Mesquita

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Mesquita no Afeganistão, destacando-se a cúpula e o minarete.

Uma mesquita (em árabe:مسجد) é um local de culto para os seguidores do islã. Os muçulmanos frequentemente referem-se à mesquita utilizando o seu nome em árabe, masjid (plural: masajid). A palavra masjid significa templo ou local de culto e deriva da raiz árabe sajada (raiz s-j-d, "prostrar-se", em alusão às prostrações realizadas durante as orações islâmicas). A palavra mesquita é usada para se referir a todos os tipos de edifícios dedicados ao culto muçulmano, embora em árabe seja feita uma distinção entre as mesquitas de dimensões menores e as mesquitas de maiores dimensões, que possuem estruturas sociais. Estas últimas são denominadas como "masjid al-haram".

O objectivo principal da mesquita é servir como local onde os muçulmanos possam se encontrar para rezar. No entanto, as mesquitas são também conhecidas pelo seu papel comunitário e por serem as formas mais expressivas da arquitectura islâmica. Elas evoluíram significativamente desde os espaços ao ar livre que eram a Mesquita Quba e o Masjid al-Nabawi do século VII d.C.. Hoje em dia, a maioria das mesquitas possuem cúpulas, minaretes e salas de oração que podem assumir formas elaboradas. Surgidas na Península Arábica, as mesquitas podem ser encontradas em todos os continentes em que existem comunidades muçulmanas. Não são apenas locais para o culto e a oração, mas também locais onde se pode aprender sobre o islã e conviver com outros crentes.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Na tradição islâmica, existem dois termos para indicar a mesquita: masjid, que em espanhol foi traduzido como mezquita e entrou em todas as línguas europeias, e giâmi’, que é a denominação mais difundida no mundo islâmico. O primeiro nome deriva da raiz sjd cujo significado é prostrar-se e o segundo da raiz gm que significa reunir-se.

Histórialogia[editar | editar código-fonte]

No Ocidente é frequente pensar-se nas mesquitas como um templo semelhante às igrejas cristãs, um edifício dedicado apenas ao culto de Deus. Na realidade a mesquita é a construção mais complexa do mundo islâmico.

Grandes pátios e torres altas (minaretes) são elementos frequentemente associados com as mesquitas. No entanto, as primeiras mesquitas, que surgiram na Península Arábica eram estruturas muito simples. As mesquitas evoluíram bastante nos séculos que se seguiram, adquirindo as estruturas que lhes são hoje familiares ao mesmo tempo que se adaptaram às várias culturas do mundo.

As últimas mesquitas[editar | editar código-fonte]

Segundo as crenças islâmicas, a primeira mesquita do mundo é a área em torno da Kaaba em Meca, actualmente na Arábia Saudita. Esta área é hoje conhecida como Masjid al-Haram ou Mesquita Sagrada. Desde 638 o Masjid al-Haram tem sido expandido várias vezes para poder acomodar o número crescente de muçulmanos que vivem na área ou que realizam a peregrinação anual a Meca (Hajj). Para outros, a primeira mesquita foi a Mesquita de Quba em Medina, dado que esta foi a primeira mesquita construída pelo profeta Muhammad. A primeira coisa que Muhammad fez quando se aproximou de Medina foi construir a Mesquita Quba, na qual os muçulmanos acreditam que permaneceu durante três dias antes de entrar na cidade.

Alguns dias depois de ter começado o trabalho na mesquita Quba, Muhammad estabeleceu outra mesquita em Medina, conhecida hoje em dia como Masjid al-Nabawi, ou a Mesquita do Profeta. A localização da mesquita foi declarada após a realização no local da primeira oração de Muhammad à sexta-feira. Nesta mesquita seriam desenvolvidas algumas das práticas habituais nas mesquitas atuais, como o adhan, ou seja, a chamada à oração. O Masjid al-Nabawi foi construído com um grande pátio, elemento presente nas mesquitas construídas desde então. Num dos lados do pátio colocava-se Muhammad para pregar. Mais tarde, o profeta do islão adoptou um púlpito com três degraus de modo a servir como plataforma de onde pudesse realizar os seus sermões. Este púlpito é hoje conhecido como mimbar e é comum nas mesquitas actuais.

Hoje em dia, o Masjid al-Haram em Meca, o Masjid al-Nabawi em Medina e a Mesquita de Al Aqsa em Jerusalém são considerados como três locais sagrados do islão.

Difusão e evolução[editar | editar código-fonte]

Grande Mesquita de Xi´an na China

As mesquitas começaram a ser construídas em outras partes do mundo à medida que o islão se difundiu fora da Arábia. Em 640 o Egipto foi ocupado por muçulmanos árabes e desde então muitas mesquitas têm surgido pelo país. A prova da enorme quantidade de mesquitas pode ser encontrada no facto da capital egípcia, o Cairo, receber o apelido de "cidade com mil minaretes". Algumas mesquitas egípcias estão dotadas de escolas (madrassas) e outras de hospitais.

A primeira mesquita chinesa foi construída no século VIII em Xi´an. A Grande Mesquita de Xi´an, cujo edifício actual data do século XVIII, não possui muitos dos elementos habitualmente associados às mesquitas tradicionais, apresentando em vez disso elementos da arquitectura chinesa. As mesquitas que se situam na região ocidental da China possuem elementos mais comuns aos que se encontram em outras partes do mundo.

Na Índia, as mesquitas difundiram-se durante o período do Império Mogol (séculos XVI e XVII). Os Mogóis desenvolveram uma arquitectura própria plasmada em cúpulas bolbosas, como se pode observar na Jama Masjid de Deli.

As mesquitas surgiram na Turquia no século XI quando os Turcos fixados na região se converteram ao islão. Algumas das mesquitas do Império Otomano eram igrejas ou catedrais do Império Bizantino (Hagia Sophia). Os Otomanos desenvolveram a sua própria arquitectura para a mesquita, com grandes cúpulas centrais, vários minaretes e fachadas abertas. O estilo otomano geralmente incluía colunas trabalhadas e tectos altos no interior, formas que cruzava com elementos tradicionais como o mihrab.

Mesquita Sehitlik em Berlin-Neukölln, Alemanha.

O crescimento recente das mesquitas na Europa está associado ao movimento migratório de populações muçulmanas para o continente. Algumas cidades europeias, como Roma, Londres e Munique possuem mesquitas que apresentam as tradicionais cúpulas e minaretes. Estas mesquitas pretendem agregar as comunidades muçulmanas da região. Espalhados nas cidades grandes e pequenas onde há muçulmanos, existem outros lugares pequenos para oração, que podem conter umas cinquenta pessoas. Eles podem ser quartos ou salões no térreo de um edifício, lugares mais discretos que servem especialmente para a oração do meio-dia, em lugar de estradas e calçadas.

Nos Estados Unidos as mesquitas surgiram no começo do século XX. No período que decorreu até 1950 surgiram apenas 2% das actuais mesquitas, enquanto que 87% foram criadas depois de 1970 e 57% depois de 1980.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

As mesquitas apresentam uma grande variedade de estilos arquitectónicos e ornamentais. Contudo, é possível identificar uma série de elementos comuns.

Plantas[editar | editar código-fonte]

As primeiras mesquitas seguiram o que se denomina como planta simples ou árabe, tendo se desenvolvido na época dos omíadas. Com uma planta rectangular ou quadrangular, consistem num edifício sustentado por colunas (sendo por causa disso denominadas como mesquitas hipóstilas) às quais se juntam o número de naves que se entender. Neste modelo existe um grande pátio interior com fontes, encontrando-se o espaço para a oração dividido em três naves.

Nos séculos XI a XIII desenvolveu-se no Irão outro tipo de mesquita, com uma entrada única que permite aceder a um pátio central em cujos lados se encontram salas abobadadas conhecidas como iwans. Um exemplo representativo deste tipo de mesquita é a Grande Mesquita da Sexta-feira em Isfahan.

No século XV e XVI os Otomanos introduziram mesquitas com uma grande cúpula central sobre a sala das orações; em alguns casos surgem outras pequenas cúpulas ao longo do edifício. Nestas mesquitas existem também quatro minaretes esguios.

Minarete[editar | editar código-fonte]

Um elemento comum às mesquitas é o minarete, uma torre alta e delgada geralmente situada num dos cantos da estrutura da mesquita. O minarete é geralmente o ponto mais alto da mesquita e muitas vezes o ponto mais alto na área onde a mesquita se situa. O minarete mais alto do mundo é o da Mesquita Hassan II em Casablanca, Marrocos.

As primeiras mesquitas não eram detentoras de minaretes. Alguns movimentos conservadores do islão, como o Wahhabismo, evitam colocar minaretes nas mesquitas, por considerarem-nos uma forma de ostentação. O primeiro minarete foi construído em 665 em Bassora durante o reinado do califa omíada Muawiyah I. Este califa estimulou a construção de minaretes por influência das torres das igrejas cristãs. Os arquitectos islâmicos copiaram este elemento das igrejas e utilizaram-no com a mesma finalidade: chamar os crentes à oração.

É através do minarete, cuja altura superior às casas que o rodeiam tem a função prática de fazer chegar mais facilmente aos fiéis a voz do muezim que os chama para as cinco orações diárias. Às vezes, numa ou outra oportunidade, os minaretes assumiram também uma função simbólico-política, como a de afirmação da superioridade do Islã sobre as outras religiões.

Em muitos países onde os muçulmanos não constituem a maioria da população, as mesquitas não estão autorizadas a emitir em tom alto a chamada à oração (adhan).

Minarete de mesquita brasileira em São Paulo.

Com o avanço da técnica, ultimamente, estão sendo usados alto-falantes, ainda mais quando a mesquita se encontra no meio de bairros não muçulmanos e os muezins aproveitam desse instrumento para alongar suas orações. Em outros casos, começaram a ser usadas gravações da chamada à oração. Essas inovações são contrárias à tradição muçulmana ou sunnah e os países islâmicos mais rigorosos condenam a prática. No Egito, o uso dos alto-falantes está limitado a dois minutos e proibido na primeira oração do dia.

Nas mesquitas onde não existe o minarete o muezim faz o apelo dentro da mesquita ou no exterior do edifício.

Cúpulas[editar | editar código-fonte]

A cúpula da Mesquita de Omar, além de ser um patrimônio universal tombado pela UNESCO, representa um marco de identificação da fé Islâmica integrante na histórica paisagem da cidade de Jerusalém, em Israel.
Centro Islâmico de Campinas.

As cúpulas são igualmente um dos elementos mais associados às mesquitas, estando presente na arquitectura islâmica desde o século VII. As cúpulas, são uma representação do universo visto por Deus, rente ao limbo das cúpulas "acima e externamente ao salão das orações" normalmente é aplicado uma lua crescente com uma estrela, mostrando tratar-se de uma imagem da terra visto além das estrelas fixas. O tamanho das cúpulas aumentou ao longo do tempo, passando de uma pequena área do tecto perto do mihrab a ocupar todo o tecto por cima do salão das orações.

Salão das orações[editar | editar código-fonte]

O salão das orações, também conhecido como musalla, não possui mobiliário. As cadeiras e os bancos estão ausentes do local, de modo a permitir que o maior número de crentes o possam ocupar. Ao contrário de outros locais de culto, as imagens de pessoas, de animais e de figuras religiosas não existem no salão, devido à oposição do islão à representação da figura humana e por se considerar que os muçulmanos devem fixar a sua atenção em Deus.

Do lado oposto à entrada para o salão de orações encontra o muro qibla. Este muro deve estar posicionado numa linha perpendicular à cidade de Meca. Os crentes rezam em filas paralelas à qibla e assim ficam virados em direcção a Meca. Em geral no centro deste muro está o mirhab, um nicho que por vezes é ricamente decorado. Durante a oração da sexta-feira um púlpito ou minbar é colocado perto do mirhab, a partir do qual é dado o sermão (khutba). O minbar é feito de madeira, pedra ou mármore e muitos são portáteis.

Funções religiosas[editar | editar código-fonte]

Mesquita de Macau, Macau, China

Orações[editar | editar código-fonte]

Todos os muçulmanos adultos devem realizar o salá (oração pública), cinco vezes por dia, prostrando-se em direcção de Meca. Embora algumas mesquitas mais pequenas, com congregações pequenas, só ofereçam alguns dos serviços de orações, a maioria das mesquitas oferece as cinco orações diárias: antes do nascer do sol, ao meio-dia, na parte da tarde, após o por-do-sol e de noite. Não é necessário rezar nas mesquitas, mas de acordo com um hadith realizar a oração junto com outros muçulmanos é mais piedoso do que rezar sozinho.

A sexta-feira é o dia em que a comunidade islâmica se reúne, na mesquita, ao meio-dia, para a oração. Em seguida, realiza-se o khutbah, isto é, o discurso que não é um simples sermão religioso. Nele aprofundam-se as questões sociais, políticas, morais e tudo o que interessa à comunidade islâmica.

A sexta-feira, portanto, é mais que um dia de descanso, como o sábado dos judeus ou o domingo dos cristãos. É o dia da semana em que a comunidade islâmica que se reúne. Dependendo do país onde se encontre, a sexta-feira pode até ser um dia de trabalho, mas todos fecham os seus negócios pelo menos na hora do khutbah.

A oração funerária, ou salat ul-janazah, é feita na mesquita, para um muçulmano falecido, estando presentes os seus familiares e amigos. Ao contrário das orações diárias, as orações funerárias são de uma maneira geral realizadas no exterior da mesquita, no pátio.

No calendário islâmico existem duas grandes festas ou Eids: Eid ul-Fitr e Eid ul-Adha. Em ambas ocasiões são feitas orações especiais nas mesquitas na parte da manhã. As orações destas festas devem ser feitas em grandes grupos, de modo que as grandes mesquitas acolhem não só os seus visitantes habituais, mas os crentes que frequentam outras mesquitas mais pequenas.

Eventos do mês do Ramadã[editar | editar código-fonte]

O mês mais sagrado do islão, o Ramadão, é observado através de várias práticas. Dado que os muçulmanos praticam o jejum durante o dia durante o Ramadão, as mesquitas celebram uma refeição que quebra o jejum (iftar) entre o momento que decorre após o por-do-sol e a oração da noite. A comida é fornecida, pelo menos em parte, pelos membros da comunidade. Tendo em conta que a comunidade é fundamental para proporcionar estes jantares, as mesquitas que possuem pequenas congregações não poderão oferecer estas refeições de uma maneira diária. Nestas ocasiões, as mesquitas convidam muitas vezes os pobres a comer, ato considerado como uma forma honrosa de piedade no mês do Ramadão.

Caridade[editar | editar código-fonte]

O terceiro dos "Cinco pilares do Islão" estabelece que cada muçulmano devem dar aproximadamente 2,5% dos seus rendimentos (zakat). Uma vez que as mesquitas constituem o centro das comunidades muçulmanas, elas são o local onde os muçulmanos vão para doar o zakat ou para recolhê-lo. Antes da festa de Eid ul-Fitr as mesquitas também recolhem um zakat especial que serve para ajudar os muçulmanos mais pobres a participar nas orações e celebrações associadas à festa.

Funções sociais[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Uma das funções mais comuns das mesquitas é abrigar instituições educativas. Algumas mesquitas, especialmente aquelas que se situam em países onde não existem escolas islâmicas financiadas pelo estado, possuem escolas a tempo inteiro que ensinam aspectos da religião islâmica, assim como aspectos do ensino geral. Estas escolas a tempo inteiro têm em geral estudantes do ensino primário e médio. A maioria das mesquitas possuem também escolas a tempo parcial, que funcionam à noite ou ao fim-de-semana. Este último tipo de aulas estão orientadas basicamente para o ensino de aspectos da religião islâmica a todas as classes etárias; nos países onde o islão não é a religião da maioria da população ensina-se o árabe e realizam-se leituras do Alcorão.

Nos Estados Unidos e na Europa é também possível encontrar aulas dirigidas a pessoas que se converteram recentemente ao islão cujo objectivo é ensinar pontos básicos da religião. As mesquitas também poderão fornecer aulas sobre a jurisprudência islâmica.

Papel político[editar | editar código-fonte]

Na história muçulmana, quase todas as revoluções e levantes populares começaram após esses discursos na mesquita.

A Jihâd que, normalmente é traduzida como guerra santa contra os infiéis, num sentido mais literal significa guerra no caminho de Alá, e obriga todo o fiel a defender a sua comunidade e o que ficou decidido e proclamado no khutbah.

Devido a esses possíveis desdobramentos políticos, nos países onde o governo não é muçulmano ou, embora muçulmano, não é fundamentalista, agentes especiais são enviados para observar e vigiar, nessa momento, as mais importantes mesquitas do país.

Em outros lugares, onde a ligação do governo com Islã é mais estrita, o texto do khutbah deve ser apresentado às autoridades civis, e ter a sua aprovação, antes de ser lido. Nas mesquitas financiadas pela Arábia Saudita (maioria nos países europeus), os imãs ou chefes das mesmas são impostos pela monarquia saudita, razão pela qual ela tem total controle sobre essas mesquitas.

Influência da Arábia Saudita[editar | editar código-fonte]

As mesquitas são geralmente mantidas com os recursos (esmolas) dos fiéis de cada comunidade onde se inscrevem. As do mundo ocidental são financiadas, em sua maioria, pela Arábia Saudita que adquire desse modo o direito de impor-lhes os seus imãs e a sua ideologia. A Arábia Saudita segue uma corrente religiosa conhecida como Wahhabismo.

Embora o movimento saudita de promoção da sua forma de islão remonte aos anos 60, foi só no começo dos anos 80, após a revolução islâmica no Irão, que o governo saudita começou a financiar a construção de mesquitas por todo o mundo. Estima-se que este governo tenha gasto cerca de quarenta e cinco milhões de dólares em doações para a construção de mesquitas e escolas islâmicas. O jornal saudita Ain al-Yaqeen publicou em 2002 uma notícia que dava conta da construção de cerca de 1500 mesquitas e 2000 centros islâmicos em países onde os muçulmanos não são a maioria da população.

Normas[editar | editar código-fonte]

Uma vez inaugurada, a mesquita torna-se um espaço sagrado que supera o fato de ser simplesmente um lugar religioso porque, sendo sagrado, deve ser respeitado e venerado e, portanto, somente a comunidade decide quem pode ser admitido dentro desse espaço e quem não pode, porque sua presença o profanaria.

Vestuário[editar | editar código-fonte]

Segundo o islão, os muçulmanos devem vestir-se de forma modesta. Em consequência, embora muitas mesquitas não forcem explicitamente regras, homens e mulheres devem ter em mente estarem vestidos de forma modesta quando frequentem a mesquita. Os homens devem visitar a mesquita com roupas largas que não revelem as formas do corpo. As mulheres também devem seguir o mesmo padrão, com blusas e calças que cubram os pulsos e tornozelos. Muitas mesquitas também pedem às mulheres não muçulmanas para que coloquem um lenço de acordo com o conceito de "hijab".

Segregação dos géneros[editar | editar código-fonte]

A lei islâmica (charia) estabelece que os homens e as mulheres devem ocupar posições separadas no salão das orações; mais especificamente, as mulheres devem ficar atrás dos homens. O profeta Muhammad considerava que as mulheres deveriam rezar em casa e de acordo com um hadith, ele teria afirmado que a "a melhor mesquita para as mulheres é a parte interior das suas casas". O califa Omar foi ao ponto de proibir as mulheres de frequentarem a mesquita e determinou que elas deveriam rezar em casa.

Hoje em dia muitas mesquitas determinam como local reservado às mulheres um quarto separado ou uma área atrás de uma cortina, onde elas não podem ver o imam. As mesquitas no sul e sudeste da Ásia colocam homens e mulheres em salas separadas. Em cerca de dois terços das mesquitas dos Estados Unidos as mulheres rezam atrás de cortinas ou em áreas separadas, não no salão principal; algumas mesquitas não admitem sequer a presença de mulheres. Cerca de um quarto das mesquitas não oferecem programas dedicados às mulheres e um terço não as admitem nos órgãos de gestão.

Mesquitas no Brasil[editar | editar código-fonte]

Existem mesquitas nas principais cidades do país, localizadas geralmente nos pontos de maior concentração de imigrantes árabes e seus descendentes.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Mesquita

Centro Islâmico do Amazonas (localizado em Manaus,Amazonas)