalhos realizados pela a equipa, aos Comerciantes e à Cidade.

Em 1997, foi pedida a Classificação do Mercado do Bolhão, enquanto edifício Patrimonial.

Foi aprovado a classificação pelo edital de 10/97 da C.M. Porto, confirmada pelo IPPAR (actual IGESPAR).

Em 1998, o projecto de execução da Cidade, foi acompanhado por todos os Organismos de Tutela, incluindo a C.M. Porto, e IPPAR (Instituto do Património Arquitectónico e Arqueológico- actual IGESPAR).

O projecto de execução foi aprovado por todos os Organismos de Tutela, em 1998, estando pronto a ser executado.

Processo em 2007[editar | editar código-fonte]

Em 2007, a Câmara do Porto decidiu abrir um novo concurso público de concepção/construção/exploração.

O concurso admite a entrega do Mercado do Bolhão para exploração a privados, durante 70 anos (50+20anos). A empresa imobiliária vencedora, TramCroNe - Promoção e Projectos Imobiliários, S.A., anunciou na pessoa do seu administrador Engº Pedro Neves, que "a demolição de todo o interior do Mercado do Bolhão é uma inevitabilidade para rentabilizar o investimento". O programa contempla ainda a construção de habitações de luxo e de um centro comercial, deixando apenas cerca de 3% da área total do Mercado do Bolhão para o comércio tradicional.

Estas premissas, provocaram uma série de movimentos cívicos, levantando diversas questões sociais e culturais, prometendo impedir que se faça a demolição do Mercado do Bolhão.

Várias associações e movimentos, assim como cidadãos individuais do Porto, uniram-se na tentativa de impedir a entrega do Mercado do Bolhão a privados por 70 anos (50+20anos) e respectiva demolição, sensibilizando para sua urgente reabilitação. Entre as acções desenvolvidas inclui-se uma petição com mais de 50.000 assinaturas, entregue na Assembleia da República, uma acção judicial, várias iniciativas de mobilização junto ao Mercado e à Câmara, tertúlias e acções de esclarecimento e o Cordão Cultural do Bolhão, grande evento cultural em torno do mercado que contou com a participação de vários artistas solidários com a causa.

Acessos[editar | editar código-fonte]

  • Metro: PortoMetro.png Metro do Porto linha A.svgMetro do Porto linha A.svgMetro do Porto linha B.svgMetro do Porto linha C.svgMetro do Porto linha E.svgMetro do Porto linha F.svgBSicon TRAM.svg Estação Bolhão
  • STCP - Autocarros: 200, 300, 301, 305, 401, 700, 800, 801, 900, 901, 905, 906
  • ETG - 55, 69, 70

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

notícias:


Ícone de esboço Este artigo sobre Património, integrado no Projecto Grande Porto é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.