Mesquita de Amr ibn al-As

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Mesquita de Amr ibn al-As
Pátio da mesquita.
Pátio da mesquita.
Local Cairo
País Egito
Coordenadas 30° 0′ N 31° 14′ E
Religião Islamismo



Início da construção 641[1]



A Mesquita de Amr ibn al-As (em árabe: جامع عمرو بن العاص), também chamada de Mesquita de Amr, foi originalmente construída em 642,[2] como o centro da recém-fundada capital do Egito, Fustat. Foi a primeira mesquita construída no Egito e, por extensão, a primeira mesquita no continente da África.[3] [4]

A mesquita foi erigida no local onde o comandante do exército conquistador, o general Amr ibn al-As montou a sua tenda.[2] Um dos cantos da mesquita contém o túmulo de seu filho, Abd Allah ibn 'Amr ibn al-'As. Devido à extensa reconstrução ao longo dos séculos, nada do edifício original permanece,[2] mas a mesquita reconstruída é um marco histórico importante, e pode ser visto no que hoje é conhecido como o "Velho Cairo". É uma mesquita ativa com uma congregação devota, e quando as orações não estão ocorrendo, é aberta a visitantes e turistas.[3]

Localização[editar | editar código-fonte]

A entrada para a Mesquita de Amr Ibn al-As.

Segundo a tradição, o local original foi escolhido por um pássaro. Amr Ibn al-As, por ordem do califa Omar, foi o primeiro conquistador árabe do Egito e em 641, antes que ele e seu exército atacassem a cidade de Alexandria (na parte noroeste do delta do rio Nilo), Amr montou sua tenda no lado leste do rio, na parte sul do delta.[carece de fontes?]

Conforme a lenda, pouco antes de Amr partir para a batalha, uma pomba pôs um ovo na sua tenda. Quando Amr voltou vitorioso, ele escolheu o site da pomba do ovo sagrado para a nova capital,[carece de fontes?] e fez dele o centro de sua nova cidade, Fustat, ou Misr al-Fustat , "Cidade das Tendas". Posteriormente, a Mesquita de Amr foi construída no local da sua tenda.[2]

Estrutura[editar | editar código-fonte]

A planta original era um simples retângulo, de 29 metros de comprimento por 17 metros de largura.[2] Era um galpão baixo construido com pedras e tijolos de barro, com colunas feitas troncos de palmeira, e coberto por um telhado de madeira e folhas de palmeiras, sendo o chão de cascalho. Nestas primeiras mesquitas havia poucos requerimentos a serem obedecidos, e mesmo os minaretes não eram essenciais, a única indispensável exigência era que fosse orientada em direção de Meca[2] No interior do edifício a orientação para Meca não foi marcada por um nicho côncavo, como seria em todas as mesquitas posteriores, em vez quatro colunas foram usadas para apontar a direção de Meca, e foram inseridas na parede de qibla. A mesquita era grande o suficiente para fornecer espaço de oração para o exército de Amr, e não possuía outros adornos.[3]

Vista interior da mesquita

Foi completamente reconstruída em 672 por Muawiya,[5] que acrescentou quatro minaretes a cada um dos cantos da mesquita e dobrou sua área de tamanho. A adição desses minaretes permitiu que a chamada para a oração fosse ouvida em toda a cidade, e nas outras mesquitas próximas. Esta adição foi provavelmente inspirada na Grande Mesquita de Damasco.[2]

Abd al-Aziz ibn Marwan acrescentou uma extensão na mesquita em 698 e mais uma vez dobrou área dela. Em 711 um nicho de oração côncavo foi adicionado para substituir o nicho plano.[5] Em 827, Abd Allah ibn Tahir fez mais adições à mesquita[2] [6] e alguns anos depois, o califa abássida Al-Mamun, acrescentou uma nova área, no lado sudoeste, aumentando as dimensões da mesquita de 120m por 112m, sendo ampliada para o seu tamanho atual.[2] Esta tinha sete corredores novos construídos, paralelos à parede da qibla. Cada corredor tinha uma arcada de colunas, com a última coluna em cada linha ligada à parede por meio de uma peça de madeira (arquitrave) esculpida com um friso. Naquela época, a pequena mesquita de lama não é mais que uma memória distante: as paredes eram de pedra e agora os troncos de palmeira tinham sido substituídos há muito tempo por colunas de mármore.[2]

A única parte da antiga estrutura da mesquita, que ainda pode ser vista, são algumas das arquitraves ao longo da parede sul da mesquita. Estas foram provavelmente adicionada durante a reconstrução no ano de 827.[6]

Em 1169, Fustat foi deliberadamente queimada por ordem do vizir Shawar,[7] para evitar que a cidade ao ser tomada pelos exércitos cruzados chefiados por Amalrico I rei de Jerusalém, fosse utilizada como base logística deles,[8] fazendo com que o centro do poder se deslocasse para o norte, onde uma nova cidade tinha sido fundada alguns anos antes.[1]

Após os cruzados serem expulsos, e o Egito conquistado pelo exército de Nur al-Din,[8] [9] Saladino assumiu o poder, reconstruindo a mesquita em 1179.[7]

No século XVIII um dos líderes dos mamelucos, Murad Bey destruiu a mesquita por causa da dilapidação e a reconstruí em 1796, antes da chegada de expedição francesa ao Egito liderada por Napoleão. [2] Mourad diminuiu o número de fileiras de colunas e alterou a orientação dos corredores para torná-los perpendiculares à parede da qibla. Foi também provavelmente nesta altura que os remanescentes correntes minaretes foram adicionados.[6]

No século XX, durante o reinado de Abbas II do Egito, a mesquita passou por outra restauração, sendo partes da entrada reconstruídos em 1980.[3]

Referências

  1. a b "Mosque of Amr Ibn Al-As" (em en). Encyclopedia Britannica. Página visitada em 23 de março de 2013.
  2. a b c d e f g h i j k Doris Berhens-Abouseif (1989). "Islamic Architecture in Cairo: An Introduction (Muqarnas Supplement)" (em en) pp. 47-50. Google Books. Página visitada em 23 de março de 2013.
  3. a b c d "Eyewitness Travel: Egypt". [S.l.: s.n.]. p. 124. ISBN 978-0-7894-9718-5
  4. "Mosque of Amr ibn al-As" (em en). Ask Aladim. Página visitada em 23 de março de 2013.
  5. a b "La mosquée de Amr ibn Al-As". Islamophile. Página visitada em 8 de outubro de 2010.
  6. a b c "Dictionary of Islamic Architecture –Mosque of Amr" (em en). Arch Net org.. Página visitada em 23 de março de 2013.
  7. a b "La première mosquée d'Afrique". Islamophile. Página visitada em 8 de outubro de 2010.
  8. a b René Grousset. "Histoire des croisades et du royaume franc de Jérusalem- II. 1131-1187 ". [S.l.]: Perrin, Paris. p. 487-509.
  9. Amin Maalouf. "Les croisades vues par les arabes". [S.l.]: J’ai lu, Paris. p. 195-8. ISBN 978-2-290-11916-7

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Creswell, K.A.C. 1940. Early Muslim Architecture, vol. II. Oxford University Press. Reimprimida por Hacker Art Books, New York, 1979.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Nota[editar | editar código-fonte]

  • Texto inicialmente baseado na tradução dos artigos «Mosque of Amr ibn al-As» na Wikipédia em inglês (acessado nesta versão) e «[[Mosquée Amr ibn al-As:|]]» na Wikipédia em <código de língua não reconhecido>.


Visão panorâmica do interior da Mesquita