Midas

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Midas é um personagem da mitologia grega, o rei da cidade frígia de Pessinus. É baseado em um rei de mesmo nome da Frígia (no meio da atual Anatólia, Turquia),do século VIII a.C., havendo sobre esse rei dois conhecidos mitos.

Índice

[editar] Descoberta Arqueológica

O Rei Midas realmente existiu. Em 1969, pesquisadores do Museu de Arqueologia e Antropologia da University of Pennsylvania sob a liderança de Rodney Young, após escavações na Turquia, em Gordiom (hoje Yassihüyük) antíga capital da Frígia, localizaram o túmulo de Midas,. O caixão mortuário estava muito bem preservado, era feito de troncos de árvores e em sua volta havia vasos de cerâmica e metal, taças, bandejas e outros recipientes e objetos. Ali houve, segundo Patrick McGovern da equipe de arqueólogos da "U.Penn", um banquete fúnebre para o Rei e quase todas as iguarias e bebidas puderam ser identificadas. Cem foi a quantidade aproximada de convivas nessa grande refeição, conforme avaliação dos especialistas.[1]

nos estados unidos

[editar] Mitos sobre Midas

[editar] Toque de ouro

Túmulo de Midas

Certa vez Baco (ou Dionísio, deus do vinho) deu por falta de seu mestre e pai de criação, Sileno. O velho andara bebendo e, tendo perdido o caminho, foi encontrado por alguns camponeses que o levaram ao seu rei, Midas. Midas reconheceu-o, tratou-o com hospitalidade, conservando-o em sua companhia durante dez dias e dez noites, no meio de grande alegria.

No décimo-primeiro dia, levou Sileno de volta e entregou-o são e salvo a seu pupilo. Baco ofereceu, então, a Midas o direito de escolher a recompensa que desejasse, qualquer que fosse ela. Midas pediu que tudo em que tocasse imediatamente fosse mudado em ouro. Baco consentiu, embora pesaroso por não ter ele feito uma escolha melhor.

Midas seguiu caminho, jubiloso com o poder recém-adquirido, que se apressou a pôr em prova. Mal acreditou nos próprios olhos quando viu um raminho que arrancara de um carvalho transformar-se em ouro em sua mão. Segurou uma pedra; ela mudou-se em ouro. Pegou um torrão de terra; virou ouro. Colheu um fruto da macieira; ter-se-ia dito que furtara do jardim das Hespérides.

Sua alegria não conheceu limite e, logo que chegou à casa, ordenou aos criados que servissem um magnífico repasto. Então verificou, horrorizado, que, se tocava o pão, este enrijecia em suas mãos; se levava comida à boca, seus dentes não conseguiam mastigá-la. Tomou um cálice de vinho, mas a bebida desceu-lhe pela garganta como ouro derretido.

Consternado com essa aflição sem precedentes, Midas lutou para livrar-se daquele poder: detestava o dom. Tudo em vão, porém; a morte por inanição parecia aguardá-lo. Ergueu os braços, reluzentes de ouro, numa prece a Baco, implorando que o livrasse daquela destruição fulgurante. Baco, divindade benévola, ouviu e consentiu. - Vai ao Rio Pactolo - disse - e segue a corrente até à fonte que lhe dá origem, ali mergulha tua cabeça e teu corpo e lava tua culpa e teu castigo.

Midas assim fez e mal tocara as águas, antes mesmo de ter passado para elas o poder de transformar tudo em ouro, as areias do rio tornaram-se auríferas, e assim continuam até hoje.

[editar] Orelhas de burro

Após os eventos envolvendo o toque de ouro, Midas abandonou a riqueza e virou um seguidor de , deus dos bosques. Um dia Pã afirmou tocar melhor do que Apolo, e o deus do Sol resolveu fazer um duelo com Pã, julgado pelo deus Tmolo. Pã agradou a todos com sua flauta, mas após Apolo tocar sua lira Tmolo deu o prêmio a ele. Midas indignou-se, questionou a decisão, e Apolo enfurecido deu a Midas orelhas de burro.

Midas cobriu-as com um turbante para seus seguidores não o perceberem. Apenas o cabeleireiro sabia das orelhas, e devia guardar segredo. O cabeleireiro não estava conseguindo, e para satisfazer sua vontade, cavou um buraco, falou "O Rei Midas tem orelhas de burro!" dentro deste e cobriu-o de terra. Porém o junco que cresceu no lugar do buraco "cantava" a frase sempre que recebia vento, espalhando a história pelo reino.

[editar] Referências

  1. A rainha que virou pizza" - Autor: José Antônio Vargas Dias Lopes - Companhia Editora Nacional - 2007
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