Metrô do Rio de Janeiro

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Metrô do Rio de Janeiro
Logo MetroRio2.svg
Botafogometro.jpg
Trem na estação Botafogo do Metrô do Rio de Janeiro
Informações
Proprietário Estado do Rio de Janeiro
Local Rio de Janeiro Brasil
Tipo de transporte Ferroviário (Metrô)
Número de linhas 2 em operação
1 em construção
1 em licitação
1 em projeto
Número de estações 36 em operação
6 em construção
8 em projeto
Tráfego 240 mil passageiros/dia(2011)
Website www.metrorio.com.br
www.metrolinha4.com.br
Funcionamento
Início de funcionamento 5 de março de 1979
Início previsto 2016 (linhas 3 e 4)
Operadora(s) Linhas 1 e 2: MetrôRio
Linha 3: não definido
Linha 4: Consórcio Linha 4 Sul
Número de veículos 49 (66 até dezembro de 2015)
Dados técnicos
Bitola 1 600 mm
Velocidade máxima 60km/h
Mapa do sistema valido até março de 2014

Metrorio map1.JPG

O Metrô do Rio de Janeiro é a rede de metrô em operação no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Ela opera desde 5 de março de 1979.

É o segundo metrô mais movimentado em número de usuários por dia no país, transportando diariamente cerca de 640 mil passageiros, totalizando cerca de 180 milhões por ano. Com 36 estações distribuídas em duas linhas, também é o terceiro mais extenso, possuindo uma malha total de 41 km, ficando atrás dos sistemas paulistano (de 74,2 km) e brasiliense (de 42,38 km).[1] [2] [3]

Em 2011 as tarifas do Metrô do Rio de Janeiro foram apontadas como as mais altas do país.[4]

Nos próximos anos, planeja-se que a rede de Metrô do Rio de Janeiro tenha um acréscimo de 38 quilômetros divididos em duas linhas e 20 estações, totalizando 4 linhas e 55 estações. A linha 3, de 22 quilômetros, que, diferentemente do restante do sistema, será um monotrilho, ligará os municípios de São Gonçalo e Niterói, na região metropolitana, sendo futuramente estendida até Itaboraí.[5]

A linha 4, de 16 quilômetros, ligará a estação General Osório, em Ipanema, à estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca. Suas obras encontram-se em curso e a inauguração está prevista para o primeiro semestre de 2016, após um período de testes.[6]

Em 15 de março de 2014 foi inaugurada a Estação Uruguai, estação terminal da Linha 1.[7]

Em abril de 2014 foi divulgado o edital para a contratação do projeto básico e ambiental de uma quinta linha, que ligará, com oito estações, a já em construção Estação Gávea à atual Estação Carioca. [8]

História[editar | editar código-fonte]

Anos 70[editar | editar código-fonte]

Estação Cinelândia, uma das cinco que fazem parte do primeiro trecho do metrô carioca

Em 5 de março de 1979, iniciaram-se as operações do Metrô do Rio de Janeiro. Àquela altura o sistema, com extensão de 4,3 km, era composto apenas pela Linha 1, então com 5 estações: Praça Onze, Central, Presidente Vargas, Cinelândia e Glória.[9]

Apesar do horário de funcionamento reduzido, de 9h às 15h, nos primeiros 10 dias de operação o sistema trasportou mais de 500 mil pessoas, com uma média diária de quase 600 mil passageiros. A estação mais movimentada era a Cinelândia, que respondia por cerca de um terço do movimento.[9]

Nos primeiros meses o metrô funcionou com 4 trens com 4 vagões cada, em intervalos médios de 8 minutos. A operação, restrita aos dias úteis, foi ampliada para o sábado e para até as 23 horas a partir de dezembro do mesmo ano.[9]

Anos 80[editar | editar código-fonte]

Em 1980 foi inaugurada a primeira expansão da malha. A Estação Estácio prolongou o sistema rumo ao norte, enquanto a Estação Uruguaiana foi construída em uma região onde o metrô já passava, a fim de aliviar as demais estações da região central da cidade.[9]

As duas novas estações e o horário ampliado no final do ano anterior fizeram com que o sistema começasse a apresentar superlotação, obrigando o metrô a ampliar o número de vagões em cada composição de 4 para 6.[9]

No início do ano seguinte, em janeiro de 1981 a maior e mais movimentada estação do sistema foi concluída e aberta ao público. A Estação Carioca recebe atualmente cerca de 80 mil passageiros por dia.[9]

Também foi concluída a primeira ampliação da malha rumo a Zona Sul: as estações Catete, Morro Azul (hoje rebatizada de Flamengo) e Botafogo.[9]

Em novembro do mesmo ano a Linha 2 foi inaugurada, levando o metrô da Estação Estácio, no Centro, para a Zona Norte. O primeiro trecho da segunda linha era composto pelas estações São Cristóvão e Maracanã, em frente ao lendário estádio de futebol. [9]

Sinalização na Estação Afonso Pena, uma das três em operação na Tijuca à partir e 1982

Um mês depois foi aberta na Linha 1 a estação Largo do Machado, no bairro do Catete, outra região por onde o metrô já passava mas que não dispunha de estação. Em 1982 foram inauguradas ainda as estações Afonso Pena, São Francisco Xavier e Saens Peña, todas na região da Tijuca.[9]

No ano seguinte, com o objetivo de permitir a conclusão de alongamento da Linha 2, ela passou a funcionar em horário reduzido, de 6h às 14h. Desse horário até as 20h o serviço foi substituído por um sistema de ônibus gratuitos entre as estações Estácio e Maracanã.[9]

Ainda em 1983 foram inauguradas as estações Maria da Graça, Del Castilho (hoje rebatizada de Nova América/Del Castilho), Inhaúma e Irajá. Como no momento do início da operação comercial o trecho não estava totalmente concluído, foi implantado o chamado "Pré-Metro", um sistema de trens não articulados que levavam os passageiros até a estação Maracanã, onde embarcavam no metrô propriamente dito.[9]

O trecho funcionou com Pré-metrô até 1984 quando passou a funcionar completamente. Cinco trens faziam viagens com intervalos de cerca de 6 minutos.[9]

Após quase quatro anos sem novas estações, foi inaugurada em 1988 na Linha 2 a Estação Triagem, integrada com a estação de mesmo nome da SuperVia. Foi criado o cartão Bilhete Único RJ que poderia ser utilizado tanto no metrô quanto no trem, embora sem integração tarifária.[9]

Anos 90[editar | editar código-fonte]

Depois de mais 3 anos sem inaugurações foi aberta em 1991 a Estação Engenho da Rainha e, apenas 5 anos depois, em 1996, as estações Thomaz Coelho e Vicente de Carvalho. As três fazem parte do trecho da Linha 2 entre Nova América e Irajá, onde a linha passava mas não haviam paradas.[9]

Em 1997 foi realizada pela primeira vez a operação especial de Carnaval. No mesmo ano o governo estadual realizou a concessão do sistema. Em 19 de dezembro daquele ano, na Bolsa de Valores do Rio, o Consórcio Opportrans, venceu a concorrência para operar a malha, através da empresa MetrôRio.[9] [10]

Estação Colégio, uma das cinco estações da Linha 2 (verde) inauguradas em 1998

Em 1998, 16 anos após sua última expansão, a Linha 1 voltou a crescer, desta vez em direção a Zona Sul. Foi inaugurada a Estação Cardeal Arcoverde, no tradicional bairro de Copacabana, marcando o início do uso do metrô como um dos principais meios de acesso às praias cariocas.[9]

Entre agosto e setembro do mesmo ano a Linha 2 ganhou uma expansão de grandes proporções. Foram inauguradas as estações Colégio, Coelho Neto, Engenheiro Rubens Paiva, Acari/Fazenda Botafogo e Pavuna, esta última próxima ao limite entre o município do Rio de Janeiro e a Baixada Fluminense.[9]

No ano de 1999 é realizada a primeira operação especial do reveillon.[10]

Anos 00[editar | editar código-fonte]

O início dos anos 2000 foi marcado pelo início da integração do metrô com outros modais. Já no ano 2000 começou a funcionar o bilhete de integração tarifária do metrô com os trens da SuperVia. Dois anos depois, em 2002, começou a funcionar a extensão do sistema através de ônibus, o chamado Metrô na Superfície. Inicialmente os carros partiam da estação final do sistema, a Cardeal Arcoverde, até a Praça General Osório, no bairro de Ipanema.[10]

Veículo do Metrô na Superfície em frente a estação Ipanema/General Osório, extensão do metrô na Zona Sul

Em março de 2003 a Estação Siqueira Campos, a segunda no bairro de Copacabana, é concluída. A extensão Metrô na Superfície passa ter um novo traçado: sai agora da nova estação para o campus da PUC-Rio, no bairro da Gávea, passando por Ipanema e Leblon.[10]

Em 2004, cerca de 25 anos após o início de suas operações, o metrô carioca passa a funcionar também aos domingos. Até 2005 foi implantada ainda a Integração Expressa com a criação de 12 linhas de ônibus que partem de estações metroviárias rumo a bairros próximos não atendidos pelo metrô. Os sistema tem integração tarifária: o passageiro paga a passagem do metrô, R$3,20, e mais um adicional de R$1,15 pela extensão. Os bairros atendidos pelo sistema são Urca, São Cristóvão, Cajú, Cosme Velho, Vila Isabel, Andaraí, Usina, Grajaú, Muda e Cidade Universitária. Além disso o sistema também da acesso à Rodoviária Novo Rio.[10] [11]

Vagão exclusivo para mulheres do metrô do Rio

Atendendo a lei estadual lei 4.733/06 aprovada pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, no dia 24 de abril de 2006 o metrô passa adotar vagões exclusivos para as mulheres.Pintados da cor rosa, eles não podem ser utilizados pelos homens das 6h às 9h e das 17h às 20h.[12]

Em 2007 foi inaugurada a Estação Cantagalo, a terceira de Copacabana e duas novas extensões de ônibus foram criadas. A segunda linha do Metrô na Superfície, da Estação Botafogo à PUC-Rio passando pelos bairros de Humaitá e Jardim Botânico e a Barra Expresso, ligando a Estação Siqueira Campos à região da Barra da Tijuca, passando por Ipanema, Leblon e São Conrado. O Expresso tem tarifação semelhante a da Integração Expressa, enquanto o Metrô na Superfície cobra apenas a tarifa simples do metrô.[13] [10]

Em dezembro naquele ano a concessão do sistema à empresa MetrôRio foi renovada por mais 20 anos. Como contrapartida a empresa teria que fazer uma série de investimentos que somariam cerca de R$1,5 bilhão para melhoria do sistema. Entre as medidas iniciais postas em prática ainda em 2008 esteve a mudança nos itinerários do Metrô na Superfície, para coincidência das paradas finais em um único terminal na PUC-Rio, além de modernização e conclusão dos sistemas de navegação. O projeto fazia parte do programa Metrô no Século XXI, que incluía ainda outra ações executadas pelo estado[14] [10]

No último ano da década é concluída e inaugurada a Estação Ipanema/General Osório, terminal da Linha 1 e para ela são transferidas as extensões Metrô na Superfície e Barra Expresso que partiam da Siqueira Campos.[10]

Anos 10[editar | editar código-fonte]

Em 2010 é inaugurada a Linha 1A, prevista no projeto Metrô no Século XXI. A obra foi executada pela MetrôRio e inaugurada em novembro de 2010 sendo uma ligação entre as estações São Cristóvão, da Linha 2 e Central, com a construção de uma estação intermediária em frente a Prefeitura do Rio de Janeiro, a Estação Cidade Nova.[10]

Vagão na estação Cidade Nova, que só funciona durante os dias úteis

Os trens da Linha 2 passaram, durante a semana, seguir pelo novo trecho, que não passa pela Estação Estácio, antiga ligação entre as duas linhas, e seguir pelos trilhos da Linha 1 até a Estação Botafogo, trecho de maior demanda de passageiros. Apenas nos fins de semanas é que o caminho antigo continua sendo usado, com baldeação entre as linhas em Estácio, e com a Cidade Nova inoperante.[15] [10]

Em 2010 foram iniciadas as escavações da Linha 4. Feita através de uma Parceria Público-Privada a linha, que deve ser entregue até dezembro de 2015 para funcionar plenamente em 2016 ligará a Estação Ipanema/General Osório, atualmente terminal da Linha 1 à região da Barra da Tijuca, principal local a receber os jogos.[16]

Em 2011 o foi iniciada a última obra prevista no programa, a construção da Estação Uruguai, novo terminal da Linha 1, no bairro da Tijuca. A construção ficou a cargo do Governo do Estado do Rio de Janeiro e utilizou túneis já existentes, em uma região chamada de "rabicho da Tijuca". Inaugurada em 15 de março de 2014. [17] [7]

Ainda naquele ano, o governo estadual anunciou a construção da Linha 3, que seguirá inicialmente pelos municípios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A promessa inicial era que a nova linha fosse concluída até 2014, no entanto problemas nos projetos fizeram com que o projeto sofresse sucessivos adiamentos e, só deve ser iniciado em 2014, com previsão de ser concluído em 2015, juntamente com a Linha 4. O contrato para o financiamento do projeto pelo Governo Federal foi assinado em setembro de 2013.[18] [19] [20]

Em abril de 2014 o Metrô Rio anunciou que irá estender o serviço metroviário até o bairro de Méier, e a construção da linha 5 do metrô que irá ligar o bairro da Gávea ao Largo da Carioca.

Linhas[editar | editar código-fonte]

O sistema metroviário do Rio de Janeiro conta atualmente com duas linhas em funcionamento, uma em licitação e uma em construção. A expectativa do governo estadual é que em 2016 as quatro linhas estejam em funcionamento. O sistema tem integração física com ônibus expressos e com os trens da SuperVia. A integração tarifária inclui além destes, os ônibus urbanos e intermunicipais e as barcas.[21] [20]

Metro Rio.PNG
Linha Terminais Inauguração[9] [6] Comprimento (km)[22] [6] Estações[6] Duração das Viagens (min)[23] [6] Funcionamento
1
Laranja
Ipanema/General OsórioUruguai 1979 16 20 40 De segunda a sábado, das 5h00 às 24h00 e aos domingos e feriados, das 7h00 às 23h00.
2
Verde
PavunaBotafogo 1981 25 27[nota 1] 53[nota 2] De segunda a sábado, das 5h00 às 24h00 e aos domingos e feriados, das 7h00 às 23h00
3 CariocaGuaxindiba 2016 22 14 em projeto
4 General OsórioJardim Oceânico 2016 16 6 em construção
5 GáveaCarioca 10 8 em projeto

Linha 1 (laranja)[editar | editar código-fonte]

A Linha 1 (Uruguai ↔ General Osório), de cor laranja, está em operação desde 1979, e liga as proximidades da rua Uruguai no bairro da Tijuca na Zona Norte à Praça General Osório, no bairro de Ipanema. Em seu traçado passa pelo Centro e principais bairros da Zona Sul, sendo o principal acesso às praias de Copacabana e Ipanema.[9]

O trecho entre a Central e a Estação Botafogo é compartilhado, durante os dias úteis com a Linha 2. Nos fins de semana a integração entre as duas se dá unicamente na Estação Estácio.[24]

MetroRJ - Linha 1.png

Linha 2 (verde)[editar | editar código-fonte]

A Linha 2 (Pavuna ↔ Botafogo), de cor verde, está em operação desde 1981, e liga a Pavuna bairro no extremo norte do município do Rio de Janeiro, próximo a Baixada Fluminense ao bairro de Botafogo. Em seu traçado passa pelo Centro e por parte da Zona Sul.[9]

O trecho entre a Central e a Estação Botafogo é compartilhado, durante os dias úteis com a Linha 1. Nos fins de semana a integração entre as duas se dá unicamente na Estação Estácio. A Estação Cidade Nova fica, portanto, fechada.[24]

MetroRJ - Linha 2.png

Linha 3[editar | editar código-fonte]

A Linha 3 (Arariboia ↔ Guaxindiba) está atualmente em processo de licitação e ligará a estação Arariboia (no centro de Niterói) até Guaxindiba em São Gonçalo, na região metropolitana. É prevista ainda a extensão até Itaboraí, ligando-se ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro. Futuramente, poderia se ligar ao Rio de Janeiro através de um túnel passando por debaixo da Baía de Guanabara.[20] [25] [26] .

Construída como um monotrilho, com alguns trechos suspensos e outros subterrâneos. A sua previsão de conclusão é dezembro de 2015, com início das operações em 2016.[20]

Linha 3 - Azul (Metrô Rio).png

Linha 4[editar | editar código-fonte]

A Linha 4 (General Osório ↔ Jardim Oceânico) está atualmente em construção nas zonas sul e oeste do Rio de Janeiro. Ligará a Barra da Tijuca a Ipanema.[6]

A linha se integrará a a Linha 1 em Ipanema e ao sistema de BRT TransOeste na Estação Jardim Oceânico. A sua previsão de conclusão é dezembro de 2015, com início das operações em 2016.[6]

Linha 5[editar | editar código-fonte]

A Linha 5 (Gávea ↔ Carioca) está atualmente em licitação do projeto básico. Ela fara a ligação das Zona Sul ao Centro do Rio de Janeiro.[8]

Anunciada em abril de 2014 a linha se integrará a a Linha 4 na Gávea e às linhas 1 e 2 na Carioca. A ideia do governo estadual é realizar a sua construção utilizando o tatuzão após o término das obras da Linha 4, no fim de 2015.[8] [27]

Estações[editar | editar código-fonte]

Entrada da estação Ipanema/General Osório

Encontram-se em funcionamento 36 estações, sendo que 4 delas mantém integração com os trens da SuperVia e 9 com os ônibus de Integração Expressa, 2 com o Metrô na Superfície e 2 com Barra Expresso. Uma estação encontra-se em testes pré-operacionais, enquanto 6 outras estão em construção. Há ainda licitações para a construção de mais 14 estações.[6] [20] [21] [7]

Todas as estações em funcionamento atualmente tem acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida. Além disso todas passam por processo de atualização de sua sinalização que será bilíngue em sua totalidade.[28]

Frota[editar | editar código-fonte]

A frota de veículos do metrô do Rio de Janeiro é composta atualmente de 49 composições com 296 vagões.[29]

Os 15 novos trens de seis carros cada que serão incorporados ao sistema para a operação da Linha 4 já tiveram o contrato de compra assinado e serão prodizido pela chinesa Chanchung Railway Vehicles Co (CRC), com conformação igual aos atuais trens que já circulam nas linhas 1 e 2.[30] [31]

Expansão[editar | editar código-fonte]

Até 2016[editar | editar código-fonte]

Até 2016, quando serão realizados os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro devem ser construídas as Linhas 3 e 4. A Estação Uruguai na Linha 1, encontra-se em estado de pré-operação e deve ser inaugurada em março de 2014, sendo a última expansão das linhas mais antigas antes das Olimpíadas.[6] [20]

Obras próximas à estação Jardim Oceânico. O túnel do qual sairá a ponte para a estação é visível no fundo, à direita

A Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro está atualmente em obras, tendo sua conclusão prevista para o final de 2015, às vésperas das Olimpíadas de 2016. Orçada inicialmente em 5 bilhões de reais, a obra deve custar R$ 8,5 bilhões.Um conjunto de 15 novos trens passará a operar na linha, cuja inauguração está prevista para o primeiro semestre de 2016, mesmo período que começará a funcionar a Linha 3, entre Niterói, São Gonçalo e Itaboraí[32]

A partir de 2016 está previsto o início da construção da quinta linha do metrô carioca, que fará o trajeto entre a Estação Gávea, no bairro homônimo, à Estação Carioca, no Centro da cidade. No trajeto haverão ainda estações da Praça Santos Dummont, na Gávea; nos bairros de Jardim Botânico, Humaitá, Morro Dona Marta e Santa Teresa.[27]

Pós 2016[editar | editar código-fonte]

Sem estação própria, a Urca é integrada ao sistema de metrô por ônibus

Após a realização das Olimpíadas, a malha metroviária carioca deve voltar a crescer. Contudo, Estado e MetrôRio divergem quanto a expansão da malha.

O governo estadual estuda a expansão da Linha 4 para o Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, e de lá para o Recreio dos Bandeirantes. Contudo, técnicos da MetrôRio defendem que do Terminal Alvorada a malha siga para Jacarepaguá, Méier e para a rua Barão de Mesquita, na Tijuca, onde se encontraria com a Linha 1. A empresa defende ainda a ligação da Barão de Mesquita com a futura Estação Gávea, das linhas 4 e 5.[27]

Estuda-se ainda a extensão da Linha 3 por baixo da Baía da Guanabara ligando o centro do Rio de Janeiro ao centro de Niterói e a expansão da Linha 1 entre a Estação Uruguai e a Estação Gávea, ambas previstas no Plano Diretor de Transportes do Rio de Janeiro, que prevê ainda a conclusão da Estação Morro de São João, já escavada entre as estações Botafogo e Cardeal Arcoverde, servindo de acesso ao bairro da Urca, ao Shopping Rio Sul e aos campi da UFRJ, Unirio e IME, além de a pontos turísticos como as praias da Urca e Vermelha e o Pão de Açúcar.[33]

Engenharia[editar | editar código-fonte]

Plataforma da Estação Cardeal Arcoverde, na Linha 1 (laranja), esculpida no conjunto de morros que circunda o bairro de Copacabana

Ao longo de sua história várias técnicas complexas foram utilizadas para construir o Metrô do Rio de Janeiro, sobretudo por onde as linhas são subterrâneas. Nos trechos iniciais, escavados nos anos 1970 foi necessário interromper o tráfego nas ruas por baixo das quais o metrô passaria, abrir valas, concretar os túneis e, posteriormente fechá-las novamente.[34] [35]

Além de lenta, a técnica causava transtornos para a população, por interrupções no trânsito. Além disso, durante esse percurso foi necessário demolir um importante edifício da cidade, o Palácio Monroe, que ficava no meio do caminho da linha, no centro da cidade.[35] [36]

O modelo foi utilizado até os anos 1990, quando o metrô chegou a região de Copacabana. Por lá, seguiu não por baixo das ruas, mas pela cadeia de rochas que circunda o bairro. Assim, parou-se de abrir o leito das vias e passou-se a realizar detonações controladas, quando explosões de dinamite abriam os túneis no centro da cidade. Esse modelo foi usado na Linha 1 até a sua estação final, a Ipanema/General Osório.[34]

A técnica é empregada atualmente no trecho entre a Barra da Tijuca e a Gávea da futura Linha 4 com uma perfuração média de 4,5 metros por dia.[34]

Quando o metrô chegou a Ipanema os engenheiros se viram em um dilema: as detonações não seriam mais possíveis por causa do perfil arenoso do solo da região, e o fechamento de ruas importantes, como a Visconde de Pirajá seria inviável do ponto de vista urbanístico e de trânsito.[35]

A solução encontrada para a perfuração dos túneis entre Gávea e Ipanema foi a utilização de equipamento apelidado de Tatuzão, capaz de escavar por baixo dos prédios sem a necessidade de intervenções na superfície ou abertura de valas. Apesar de mais cara - a construção do trecho custará R$ 3,6 bilhões - a tecnologia, de origem alemã, torna a construção mais rápida: 18 metros de túneis são escavados por dia.[34] [35]

Concessões[editar | editar código-fonte]

Em 1997 a estatal Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro deixou a operação do metrô carioca...
... que foi assumida pela concessionária privada MetroRio

Inicialmente construídas e operadas pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro a operação e manutenção das Linha 1 e Linha 2 foi concedida em 9 de dezembro de 1997 à iniciativa privada, vencendo a empresa hoje batizada de MetrôRio. O controle de fato passou para a companhia em abril do ano seguinte.[37]

Pelo contrato a empresa seria responsável por operar o sistema e realizar a sua manutenção, enquanto a expansão da rede continuaria responsabilidade do estado, através da estatal Rio Trilhos, num contrato de 20 anos. Em dezembro de 2007, contudo, após metade desse período o governo estadual reeditou o instrumento, aumentando a concessão por mais 20 anos. Em contrapartida a MetrôRio teve de realizar um pacote de investimentos de cerca de R$1,5 bilhão.[37]

Um ano depois, em dezembro de 2008, a MetrôRio mudou de mãos. Os acionistas principais à época, Citigroup Venture Capital (CVC), Investidores Institucionais Fundo de Investimento em Participações (IIFIP) e Fundação Vale do Rio Doce de Seguridade Social (Valia) venderam por R$1 bilhão o controle da concessão para a Invepar, consórcio formado pela construtora OAS e pelos fundos de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ), da Caixa Econômica Federal (Funcef) e da Petrobras (Petros).[37]

Já a construção da Linha 4 está a cargo do Consórcio Rio Barra, formado pelas empresas Queiroz Galvão, Odebrecht, Carioca Engenharia, Cowan e Servix.[38]

Tarifas e Integrações[editar | editar código-fonte]

Tipo Tarifa Descrição Ref.
Bilhete Único RJ R$3,20 Sistema onde o usuário se cadastra previamente e recebe um cartão individual onde, mensalmente realiza recargas. [39]
Bilhete Unitário R$3,50 É o sistema básico do metrô, onde o passageiro adquire o cartão válido para uma viagem nos guichês das estações. [40]
Cartão Pré-pago R$3,50 Pode ser adquirido em terminais de auto-atendimento nas estações. O passageiro faz uma recarga inicial mínima de R$10 e posteriormente pode recarregar com valores de R$5 a R$500. Vale para todas as integrações do metrô exceto com os trens da SuperVia e com os ônibus intermunicipais. [41]
Metrô na Superfície R$3,50 Além do metrô, o passageiro pode usar duas linhas de ônibus que partem das estações Ipanema/General Osório e Botafogo rumo à Gávea. O ônibus se difere dos coletivos comuns por parar apenas em estações específicas ao longo do trajeto. [42]
Barra Expresso R$4,55 Além do metrô, o passageiro pode usar duas linhas de ônibus convencional operadas pela MetrôRio que partem das estações Ipanema/General Osório e Nova América/Del Castilho rumo a Barra da Tijuca [43]
Jacarepaguá Expresso R$4,55 Semelhante ao Barra Expresso, o Jacarepaguá Expresso parte apenas de Nova América/Del Castilho para Curicica, na região de Jacarepaguá. [44]
Integração SuperVia R$4,95 Através do Bilhete Único RJ o passageiro pode fazer uma baldeação entre os trens da Supervia e o metrô. As estações integradas são: Central, São Cristóvão, Triagem e Pavuna. [45]
Integração Expressa R$4,55 O passageiro pode utilizar o metrô e 13 linhas de tradicionais de ônibus operadas pelo MetrôRio rumo a Urca, São Cristóvão, Cajú, Cosme Velho, Vila Isabel, Andaraí, Usina, Grajaú, Muda e Cidade Universitária, além da Rodoviária Novo Rio. A estação de integração depende de cada linha, podendo ser Botafogo, Cardeal Arcoverde, Largo do Machado, Estácio, São Francisco Xavier, Saens Peña e Nova América/Del Castilho. [46]
Integração Intermunicipal R$4,15 A partir da estação Pavuna o passageiro pode pegar quatro linhas intermunicipais de ônibus rumo aos municípios de Nilópolis, Nova Iguaçu e Mesquita, na Baixada Fluminense. É feita através do Bilhete Único RJ. [45]

Obs: O Bilhete Único Carioca é aceito como forma de pagamento de passagem no metrô, porém sem qualquer tipo de integração.[47]

Operações Especiais[editar | editar código-fonte]

Desde 1997 o metrô do Rio de Janeiro adota operações especiais durante o Carnaval. O sistema funciona ininterruptamente durante 24 por dia, desde o sábado até a quarta-feira de cinzas. Nesse período os trens da Linha 2 seguem até Ipanema/General Osório, e não apenas até as estações Botafogo e Estácio, como de costume.[48]

No esquema especial de carnaval todas as estações funcionam durante o horário convencional. Já durante a madrugada Catete, Presidente Vargas e Maracanã permanecem fechadas.[48]

A partir de 1999 também passou a ser realizada a operação especial de reveillon. No dia 31 os trens da Linha 2 seguem até Ipanema/General Osório, funcionando durante toda a madrugada.[49]

Além disso, para evitar superlotação, a partir das 18h do dia 31 de dezembro o sistema opera com bilhetes com hora marcada: o passageiro adquire a passagem com antecedência para uma faixa de horário: de 18h às 19h, de 19h às 20h, de 20h às 21h, de 21h às 22h, de 22h às 23h ou de 23h às 24h. Isso evita que todos os passageiros tentem se dirigir à região de Copacabana ao mesmo horário.[49]

As bilheterias do metrô não funcionam na noite de reveillon, e os passageiros que adquirirem o bilhete de volta podem embarcar em qualquer horário após a meia noite, não sendo mais necessária hora marcada. Para o retorno o embarque só é permitido nas estações Ipanema/General Osório, Cantagalo, Siqueira Campos e Cardeal Arcoverde.[49]

Notas

  1. Inclui as 10 estações compartilhadas com a Linha 1 durante os dias úteis.
  2. Tempo entre as estações Botafogo e Pavuna, trajeto realizado nos dias úteis.

Referências

  1. Relatório de Administração e Demonstrações Financeiras 2011. Concessão Metroviária do Rio de Janeiro S/A (29 de fevereiro de 2012). Página visitada em 15 de outubro de 2013.
  2. Quem Somos. Companhia do Metropolitano de São Paulo. Página visitada em 15 de outubro de 2013.
  3. Estrutura. Metrô de Brasília. Página visitada em 15 de outubro de 2013.
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Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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