Mercyful Fate

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Mercyful Fate
Mercyful-fate photo03.jpg
Mercyful Fate com sua formação original.
Informação geral
Origem Copenhague
País  Dinamarca
Gênero(s) Heavy metal,[1] black metal[2]
Período em atividade 1981 - 1985
1992 - 1999
Gravadora(s) RoadRunner Records
Página oficial KingDiamondCoven.com
Integrantes King Diamond
Hank Shermann
Mike Wead
Bjarne Thomas Holm
Sharlee D'Angelo
Ex-integrantes Michael Denner
Timi "Grabber" Hansen
Kim Ruzz

Mercyful Fate foi uma banda de blackened heavy metal formada na cidade de Copenhague, Dinamarca, em 1981, durante a nova onda do metal britânico. Inicialmente composta pelo vocalista King Diamond, os guitarristas Hank Shermann e Michael Denner, o baixista Timi Hansen e o baterista Kim Ruzz, é citada entre as principais influências do black metal, thrash metal, power metal e metal progressivo. As músicas são caracterizadas por estruturas complexas, virtuose nas guitarras e falsetes altíssimos executados pelo vocalista.

Os dois primeiros álbuns da banda, Melissa (1983) e Don't Break the Oath (1984), fazem parte dos pilares da primeira onda do black metal, e foram eleitos pelo site Metal-Rules como os dois maiores álbuns de metal extremo de todos os tempos.[3] O vocalista do grupo, King Diamond, além de se destacar por seu canto bem marcante, ainda usava uma pintura facial (corpse paint) que impunha um clima sombrio e aterrador em suas apresentações: o uso desse artifício inspirou vários músicos da cena do black metal norueguês dos anos 90, culminando por tornar-se uma característica do gênero.

Após o lançamento do álbum Don't Break the Oath, em 1984, a banda se dissolveu devido a divergências musicais. King Diamond seguiu em carreira solo e Hank Shermann formou a banda de hard rock Fate.

A banda retornou com o lançamento do álbum In the Shadows, em 1993, mas após o disco 9 (1999) a banda entrou em hiato, enquanto King Diamond dedica-se à sua carreira solo. Os guitarristas Shermann e Denner formaram o grupo Force of Evil posteriormente.

Origens (1980)[editar | editar código-fonte]

Em 1980, o vocalista King Diamond montou a banda de punk-metal Brats. Nessa banda haviam três músicos que viriam a formar o Mercyful Fate: os guitarristas Hank Shermann e Michael Denner e o baixista Timi Hansen. A Brats acabou após poucos shows e os integrantes dividiram-se em dois pares: King e Shermann foram em uma direção para formar um novo projeto, enquanto Denner e Hansen formaram a Danger Zone.

Formação (1981)[editar | editar código-fonte]

Quando a Danger Zone solicitou ajuda de King para gravar sua demo, estariam selando o reencontro dos quatro ex companheiros e, com a integração do baterista Kim Ruzz, a banda Mercyful Fate estaria oficialmente formada.

A banda imediatamente entrou em estúdio para gravar duas demos que incluíam as faixas "Walking Back to Hell", "Running Free", "Black Masses" e "Hard Rocker" na primeira, e "Curse of The Pharaohs", "Return of the Vampire", "A Corpse Without Soul" e "Burning lhe Cross" na segunda. As demos receberam uma significativa atenção do público e da crítica.

O som do grupo logo se tornou conhecido entre os fãs de heavy metal, com letras que exploravam temas sombrios e satânicos. King Diamond adotou o visual macabro, pintando seu rosto como uma máscara demoníaca, inspirado em uma performance de Alice Cooper de 1975.

Carreira à Separação (1982-1984)[editar | editar código-fonte]

Com contrato assinado com a gravadora inglesa Ebony Records, o grupo gravou duas faixas em 1982: "Walking Back To Hell", que nunca foi lançada, e "Black Funeral", que foi incluída na coletânea Metallic Storm. Com isso, a banda ganhou um selo alemão chamado Rave-On, o que rendeu a oportunidade gravar um disco.

O próximo passo foi a gravação do primeiro mini-álbum, pela Rave-On Records, trazendo as faixas "Devil Eyes", "Nuns Have No Fun", "Doomed By The Living Dead" e "A Corpse Without Soul", que, apesar de ter sido lançado sem título, é chamado pelos fãs de "Nuns Have No Fun".

Em 1983, a banda lançou seu primeiro álbum, "Melissa" (nome de uma caveira usada pela banda nos shows e roubada por um fã durante uma turnê em Amsterdã), pela Roadrunner Records, considerado pelos fãs como um dos mais importantes lançamentos do gênero.

Os vocais selvagens e estridentes de Diamond e as harmonias desenhadas pelas guitarras gêmeas de Shermann e Denner causaram um grande alvoroço no underground musical, catalisando as atenções do público e crítica locais.

A notoriedade internacional teve início com o lançamento do segundo álbum, "Don't Break the Oath", em 1984. A partir daí, durante uma turnê americana, começaram a surgir os desentendimentos entre King e Shermann relativos a direcionamento musical.

O desgaste entre esses integrantes agravou-se na época em que participavam do Christmas Metal Meetings, na Alemanha, resultando no fim do Mercyful Fate.

Separação ao Retorno (1985-1992)[editar | editar código-fonte]

King Diamond com o Mercyful Fate, em Milão (2006)

Em 1985, King Diamond formou uma banda com seu nome, ao lado dos ex-integrantes do Mercyful, Michael Denner e Timi Hansen, além do baterista Mikkey Dee e do guitarrista Andy LaRocque.

Em 1987, a Roadrunner lançou o disco "The Beginning", contendo as quatro músicas do mini-álbum remasterizadas, três faixas gravadas em um programa da BBC, além de um bônus ("Black Masses").

Banda solo de King Diamond[editar | editar código-fonte]

Lançaram o single "No Presents For Christmas", com apenas duas músicas: a faixa-título e "Charon".

Em seguida, foi lançado o álbum "Fatal Portrait" (1986), atraindo fãs do Mercyful. Porém, foi o trabalho seguinte, "Abigail", de 1987, que o grupo conquistou, definitivamente, a admiração e o respeito dos fãs da ex-banda de Diamond. Esse álbum lançou o primeiro sucesso comercial do grupo: "The Family Ghost", entrando para o Top 100 Billboard.

Dando sequencia, veio o disco "Them", puxado pela faixa "Welcome Home" - época em que entrou o guitarrista Pete Blakk e o baixista Hal Patino - e o disco "Conspiracy", em 89, com destaque para as músicas "At The Graves", "A Visit From The Dead" e "Sleepless Nights".

O baterista Snowy Shaw, que já havia colaborado ocasionalmente com o grupo, estreou em definitivo na turnê americana para o lançamento do álbum "Conspiracy" no lugar de Mikkey Dee. Finalmente, em 1990, a banda de Diamond lançou "The Eye", consolidando o vocalista como principal compositor, com eventuais colaborações de Andy LaRocque.

Em 1992, surge a notícia que King estava tentando reunir o Mercyful Fate. Enquanto isso, foi lançado o álbum "Return of the Vampire", com uma coletânea de músicas nunca gravadas. A partir daí a banda havia retornado, com Diamond, Hansen, Shermann e Denner. O único da formação original que não quis voltar foi Kim Ruzz, substituído por Snowy Shaw.

Carreira (1993-1999)[editar | editar código-fonte]

A banda assinou contrato com a gravadora Metal Blade, devido problemas com a Roadrunner, para em 1993 lançarem o terceiro álbum, "In The Shadows". Logo após foi lançado um EP com quatro músicas ao vivo, "The Bell Witch". O Mercyful Fate só não contou com a participação do baixista Timi Hansen, que foi substituído por Sharlee D'Angelo.

O disco "Time" foi o lançamento de 1994.

Em 1995, Diamond lançava, pela sua banda solo, o álbum "The Spider's Lullabye", marcando uma reformulação na banda, com a entrada de Herb Simonsen (guitarra), Chris Estes (baixo) e Darrin Anthony (bateria). O vocalista decidiu que as duas bandas continuariam existindo.

Desde então, o vocalista participa dos dois trabalhos paralelamente. Em 1996, são lançados dois álbuns, um da banda de King e outro do Mercyful, "Into the Unknown". Para esse álbum é realizada a 1ª turnê das duas bandas em conjunto. Há outra mudança na formação, sai o baterista Snowy Shaw e a entra Bjarne T. Holm.

Em 1996 Michael Denner deixa o Mercyful Fate, alegando querer dedicar mais tempo à família. Em seu lugar entra Mike Wead. Em 1997 as bandas seguem em turnê conjunta e entram em estúdio para gravar seus respectivos álbuns.

Em 1998, foi lançado o sexto álbum do Mercyful Fate, "Dead Again". No ano seguinte foi a vez de "9", considerado um dos melhores álbuns da banda.

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Última formação

Antigos membros

  • Timi "Grabber" Hansen — baixo (1981-1985, 1993-1994, 2009)
  • Michael Denner — guitarra (1981-1985, 1993-1996, 2009)
  • Kim Ruzz — bateria (1981-1985)
  • Carsten Van Der Volsing — guitarra (1981)
  • Benny Petersen — guitarra (1981)
  • Jan Musen — bateria (1981)
  • Old Nick Smith — bateria (1981)
  • Ole Frausing — bateria (1981)
  • Morten Nielsen — bateria (1993)
  • Snowy Shaw — bateria (1993-1994)

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio

Vídeo-clipes[editar | editar código-fonte]

  • "The Uninvited Guest"
  • "Egypt"
  • "The Witches Dance"
  • "Nightmare Be Thy Name"
  • "The Night"
  • "The Bell Witch"

Notas[editar | editar código-fonte]

  • King Diamond teve a ideia da maquiagem ao assistir uma performance de Alice Cooper em 1975.
  • Inicialmente a canção "A Dangerous Meeting" se chamava "Walking Back to Hell".
  • No álbum In The Shadows, na faixa "Return Of The Vampire…1993" há uma participação especial de Lars Ulrich na bateria.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Huey, Steve. Melissa review Allmusic. Visitado em 2012-02-23.
  2. Sharpe-Young, Garry and Born, R. Mercyful Fate MusicMight. Visitado em 20012-02-23.
  3. Top 50 Extreme Metal Albums www.metal-rules.com. Visitado em 2/8/2014.