Michel Onfray

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Michel Onfray (2010)
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Michel Onfray (Argentan, Orne, 1 de Janeiro de 1959) é um filósofo francês, fundador da Universidade Popular de Caen. Seu pensamento se caracteriza pela afirmação da razão, do hedonismo e de um ateísmo militante.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Michel Onfray, nascido a 1º de Janeiro de 1959, obteve o doutorado em filosofia. Lecionou em um colégio técnico em Caen de 1983 a 2002, antes de criar a Universidade Popular, em Caen, em Outubro de 2002. Em seguida, criou uma Universidade Popular em Argentan em 2006. Nasceu em Argentan, em Orne, onde está domiciliado.

Nascido em uma fazenda de pai trabalhador e mãe governanta, ele passou parte de sua infância em uma escola católica e orfanato, a qual ele descreve no prefácio de um de seus livros, "A potência de existir". Se tornou doutor em filosofia e passou a ensinar o tema nas aulas da escola técnica privada Santa Úrsula de Caen entre 1983 e 2002. Negando o ensino de filosofia como é ensinada (segundo ele, um professor de história oficial da filosofia não é um filósofo), ele renunciou ao posto em 2002 para criar a Universidade Popular de Caen, escrevendo o manifesto "A Comunidade filosófica" em 2004.

Michel Onfray considera que não há filosofia sem psicanálise ou sociologia, ou ciência. Um filósofo deve pensar no conhecimento como ferramentas à sua disposição: caso contrário, ele está fora da realidade.

Seus escritos comemoram o hedonismo e o ateísmo. Na linha dos pensadores gregos, celebram a autonomia de pensamento e de vida. Ateísmo sem concessões, vendo as religiões como indefensáveis instrumentos de dominação e de ruptura com a realidade.

Michel Onfray se afirma pertencente a uma linhagem de intelectuais libertários incluindo filósofos cínicos (Diógenes), cirenaicos (Aristipo de Cirene), mas também outros da história da filosofia (os Irmãos do Espírito Livre, libertinos pensadores, da Escola de Frankfurt, por exemplo).

Filosofia[editar | editar código-fonte]

Michel Onfray reivindica principalmente a herança intelectual de filósofos como Nietzsche, La Mettrie e Aristipo de Cirene. Estes três pensadores têm, em comum, o ascetismo hedonista.

Michel Onfray usa o pensamento de Nietzsche, sua visão do Ocidente, a ética e a sua crítica central do cristianismo. De Aristipo de Cirene, mantém o grande sim à vida, à unidade dinâmica e hedonismo exacerbado, e a sabedoria dos filósofos de Cirene (e o ateísmo de alguns, correndo a toda a velocidade pelo prazer: embora o prazer seja mau, se seguido por um grande descontentamento, ou desordem). Onfray acrescenta que o seu plano é atualizar essa doutrina para o tempo pós-moderno.

Oferece uma postura materialista de pensamento. Apresenta áreas de especial interesse: ética e política, uso lúdico do corpo, relacionamentos amorosos, a estética etc., todas agrupadas sob o título de "filosofia existencial'. Ele trabalha na desconstrução dos mitos inspirado pelo "instinto de morte", ou seja, pela recusa do mundo.

Oferece uma prática existencial do hedonismo. Sua obra é uma ponte entre o leitor e o mundo das artes da cultura e do conhecimento, o que implica o cumprimento de longo prazo e o prazer. Deve ser lembrado que o nome de Onfray significa que traz paz, de uma maneira ou de outra. Defende o ateísmo militante. Durante suas conferências na Universidade Populaire de Caen, diz como o asceta do idealismo platônico, neoplatônico e cristão, e alemão, sempre influencia a nossa maneira de pensar e conceber o mundo, pois a maneira como vivemos nossas vidas. Assumindo uma postura "contra-história da filosofia", Michel Onfray tira ensinamentos, ideias e pensamentos a fim de permitir a produção de uma vida diária eufórica.

Trabalhos[editar | editar código-fonte]

O quadro "Luta de Jacó com o anjo", de Eugène Delacroix, inspirou a capa do Traité d'athéologie
  • Le ventre des philosophes, critique de la raison diétététique (O ventre dos filósofos, crítica da razão dietética), Edições Grasset & Fasquelle, 1989, ISBN 2-24-641681-7
  • Physiologie de Georges Palante. Pour un nietzchéen de gauche (Fisiologia de Georges Palante. Para um adepto de Nietzche de esquerda), Edições Folle Avoine, 1989 ISBN 2-24-662951-9
  • Cynismes. Portrait du philosophe en chien (Cinismos. Retrato do filósofo de cachorro), Edições Grasset, 1990 ISBN 2-25-304457-1
  • L'art de jouir : pour un matérialisme hédoniste (A arte de gozar: por um materialismo hedonista), Edições Grasset, 1991, ISBN 2-25-394198-0
  • La sculpture de soi : la morale esthétique (1991)
  • L'œil nomade : la peinture de Jacques Pasquier (1992)
  • La raison gourmande, philosophie du goût (1995)
  • Ars moriendi : cent petits tableaux sur les avantages et les inconvénients de la mort (1995)
  • Métaphysique des ruines : la peinture de Monsu Désidério (1995)
  • Les formes du temps : théorie du Sauternes (1996)
  • Politique du rebelle : traité de résistance et d'insoumission (1997)
  • À côté du désir d'éternité : fragments d'Égypte (1998)
  • Théorie du corps amoureux : pour une érotique solaire (2000)
  • Prêter un livre n'est pas voler son auteur (2000)
  • Antimanuel de philosophie : leçons socratiques et alternatives (2001)
  • Célébration du génie colérique : tombeau de Pierre Bourdieu (2002)
  • L'invention du plaisir : fragments cyréaniques (2002)
  • Esthétique du Pôle nord : stèles hyperborréennes (2002)
  • Splendeur de la catastrophe : la peinture de Vladimir Vélikovic (2002)
  • Les icônes païennes : variations sur Ernest Pignon-Ernest (2003)
  • Archéologie du présent, manifeste pour l'art contemporain (2003)
  • Féeries anatomiques (2003)
  • La philosophie féroce (2004)
  • La communauté philosophique (2004)
  • Traité d'athéologie, Paris, Grasset (2005)
  • Théorie du voyage : poétique de la géographie, Paris, Galilée, 2005
  • Le crépuscule d'une idole : L'affabulation freudienne, Grasset, 2010, ISBN 9782246769316
  • Journal hédoniste :
    • I. Le désir d'être un volcan (1996)
    • II. Les vertus de la foudre (1998)
    • III. L'archipel des comètes (2001)
    • IV. La lueur des orages désirés (2007)
  • La contre histoire de la philosophie:

Ligações externas[editar | editar código-fonte]