Michael Schumacher

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Michael Schumacher
Schumacher no Grande Prêmio do Canadá de 2011
Informações pessoais
Nome completo Michael Schumacher
Apelido(s) Schumi
Nacionalidade Alemanha Alemão
Nascimento 3 de Janeiro de 1969 (45 anos)
Hürth-Hermülheim, Renânia do Norte-Vestfália
 Alemanha
Registros na Fórmula 1
Temporadas 19912006, 2010—2012
Equipes Jordan, Benetton, Ferrari, Mercedes
GPs disputados 308 (306 largadas)
Títulos 7 (1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004)
Vitórias 91
Pódios 155
Pontos 1566
Pole positions 68
Voltas mais rápidas 77
Primeiro GP Grande Prêmio da Bélgica de 1991
Primeira vitória Grande Prêmio da Bélgica de 1992
Última vitória Grande Prêmio da China de 2006
Último GP Grande Prêmio do Brasil de 2012

Michael Schumacher (Pronuncia Alemã: Loudspeaker.svg? ˈmɪçaʔeːl ˈʃuːmaχɐ; ) (Hürth-Hermülheim, 3 de Janeiro de 1969) um ex-automobilista alemão, sete vezes campeão da principal categoria do automobilismo, e de acordo com o site oficial da Fórmula 1, Schumacher é estatisticamente o maior piloto de todos os tempos da Fórmula 1, detém inúmeros recordes, incluindo voltas mais rápidas, maior número de campeonatos, vitórias, pole positions, pontos marcados e mais corridas ganhas em uma única temporada - 2004. Em 2002 ele se tornou o único piloto na história da F1 a terminar entre os três primeiros em todas as corridas em um mesmo campeonato. Em todas as listas dos melhores pilotos de todos os tempos, Michael Schumacher ocupa lugar especial ao lado de lendas como Juan Manuel Fangio, Jim Clark, Jackie Stewart, Alain Prost e Ayrton Senna.

Após três temporadas afastado da categoria que o consagrou, Schumacher retornou defendendo a Mercedes na temporada de 2010.[1]

Fora das pistas, Schumacher é um embaixador da UNESCO e um orador para a segurança do motorista. Ele esteve envolvido em inúmeros esforços humanitários ao longo de sua vida e doou dezenas de milhões de dólares para a caridade. Michael e seu irmão Ralf Schumacher, são os únicos irmãos a vencer corridas na Fórmula 1, e eles foram os primeiros irmãos 1° e 2° lugar na mesma corrida, em Montreal em 2001 e novamente em 2003.

Carreira[editar | editar código-fonte]

O início[editar | editar código-fonte]

Com apenas quatro anos, Schumacher ganhou seu primeiro kart, na pequena cidade de Kerpen, na Alemanha, onde seu pai administrava o kartódromo da cidade e onde o piloto começou a carreira. Apesar de sonhar em ser jogador de futebol, começou a competir com quatorze anos, iniciando sua carreira profissional aos vinte e dois anos.

Fórmulas König, Ford e F3[editar | editar código-fonte]

Em 1987, Schumacher iniciou sua carreira em monopostos na Fórmula König. Nesta época, recebia investimento de dezesseis mil marcos alemães por corrida, de Jürgen Dilk. Acabou campeão da categoria. Em 1988, disputou a Fórmula Ford e foi vice-campeão. Passou para a Fórmula 3, tendo Willi Weber como seu novo empresário. Em 1989, termina em terceiro no campeonato, e no ano seguinte conquista seu segundo título de categorias "de base".[2]

Carro de Schumacher na Fórmula 3 em 1990.

Fórmula de protótipos e DTM[editar | editar código-fonte]

Após anos de competições, em 1990, Michael foi escolhido em um programa de formação de jovens pilotos promissores financiado pela Mercedes-Benz. Teve como companheiros o alemão Heinz-Harald Frentzen e o austríaco Karl Wendlinger. Terminou o campeonato em quinto.

No final do ano, para aprimorar seu ritmo de corrida, a montadora decidiu dar-lhe um carro para o encerramento da temporada do DTM, em Hockenheim. Carro oficial, de fábrica, número 65. Mercedes-Benz 190 E 2.5/16 Evo 2, vencedor de cinco corridas no ano. Mesmo com o equipamento competitivo, Schumacher conseguiu só o 15º tempo nos treinos, quase 5s atrás do pole, Jelinski, da Audi.

A corrida do jovem piloto durou apenas uma curva, mas uma curva que mudou a história daquela temporada. Michael bateu na traseira do BMW de Johnny Cecotto, líder do campeonato, que brigava pelo título com Hans Von Stuck. Com o abandono do venezuelano, Stuck venceu as duas provas, ficando com a taça. Schumacher, com o carro destruído, sequer pôde correr na segunda bateria. E o autódromo, lotado, sequer imaginava que aquele novato atrapalhado seria aclamado anos depois.

Schumacher seguiu com a Mercedes em 1991. Disputou novamente o Mundial de Protótipos, vencendo uma corrida em Autópolis, no Japão. No meio do ano, mais uma oportunidade para correr no DTM. Seria no veloz circuito de rua de Norisring. Schumacher teve uma vez mais um carro oficial de fábrica, da equipe Zakspeed, com o francês Fabien Giroix e o alemão Roland Asch como companheiros. Asch fez a pole e largou na frente na primeira bateria. Schumacher foi apenas 19º no grid, terminando a corrida em 24º. Vitória do dinamarquês Kurt Thiim, da equipe... Mercedes. Com problemas mecânicos, Michael pouco correu na segunda prova do dia 30 de junho de 1991.

Um mês depois, na pista montada no aeroporto de Diepholz, Schumacher voltou a ocupar um Mercedes no Alemão de Turismo. Da mesma equipe Zakspeed, carro número 20. Nos treinos, a mísera 21ª colocação. Pole-position para Jacques Laffite, também da Mercedes. E abandono para Schumy, logo no começo. Na segunda bateria, largando novamente em 21º, uma atuação discreta até o 14ª lugar, posição final.

Os companheiros de Schumacher, Wendlinger e Frentzen, ingressaram na Fórmula 1 por intermédio da Sauber Mercedes, mas a estreia de Schumy seria antecipada.

Participação na Fórmula 3000 Japonesa[editar | editar código-fonte]

Jochen Neerpash permitiu que Schumacher participasse, no verão no hemisfério norte de 1991, da Fórmula 3000 japonesa, a assim chamada Fórmula Nippon, pela Scuderia Suntory Team Le Mans, em um Ralt RT23 - Mugen MF308. Em Sugo, Schumacher fez uma boa corrida, chegando em segundo lugar, atrás do norte americano Ross Cheever.

Fórmula 1[editar | editar código-fonte]

A Era Benetton[editar | editar código-fonte]

Em 1991 o piloto belga Bertrand Gachot foi preso por envolvimento em um acidente de trânsito. Sua equipe, a Jordan, ficou com uma vaga, que Schumacher assumiria no Grande Prêmio da Bélgica. Schumacher foi convidado a disputar a prova e em apenas uma corrida chamou a atenção de Flávio Briatore ao conquistar a sétima posição no grid de partida (a melhor posição do grid conquistada pela equipe Jordan no ano). Seu desempenho durante a prova, que não chegou a terminar, foi o suficiente. Briatore despediu o piloto brasileiro Roberto Pupo Moreno e contratou Schumacher, formando dupla com o tricampeão Nelson Piquet na Benetton.

Schumacher testando um Jordan 191.

Apesar de não marcar nenhuma pole-position, tanto na temporada de 1992 quanto na de 1993, Schumacher venceu uma corrida, terminando em terceiro e quarto nos respectivos campeonatos.

Em 1994, conquistou seu primeiro título mundial por apenas um ponto quando, após diversas polêmicas envolvendo as equipes Williams e Benetton, culminando no Grande Prêmio da Austrália, onde colidiu seu carro contra o de Damon Hill, numa controversa manobra. Neste mesmo ano, Schumacher havia sido banido por duas corridas. A FIA, no entanto, foi acusada pela equipe Benetton de favorecer a Williams, tentando tornar a temporada mais competitiva. Ainda assim, é campeão pela primeira vez e a equipe Benetton consegue também estrear um piloto campeão, apesar de falhar com o título de construtores.

Mas a suspeita de irregularidades em várias equipes relativas a presença de ajuda eletrônica foi indicada após investigação envolvendo Ferrari, McLaren e Benetton. Nos treinos para o GP da Europa, em Aida, a Ferrari admitiu ter usado controle de tração em seus dois carros, mas se retratou garantindo que não mais usaria o dispositivo eletrônico. Não houve punição por parte da FIA. Em Imola (corrida que vitimou Ayrton Senna), a FIA encontrou softwares ilegais nos carros da Benetton e McLaren que inicialmente haviam-se negado a entregar os seus código fonte. No entanto, beneficiando-se de uma brecha no regulamento - que dizia que os dispositivos jamais poderiam ser usados durante os GPs, mas não especificava sobre a possibilidade de existência dos mesmos -, a Benetton não pôde ser formalmente acusada, pois não houve provas de que esses mecanismos (Launch Control- Controle de Tração) tenham sido usados nos eventos oficiais. Já a Mclaren, apesar de constatado o uso de um software ilegal durante o GP de San Marino não foi condenada pois a FIA considerou que a equipe acreditava que o dispositivo não era ilegal. Uma posterior investigação estava por ser iniciada quando a FIA descobriu que o técnico contratado tinha vínculos com a Benetton.

A única infração comprovada foi a respeito da bomba de gasolina: no GP da Alemanha daquele ano, o carro de Jos Verstappen (companheiro de Schumacher na Benetton) foi incendiado: segundo a investigação da FIA, a remoção do filtro de segurança aumentava a fluência da gasolina para mais de 13 litros por segundo, ganhando 1 segundo em média por parada—suspeita-se que a Benetton e Schumacher obtiveram vantagens através deste artifício naquele ano em corridas anteriores ao GP da Alemanha, inclusive o GP do Brasil, quando superou Senna nos boxes. Na audiência da World Motor Sport Council, que julgou a questão da ausência do filtro de combustível foi elucidado, entre outras questões, que o time Benetton recebeu uma carta enviada pelo fabricante (Intertechnique) da bomba de combustível instruindo a remover o filtro de combustível. A Benetton ainda afirmou que Charlie Whiting, chefe do departamento técnico da Fórmula 1, havia autorizado a retirada do filtro de combustível, apesar de não ter sido apresentada nenhuma autorização por escrito pela equipe. Também concluiu-se que outras quatro equipes, cujos nomes não foram citados, estavam operando sem o filtro de combustível. A FIA decidiu não punir a Benetton e as demais equipes envolvidas desde que o filtro não fosse mais removido.

Ainda houve outras punições impostas a Schumacher nesta temporada.

No Grande Prêmio de Silverstone, casa de seu adversário, foi punido com um "stop and go" de cinco segundos por ultrapassagem em volta de apresentação. Schumacher daria 7 voltas na pista sem entrar nos boxes, o que motivou sua posterior desclassificação. Mesmo assim, Schumacher não abandonou o GP, cumprindo o stop&go nas voltas finais: a ideia de Flavio Briatore era que Schumacher, com tal punição, conseguisse o segundo lugar, mas o piloto perderia os pontos.

Esta decisão sofreu apelação pela equipe Benetton e foi anulada ainda durante a corrida, mas, apesar de anulada, acarretou nova punição inédita: banimento por duas corridas devido a desrespeito à bandeira preta. Um fato que coincidiria com as suspeitas dos dispositivos eletrônicos foi que a Benetton decidiu usar o carro reserva em ambas as etapas.

Nova polêmica foi no Grande Prêmio da Bélgica: uma surpreendente punição com desclassificação por possuir o assoalho do carro com desgaste um milímetro superior à margem de tolerância permitida no regulamento. A Benetton alegou que uma rodada de Schumacher e subseqüente passagem em caixa de britas durante a corrida teria alterado a medida. A FIA não aceitou as explicações e manteve a punição.

Benetton-Ford B194, carro que consagrou Michael Schumacher campeão mundial de F1 pela primeira vez na carreira.

Apesar das várias punições polêmicas e da guerra entre Benetton e FIA, pela primeira vez na história um piloto alemão foi consagrado campeão da Formula 1, e surpreendentemente com os motores Ford Zetec (algo que parecia impossível desde 1982 e que continua a ser nas temporadas atuais).

Em 1995, o piloto continua na equipe Benetton, agora equipada com motores Renault mais potentes do que no ano anterior, e sagra-se bicampeão mundial com relativa facilidade, mesmo que o carro tenha tido alguns problemas de estabilidade durante a temporada. Este ano foi marcado pela espetacular vitória no Grande Prêmio da Bélgica, em que largara do décimo sexto lugar. Sua equipe torna-se campeã entre os construtores.

A era Ferrari[editar | editar código-fonte]

1996 a 1999[editar | editar código-fonte]

Em 1996 o alemão transfere-se para a Ferrari, com a meta de quebrar o jejum da tradicional equipe: nenhum piloto havia sido campeão pilotando uma Ferrari nos quinze anos anteriores: depois do título de 1979, os melhores resultados foram os vice-campeonatos de 1982,1985 e 1990. Entre os construtores, a equipe não terminava em primeiro desde 1983. Porém, a equipe vinha em franca ascensão: depois de passar três anos (entre 1991 e 1993) sem vencer uma corrida, a Ferrari, que havia contratado Jean Todt, foi a única marca fora Benetton e Williams a vencer GPs em 1994 e 1995.

Schumacher celebrando o segundo lugar no Grande Prêmio da Alemanha em 1997.

Schumacher levou toda sua equipe técnica da Benetton (liderados pelo estrategista Ross Brawn). Em sua primeira corrida pela equipe italiana (Austrália), largou em quarto (atrás de seu companheiro, Eddie Irvine) e abandonou após trinta e duas voltas, devido a problemas em seus freios. Na corrida seguinte (Brasil), voltou a largar em quarto e, após um duelo com Rubens Barrichello, conquistou seu primeiro pódio pela Ferrari, ao completar a prova de Interlagos em terceiro. Na terceira etapa (Argentina), largou na primeira fila (segundo, ao lado de Damon Hill, o pole), mas não completou a prova devido a problemas mecânicos. Na quarta etapa (Europa), largou em terceiro e chegou em segundo, colocação final que repetiu na etapa seguinte (San Marino, onde conquistou sua primeira pole pela Ferrari).

Em Mônaco, cravou nova pole-position, mas bateu ainda na primeira volta (nesta prova, apenas quatro carros chegaram ao fim, e o vencedor foi o francês Olivier Panis, com um Ligier). Finalmente, na sétima etapa (Espanha), em 2 de Junho de 1996, o alemão conquistou sua primeira vitória pela Ferrari, após largar em terceiro e dar um show de pilotagem debaixo de forte chuva. No restante da temporada, Michael conseguiu mais duas vitórias (Bélgica e Itália), somando, ao final da temporada, cinquenta e nove pontos e finalizando o certame na terceira colocação, atrás somente dos pilotos da Williams, Damon Hill (campeão, com noventa e sete pontos) e Jacques Villeneuve (vice-campeão, com setenta e oito pontos).

O campeonato de 1997 foi problemático para Schumacher que enfrentou forte concorrência da Williams. Na última corrida do ano, ele jogou seu carro contra o de Jacques Villeneuve, tentando tirar seu rival da competição, mas falhou e perdeu a corrida. A FIA entendeu que sua manobra foi antidesportiva e retirou-lhe o vice-campeonato (mas sem tirar-lhe os pontos e vitórias conquistadas). No final Villeneuve ficou com o título.

Em 1998, Schumacher foi vice-campeão e viu o piloto finlandês Mika Hakkinen, da McLaren, sagrar-se campeão mundial de Fórmula 1 pela primeira vez. A temporada, no entanto, foi disputada até a última etapa, e poderia ter dado o tricampeonato para Schumacher se David Coulthard, no GP de Spa - Bélgica, não houvesse atirado com o alemão para fora de prova quando estava a ser dobrado, num grande prêmio disputado sobre um enorme dilúvio. Anos mais tarde, em 2003, após acidente semelhante envolvendo Fernando Alonso e David Coulthard, desta vez como vítima, o piloto escocês insinuou que causara o acidente de Spa intencionalmente, dando assim o título de pilotos ao companheiro de equipe.

Em 1999, o piloto acidentou-se durante a primeira volta após a primeira largada do Grande Prêmio da Grã-Bretanha, quando as rodas dianteiras travaram, impedindo o controle do carro que bateu violentamente no muro protegido por pneus. Schumacher fraturou a perna direita e ficou de fora de sete corridas, tendo perdido de forma irremediável o campeonato. Nessas sete corridas foi substituído pelo finlandês Mika Salo. Outro finlandês, Mika Hakkinen, sagrou-se bicampeão. O companheiro de Schumacher, o piloto norte-irlandês Eddie Irvine foi vice-campeão. Contudo Schumacher regressou a tempo das duas últimas corridas e ajudou a Ferrari a sagrar-se campeã de construtores após dezesseis anos sem títulos.

2000 a 2004[editar | editar código-fonte]
Schumacher na Ferrari em 2000, à frente de seu irmão, Ralf, no GP do Canadá de 2000.

Entre os anos de 2000 e 2004 ganhou cinco títulos consecutivamente, feito nunca obtido antes, nem mesmo por Juan Manuel Fangio. E de 1999 a 2004 sua equipe conquistou seis títulos consecutivos de construtores, um feito também inédito, graças em grande parte aos esforços de Michael Schumacher e sua equipe, Ross Brawn, Aldo Costa, Jean Todt, Rory Byrne, Rubens Barrichello e vários outros.

Nesse período, de 2002 a 2004, Schumacher ganha os campeonatos, conquistando diversos recordes, muitos deles inéditos. Em 2002, houve uma polêmica corrida da Áustria, em que a Ferrari obrigou Rubens Barrichello, seu então companheiro de equipe, a entregar a vitória a Schumacher. Rubinho o fez após a última curva, antes da linha de chegada. Apesar de ter sido feito por diversas vezes na história da categoria, o jogo de equipe, neste caso provocou uma intensa vaia no pódio, justificados pelo campeonato ainda em seu início e pela proximidade com a bandeirada final, fato que se fez sentir ainda mais quando Schumacher, envergonhado, trocou de lugar no pódio com Barrichello. Em 2003 ele ganhou o campeonato na última corrida do ano por apenas dois pontos, tendo tido grandes dificuldades contra a nova geração de pilotos que estava surgindo na F1, entre eles: Kimi Raikkonen, Juan Pablo Montoya e Fernando Alonso.

2005 e 2006[editar | editar código-fonte]
Schumacher no Grande Prêmio do Canadá em 2005.

Em 2005 Schumacher vence uma corrida, o Grande Prêmio dos Estados Unidos, disputado por apenas seis carros, após todos os carros equipados com pneus Michelin terem abandonado a corrida já que seus pneus não ofereciam garantias de segurança na curva que antecede a reta da meta. Com um carro problemático, em função da nova regra de pneus, termina a temporada na terceira colocação, atrás do espanhol Fernando Alonso e do finlandês Kimi Räikkönen.

Em 2006 perdeu seu derradeiro campeonato para Fernando Alonso, numa disputa acirrada com o espanhol, que mostrou que assim como Schumacher era um piloto muito rápido, constante e com raros erros em 2006. Superou a marca de pole positions de Senna e protagonizou, no Grande Prêmio do Mônaco, mais um acontecimento polêmico em sua carreira. Michael Schumacher parou sua Ferrari na saída da curva Rascasse, provocando uma bandeira amarela no local e prejudicando teoricamente a volta de seu principal adversário, o espanhol Fernando Alonso. Apesar de conquistar a pole-position, os comissários decidiram, após quase oito horas de reunião e análise, que ele deveria ser punido, largando da última posição. Esta Punição foi rebatida pelo chefe de equipe Jean Todt que alegou ter sido imposta sem qualquer evidencia real e apesar da telemetria do seu carro mostrar claramente que ele havia feito aquilo aquilo de propósito. No GP de 2007 este mesmo incidente gerou nova discussão após o também piloto da Ferrari, Kimi Raikkonen, ter ficado preso no mesmo ponto do circuito, ainda que neste caso o carro tinha sido danificado na curva anterior. Apesar da punição, no dia seguinte conseguiria acabar a corrida em quinto lugar em uma de suas mais impressionantes performances. Sua última corrida foi no Grande Prêmio do Brasil de 2006, realizado em Interlagos, São Paulo, em 22 de Outubro de 2006. Apesar de ter tido vários problemas com sua Ferrari, o alemão fez questão de brindar todos os fãs de Fórmula 1 com uma das suas mais inesquecíveis corridas, realizando uma série de brilhantes ultrapassagens que o levaram a um quarto lugar final. Michael Schumacher se aposentou da Fórmula 1 conquistando praticamente todos os mais importantes recordes da categoria.

O ano de 2006 foi a última temporada de Schumacher, e foi, segundo muitos especialistas, uma de suas melhores temporadas. Tanto ele como Alonso tiveram problemas mecânicos durante o campeonato, e a vantagem em desempenho do carro Renault no início de 2006 foi revertida em favor da Ferrari após polemicamente a FIA banir os amortecedores de massa utilizados pela Renault. No final ambos tiveram equipamento relativamente equilibrado para disputar o campeonato que só foi decidido em Interlagos.

Após a Fórmula 1[editar | editar código-fonte]

2007[editar | editar código-fonte]

Recebeu o Prêmio Príncipe das Astúrias, concedido pela Fundación Príncipe de Asturias, na cidade de Oviedo, na Espanha.

Em novembro, participou dos treinos pós-temporada na Espanha, pilotando o modelo utilizado pela Ferrari em 2007 (F2007), que deu o título de pilotos ao finlandês Kimi Raikkonen.

Também em novembro veio ao Brasil participar do "Desafio das Estrelas" de Kart, realizado no Kartódromo dos ingleses, em Florianópolis. Sagrou-se campeão geral, fazendo o melhor tempo da competição, e vencendo a primeira das duas baterias disputadas. Na segunda bateria, após inversão das posições, largando em oitavo por ter sido vencedor da primeira bateria, chegou a disputar a liderança, porém envolveu-se em um toque com o então líder da corrida, Thiago Camilo (piloto da Stock Car), perdendo posições e chegando em sexto. Disputaram com ele diversos pilotos de várias categorias, entre eles Nelsinho Piquet, Felipe Massa, Rubens Barrichello, Luciano Burti, Lucas Di Grassi e outros pilotos brasileiros de renome.

2008[editar | editar código-fonte]

Schumacher volta a participar do Desafio Internacional das Estrelas, mas não consegue obter a vitória como no ano anterior. Na primeira bateria, largando em quarto lugar, perde posições na largada, e volta a se recuperar durante a prova, mas comete um erro e perde o controle ao passar por uma zebra, logo após ultrapassar Rubens Barrichello e assumir a segunda posição. Após rodar, tem seu kart atingido e a carenagem danificada. A prova acabou sendo encerrada antes do tempo por causa da chuva, com a vitória de Barrichello e Michael finalizando em quarto lugar.

Na segunda bateria Schumacher abandonou a corrida, por problemas no seu kart. Felipe Massa, seu ex-companheiro de Ferrari, venceu a prova. O campeão do evento acabou sendo Barrichello pela somatória dos resultados.

Schumacher testando sua Mercedes no Circuito de Jerez em fevereiro de 2010.
2009[editar | editar código-fonte]

Após acidente com o piloto Felipe Massa, durante o treino classificatório para o Grande Prémio da Hungria, em que foi atingido na cabeça por uma mola que escapou do carro de Rubens Barrichello[3] , Michael Schumacher chegou a ser anunciado como substituto enquanto o piloto brasileiro estivesse afastado. Ainda no hospital, Felipe Massa aceitou bem a decisão da substituição temporária por Schumacher.[4] Porém com fortes dores no pescoço causadas por um acidente de moto em fevereiro e sem poder testar o Ferrari F60, Schumacher desistiu de voltar a F1. O substituto inicial de Felipe Massa foi o italiano Luca Badoer,[5] mas Giancarlo Fisichella assumiu o posto a partir do Grande Prêmio da Itália.

O retorno a Fórmula 1[editar | editar código-fonte]

No dia 23 de dezembro de 2009, a Mercedes GP anunciou na Alemanha o retorno do heptacampeão, aos 41 anos, à Fórmula 1.[6] Michael Schumacher se torna piloto da Mercedes, equipe que surgiu após a compra da vitoriosa Brawn GP, por três temporadas por sete milhões de euros. O veterano corre ao lado do compatriota Nico Rosberg. Michael Schumacher foi o piloto mais experiente do grid até 2012, sendo também o único que correu com os grandes do começo da década de 90, como Ayrton Senna, Alain Prost, Nigel Mansell, Nelson Piquet entre outros. O piloto conseguiu corridas e recuperações históricas, mas não tinha a mesma performasse de antes. Até 2.012, seus melhores resultados eram quartos lugares. Ele consegui voltar a subir ao pódio pela 155 vez, mas foi de forma sofrida. Isso ocorreu no GP da Europa de 2012, sendo que o piloto largara na 12 posição. Através de ultrapassagens, ele chegou a terceira colocação.

Mesmo com esse feito, o ano foi o único em que ele não esteve entra os 10 primeiros, tendo disputado ele inteiro, o que não ocorreu em 1.991. Ele teve muitos abandonos e, além desse, seu melhor resultado foi um 6 lugar na Itália. Porém, o piloto teve uma boa despedida: um 7 lugar no Brasil, tendo largado 14.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Durante sua longa carreira, Schumacher esteve envolvido em diversos incidentes, que causaram controvérsia. Schumacher tem sido condenado na mídia britânica por seu envolvimento em colisões que decidiram os títulos de 1994 e 1997.[7] Os jornais alemães e italianos condenaram amplamente suas ações em 1997.[8] O incidente de 1994 foi visto pela FIA como um incidente de corrida e não trouxe nenhuma sanção, mas o incidente de 1997 desclassificou Schumacher do campeonato.

Colisões que decidiram campeonatos[editar | editar código-fonte]

Indo para o Grande Prêmio da Austrália de 1994, a corrida final da temporada de 1994, Schumacher estava apenas 1 ponto na frente de Damon Hill no campeonato. Schumacher liderou a corrida desde o início, com Hill o acompanhando de perto. Na volta 35, Schumacher saiu da pista, batendo numa parede com as rodas do lado direito.[9] Não se sabia se o carro de Schumacher havia sido danificado, mas ele retornou para a pista em velocidade reduzida, ainda liderando a corrida. Na curva seguinte, quando Hill tentou ultrapassá-lo por dentro, enquanto Schumacher estava virando a curva, Schumacher e Hill colidiram. O carro de Schumacher saiu da corrida. Hill foi ao pit imediatamente e retirou-se da corrida com danos irreparáveis. Como nenhum piloto pontuou, Schumacher levou o título[10]

As opiniões ficaram divididas sobre o incidente. Escritor, e jornalista de Fórmula 1, o britânico Alan Henry escreveu que Schumacher foi responsabilizado por "muitos membros da F1" para o incidente. No entanto, o comentarista de Fórmula 1 Murray Walker acredita que não foi um movimento deliberado.[11] Os comissários de corrida consideraram um acidente de corrida e não tomaram nenhuma ação contra qualquer piloto.

Em 1997, no Grande Prêmio da Europa em Jerez de la Frontera, a última corrida da temporada, Schumacher liderava o campeonato novamente por 1 ponto, desta vez, sobre Jacques Villeneuve. O piloto canadense começou a corrida na pole position. Na primeira curva da corrida, Schumacher estava na frente de Villeneuve. Na volta 48, Villeneuve passou Schumacher na curva Dry Sack. Como ele fez isso, Schumacher virou o carro para dentro do carro Williams, a roda direita da frente da Ferrari de Schumacher bateu no pod lado esquerdo do carro de Villeneuve. Schumacher saiu da corrida imediatamente, enquanto Villeneuve foi capaz de terminar a corrida em terceiro lugar, ganhando quatro pontos e assim se tornando o Campeão do Mundo.

Duas semanas depois da corrida, Schumacher teve seus resultados excluídos da temporada depois de uma audiência disciplinar da FIA que o desqualificou, achando que sua manobra "foi uma reação instintiva e, embora não intencional feita com malícia ou premeditação. Foi um erro grave." Isto fez dele o único piloto na história do esporte a ser desclassificado de um Campeonato do Mundo[12] . Schumacher aceitou a decisão[13] e admitiu ter cometido um erro.

Ordens de equipe[editar | editar código-fonte]

Historicamente, ordens de equipe sempre foram algo aceito na Fórmula 1. No entanto, durante o mandato de Schumacher na Benetton e Ferrari, a equipe muitas vezes empregava "ordens de equipe" como uma questão de rotina. Schumacher, em geral, era beneficiado, com exceção do final de 2 corridas de 1999, quando ele apoiou o título de Eddie Irvine.[14] Isto não atraiu controvérsia significativa nos anos em que Schumacher estava claramente envolvido em uma batalha pelo título com pilotos de outras equipes, mas nos seus anos de dominância (2001-2004) viram muitos acusarem ele e a Ferrari de implantarem "ordens de equipe" de uma forma que minaram o desporto e prejudicaram sua credibilidade.

No Grande Prêmio da Áustria de 2002, o companheiro de Schumacher, Rubens Barrichello, foi pole e liderou a corrida desde o início. Nos metros finais da corrida, o piloto brasileiro, sob as ordens da Ferrari, diminuiu a velocidade do seu carro para abrir caminho para Schumacher passar e vencer a corrida.[15] Fãs irritados que estavam assistindo a corrida alegaram que as ações da equipe mostraram uma falta de desportivismo e respeito aos espectadores, com muitos afirmando que Schumacher não precisava ser "presenteado" com a vitória no que era apenas a 6ª corrida da temporada, sobretudo tendo em conta que ele já havia ganhado 4 dos últimos 5 Grands Prix, e que Barrichello dominou o fim de semana até aquele ponto. Na cerimônia do pódio, Schumacher puxou Barrichello para o degrau mais alto e, por esta perturbação, a equipe Ferrari sofreu uma multa de U$ 1 milhão.[16] Essa foi a única penalidade sofrida pela Ferrari, pois apesar dos protestos, a troca de posições não quebrou qualquer regra. Mais tarde, na no final do Grand Prix dos EUA de 2002, Schumacher reduziu a velocidade perto da linha de chegada, fazendo Barrichello vencer por 0,011 segundo, a segunda margem de vitória mais próxima da história da F1. Ninguém, incluindo Barrichello, parecia saber por que Schumacher o fez, e a explicação do próprio Schumacher variou entre "devolver o favor" da Áustria (agora que o título de Schumacher estava seguro), ou tentando projetar um empate (uma façanha ridicularizada como quase impossível, em um esporte onde os tempos são medidos em milésimos de segundo).[17] A FIA baniu "ordens de equipe, que interferem com o resultado da corrida".[18]

Outros incidentes[editar | editar código-fonte]

Em 1990, no GP Macau de F3, Mika Hakkinen estava tentando uma ultrapassagem sobre Schumacher a última volta da 2a bateria, e Michael deliberadamente desviou o carro para a direita numa manobra de defender a posição, fazendo como que Mika Hakkinen perdesse o controle e batesse no muro. Michael acabou ganhando a corrida e o confronto em Macau, já que Hakkinen ganhou a 1a bateria e não completou a 2a devido o acidente.

Em 1995, Schumacher e a Benetton foram publicamente determinados a não incorrer em tal controvérsia, mas tiveram um mau começo, quando Schumacher e David Coulthard, piloto da Williams, foram desclassificados por irregularidades no combustível. No recurso, os dois pilotos tiveram seus resultados e pontos reintegrados, mas ambas as equipes perderam os pontos no campeonato de construtores.

O restante do ano de 1995 foi sem grande controvérsia, embora a luta pelo título com Damon Hill tenhan se tornado muito intensa e amarga, especialmente após suas colisões nos GPs da Inglaterra e Itália, que obrigou ambos os dois pilotos a abandonarem a corrida. Da mesma forma, nos dois primeiros anos de sua carreira na Ferrari, passou com pouca controvérsia, até a última corrida de 1997.

Em 1998, o Grande Prémio do Canadá viu Schumacher ser acusado de condução perigosa quando a sua saída do pitlane forçou Heinz Harald Frentzen a sair fora da pista e da corrida. Apesar de ter recebido uma pena de 10 segundos, Schumacher se recuperou e venceu a corrida. Na conferência de imprensa, ele acusou publicamente Damon Hill de ondular perigosamente na luta por posições, dizendo: "Se você quiser me matar, encontre outra maneira", uma afirmação que foi condenada e considerada hipocrisia, ou uma manobra cínica de desviar a atenção das suas ações com Frentzen.[19]

À duas voltas do final do GP da Inglaterra de 1998, Michael Schumacher liderava a corrida quando ele recebeu uma ordem de stop-and-go por ultrapassar Alexander Wurz, durante os momentos iniciais de um período de safety car. Esta sanção devia ter envolvido entrar no pit lane e parar por 10 segundos. Mas como a pena foi dada com menos de 12 voltas, e desde que foi divulgado como uma nota manuscrita, a equipe Ferrari estava confusa se a pena foi um stop and go pena ou apenas uma penalidade de 10 segundos a ser adicionado ao tempo de corrida de Schumacher. A regulamentação previa que um condutor deve cumprir a sua pena no prazo de três voltas da pena a ser emitidas, e na terceira volta, após ter recebido a pena, Schumacher foi ao pit lane para cumprir sua pena. No entanto, esta foi a última volta da corrida, e como o pit da Ferrari era após a linha de chegada, tecnicamente Schumacher terminou a corrida antes do cumprimento da pena. Os comissários inicialmente resolveram o problema colocando 10 segundos no tempo de Schumacher na corrida, e mais tarde anularam a pena completamente devido a irregularidades na forma como a pena foi emitida.[20]

Na mesma época, depois de uma colisão, enquanto tentava dar uma volta em David Coulthard em um pesado "spray" de água durante o Grande Prêmio da Bélgica, Schumacher invadiu a garagem da McLaren e, como no incidente com Hill, no Canadá, acusou Coulthard de tentar matá-lo . Os telespectadores viram um furioso Schumacher gritando com Coulthard, enquanto que os membros da equipe McLaren e Ferrari tentavam contê-lo e afastá-lo da garagem da McLaren.

Menor controvérsia surgiu no GP da Áustria em 2000, onde, após ser atingido na primeira curva, Schumacher moveu lentamente seu carro do cascalho, e abandonou-a no meio da pista durante a corrida. Os críticos viram nisso uma tentativa (sem sucesso) para forçar o diretor de prova para reiniciar a corrida (regras do ano 2000 permitiriam que ele reiniciasse no carro de reserva).

Embora Schumacher tivesse obtido a pole position durante a qualificação para o Grande Prêmio de Mônaco 2006, houve controvérsia perto do final da sessão. Schumacher parou seu carro na curva Rascasse, bloqueando parcialmente o circuito, enquanto seu principal concorrente para o título da temporada, Fernando Alonso, estava em sua volta de qualificação. Schumacher afirmou que ele simplesmente teve as rodas bloqueadas na curva e que o carro parou em seguida, quando tentou reverter[21] . Alonso acredita que ele teria sido o pole, se o incidente não tivesse acontecido[22] . Schumacher foi mais tarde retirado da pole position pelos comissários de corrida e começou a corrida na parte de trás do grid.

Em maio de 2010, os comissários do GP de Mônaco decidiram punir Michael Schumacher com o acréscimo de 20 segundos ao seu tempo final de prova por uma ultrapassagem ilegal sobre Fernando Alonso na última volta do GP. Quando o safety car deixou a pista, já na última volta, após uma colisão entre Karun Chandhok e Jarno Trulli, o alemão aproveitou para superar Alonso na entrada da curva Anthony Noghes. Ele assumiu a sexta posição neste momento da corrida. Segundo o artigo 40.13 do regulamento esportivo da Fórmula 1, "se a corrida termina enquanto o safety car estiver na pista, ele entrará no pit lane no fim da última volta e os carros receberão a bandeira quadriculada normalmente sem ultrapassagens."[23]

Em agosto de 2010, no GP da Hungria, Rubens Barrichello tentava ultrapassar Schumacher e, enquanto realizava o movimento, quase foi jogado ao encontro do muro da prova pelo alemão. Schumacher foi punido com a perda de 10 posições no grid na corrida posterior, no GP da Bélgica.[24]

Acidente de esqui[editar | editar código-fonte]

No dia 29 de dezembro de 2013, Schumacher envolveu-se num grave acidente enquanto esquiava na estação de Meribel nos Alpes Franceses. O ex-piloto bateu a cabeça numa pedra e entrou em coma. Schumacher estava esquiando por uma área não delimitada entre duas pistas marcadas naquele momento.[25] [26] [27] Ele foi atendido por dois patrulheiros e levado de helicóptero quinze minutos depois para o hospital local em Moûtiers e depois para Centre Hospitalier Universitaire de Grenoble, um hospital regional que se especializa no tratamento de lesões cerebrais. Lá foi verificado que o alemão, apesar de estar de capacete no momento do acidente, teve um traumatismo craniano grave, o que exigiu uma intervenção cirúrgica imediata.[28]

No dia 16 de junho, Sabine Kehm, assessora de imprensa de Michael Schumacher, informou, em comunicado, que o piloto tinha saído do coma e sido transferido para o Hospital Universitário de Vaud, em Lausanne, na Suiça, para continuar o processo de reabilitação.[29]

Em 9 de setembro de 2014, o antigo campeão mundial de Fórmula 1, saiu do hospital suíço onde se encontrava internado continuou a sua recuperação em casa.[30]

Estatísticas e recordes[editar | editar código-fonte]

  • Número de corridas: 306
  • Número de vitórias: 91
  • Total de pontos: 1566
  • Pódios: 155
  • Schumacher é o único piloto a ter terminado uma temporada inteira no pódio, em 2002. (17 pódios)
  • Pódios seguidos: 19 (2001-2002)
  • Pole positions: 68*
  • Corridas seguidas com pontos: 24 (2001-2003)
  • 22 vezes fez a pole, venceu a corrida e fez a melhor volta
  • Vitória largando da pole position: 40
  • Vitórias no mesmo grande prémio: 8 (França)
  • Temporadas seguidas com vitória: 15
  • Melhores voltas: 77
  • Pontos na mesma temporada: 148 (2004) - de 180 possíveis, ou seja, 82,22%
  • Vitórias na mesma temporada: 13 (2004) - em 18 GPs, ou seja, 72,22% de vitórias
  • Vitórias seguidas numa temporada: 7 (2004)
  • Segundos lugares: 43
  • Voltas na liderança: 4741
  • 247,585 km/h maior média de velocidade em uma corrida
  • Maior período como campeão: quatro anos, 11 meses e 17 dias (8 de Outubro de 2000 a 25 de Setembro de 2005)
  • Único piloto com um vice-campeonato cassado pela FIA: 1997
  • Maior número de sanções aplicadas pela FIA: 10
  • Maior pontuação de um vice-campeão: 121 (2006)
  • Título mais rápido: 2002 (foi campeão em Julho com seis corridas de antecedência)
  • Título com maior vantagem de pontos: 77 (2002)
  • Schumacher e o brasileiro Rubens Barrichello também têm o recorde de dobradinhas na história da Fórmula 1: 24 (2000-2005)
  • Títulos mundiais: 7 (1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004)
  • Fortuna avaliada (2006): 1 bilhão de dólares
  • Último piloto com mais de 40 anos a disputar um GP de Fórmula 1 (aos 43 anos, 10 meses e 22 dias, pela Mercedes, no Grande Prêmio do Brasil de 2012)

(*) Apesar de conquistar o melhor tempo no GP de Mônaco Schumacher não largou na pole devido a uma punição após o acidente com Bruno Senna no GP da Espanha.

Carreira nos Monopostos[editar | editar código-fonte]

Temporada Campeonato Equipe Corridas Poles Vitórias Pontos Classificação
1988 Fórmula Ford 1600 Europeia Eufra Racing 4 1 2 50
Fórmula Ford 1600 Alemã Eufra Racing 6 1 3 124
Fórmula König Hoecker Sportwagenservice 10 1 9 192
1989 Fórmula 3 Alemã WTS Racing 12 2 2 163
Taça Européia de Fórmula 3 WTS Racing 1 0 0 N/A NC
Grande Prêmio de Macau WTS Racing 1 0 0 N/A NC
1990 World Sportscar Championship Team Sauber Mercedes 3 0 1 21 =5º
Fórmula 3 Alemã WTS Racing 11 6 5 148
Taça Européia de Fórmula 3 WTS Racing 1 1 0 N/A NC
Grande Prêmio de Macau WTS Racing 1 0 1 N/A
1991 Fórmula 1 Jordan 1 0 0 0 14º
Benetton 5 0 0 4
World Sportscar Championship Team Sauber Mercedes 8 0 1 43 =9º
Deutsche Tourenwagen Meisterschaft Zakspeed Mercedes 4 0 0 0 NC
Fórmula 3000 Japonesa Team Le Mans 1 0 0 6 12º
1992 Fórmula 1 Benetton 16 0 1 53
1993 Fórmula 1 Benetton 16 0 1 52
1994 Fórmula 1 Benetton 14 6 8 92
1995 Fórmula 1 Benetton 17 4 9 102
1996 Fórmula 1 Scuderia Ferrari 16 4 3 59
1997 Fórmula 1 Scuderia Ferrari 17 3 5 78 DSQ*
1998 Fórmula 1 Scuderia Ferrari 16 3 6 86
1999 Fórmula 1 Scuderia Ferrari 10 3 2 44
2000 Fórmula 1 Scuderia Ferrari 17 9 9 108
2001 Fórmula 1 Scuderia Ferrari 17 11 9 123
2002 Fórmula 1 Scuderia Ferrari 17 7 11 144
2003 Fórmula 1 Scuderia Ferrari 16 5 6 93
2004 Fórmula 1 Scuderia Ferrari 18 8 13 148
2005 Fórmula 1 Scuderia Ferrari 19 1 1 62
2006 Fórmula 1 Scuderia Ferrari 18 4 7 121
2010 Fórmula 1 Mercedes Grand Prix 19 0 0 72
2011 Fórmula 1 Mercedes Grand Prix 19 0 0 76
2012 Fórmula 1 Mercedes Grand Prix 20 0 0 49 13º

(*) Desclassificado.

Cronologia na Fórmula 1[editar | editar código-fonte]

Ano Equipe Carro/Chassis Motor Pneus Grande Prêmios Vitórias Poles Voltas Mais Rápidas Pontos Total de Pontos Classificação
2011 Mercedes GP Mercedes V8 Pirelli 19 0 0 0 76 76
2010 Mercedes GP Petronas F1 Team Mercedes MGP W01 Mercedes V8 Bridgestone 19 0 0 0 72 72
2006 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari 248 F1 Ferrari V8 Bridgestone 18 7 4 7 121 121
2005 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F2005 Ferrari V10 Bridgestone 17 1 1 3 60 62
Ferrari F2004M 2 - - - 2
2004 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F2004 Ferrari V10 Bridgestone 18 13 8 10 148 148 Campeão
2003 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F2003GA Ferrari V10 Bridgestone 12 5 3 3 75 93 Campeão
Ferrari F2002 4 1 2 2 18
2002 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F2002 Ferrari V10 Bridgestone 15 10 6 7 130 144 Campeão
Ferrari F2001 2 1 1 - 14
2001 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F2001 Ferrari V10 Bridgestone 17 9 11 3 123 123 Campeão
2000 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F2000 Ferrari V10 Bridgestone 17 9 9 2 108 108 Campeão
1999 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F399 Ferrari V10 Bridgestone 10 2 3 5 44 44
1998 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F300 Ferrari V10 Goodyear 16 6 3 6 86 86
1997 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F310B Ferrari V10 Goodyear 17 5 3 3 78 78 -*
1996 Scuderia Ferrari Ferrari F310 Ferrari V10 Goodyear 15 3 4 2 59 59
1995 Mild Seven Benetton Renault Benetton B195 Renault V10 Goodyear 17 9 4 8 102 102 Campeão
1994 Mild Seven Benetton Ford Benetton B194 Ford Zetec V8 Goodyear 14 8 6 8 92 92 Campeão
1993 Camel Benetton Ford Benetton B193B Ford HB V8 Goodyear 14 1 - 4 48 52
Benetton B193 2 - - 1 4
1992 Camel Benetton Ford Benetton B192 Ford HB V8 Goodyear 13 1 - 2 42 53
Benetton B191B 3 - - - 11
1991 Camel Benetton Ford Benetton B191 Ford HB V8 Pirelli 5 - - - 4 4 14º
Team 7Up Jordan Jordan 191 Goodyear 1 - - - -

* o piloto perdeu o 2º lugar do campeonato pela sua condução antiesportiva com a intenção de tirar de forma deliberada o canadense Jacques Villeneuve na última prova, mas os pontos conquistados pelo alemão foram mantidos.

Resultados[editar | editar código-fonte]

(legenda) Corridas em negrito indicam pole position; em itálico indicam volta mais rápida.

Temporada Equipe Chassis Motor 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Classificação Pontos
1991 Jordan Grand Prix Camel Benetton Ford Jordan 191 Benetton B191 Ford HB4 Ford HB5 V8 USA
TD
BRA
TD
SMR
TD
MON
TD
CAN
TD
MEX
TD
FRA
TD
GBR
TD
GER
TD
HUN
TD
BEL
Ret
ITA
5
POR
6
ESP
6
JPN
Ret
AUS
Ret
14º 4
1992 Camel Benetton Ford Benetton B191B Benetton B192 Ford HB6/7 V8 RSA
4
MEX
3
BRA
3
ESP
2
SMR
Ret
MON
4
CAN
2
FRA
Ret
GBR
4
GER
3
HUN
Ret
BEL
1
ITA
3
POR
7
JPN
Ret
AUS
2
53
1993 Camel Benetton Ford Benetton B193 Benetton B193B Ford HBA7 V8 RSA
Ret
BRA
3
EUR
Ret
SMR
2
ESP
3
MON
Ret
CAN
2
FRA
3
GBR
2
ALE
2
HUN
Ret
BEL
2
ITA
Ret
POR
1
JPN
Ret
AUS
Ret
52
1994 Mild Seven Benetton Ford Benetton B194 Ford ECA Zetec-R V8 BRA
1
PAC
1
SMR
1
MON
1
ESP
2
CAN
1
FRA
1
GBR
DSQ
GER
Ret
HUN
1
BEL
DSQ
ITA
EX
POR
EX
EUR
1
JPN
2
AUS
Ret
92
1995 Mild Seven Benetton Renault Benetton B195 Renault RS7 V10 BRA
1
ARG
3
SMR
Ret
ESP
1
MON
1
CAN
5
FRA
1
GBR
Ret
GER
1
HUN
11
BEL
1
ITA
Ret
POR
2
EUR
1
PAC
1
JPN
1
AUS
Ret
102
1996 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F310 Ferrari 046 3.0 V10 AUS
Ret
BRA
3
ARG
Ret
EUR
2
SMR
2
MON
Ret
ESP
1
CAN
Ret
FRA
DNS
GBR
Ret
GER
3
HUN
9
BEL
1
ITA
1
POR
3
JPN
2
59
1997 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F310B Ferrari 046/2 3.0 V10 AUS
2
BRA
5
ARG
Ret
SMR
2
MON
1
ESP
4
CAN
1
FRA
1
GBR
Ret
GER
2
HUN
4
BEL
1
ITA
6
AUT
6
LUX
Ret
JPN
1
EUR
Ret
DSQ 78
1998 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F300 Ferrari 047 3.0 V10 AUS
Ret
BRA
3
ARG
1
SMR
2
ESP
3
MON
10
CAN
1
FRA
1
GBR
1
AUT
3
GER
5
HUN
1
BEL
Ret
ITA
1
LUX
2
JPN
Ret
86
1999 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F399 Ferrari 048 3.0 V10 AUS
8
BRA
2
SMR
1
MON
1
ESP
3
CAN
Ret
FRA
5
GBR
Ret
AUT
INJ
GER
INJ
HUN
INJ
BEL
INJ
ITA
INJ
EUR
INJ
MAL
2
JPN
2
44
2000 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F2000 Ferrari 049 3.0 V10 AUS
1
BRA
1
SMR
1
GBR
3
ESP
5
EUR
1
MON
Ret
CAN
1
FRA
Ret
AUT
Ret
GER
Ret
HUN
2
BEL
2
ITA
1
USA
1
JPN
1
MAL
1
108
2001 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F2001 Ferrari 050 3.0 V10 AUS
1
MAL
1
BRA
2
SMR
Ret
ESP
1
AUT
2
MON
1
CAN
2
EUR
1
FRA
1
GBR
2
GER
Ret
HUN
1
BEL
1
ITA
4
USA
2
JPN
1
123
2002 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F2002 Ferrari 051 3.0 V10 AUS
1
MAL
3
BRA
1
SMR
1
ESP
1
AUT
1
MON
2
CAN
1
EUR
2
GBR
1
FRA
1
GER
1
HUN
2
BEL
1
ITA
2
USA
2
JPN
1
144
2003 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F2003-GA Ferrari 052 3.0 V10 AUS
4
MAL
6
BRA
Ret
SMR
1
ESP
1
AUT
1
MON
3
CAN
1
EUR
5
FRA
3
GBR
4
GER
7
HUN
8
ITA
1
USA
1
JPN
8
93
2004 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F2004 Ferrari 053 AUS
1
MAL
1
BAH
1
SMR
1
ESP
1
MON
Ret
EUR
1
CAN
1
USA
1
FRA
1
GBR
1
GER
1
HUN
1
BEL
2
ITA
2
CHN
12
JPN
1
BRA
7
148
2005 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F2005 Ferrari 055 AUS
Ret
MAL
7
BAH
Ret
SMR
2
ESP
Ret
MON
7
EUR
5
CAN
2
USA
1
FRA
3
GBR
6
GER
5
HUN
2
TUR
Ret
ITA
10
BEL
Ret
BRA
4
JPN
7
CHN
Ret
62
2006 Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari 248 F1 Ferrari 056 BAH
2
MAL
6
AUS
Ret
SMR
1
EUR
1
ESP
2
MON
5
GBR
2
CAN
2
USA
1
FRA
1
GER
1
HUN
8
TUR
3
ITA
1
CHN
1
JPN
Ret
BRA
4
121
Resultados após a volta
Temporada Equipe Chassis Motor 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Classificação Pontos
2010 Mercedes GP Petronas Mercedes W01 Mercedes FO 108Y 2.4 V8 BHR
6
AUS
10
MAL
Ret
CHN
10
ESP
4
MON
12
TUR
4
CAN
11
EUR
15
GBR
9
GER
9
HUN
11
BEL
7
ITA
9
CIN
13
JPN
6
KOR
4
BRA
7
ABD
Ret
72
2011 Mercedes GP Petronas Mercedes W02 Mercedes FO 108Y 2.4 V8 AUS
Ret
MAL
9
CHN
8
TUR
12
ESP
6
MON
Ret
CAN
4
EUR
Ret
GBR
9
ALE
8
HUN
Ret
BEL
5
ITA
5
CIN
Ret
JAP
6
COR
Ret
IND
5
EAU
7
BRA
15
76
2012 Mercedes GP Mercedes W03 Mercedes FO 108Z 2.4 V8 AUS
Ret
MAL
10
CHN
Ret
BHR
10
ESP
Ret
MON
Ret
CAN
Ret
EUR
3
GBR
7
ALE
7
HUN
Ret
BEL
7
ITA
6
CIN
Ret
JAP
11
COR
Ret
IND
Ret
EAU
13
EUA
12
BRA
7
13º 49

Referências

  1. Mercedes GP anuncia oficialmente a volta de Schumacher à Fórmula 1 esporte.uol.com.br. Página visitada em 30 de março de 2010.
  2. The Beginning mschumacher.com (2006).
  3. Massa é atingido na cabeça por peça de carro de Rubinho. Página visitada em 25 de julho de 2009.
  4. Massa aguarda alta e brinca com volta de Schumacher. Página visitada em 30 de julho de 2009.
  5. Schumacher desiste do retorno à F-1 e culpa dores; Badoer corre esporte.uol.com.br
  6. Mercedes confirma retorno de Schumacher à F-1 Folha Online
  7. Michael Schumacher Moments Página visitada em 12 de Setembro de 2006
  8. The lost honor of Michael Schumacher grandprix.com. Página visitada em 3 de Novembro de 1997
  9. Schumacher 500: Has the King Lost His Crown?
  10. Schumacher and Hill crash in 1994 Australian Grand Prix BBC News. Página visitada em 23 de Março de 2009
  11. Entrevista com Murray Walker grandprix.com. Página visitada em 18 de Outubro de 1999
  12. [1]
  13. Schumacher loses championship runner-up crown BBC News. Página visitada em 11 Novembro de 1997
  14. Grand Prix Results: Malaysian, 1999 grandprix.com. Página visitada em 17 de Outubro de 1999
  15. Schumacher steals Austrian win BBC News. Página visitada em 12 de maio de 2002
  16. Ferrari and drivers fined $1m CNN World. Página visitada em 26 de Junho de 2002
  17. Ferrari's own goal BBC Sport. Página visitada em 30 de Setembro de 2002
  18. [2]
  19. [3]
  20. [4]
  21. [5]
  22. [6]
  23. "Schumi é punido por ultrapassagem ilegal, e Alonso recupera sexto lugar", Globo Esporte.com, 16 de maio de 2010.
  24. Schumacher punido com perda de 10 posições
  25. Investigadores dizem que Schumacher esquiava devagar e que pista estava bem sinalizada - ESPN Brasil, 08 de janeiro de 2014
  26. Lucio Costa: A fragilidade da imprensa - Observatório de Imprensa, 09 de janeiro de 2014
  27. Investigators confirm Michael Schumacher was skiing off-piste prior to accident Euronews, 08 de janeiro de 2014
  28. Em coma, Schumacher passa por cirurgia e tem estado crítico. Terra, Acesso em 29 de dezembro de 2013
  29. Schumacher acordou do coma e saiu do hospital de Grenoble, Público, 16 de junho.
  30. Schumacher deixa hospital e vai para casa.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikiquote Citações no Wikiquote
Commons Imagens e media no Commons
Commons Categoria no Commons