Mercyful Fate

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Mercyful Fate
King Diamond com o Mercyful Fate, em Milão (2006)
Informação geral
Origem Copenhague
País  Dinamarca
Gênero(s) Blackened heavy metal[1] [2]
Período em atividade 1981 - 1985
1992 - 1999
Gravadora(s) RoadRunner Records
Página oficial KingDiamondCoven.com
Integrantes King Diamond
Hank Shermann
Mike Wead
Bjarne Thomas Holm
Sharlee D'Angelo

Mercyful Fate foi uma banda de blackened heavy metal formada na cidade de Copenhague, Dinamarca, em 1981, durante a nova onda do metal britânico. Inicialmente composta pelo vocalista King Diamond, os guitarristas Hank Shermann e Michael Denner, o baixista Timi Hansen e o baterista Kim Ruzz, é citada entre as influências do black metal, thrash metal, power metal e metal progressivo. As músicas são caracterizadas por estruturas complexas, virtuose nas guitarras e falsetes altíssimos executados pelo vocalista.

Os dois primeiros álbuns da banda, Melissa (1983) e Don't Break the Oath (1984), fazem parte dos pilares da primeira onda do black metal, e foram eleitos pelo site Metal-Rules como os dois maiores álbuns de metal extremo de todos os tempos.[3] O vocalista do grupo, King Diamond, além de se destacar por seu canto bem marcante, ainda usava sua pintura facial (corpse paint) que impunha um clima sombrio e aterrador em suas apresentações: o uso desse artifício inspirou vários músicos da cena do black metal norueguês dos anos 90, culminando por tornar-se uma característica do gênero.

Após o lançamento do álbum Don't Break the Oath, em 1984, a banda se dissolveu devido a divergências musicais. King Diamond seguiu em carreira solo e Hank Shermann formou a banda de hard rock Fate.

A banda retornou com o lançamento do álbum In the Shadows, em 1993, mas após o disco 9 (1999) a banda entrou em hiato, enquanto King Diamond dedica-se à sua carreira solo. Os guitarristas Shermann e Denner formaram o grupo Force of Evil posteriormente.

Origens (1980)[editar | editar código-fonte]

Em 1980, o vocalista King Diamond montou a banda de punk-metal Brats. Nessa banda haviam três músicos que viriam a formar o Mercyful Fate: os guitarristas Hank Shermann e Michael Denner e o baixista Timi Hansen. A Brats acabou após poucos shows e os integrantes dividiram-se em dois pares: King e Shermann foram em uma direção para formar um novo projeto, enquanto Denner e Hansen formaram a Danger Zone.

Formação (1981)[editar | editar código-fonte]

Quando a Danger Zone solicitou ajuda de King para gravar sua demo, estariam selando o reencontro dos quatro ex companheiros e, com a integração do baterista Kim Ruzz, a banda Mercyful Fate estaria oficialmente formada.

A banda imediatamente entrou em estúdio para gravar duas demos que incluíam as faixas "Walking Back to Hell", "Running Free", "Black Masses" e "Hard Rocker" na primeira, e "Curse of The Pharaohs", "Return of the Vampire", "A Corpse Without Soul" e "Burning lhe Cross" na segunda. As demos receberam uma significativa atenção do público e da crítica.

O som do grupo logo se tornou conhecido entre os fãs de heavy metal, com letras que exploravam temas sombrios e satânicos. King Diamond adotou o visual macabro, pintando seu rosto como uma máscara demoníaca, inspirado em uma performance de Alice Cooper de 1975.

Carreira à Separação (1982-1984)[editar | editar código-fonte]

Com contrato assinado com a gravadora inglesa Ebony Records, o grupo gravou duas faixas em 1982: "Walking Back To Hell", que nunca foi lançada, e "Black Funeral", que foi incluída na coletânea Metallic Storm. Com isso, a banda ganhou um selo alemão chamado Rave-On, o que rendeu a oportunidade gravar um disco.

O próximo passo foi a gravação do primeiro mini-álbum, pela Rave-On Records, trazendo as faixas "Devil Eyes", "Nuns Have No Fun", "Doomed By The Living Dead" e "A Corpse Without Soul", que, apesar de ter sido lançado sem título, é chamado pelos fãs de "Nuns Have No Fun".

Em 1983, a banda lançou seu primeiro álbum, "Melissa" (nome de uma caveira usada pela banda nos shows e roubada por um fã durante uma turnê em Amsterdã), pela Roadrunner Records, considerado pelos fãs como um dos mais importantes lançamentos do gênero.

Os vocais selvagens e estridentes de Diamond e as harmonias desenhadas pelas guitarras gêmeas de Shermann e Denner causaram um grande alvoroço no underground musical, catalisando as atenções do público e crítica locais.

A notoriedade internacional teve início com o lançamento do segundo álbum, "Don't Break the Oath", em 1984. A partir daí, durante uma turnê americana, começaram a surgir os desentendimentos entre King e Shermann relativos a direcionamento musical.

O desgaste entre esses integrantes agravou-se na época em que participavam do Christmas Metal Meetings, na Alemanha, resultando no fim do Mercyful Fate.

Separação ao Retorno (1985-1992)[editar | editar código-fonte]

Em 1985, King Diamond formou uma banda com seu nome, ao lado dos ex-integrantes do Mercyful, Michael Denner e Timi Hansen, além do baterista Mikkey Dee e do guitarrista Andy LaRocque.

Em 1987, a Roadrunner lançou o disco "The Beginning", contendo as quatro músicas do mini-álbum remasterizadas, três faixas gravadas em um programa da BBC, além de um bônus ("Black Masses").

Banda solo de King Diamond[editar | editar código-fonte]

Lançaram o single "No Presents For Christmas", com apenas duas músicas: a faixa-título e "Charon".

Em seguida, foi lançado o álbum "Fatal Portrait" (1986), atraindo fãs do Mercyful. Porém, foi o trabalho seguinte, "Abigail", de 1987, que o grupo conquistou, definitivamente, a admiração e o respeito dos fãs da ex-banda de Diamond. Esse álbum lançou o primeiro sucesso comercial do grupo: "The Family Ghost", entrando para o Top 100 Billboard.

Dando sequencia, veio o disco "Them", puxado pela faixa "Welcome Home" - época em que entrou o guitarrista Pete Blakk e o baixista Hal Patino - e o disco "Conspiracy", em 89, com destaque para as músicas "At The Graves", "A Visit From The Dead" e "Sleepless Nights".

O baterista Snowy Shaw, que já havia colaborado ocasionalmente com o grupo, estreou em definitivo na turnê americana para o lançamento do álbum "Conspiracy" no lugar de Mikkey Dee. Finalmente, em 1990, a banda de Diamond lançou "The Eye", consolidando o vocalista como principal compositor, com eventuais colaborações de Andy LaRocque.

Em 1992, surge a notícia que King estava tentando reunir o Mercyful Fate. Enquanto isso, foi lançado o álbum "Return of the Vampire", com uma coletânea de músicas nunca gravadas. A partir daí a banda havia retornado, com Diamond, Hansen, Shermann e Denner. O único da formação original que não quis voltar foi Kim Ruzz, substituído por Snowy Shaw.

Carreira (1993-1999)[editar | editar código-fonte]

A banda assinou contrato com a gravadora Metal Blade, devido problemas com a Roadrunner, para em 1993 lançarem o terceiro álbum, "In The Shadows". Logo após foi lançado um EP com quatro músicas ao vivo, "The Bell Witch". O Mercyful Fate só não contou com a participação do baixista Timi Hansen, que foi substituído por Sharlee D'Angelo.

O disco "Time" foi o lançamento de 1994.

Em 1995, Diamond lançava, pela sua banda solo, o álbum "The Spider's Lullabye", marcando uma reformulação na banda, com a entrada de Herb Simonsen (guitarra), Chris Estes (baixo) e Darrin Anthony (bateria). O vocalista decidiu que as duas bandas continuariam existindo.

Desde então, o vocalista participa dos dois trabalhos paralelamente. Em 1996, são lançados dois álbuns, um da banda de King e outro do Mercyful, "Into the Unknown". Para esse álbum é realizada a 1ª turnê das duas bandas em conjunto. Há outra mudança na formação, sai o baterista Snowy Shaw e a entra Bjarne T. Holm.

Em 1996 Michael Denner deixa o Mercyful Fate, alegando querer dedicar mais tempo à família. Em seu lugar entra Mike Wead. Em 1997 as bandas seguem em turnê conjunta e entram em estúdio para gravar seus respectivos álbuns.

Em 1998, foi lançado o sexto álbum do Mercyful Fate, "Dead Again". No ano seguinte foi a vez de "9", considerado um dos melhores álbuns da banda.

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Última formação

Antigos membros

  • Carsten Van Der Volsing — guitarra (demos)
  • Benny Petersen — guitarra (demos)
  • Michael Denner — guitarra (1982-1985, 1993-1996, 2009)
  • Timi "Grabber" Hansen — baixo (1981-1985, 1993-1994, 2009)
  • Jan Musen — bateria (demos)
  • Old Nick Smith — bateria (demos)
  • Ole Frausing — bateria (demos)
  • Kim Ruzz — bateria (1982-1985)
  • Morten Nielsen — bateria (sessões em In the Shadows)
  • Snowy Shaw — bateria (1993-1994)

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Vídeo-clipes[editar | editar código-fonte]

  • "The Uninvited Guest"
  • "Egypt"
  • "The Witches Dance"
  • "Nightmare Be Thy Name"
  • "The Night"
  • "The Bell Witch"

Notas[editar | editar código-fonte]

  • King Diamond teve a ideia da maquiagem ao assistir uma performance de Alice Cooper em 1975.
  • Inicialmente a canção "A Dangerous Meeting" se chamava "Walking Back to Hell".
  • No álbum In The Shadows, na faixa "Return Of The Vampire…1993" há uma participação especial de Lars Ulrich na bateria.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Huey, Steve. Melissa review. Allmusic. Página visitada em 2012-02-23.
  2. Sharpe-Young, Garry and Born, R. Mercyful Fate. MusicMight. Página visitada em 20012-02-23.
  3. Top 50 Extreme Metal Albums. www.metal-rules.com. Página visitada em 2/8/2014.