Metal pesado

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Quimicamente, alguns autores definem os metais pesados como um grupo de elementos situados entre o cobre e o chumbo na tabela periódica tendo pesos atômicos entre 63,546 e 200,590 e densidade superior a 4,0 g/cm3.

Os seres vivos necessitam de pequenas quantidades de alguns desses metais, incluindo cobalto, cobre, manganês, molibdênio, vanádio, estrôncio, e zinco, para a realização de funções vitais no organismo. Porém níveis excessivos desses elementos podem ser extremamente tóxicos. Outros metais pesados como o mercúrio, chumbo e cádmio não possuem nenhuma função dentro dos organismos e a sua acumulação pode provocar graves doenças, sobretudo nos mamíferos, como câncer e outras doenças graves.

Quando lançados como resíduos industriais, na água, no solo ou no ar, esses elementos podem ser absorvidos pelos vegetais e animais das proximidades, provocando graves intoxicações ao longo da cadeia alimentar.

Terminologia[editar | editar código-fonte]

Um pré-requisito para a utilização segura do termo "metal" é sua classificação pela tabela periódica dos elementos químicos. Os metais são quimicamente definidos como elementos que conduzem eletricidade e calor, têm um brilho metálico, são maleáveis e dúcteis, formam cátions (porque perdem elétrons) e óxidos básicos. A partir dessa definição, a maioria dos elementos pode ser classificada como metais. A palavra "metal", no contexto dos metais pesados, pode se referir ao elemento puro, a um composto ou a uma liga que contenha mais de um elemento metálico.

Convencionalmente na química, a palavra "pesado" implica alta densidade. Uma das mais antigas definições do termo "metais pesados" é a de de Bjerrum (1936) e baseia-se na densidade da forma elementar do metal. Ele classifica esses metais como sendo aqueles com densidades elementares acima de 7 g/cm3. Já em 1964, os editores da Van Nostrand's International Encyclopaedia of Chemical Science, assim como, em 1987, os editores do Grant and Hackh's Chemical Dictionary, incluíram metais com densidade em torno de 4 g/cm3. E essa imprecisão do valor de massa específica a partir do qual o metal poderia ser classificado como "pesado" ainda persiste.

Atualmente, os critérios de classificação para os metais pesados, segundo artigo publicado pela IUPAC, leva em consideração os seguintes critérios: massa específica, massa atômica, número atômico, outras propriedades químicas e toxicológicas, além de outras definições não químicas, utilizadas antes de 1936. [Referências: DUFFUS, JOHN H. “HEAVY METALS”—A MEANINGLESS TERM?(IUPAC Technical Report). Pure Appl. Chem., Vol. 74, No. 5, pp. 793–807, 2002.]

Além disso, o termo "metal pesado" torna-se muitas vezes inadequado para referência a materiais que apresentam características físicas de metais e comportamento químico de não metais.

Principais metais pesados contaminantes[editar | editar código-fonte]

Mercúrio

O termo "metal pesado" costuma ser associado com contaminação e toxicidade e ecotoxicidade. Tais metais (e também os metalóides) são quimicamente muito reativos e bioacumuláveis, ou seja, os organismos não são capazes de eliminá-los.

O fato de associarmos a expressão "metal pesado" a essa ideia de toxicidade nos traz uma imprecisão, pois a regra fundamental da toxicologia (segundo Paracelsus) é a de que todas as substâncias (incluindo o carbono e todos os outros elementos e seus derivados) podem ser tóxicas a partir de uma dose alta o suficiente. O grau de toxicidade de metais varia grandemente de metal para metal e de organismo para organismo. Metais puros raramente, ou nunca, são muito tóxica, exceto quando encontrarem-se como pós muito finos, o que pode ser prejudicial para os pulmões independentemente de qualquer que seja a substância.

Os principais metais pesados contaminantes são:

- Arsênico: causa problemas nos sistemas respiratório, cardiovascular e nervoso.

- Chumbo: atinge o sistema nervoso, a medula óssea e os rins.

- Cádmio: causa problemas gastrointestinais e respiratórios.

- Mercúrio: se concentra em diversas partes do corpo, como pele, cabelo, glândulas sudoríparas e salivares, tireóide, sistema digestivo, pulmões, pâncreas, fígado, rins, aparelho reprodutivo e cérebro, provocando inúmeros problemas de saúde.

- Cromo: provoca irritação na pele e, em doses elevadas, câncer.

- Manganês: causa problemas respiratórios e efeitos neurotóxicos.