Metamorphoses

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Metamorphoses
metAMORphoses
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Drama
Criador(es) Tânia Lamarca
Arlette Siaretta
Letícia Dornelles
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Del Rangel
Tizuka Yamasaki
Pedro Siaretta
Elenco Vanessa Lóes
Luciano Szafir
Paulo Betti
Jackeline Petkovic
Paolla Oliveira
Ricardo Macchi
Gianfrancesco Guarnieri
Luciene Adami
ver mais
Tema de abertura "Olhar de mulher", por Leila Pinheiro
Empresa(s) de produção Casablanca
Exibição
Emissora de
televisão original
Brasil Rede Record
Formato de exibição 1080i (HDTV)
480i (SDTV)
Transmissão original 14 de março de 200427 de agosto de 2004
N.º de episódios 120

Metamorphoses é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Record e exibida entre 14 de março de 2004 e 27 de agosto de 2004, totalizando 120 capítulos. Escrita por Arlette Siaretta e Letícia Dornelles sob a produção executiva da empresa Casablanca, teve a direção de Del Rangel e Tizuka Yamasaki na primeira fase e Pedro Siaretta na segunda fase. A classificação indicativa da novela é de imprópria para menores de 12 anos.[1]

Vanessa Lóes e Luciano Szafir protagonizaram a primeira fase nos papeis de Circe Cipriatis e Lucas Mendonça, enquanto Jackeline Petkovic e Szafir foram os responsáveis pelos papeis principais na segunda fase. Paolla Oliveira, Ricardo Macchi, Luciene Adami, Paulo Betti, Gianfrancesco Guarnieri, Joana Fomm, Zezé Motta, Lúcia Alves, Kissei Kumamoto e Deyve Rose interpretaram os demais personagens principais.

A cantora Leila Pinheiro executou o tema de abertura, "Olhar de mulher", presente em um CD lançado pela Record Produções e Gravações, contendo a trilha sonora da trama. O título Metamorphoses é uma analogia às mudanças físicas que os jovens se submetem em busca de um corpo padronizado e também é o nome de uma clínica cirúrgica, cenário principal da telenovela. Foi recebida negativamente pela mídia e pelo público e considerada "uma cirurgia plástica malsucedida", segundo Daniel Bergamasco, da revista ISTOÉ Gente.[2]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Após O Espantalho (1977), produzida em parceria com a TV Tupi e TVS, a teledramaturgia da Record sofreu uma pausa durante a década de 1980.[3] Voltou anos depois com o desenvolvimento de Direito de Vencer e Canoa do Bagre em 1997,[4] [5] mas parou suas produções e terceirizou as minisséries Uma Janela para o Céu (1997),[6] Velas de Sangue (1997),[7] A Sétima Bala (1997),[8] Do Fundo do Coração (1998)[9] e a novela Estrela de Fogo (1998) pela produtora VTM.[10] Louca Paixão (1999) e Tiro e Queda (1999) foram produzidas pela JPO.[11] [12]

Na década de 2000, investiu em Marcas da Paixão (2000),[13] Vidas Cruzadas (2000) e Roda da Vida (2001).[14] Nenhuma dessas produções obteve um lucro e uma audiência satisfatórios. Dessa forma, a Rede Record decidiu exibir a telenovela venezuelana Joana, a virgem e, em seguida, a colombiana Um Amor de Babá.[15] [16] Da mesma maneira, os índices foram abaixo do esperado e os produtores de teledramaturgia resolveram iniciar Metamorphoses propondo atores renomados e história objetiva, a fim de conquistar a vice-liderança.[17]

Produção[editar | editar código-fonte]

Após três anos sem exibir nenhuma telenovela brasileira, a Rede Record decidiu estabelecer uma parceria com a empresa Casablanca, a qual já era encarregada pela produção da série Turma do Gueto, para retornar à teledramaturgia com uma trama que tematizasse os padrões de estética e beleza.[18] Para isso, a emissora arcou com 30 milhões de reais para a preparação de cenários, escolha de elenco e publicidade a fim de conquistar a vice-liderança na audiência.[17]

Cquote1.svg O fato de projetarmos chegar à segunda posição não é uma obsessão. Acreditamos no sucesso de um investimento maciço. A concorrência está ficando mais acirrada [...] Estamos pondo na cesta o que o público e o mercado querem: novelas, esporte, jornalismo, programas infantis, séries. Vai ter de tudo e com boa qualidade. Isso não encontramos nas outras emissoras. Cquote2.svg
Diego Munhoz, ex-presidente da Rede Record.[19]

Mário Prata foi contratado para ser roteirista, Tizuka Yamasaki para diretora,o espanhol Affonso Beato,que havia trabalhado com Pedro Almodóvar e Édgar Moura para diretores de fotografia.[20] As filmagens, portanto, começaram em fevereiro de 2004 com a previsão de elaboração de 144 capítulos.[21] A princípio, a produção permanecia estável, mas Prata desistiu de escrever a trama afirmando que a produtora Arlette Siaretta, dona da Casablanca, fez modificações drásticas em seu texto e não aceitou a mudança do título da telenovela para Joia Rara.[22] [23] Com isso, Siaretta se encarregou de ser a roteirista e decidiu esconder da mídia que tinha assumido o texto para atrair a curiosidade do público, recaindo autoria ao pseudônimo Charlotte Karowski.[24]

A telenovela foi a primeira captada totalmente em alta definição, dando um acabamento semelhante ao de séries dramáticas estadunidenses.[25] Para a produção de cada capítulo, a emissora investiu 120 mil reais na utilização de tecnologias e gravações de externas.[26] A Casablanca ainda procurou 150 histórias relacionadas à cirurgia plástica para garantir a veracidade dos fatos apontados na trama.[27]

Escolha do elenco[editar | editar código-fonte]

A emissora pediu para a produtora Casablanca assinar contrato com pelo menos quatorze atores renomados e conhecidos por trabalhos grandiosos.[17] Gianfrancesco Guarnieri e Zezé Motta foram os primeiros confirmados em Metamorphoses.[28] Luciene Adami foi anunciada para ser a protagonista, porém a produtora preferiu que ela ficasse com o papel antagônico.[29] A atriz Tallyta Cardoso entrou em consenso com a produção da telenovela e decidiram que ela ia fazer uma cirurgia no nariz e implante de silicone para o processo ser transmitido na trama.[30] O mesmo foi realizado com Cristiane Rebello, Miss Brasil Beleza Internacional 1992, que fez uma participação especial mostrando a lipoaspiração.[31] Os demais atores, incluindo os protagonistas, foram anunciados na campanha de lançamento da telenovela.[32]

Em uma tentativa de melhorar a audiência, foi lançada a segunda fase de Metamorphoses, sofrendo mudanças consideráveis tanto no texto quando no elenco. Paulo Betti, Lúcia Alves, Kissei Kumamoto e Francisca Queiroz saíram da história e suas personagens tiveram seus desfechos na primeira fase.[32] Portanto, Jackeline Petkovic foi colocada como protagonista e par-romântico de Luciano Szafir, enquanto Paolla Oliveira e Ricardo Macchi foram anunciados como os antagonistas da nova fase.[33]

Cenário e caracterização[editar | editar código-fonte]

Os primeiros capítulos de Metamorphoses foram marcados por cenas gravadas em Tóquio, Japão.

A clínica de cirurgia plástica intitulada Metamorphoses foi o cenário principal da maior parte das tramas da telenovela.[29] As primeiras cenas foram gravadas em Tóquio, onde foram enviados os atores e a equipe técnica para tematizar a Yakuza, membros da organização criminosa transnacional originários do Japão.[34] A exibição de um núcleo japonês foi comentado por Siaretta: "O formato se anuncia inovador. A história terá um misto de reality show e ficção [...] quase inédito, só Os Imigrantes (1981) mostrou uma colônia japonesa".[35]

Uma mansão de 5 mil metros quadrados foi construída em São Paulo para algumas filmagens que não envolvem a clínica de cirurgia plástica ou a temática japonesa.[26] Na avenida República do Líbano, foi alugado um casarão, onde funcionou de locação para a clínica, um spa e um restaurante japonês.[36] Uma cena de atropelamento de carro presente no primeiro capítulo foi extraída do filme Intersection (1994), dirigido por Mark Rydell.[37]

Enredo[editar | editar código-fonte]

A história transcorre da seguinte forma:

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Primeira fase[editar | editar código-fonte]

"O detalhe que nem a mídia percebeu é que Metamorphoses é uma novela-seriado. Seus capítulos são enriquecidos com novas tramas e de um novo contexto. A evolução dessa novela marca um novo paradigma da teledramaturgia brasileira".

—Marina Monzilla, jornalista da ISTOÉ Gente.[38]

Durante a Revolução Russa de 1917, a valiosa joia de Braque desapareceu misteriosamente.[34] Em 2004, a Yakuza, uma organização criminosa transnacional procurou Circe Cipriates para descobrirem sobre o roubo da joia e obrigá-la a fazer um transplante facial em Takashi Mifune, líder da máfia japonesa. Após saber dos fatos, ela foge para o Brasil e em seguida sofre um acidente gravíssimo com sua irmã Lia. A irmã pede ao cirurgião Lucas para realizar um transplante em Circe, a fim de que ela não seja perseguida.[26] [34]

Após acordar, Lucas percebe que Circe está com amnésia e resolve chamá-la de Lia para assegurar a proteção.[38] A máfia japonesa viaja para o Brasil, acreditando mais ainda que Circe é a responsável pela posse do adorno. Portanto, os membros dessa organização sequestram Paulinho,[39] filho de um delegado renomado, e pedem ajuda a Valentina, Aoki e Aniki para chegar até Circe. O sequestro e a ajuda não contribuíram, uma vez que Valentina foi descoberta por estar com a joia. Após um longo tempo de confusão sobre este assunto, Valentina assassina o chefe da Yakuza e Circe descobre sua verdadeira identidade, é inocentada quanto ao roubo e decide se distanciar de Lucas.[40]

Segunda fase[editar | editar código-fonte]

Na clínica de cirurgia plástica, Lucas conhece Suellen, uma jovem romântica que vive em uma mansão. Kelly, sua irmã, tem muita inveja e planeja várias situações para separá-los.[41] Stella e Ângelo mantém relações pouco conjugais e também decidem conquistar Lucas e Suellen, para que eles se distanciem a partir de ameaças, chantagens e seduções. Teodora, tia de Suellen, sente muita raiva da cunhada Val e determina roubar uma joia muito valiosa para deixá-la nervosa.[42] [43]

Kelly inventa várias mentiras e inicia diversas brigas sem motivos com a irmã. Em uma consulta na clínica, ela encontra Lucas e Suellen juntos, as duas começam uma discussão interminável. Frederico, o pai das irmãs, descobre sobre o plano de Kelly em irritar Lucas e Suellen e castiga a filha com violência.[44]

Fase final[editar | editar código-fonte]

Lucas revela a Diana, sua ex-namorada, que não se sente tão atraído por Suellen como se sentia por Circe.[44] Stella e Ângelo, após capturarem a joia de Braque e venderem para Tallyta, fogem. Tallyta entrega a joia para Lucas, que por sua vez a devolve para a Organização Internacional de Polícia Criminal. Suellen continua vivendo com seus pais em sua mansão. Teodora conta sobre sua tristeza pelo que sofreu na infância e faz as pazes com a cunhada. Circe volta ao Brasil, recebe dez milhões de dólares como recompensa da máfia japonesa, investe parte do capital na clínica e se casa com Lucas.[44]

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Exibição[editar | editar código-fonte]

O primeiro capítulo de Metamorphoses foi exibido no dia 14 de março de 2004, substituindo Um Amor de Babá, na faixa das 20h.[45] Apesar da estreia ocorrer em domingo, a telenovela foi exibida de segunda a sexta, com classificação indicativa de não recomendado para menores de doze anos.[1] O último capítulo da trama foi ao ar em 27 de agosto de 2004, 20 episódios a menos que o previsto,[46] e sendo substituída por A Escrava Isaura.[47]

A vinheta de abertura, também dirigida pelos diretores de fotografia, mostra inicialmente um deserto com uma joia muito brilhante. Essa joia se quebra, dando lugar a diversas borboletas, as quais passam por cenas importantes da história, que representam a clínica de cirurgia plástica que dá nome a telenovela.[48] Leila Pinheiro foi a encarregada pelo tema de abertura, interpretando "Olhar de mulher".[49] Cristina Padiglione, de O Estado de S. Paulo não gostou da abertura e comentou que "a música é um anti-clímax inimaginável para quem está relançando um produto [muito] caro".[50]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Luciano Szafir interpretou Lucas Mendonça,[51] um cirurgião plástico apaixonado por Circe (Vanessa Lóes/Lígia Cortez),[38] que sofre um acidente de carro gravíssimo onde perde a memória. Neste período, Lia (interpretada inicialmente por Lóes) pede ao cirurgião para que sua irmã Circe sofra um transplante facial, de modo que ela se pareça com Lia e possa despistar a máfia japonesa, que pensa ser Circe a encarregada por um roubo de uma joia preciosa. Takashi Mifune (Kissei Kumamoto) é o líder desta máfia e o responsável por chantagens e ameaças.[26]

Dentro do núcleo brasileiro, relacionam-se as personagens Marcos Ventura (Paulo Betti),[52] Eugênio Alencastro (Gianfrancesco Guarnieri),[53] Margot Dubois (Joana Fomm),[22] Isabela Franco (Lúcia Alves), Aspásia (Myrian Muniz), Lourdes (Suely Franco), Prazeres (Zezé Motta),[52] Diana (Luciene Adami), Fábio Fraga (Rodrigo Lombardi) e Carlos Rabelo (Zé Carlos Machado).[29] Por outro lado, no núcleo japonês, estão envolvidas as personagens Ana Valentina (Francisca Queiroz), Joseane (Ilana Kaplan), Ivan (Fernando Pavão), Aoki (Ken Kaneko), Toru (Fábio Yoshihara), Daniela (Lívia Rossi) e Xarope (Sidney Santiago).[51]

A partir da segunda fase, a protagonização de Vanessa Lóes foi substituída por Jackeline Petkovic, a qual interpretou Suellen Madeira, que conhece Lucas Mendonça em uma mansão de Pindamonhangaba.[54] Nesta mansão, Kelly Madeira (Ellen Roche) é irmã invejosa de Suellen. Assim como o roteiro sofreu mudanças significativas, o elenco também sofreu: o núcleo japonês foi extinto[55] e a história ficou focalizada no romance de Lucas e Suellen.[56] Paolla Oliveira e Ricardo Macchi foram os responsáveis pela atuação de Stela Fontes Taylor e Ângelo Souza, os antagonistas dessa fase.[47]

Música[editar | editar código-fonte]

Metamorphoses
Trilha sonora de vários artistas
Lançamento 2004
Gravação 2004
Gênero(s) Bossa Nova
Rock brasileiro
Idioma(s) Português
Gravadora(s) Record Produções e Gravações

O tema de abertura da novela, "Olhar de mulher", é interpretado pela cantora brasileira Leila Pinheiro. A trilha sonora, com produção e lançamento da Record Produções e Gravações conta ainda com cantores como Gal Costa, por "As Time Goes By" e Zizi Possi em "Caminhos cruzados".[57]

N.º Título Música Duração
1. "Olhar de Mulher"   Leila Pinheiro  
2. "As Time Goes By"   Gal Costa  
3. "Você só pensa em grana"   Zeca Baleiro  
4. "Hoje Mesmo"   Nando Reis  
5. "Porta Aberta"   Luka  
6. "Nukegara"   Kazufumi Miyazawa  
7. "Quem sabe isso quer dizer amor"   Milton Nascimento  
8. "Caminhos Cruzados"   Zizi Possi  
9. "O Lobo"   Pitty  
10. "Ó Nega"   Martinho da Vila  
11. "Canción de la Isla"   Kazufumi Mayazawa  
12. "Dublê de Corpo"   Renata Arruda  
13. "Com Palavras"   Lu Schievano  
14. "Joia Rara"   Beth Lamas  

Lançamento e repercussão[editar | editar código-fonte]

Para promover o lançamento, a Rede Record ocupou 1000 dos 6300 outdoors da Grande São Paulo com a campanha de Metamorphoses, sendo a maior campanha em outdoor realizada no país.[58] O programa investigativo Repórter Record exibiu uma reportagem sobre a máfia oriental, organizações criminosas, tráfico de drogas e extorsão um dia após a estreia da telenovela, sendo estes temas alguns dos tratados pela obra.[59]

Audiência[editar | editar código-fonte]

A Rede Record impôs, antes da estreia, uma meta de 20 pontos de média.[60] O primeiro capítulo registrou, consoante o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, 11 pontos de audiência e 17 de pico na Grande São Paulo, índice aceitável visto que estreou em um domingo de grande concorrência no horário nobre.[61] Apesar deste número, a emissora permaneceu em terceiro lugar, atrás de Fantástico, com 33 pontos, e Programa Silvio Santos, com 16 pontos.[62] O segundo episódio registrou apenas 6 pontos, enquanto Jornal Nacional teve 41 pontos e Canavial de Paixões, 11 pontos.[63] Depois de duas semanas de transmissão, a telenovela começou a oscilar entre 4 e 6 pontos, mantendo a posição não esperada pelos produtores.[64]

Em abril, Metamorphoses registrou seus piores números e posições: no dia 20, ficou em quarto lugar, chegando a perder para o TV Fama, da RedeTV!,[65] e no dia 29 teve sua menor audiência, de 0,7 pontos.[66] Com o início da segunda fase, a audiência permaneceu a mesma, variando entre 3 e 5 pontos.[33] Com média de 4 pontos, terminou com 20 capítulos a menos que o planejado, principalmente por causa da audiência insatisfatória.[2]

Avaliação em retrospecto[editar | editar código-fonte]

Antes mesmo de estrear, a telenovela recebeu críticas por sua produção. Em um editorial, periodistas de O Estado de S. Paulo comentaram sobre a coletiva de lançamento de Metamorphoses: "Foi engraçada [...] a nova novela não tem autor! Na ficha técnica, não há nenhuma indicação do autor da trama. Prata fez parte deste time, mas não concordou com mudanças (bem radicais!)".[67] Daniel Castro, da Folha de S. Paulo, disse que "[a telenovela] é conturbada [e] há muita rotatividade em sua autoria".[68] No dia da estreia, a jornalista Laura Mattos deu sua opinião: "Tudo tem jeito de completa piração da TV comandada pela Igreja Universal do Reino de Deus e seu bispo Edir Macedo, a Record [está] a fim de tentar atrair os holofotes e roubar um pedaço da audiência da Globo".[69]

Castro voltou a comentar após a estreia: "Metamorphoses chama a atenção pela qualidade de suas imagens em alta definição. Mas é só. Seu texto e roteiro são anêmicos. Alguns atores ainda não encontraram suas personagens".[70] O escritor e jornalista Xico Sá avaliou positivamente os recursos cinematográficos: "Nos primeiros minutos, imagens de impressionar, alta definição, coisa de cinema [...] mas, ao abrirem a boca, as personagens não tinham o que falar. Quase uma novela muda".[71] Laila Reis reafirmou a ausência de diálogos coesos e coerentes, examinando que "os equipamentos de alta definição fazem realmente diferença e deixam a novela com cara de filme ou série importada. A deserção pode ser creditada ao texto, sem a menor dúvida".[72]

Referências

  1. a b Reis, Laila. (7 de abril de 2004). "Celebridade não cresce em cima da gente". O Estado de S. Paulo. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  2. a b Bergamasco, Daniel. (19 de agosto de 2004). "Final infeliz". ISTOÉ Gente. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  3. O Espantalho (em português) Teledramaturgia. Visitado em 27 de janeiro de 2014.
  4. Direito de Vencer (em português) Teledramaturgia. Visitado em 20 de agosto de 2011.
  5. Canoa do Bagre (em português) Teledramaturgia. Visitado em 20 de agosto de 2011.
  6. Janela para o Céu (em português) Teledramaturgia. Visitado em 20 de agosto de 2011.
  7. Velas de Sangue (em português) Teledramaturgia. Visitado em 20 de agosto de 2011.
  8. A Sétima Bala (em português) Teledramaturgia. Visitado em 20 de agosto de 2011.
  9. Do Fundo do Coração (em português) Teledramaturgia. Visitado em 20 de agosto de 2011.
  10. Estrela de Fogo (em português) Teledramaturgia. Visitado em 20 de agosto de 2011.
  11. Louca Paixão (em português) Teledramaturgia. Visitado em 20 de agosto de 2011.
  12. Tiro e Queda (em português) Teledramaturgia. Visitado em 20 de agosto de 2011.
  13. A seguir, um dramalhão repleto de estrelas (em português) O Globo (30 de janeiro de 2000). Visitado em 27 de janeiro de 2014.
  14. Mousse, Simone. (22 de outubro de 2000). "Vinganças, paixões e interação com o público na nova novela da Record". O Globo. Visitado em 23 de janeiro de 2015.
  15. Antunes, Elizabeth. (3 de novembro de 2002). "Record tem nova novela para ano que vem". O Globo. Visitado em 23 de janeiro de 2015.
  16. Rainho, Rodrigo. (9 de março de 2003). "Babá sexy seduzirá o patrão". Folha de S. Paulo. Visitado em 23 de janeiro de 2015.
  17. a b c Mousse, Simone. (14 de janeiro de 2003). "Novela brasileira e programa dominical". O Globo. Visitado em 6 de janeiro de 2015.
  18. Jimenez, Keila. (12 de dezembro de 2003). "Record quer Sônia Braga em sua próxima novela". O Estado de S. Paulo. Visitado em 6 de janeiro de 2015.
  19. Mousse, Simone. (21 de dezembro de 2003). "'Ibope de novela é como plantação'". O Globo. Visitado em 6 de janeiro de 2015.
  20. Croitor, Cláudia. (28 de dezembro de 2003). "Mário Prata será o autor de nova novela da Record". Folha de S. Paulo. Visitado em 6 de janeiro de 2015.
  21. (9 de janeiro de 2004) "Primeiro escalão". O Estado de S. Paulo. Visitado em 6 de janeiro de 2015.
  22. a b (17 de janeiro de 2004) "Caneta". Folha de S. Paulo. Visitado em 6 de janeiro de 2015.
  23. Del Ré, Adriana. (21 de janeiro de 2004). "Escritor desiste de novela em meio a polêmica". O Estado de S. Paulo. Visitado em 6 de janeiro de 2015.
  24. Giannetti, Cecília. (8 de fevereiro de 2004). "O projeto 'Charlotte K.'". Jornal do Brasil. Visitado em 6 de janeiro de 2015.
  25. Castro, Daniel. (2 de fevereiro de 2004). "Tecnologia". Folha de S. Paulo. Visitado em 7 de janeiro de 2015.
  26. a b c d Mousse, Simone. (8 de fevereiro de 2004). "A meta é fazer algo diferente". O Globo. Visitado em 7 de janeiro de 2015.
  27. Cardoso, Rodrigo. (4 de março de 2004). "A dona da novela". ISTOÉ Gente. Visitado em 7 de janeiro de 2015.
  28. Mattos, Laura. (7 de janeiro de 2004). "Cadeiras". Folha de S. Paulo. Visitado em 6 de janeiro de 2015.
  29. a b c Mousse, Simone. (11 de janeiro de 2004). "Estrelas e enredo bem brasileiro". O Globo. Visitado em 6 de janeiro de 2015.
  30. Castro, Daniel. (23 de janeiro de 2004). "Atriz fará cirurgia plástica real em novela". Folha de S. Paulo. Visitado em 7 de janeiro de 2015.
  31. (6 de março de 2004) "Mais uma cirurgia". O Estado de S. Paulo. Visitado em 7 de janeiro de 2015.
  32. a b Mousse, Simone. (6 de junho de 2004). "O cigano Igor se muda para a Record". Folha de S. Paulo. Visitado em 7 de janeiro de 2015.
  33. a b Mousse, Simone. (20 de junho de 2004). "Duas versões para um atriz só". O Globo. Visitado em 7 de janeiro de 2015.
  34. a b c Castro, Daniel. (16 de janeiro de 2004). "Novela da Record terá máfia japonesa". Folha de S. Paulo. Visitado em 6 de janeiro de 2015.
  35. (8 de fevereiro de 2004) "Mistério e tecnologia em novela da Record". Zero Hora. Visitado em 7 de janeiro de 2015.
  36. Knoploch, Carol. (17 de janeiro de 2004). "Novela da Record tem pretensões de cinema". Folha de S. Paulo. Visitado em 7 de janeiro de 2015.
  37. Castro, Daniel. (27 de março de 2004). "Gato por lebre". Folha de S. Paulo. Visitado em 7 de janeiro de 2015.
  38. a b c Monzilla, Marina. (29 de abril de 2004). "Novela-seriado". ISTOÉ Gente. Visitado em 24 de janeiro de 2015.
  39. Mousse, Simone. (11 de março de 2004). "Próximos capítulos". O Globo. Visitado em 23 de janeiro de 2015.
  40. (30 de maio de 2004) "Próximos capítulos". Jornal do Brasil. Visitado em 23 de janeiro de 2015.
  41. (27 de junho de 2004) "Próximos capítulos". Folha de S. Paulo. Visitado em 23 de janeiro de 2015.
  42. (25 de julho de 2004) "Próximos capítulos". O Globo. Visitado em 23 de janeiro de 2015.
  43. (15 de agosto de 2004) "Próximos capítulos". O Globo. Visitado em 23 de janeiro de 2015.
  44. a b c (22 de agosto de 2004) "Próximos capítulos". O Globo. Visitado em 23 de janeiro de 2015.
  45. Castro, Daniel. (27 de fevereiro de 2004). "Inovação". Folha de S. Paulo. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  46. Mattos, Laura. (6 de agosto de 2004). "Titanic". Folha de S. Paulo. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  47. a b Mousse, Simone. (6 de junho de 2004). "O cigano Igor se muda para a Record". O Globo. Visitado em 23 de janeiro de 2015.
  48. Mattos, Laura. (25 de dezembro de 2004). "A borboleta que virou o King Kong". O Globo. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  49. Tema principal da novela Metamorphoses Music Me. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  50. Padiglione, Cristina. (16 de março de 2004). "Falta liga em Metamorphoses, a novela da Record". O Estado de S. Paulo. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  51. a b Padiglione, Cristina. (16 de março de 2004). "Falta liga em Metamorphoses, a novela da Record". O Estado de S. Paulo. Visitado em 23 de janeiro de 2015.
  52. a b Jimenez, Keila. (27 de fevereiro de 2004). "Record arrisca ao lançar sua novela em um domingo". O Estado de S. Paulo. Visitado em 23 de janeiro de 2015.
  53. Cardoso, Rodrigo. (11 de março de 2004). "Minha vida gira em torno da hemodiálise". ISTOÉ Gente. Visitado em 23 de janeiro de 2015.
  54. Mousse, Simone. (20 de junho de 2004). "Duas versões para uma atriz só". O Estado de S. Paulo. Visitado em 23 de janeiro de 2015.
  55. (3 de junho de 2004) "Metamorphoses 2: a missão". ISTOÉ Gente. Visitado em 23 de janeiro de 2015.
  56. Abramo, Bia. (18 de abril de 2004). "Cheiro de armação domina Metamorphoses". Folha de S. Paulo. Visitado em 23 de janeiro de 2015.
  57. Trilha sonora de Metamorphoses Teledramaturgia. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  58. Castro, Daniel. (28 de fevereiro de 2004). "Invasão". Folha de S. Paulo. Visitado em 7 de janeiro de 2015.
  59. (11 de março de 2004) "Destaque". Jornal do Brasil. Visitado em 7 de janeiro de 2015.
  60. Castro, Daniel. (3 de fevereiro de 2004). "Promessa". Folha de S. Paulo. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  61. Castro, Daniel. (16 de março de 2004). "Prótese". Folha de S. Paulo. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  62. (17 de março de 2004) "Metamorphoses estreia em terceiro lugar no IBOPE". Zero Hora. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  63. Jacintho, Etienne. (17 de março de 2004). "Record aumenta audiência com Metamorphoses". Folha de S. Paulo. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  64. Castro, Daniel. (31 de março de 2004). "TV na mesma". Folha de S. Paulo. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  65. Castro, Daniel. (21 de abril de 2004). "Moribunda". Folha de S. Paulo. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  66. Castro, Daniel. (31 de março de 2004). "Penúria". Folha de S. Paulo. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  67. (4 de fevereiro de 2004) "Novela sem autor". O Estado de S. Paulo. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  68. Castro, Daniel. (22 de janeiro de 2004). "Feiura". Folha de S. Paulo. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  69. Mattos, Laura. (14 de março de 2004). "Record declara guerra contra Globo com o apoio da máfia japonesa". Folha de S. Paulo. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  70. Castro, Daniel. (16 de março de 2004). "Artificial". Folha de S. Paulo. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  71. , Xico. (16 de março de 2004). ""Metamorphoses" é drama em busca de autor". Folha de S. Paulo. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  72. Reis, Laila. (21 de março de 2004). "Metamorphoses é o paraíso do nonsense". O Estado de S. Paulo. Visitado em 25 de janeiro de 2015.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]