Merz

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Merz é uma palavra criada pelo inventor da instalação artística, o artista alemão Kurt Schwitters, para designar cada um dos seus processos criativos e o seu próprio estilo. Sendo artista plástico e poeta, além de produzir obras de outros gêneros, como a fotografia, o artista não se condicionava às regras de nenhum "ismo", embora se identificasse com vários movimentos de vanguarda do início do século XX. Desta forma, criou o termo Merz, retirado de um impresso com um nome alemão para Banco do Comércio (Kommerzbank), o qual utilizou em um trabalho de colagem, e usou este termo para designar os seus quadros. Em seguida, estendeu esta denominação à sua poesia e, depois, a toda a sua atividade correspondente 1 .

Sendo os seus quadros e a sua poesia Merz feita com aquilo que seriam os restos ignorados pela sociedade após o consumo gerado pela civilização industrial e comercial, fazia sentido utlizar um fragmento de uma palavra para denominar a sua arte. Produziu suas pinturas ou colagens com materiais encontrados no lixo, como jornais, impressos, quadrinhos, etc. Seus poemas foram construídos com "restos" de linguagem verbal, tais como ditos populares, frases feitas, slogans, etc, sem utilizar, no entanto, a esperada conexão lógica entre eles, a não ser em termos de gestalt; ou sons com sentido meramente primordial, fonemas reproduzindo balbúcies, cicios, trilos, que foram gravados, contendo um sentido pré-lógico apenas, embora, carregados de um sentido cultural, sejam usados na linguagem falada diária (oralidade), sendo praticamente ignorados pela linguagem na forma escrita.

Como toda a sua obra posterior foi batizada como Merz, o artista produziu nos anos de 1922 a 1932 uma revista com este nome e criou uma agência de publicidade e design com o mesmo (Merz Werbe) nos anos 20.

Também para as primeiras instalações artísticas, seus trabalhos de ocupação espacial, Schwitters usou o fragmento "Merz" na composição do nome. A primeira, feita em Hannover, em 1923 ocupou toda a sua residência e chamou-se "Merzbau"(Casa Merz). Roupas, cabelos e garrafas com urina eram presos às paredes com arames.

Pra Schwitters, Merz representava um "movimento de um homem só". De certa forma, é assim que ele é visto hoje.

Referências