Metropolitano de Toronto

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Metropolitano de Toronto
Informações
Local Toronto
Tipo de transporte Metropolitano
Funcionamento
Início de funcionamento 1954
Operadora(s) Toronto Transit Commission
Dados técnicos
Bitola 4 ft 10 7/8 polegadas (1 495 mm - bitola padrão modificada)

O metropolitano de Toronto é administrado pelo Toronto Transit Commission, sendo constituído atualmente por quatro linhas, que possuem um total de 69 estações. O metrô é um dos meios de transporte mais populares dos habitantes de Toronto, constituindo o pilar central do sistema de transporte público da cidade, movimentando diariamente aproximadamente 878,8 mil passageiros.

História[editar | editar código-fonte]

Yonge-University (1954 - 1963)[editar | editar código-fonte]

A primeira linha de metrô de Toronto foi inaugurada em 1954, ao longo da Yonge Street, entre as atuais estações Eglinton e Union, correndo em sua maior parte ao longo da Yonge Street, em um sentido norte-sul, com Eglinton sendo o terminal norte e Union o terminal sul da linha. Quando inaugurada, a linha chamava-se simplesmente linha Yonge, pois corria em sua maior parte na Yonge Street, com exceção do trecho entre as estações Union e King, esta sendo a última estação da linha com exceção de Union, onde a linha passa a correr em direção a oeste.

Em 1963, o término sul da linha Yonge foi estendida, em direção ao norte, ao longo da University Avenue, e então, em direção ao oeste, logo ao sul da Bloor Street, fazendo com que a linha tomasse um formato de "U". Com esta extensão, a linha foi renomeada de linha Yonge-University. As estações ao longo da extensão na University, porém, possuíam baixos números de passageiros movimentados diariamente, uma vez que a University Avenue corre paralelamente a apenas 500 metros oeste da Yonge Street, o que fez com que a linha University (trecho entre Union e St. George) possuísse serviço limitado até a extensão da linha em direção ao norte.

Bloor-Danforth (1966 - 1968)[editar | editar código-fonte]

Durante a década de 1950, após a inauguração da primeira linha Yonge de metrô da cidade, o TTC, que queria a construção de uma segunda linha de metrô correndo em um sentido leste-oeste, passou a pressionar pela construção de uma linha ao longo da Queen Street, então uma das vias públicas mais movimentadas da cidade, e um dos corações financeiros de Toronto. Porém, crescente congestionamento nas linhas de bondes correndo ao longo da Bloor Street e da Danforth Avenue forçou o TTC a fazer com que a linha corresse ao longo destas vias públicas.

Em 1966, o Toronto Transit Commission inaugurou a segunda linha de metrô de Toronto, correndo primariamente ao longo da Bloor Street e da Danforth Avenue, em um sentido leste-oeste, com términos em Keele, a oeste, e Woodbine, a leste. A construção da linha foi possível graças à existência de uma ferrovia embaixo do Prince Edward Viaduct. A linha foi rapidamente estendida para Islington, a oeste, e Warden, a leste, em 1968.

Extensão da Yonge-University (1973-1978)[editar | editar código-fonte]

Vista de um trem na estação Yorkdale.

A linha Yonge foi estendida para o norte, primeiramente até York Mills, e posteriormente, até Finch, entre 1973 e 1974. Foi a primeira vez que uma linha de metrô de Toronto foi estendida além dos limites da cidade, em direção a North York (que faz parte atualmente de Toronto). Uma estação, North York Centre, foi construída em 1987, no centro da cidade de North York, entre Finch e Sheppard, ao longo da linha Yonge, que continuou a operar normalmente, apesar da construção.

Enquanto isto, o TTC, que até então havia construído e operado as linhas de metrô com fundos econômicos próprios, passou a depender cada vez mais de verbas públicas, por causa dos altos gastos com relação à construção do metrô, e pela criação de um sistema integrado de transporte em todas as seis cidades que compunham a Municipalidade da Região Metropolitana de Toronto (atual cidade de Toronto). O TTC queria construir uma nova linha de metrô ao longo da Queen Street, na então cidade de Toronto, mas, em uma votação entre os membros do conselho da Municipalidade, foi decidido que prioridade deveria ser dado à extensão da linha University, em direção ao norte, de St. George até Wilson, opção atrativa para North York e Etobicoke.

A extensão da linha University em direção a Wilson foi controversial, e seus críticos argumentaram que a linha passaria ao longo de zonas de baixa densidade populacional, bem como sem muitos grandes estabelecimentos comerciais, o que resultaria invariavelmente em baixos números de passageiros, tendo o agravante de que a partir da estação Eglinton - incluindo-se esta - a extensão e todas as suas estações seriam construídas no meio de uma via expressa, o Allen Road, o que reduziria ainda mais o número de passageiros utilizando as estações. A extensão foi inaugurada em 1978, e a linha Yonge-University foi renomeada de Yonge-University-Spadina (sendo Spadina o nome original da via expressa onde muito da extensão corre, Spadina Expressway).

Extensão da Bloor-Danforth (1980)[editar | editar código-fonte]

Ao final da década de 1970, o TTC, sob pressão para continuar com o desenvolvimento do sistema de metrô de Toronto, decidiu estender a linha Bloor-Danforth em direção a oeste e a leste, adicionando uma estação de cada lado. Kipling passou a ser o término oeste da linha Bloor-Danforth, e Kennedy, o término leste.

Scarborough RT (1985)[editar | editar código-fonte]

Vista de um trem do Scarborough RT.

O Scarborough RT é uma linha de metrô, que opera primariamente ao longo da superfície. O Scarborough RT é uma linha totalmente diferente das outras três linhas de metrô de Toronto, possuindo trilhos (e espaçamento entre) diferentes dos usados pelo restante do sistema de metrô de Toronto, e utilizando veículos diferentes. O Scarborough RT foi construído por causa da pressão do governo de Ontário, que queria promover um trem produzido pela província.

Originalmente, o TTC planejara construir uma linha de bonde entre o término leste da linha Bloor-Danforth, Kennedy, com o centro financeiro da cidade de Scarborough. O governo de Ontário pressionou o TTC que ao invés disso construisse uma linha de metrô elevada, com tecnologia produzida pela província. O governo de Ontário arcaria com a maior parte dos gastos da construção, e o TTC optou pelo metrô. A linha foi inaugurada em 1985, (com términos em Kennedy e McCowan), sendo totalmente isolada de vias públicas, com suas estações sendo totalmente cobertas, e apesar das diferenças, o TTC mantém o Scarcorough RT com o restante das três linhas de metrô, por conveniência e questões administrativas.

Existem muitas críticas contra o Scarborough RT, entre eles, a baixa capacidade de passageiros e menor velocidade dos trens, em relação aos trens das três linhas de metrô convencional de Toronto, constantes problemas de manutenção e a inconveniência em forçar passageiros locomovendo-se entre Scarborough e a região central de Toronto em utilizar uma estação de transferência (Kennedy), problemas que foram agravados pelo alto crescimento populacional de Scarborough nas últimas duas décadas, o que tem feito muitos a proporem a extensão da linha Bloor-Danforth em direção a Scarborough Centre, e o fechamento do Scarborough RT.

Sheppard (2002)[editar | editar código-fonte]

O TTC, sob grande pressão para iniciar a construção de uma nova linha de metrô em Toronto, no início da década de 1990, inicialmente propôs construir a nova linha ao longo da Eglinton Avenue. Este projeto foi inicialmente aprovado, com construção da linha começando na estação Eglinton West, de onde partiria a nova linha de metrô, em direção ao oeste. A ascensão de um novo partido político no governo da província, bem como os fundos que alimentavam a construção da linha, causou o cancelamento da construção desta linha de metrô.

Com o cancelamento da linha, que se chamaria Eglinton, o TTC passou a receber crescente pressão por parte do então prefeito de North York, Mel Lastman, em criar uma nova linha de metrô em North York, partindo da estação Sheppard em direção a leste. O TTC concordou, embora as poucas verbas disponíveis permitiram a construção de uma linha de metrô de 5,5 quilômetros de comprimento e quatro novas estações, com Sheppard-Yonge como término oeste e Don Mills como o término leste, em 2002, bem menos do que o planejado durante o início da década de 1990.

Tempos atuais e expansões futuras[editar | editar código-fonte]

Mapa do atual sistema de metrô de Toronto. A rota em cinza é a planejada expansão da linha University-Spadina em direção ao norte.

Durante a década de 1990, o TTC planejou construir a linha Eglinton West, que correria entre a estação Eglinton West até o oeste de Toronto, ao longo da Eglinton Avenue. O projeto iniciou durante o início da década, na estação Eglinton West. Porém, em 1995, o Partido Progessivo Conservador, tendo recentemente vencido as eleições provinciais do governo do Ontário, cancelou o projeto, e passou a cortar gradualmente subsídios provinciais ao Toronto Transit Commission, que haviam totalizado 104 milhões de dólares canadenses em 1995. Em 1998, os subsídios provinciais ao TTC foram completamente eliminados.

Atualmente, a principal prioridade do TTC é expandir a linha Spadina em direção ao norte, rumo a Vaughan. Com o atual governo de Ontário prometendo 670 milhões de dólares canadenses - um terço do necessário - para a construção da linha, a inauguração da extensão está marcada par ocorrer, segundo as estimativas mais otimistas, em 2013. Se a extensão for realizada, será a primeira vez que uma linha de metrô operará em uma cidade à parte de Toronto. A extensão adicionará cinco novas estações ao sistema de metrô de Toronto.

Outra prioridade do TTC, em sua agenda até 2015, é a expansão da linha Sheppard rumo a oeste (com término na estação Downsview, atualmente, o término norte da linha Spadina-University), e em direção a oeste, rumo à estação Scarborough Centre.

O TTC também está considerando o que fazer com o Scarborough RT, uma vez que os trens usados pelo sistema estão chegando ao fim de sua vida útil. Uma das possíveis opções seria a modernização da linha, e a substituição dos trens antigos por novos. Porém, o fato de que a linha Scarborough RT já está operando atualmente acima da capacidade faz com que muitos pressionem o TTC pela expansão da linha Bloor-Danforth em direção a Scarborough Centre. Se isto for de fato realizado, o Scarborough RT poderia ser transformado em uma linha de bonde, ou ser fechado.

Estações[editar | editar código-fonte]

A maior parte das estações do sistema de metrô de Toronto recebem o nome da rua onde a principal entrada da estação se localiza - geralmente, tais ruas são ruas arteriais, bem movimentadas - ou de ruas arteriais próximas. Quando uma estação é inaugurada em uma rua que já é servida por outra estação de metrô (e que portanto, já possui o nome da avenida), geralmente é adicionada ao nome da nova estação o suffixo West/East, dependendo do posicionamento da nova estação em relação à estação antiga. Atualmente, suffixos North/South não são usados ainda, embora uma possível extensão da linha Sheppard possa fazer com que o prefixo North seja utilizado pela primeira vez. Algumas estações recebem o nome de monumentos, estabelecimentos próximos ou santos, porém. Todas as estações da linha University, e duas na Spadina (Yorkdale e Downsview) são nomeadas segundo estes critérios.

Todos os trens param em todas as estações, e viajam de término a término, nas quatro linhas de metrô da cidade de Toronto. A única exceção são os trens da linha Yonge-University-Spadina, onde St. Clair West é o término de metade dos trens saindo de Finch operando durante a hora do rush, nas manhãs de segunda à sexta.

Todas as estações das três linhas de metrô (excluindo-se o Scarborough RT) estão construídas a modo de poderem acomodarem trens compostos de seis vagões de 23 metros de comprimento cada. Porém, as estações ao longo da linha Sheppard possuem paredes parte das áreas de espera das estações, uma vez que esta linha, devido ao seu pouco movimento, utiliza trens de quatro vagões cada.

Os passageiros são avisados que as portas de um trem parado em uma estação estão por fechar através de três notas musicais (C# A# F#), tocadas segundos antes do fechamento das portas. Estas notas são reconhecidas instantaneamente pela maior parte da população de Toronto, fazendo parte da cultura da cidade.

A estação mais movimentada do metrô de Toronto é a Bloor-Yonge, seguida pela St. George, Finch, Union, Kennedy, Eglinton, Sheppard-Yonge e Queen. A Bloor-Yonge, St. George e a Sheppard-Yonge são estações de conexão. Contando-se apenas plataformas por linha, a mais movimentada é a Bloor, seguida pela Yonge, St. George (linha Bloor-Danforth), St. George (linha University-Spadina), Finch, Kennedy, Eglinton, Sheppard e Queen.

Frota[editar | editar código-fonte]

Interior de um vagão do metrô de Toronto.

O TTC opera na atualidade uma frota composta de:

  • 694 vagões de metrô (Yonge-University-Spadina, Bloor-Danforth e Sheppard)
  • 56 vagões de manutenção
  • 28 vagões ICTS (Scarborough RT)
  • 6 vagões ICTS de manutenção

Os trens mais modernos das três linhas de metrô convencional de Toronto foram designadas de tal modo a facilitar a acomodação de pessoas em cadeiras de roda (com portas mais largas, assentos retratíveis a modo do espaço obtido acomodar a pessoa em cadeira de rodas, maior espaço entre assentos).

Nas três linhas de metrô convencional, cada trem possui seis vagões (quatro, na Sheppard), e operam com um controlador e um guarda (este encarregado de abrir e fechar as portas dos trens, e de assegurar o movimento seguro de passageiros dentro e fora dos trens, na estação. Cada vagão possui uma cabine para acomodação do controlador e motores, o que possibilita a rápida substituição de um vagão com problemas por outro em funcionamento, mas impossibilita o tráfego de passageiros dentro do vagão. O TTC está cogitando comprar futuramente trens articulados de seis vagões.

Cada trem da Scarborough RT opera quatro vagões ICTS, com apenas um controlador.

A manutenção dos trens de metrô convencional do TTC é feita primariamente em dois campos de manutenção e estacionamento de trens: o Greenwood Yards e o Wilson Yards, cada uma atendendo aos trens operando em suas respectivas linhas (Yonge-University-Spadina e Bloor-Danforth). Além disso, o TTC também possui outros dois campos de estacionamento de trens: o Davisville Yards (o mais antigo da cidade) e o McCowan Yards, operando respectivamente na linha Yonge-University-Spadina e o Scarborough RT. Ambas somente realizam trabalhos de manutenção básicos. Por isto, quando trens do Scarborough RT precisam de manutenção avançada, o TTC é obrigado a transportar tais trens via caminhões até o Greenwoods Yards, uma vez que a bitola dos trilhos do Scarborough RT é diferente da usada em todo o restante do sistema de metrô cidade. A manutenção dos trens da linha Sheppard é feita primariamente no Wilson Yards.

Bitola[editar | editar código-fonte]

A bitola dos trilhos de bonde e metrô do TTC (com exceção do Scarborough RT) é de 1 495 milímetros, 60 milímetros mais do que o padrão de 1 435 milímetros. Uma possível razão, popular em Toronto mas que é falsa, é que a cidade de Toronto temia que a Toronto Railway Company - o nome da principal companhia de transporte público que operou na cidade entre 1891 e 1921, e que possuía o direito de criar e administrar linhas de bondes na cidade - iria permitir que a Canadian Pacific Railway operasse trens a vapor em seus trilhos, assim fazendo com que trens viajassem em ruas da cidade. A razão por trás da bitola dos trilhos do TTC é que quando a Toronto Railway Company criou as primeiras linhas de bonde da cidade, as ruas de Toronto ainda não eram asfaltadas à época, o que obrigou a companhia a instalar os trilhos na rua utilizando uma bitola diferente do padrão, de modo a permitir a operação suave dos bondes. Devido ao custo da conversão de todos os trilhos e dos veículos, e da ausência de benefícios, a bitola de 1 495 milímetros utilizada continua sendo usada no TTC até os dias atuais pelas linhas de bonde e pelas três linhas de metrô convencional.

Algumas antigas propostas para o sistema de metrô da cidade envolvia o uso de bondes nos túneis de metrô, e a criação de algumas linhas de bonde que rodariam parcialmente em túneis subterrâneos e parcialmente em ruas, e por isto, a bitola utilizada nas linhas de metrô convencional de Toronto utilizam a mesma bitola do sistema de bondes da cidade, uma vez que os bondes poderiam compartilhar trilhos utilizados pelos trens de metrô convencional da cidade. Porém, eventualmente, o TTC decidiu que o esqueleto do sistema público de Toronto seria composto apenas por linhas de metrô convencional, isolando completamente o sistema de bondes do sistema de metrô. A companhia manteve a bitola de 1 495 milímetros por razões econômicas.

O Scarborough utiliza o padrão de 1 435 milímetros, o que torna impossível qualquer conexão entre trilhos do Scarborough RT e o restante do sistema de metrô da cidade. Por isto, quando os vagões ICTS do Scarborough RT precisam de serviços de manutenção avançados, tais vagões precisam ser transportados via caminhões até o pátio de manutenção e estacionamento de vagões Greenwood Yards, na linha Bloor-Danforth, uma vez que o pátio de manutenção e estacionamento de vagões da Scarborough, o McCowan Yards, somente realiza operações de manutenção básicas.

Horário de operação[editar | editar código-fonte]

Nas linhas Yonge-University-Spadina e Bloor-Danforth, as estações recebem trens a cada 2-3 minutos, na hora do rush, e a cada 4-5 minutos, em outros horários. Na linha Sheppard, as estações recebem trens a cada 5-6 minutos, todo o dia. No Scarborough RT, as estações recebem trens a cada 4-5 minutos na hora do rush, e 5-6 minutos em outros horários.

Todas as linhas de metrô de Toronto operam aproximadamente entre as 6:00 da manhã até às 1:30 da manhã seguinte, dependendo da estação. No domingo, trens operam entre aproximadamente as 9:00 da manhã até às 1:30 da manhã seguinte. Horários em feriados variam. Durante o horário no qual o metrô não está em operação o TTC realiza a limpeza e a manutenção das estações, dos túneis e dos trilhos do sistema de metrô.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]