Meroé

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Meroe (ou Meroé) é o nome de antiga cidade na margem leste do rio Nilo, na Núbia, a região do vale do rio Nilo que actualmente é partilhada pelo Egipto e pelo Sudão, a cerca de 300 km a nordeste de Cartum, que foi a capital do reino de Cuche entre o século VII a.C. e o século IV da nossa era. Durante essa fase, os núbios inventaram uma escrita própria, chamada pelos estudiosos de “escrita meroítica”.

No local onde se encontrava a cidade existem mais de 200 pirâmides em três grupos e é um dos sítios arqueológicos desta região inscritos pela UNESCO, em 2003, na lista do Património Mundial.

Há estudos que dizem que o reino de Meroe era governado por rainhas que recebiam o nome-título de Candace, em que o poder seria passado aos descendentes pela via feminina; este mito foi associado, por alguns estudiosos, com a lenda da rainha de Sabá.

Diodoro Sículo [Nota 1] relata o costume dos reis da Etiópia (identificados no Livro III à cidade de Meroe) de reinarem até receberem ordens dos sacerdotes indicando que eles devem morrer.[1] Este costume perdurou até o reinado de Ergamenes, contemporâneo de Ptolomeu II, um rei com educação grega e estudioso de filosofia, que desprezou o comando dos deuses,[2] enviou seus soldados ao templo dourado dos etíopes e passou os sacerdotes ao fio da espada, abolindo este costume.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

  1. Diodoro Sículo dá como suas fontes o segundo livro de Agatharchides de Cnido, o oitavo livro de Artemidorus de Éfeso e autores egípcios, além de entrevistas que ele fez com sacerdotes egípcios e embaixadores da Etiópia

Referências

  1. Diodoro Sículo, Livro III, 6.1
  2. Diodoro Sículo, Livro III, 6.3
  3. Diodoro Sículo, Livro III, 6.4