Mesas girantes

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Salão parisiense com as "mesas girantes" (revista "L'Illustration", 1853).

As chamadas mesas girantes (em Portugal, mesas falantes), protagonistas da dança das mesas, foram fenômenos considerados paranormais amplamente difundidos na Europa e nos Estados Unidos na segunda metade do século XIX.[1]

O fenômeno consistia no movimento, sem causa física aparente, de mesas e outros objetos pesados, em torno dos quais reuniam-se, nos salões, pessoas de todas as classes sociais.[carece de fontes?]

Durante uma fase inicial, que perdurou aproximadamente até 1870, as mesas girantes foram objeto de curiosidade e divertimento, em especial nos salões nobres e burgueses europeus. Por outro lado, a curiosidade despertada pelos fenômenos tornaram-nos objeto de observação e pesquisas.[2]

Nos anos 1850 e 1860 o pedagogo francês Hippolite Leon Denizard Rivail, sob o pseudônimo de Allan Kardec, estudou e sistematizou as informações produzidas pelas mesas girantes e outros fenômenos mediúnicos que observou. Ele organizou esse conjunto de informações e criou uma doutrina espiritualista que chamou de Espiritismo, seguindo as instruções que ele obteve através de estudos sobre a mediunidade em geral.[1] [2] Por volta dessa mesma época, os intelectuais europeus Alfred Russel Wallace, Camille Flammarion, Victor Hugo, Gérard de Nerval e Edgar Allan Poe também analisaram sessões de mesas girantes e se tornaram ativos defensores do fenômeno como autênticas manifestações mediúnicas.[2] [3] [4] [5] [6]

Alfred Russel Wallace, cientista co-fundador da Teoria da Evolução com Charles Darwin, acreditava que os experimentos de Faraday com as mesas girantes não eram suficientes para explicar o fenômeno. Ele participou de várias sessões das mesas girantes e observou que "há um poder obscuro revelado pelos corpos das pessoas, quando se coloca as mãos sobre uma mesa e nos conectamos através dela".[4] [5]

Após esse período inicial, abriu-se uma fase de intensa curiosidade científica, que tinha por objeto as mesas e outros fenômenos tidos como espiritualistas.[carece de fontes?]

Os físicos Michael Faraday, William Crookes e Oliver Lodge, os astrônomos Camille Flammarion e Friedrich Zöllner, o naturalista Alfred Russel Wallace, o criminologista Cesare Lombroso e Sociedades Científicas de diversos países,[carece de fontes?] criadas especificamente para este fim,[carece de fontes?] dedicaram-se à investigação dos fenômenos relacionados às mesas girantes.[carece de fontes?]

Apesar de alguns deles terem concluído pela explicação espiritualista para os acontecimentos, inúmeras fraudes foram descobertas.[carece de fontes?] Além disso, a turbulenta situação política da Europa na segunda metade do século XIX também contribuiu para dissipar o interesse científico pelas mesas girantes e ocorrências similares.[carece de fontes?]

Explicação científica do fenômeno[editar | editar código-fonte]

Em 1853 Michael Faraday[7] publicou os resultados de experimentos científicos simples que ele realizou para testar as causas do fenômeno das mesas girantes. Participaram dos experimentos pessoas honradas, que moviam as mesas facilmente, que acreditavam na factualidade do fenômeno e que desejavam participar da confirmação científica de uma força desconhecida.

Usando folhas de papel ajustadas à mesa girante com colas que permitiam o movimento dessas folhas, Faraday demonstrou empiricamente que os participantes moviam a mesa de forma inconsciente, pois as folhas eram empurradas pelas mãos dos participantes antes das mesas se moverem.

Faraday depois testou um braço mecânico que registrava os movimentos da mesa antes destes se tornarem observáveis. Quando os participantes observavam esse registro de seus movimentos involuntários toda a movimentação das mesas cessava.

A movimentação das mesas é explicada pelo efeito ideomotor, o que também ocorre com o Tabuleiro ouija, onde os participantes movimentam os marcadores também de forma involuntária.Devido à simplicidade dos procedimentos e materiais utilizados, esses experimentos podem ser repetidos facilmente.

Referências

  1. a b Alice Beatriz da Silva Gordo Lang. Espiritismo no Brasil. Cadernos CERU (USP), série 2 v. 19, n. 2, dezembro de 2008.
  2. a b c SOUTO MAIOR, Marcel. Kardec - A Biografia (1ª edição). São Paulo: Ed. Record, 2013.
  3. Jean De Mutigny. Victor Hugo et Le Spiritisme. Paris: Nathan, 1981.
  4. a b (em inglês) Survival After Death; Biografy of Alfred Russel Wallace; Visitado em 31/01/2008
  5. a b Wallace, Alfred Russel. Miracles and Modern Spiritualism. London: George Redway, 1896 (rev. edn of 1874 original)
  6. Flammarion, Camille. Les forces Naturelles Inconnues. Paris, Didier et Cie. Fred Henry, Dentu, 1865.
  7. Faraday, Michael. (1853). "Experimental Investigation of Table-Moving". Journal of the Franklin Institute 56 (5): 328-33. DOI:10.1016/S0016-0032(38)92173-8 (Finally, I beg to direct attention to the discourse delivered by Dr. Carpenter at the Royal Institution on the 12th of March, 1852, entitled 'On the influence of Suggestion in modifying and directing Muscular Movement, independently of Volition':-which, especially in the latter part, should be considered in reference to table moving by all who are interested in the subject.). Visitado em 06/08/2014.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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