Mesquita de Al-Aqsa

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Mesquita de Al-Aqsa

A Mesquita de Al-Aqsa situa-se na cidade de Jerusalém, mais concretamente na área da Cidade Antiga, na parte sul do Haram al-Sharif (o "Nobre Santuário"), terceiro local sagrado para o islão, depois de Meca e Medina (o judaísmo designa este espaço por Har ha-Bayit, Monte do Templo). É a maior mesquita de Jerusalém, tendo capacidade para receber cerca de cinco mil pessoas.

Índice

Nome [editar]

O nome Mesquita de Al-Aqsa traduz-se como "a mesquita distante" e alude a uma passagem do Alcorão na qual se descreve uma viagem nocturna do profeta Muhammad (Maomé) desde Meca à "mesquita distante" (al-masjid al-aqsa). Esta viagem é conhecida como Isra e embora não seja mencionada no Alcorão o nome de Jerusalém, as tradições islâmicas posteriores identificaram o local como o Monte do Templo em Jerusalém. De acordo a visão islâmica, a partir deste ponto Muhammad ascendeu ao céu (a Miraj) onde dialogou com profetas como Moisés antes de se encontrar com Deus.

Estrutura [editar]

A estrutura atual da mesquita é, no essencial, do século XI. A planta corresponde a de uma basílica com uma nave central ladeada por seis naves laterais. Não possui o habitual pátio das mesquitas, onde se realizam as abluções. A cúpula do edifício está folheada a prata.

História [editar]

Mesquita de Al-Aqsa. Fotografia realizada entre 1890 e 1900

A mesquita foi mandada construir pelo califa omíada Abd al-Malik ibn Marwan (que também ordenou a construção do Domo da Rocha) no final do século VII. Sobre o local onde foi construída já existia uma pequena mesquita do tempo do califa Omar. Em 705, no tempo do califa al-Walid, a mesquita já se encontra pronta.

Em 748, um sismo destruiria a mesquita, que foi reconstruída pelos califas abássidas, al-Mansur e al-Mahdi. Um novo abalo de terra em 1033 danificou de novo a estrutura, que foi reconstruída dois anos depois pelo califa fatímida al-Zahir.

Durante o período do reino de Jerusalém, a estrutura serviu como palácio real e mais tarde como quartel general dos Cavaleiros Templários. Quando Saladino conquistou Jerusalém, o espaço retornou às suas funções de mesquita. Saladino ofereceu à mesquita um mihrab (nicho das orações) ricamente decorado, assim como um minbar (púlpito) de madeira de cedro.

Entre 1938 e 1942, a mesquita foi alvo dos últimos grandes trabalhos de restauração e continua sendo até hoje. O italiano Benito Mussolini ofereceu colunas de mármore de Carrara. Em 1969 o turista cristão australiano Dennis Michael Rohan lançou fogo à mesquita, provocando grandes danos, como a destruição do minbar doado por Saladino.

Esta mesquita, bem como o Domo da Rocha, tornou-se um dos símbolos do movimento nacionalista palestiniano. Quando o estado de Israel conquistou Jerusalém Oriental em 1967, procedendo à reunificação da cidade, manteve a administração da mesquita nas mãos dos muçulmanos.

Bibliografia [editar]

  • Merriam-Webster's Encyclopedia of World Religions. Merriam-Webster, 2000. ISBN 0-87779-044-2
  • PETERSON, Andrew - Dictionary of Islamic Architecture. Routledge, 1994. ISBN 0-415-06084-2
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